Título: dificuldade de aprendizagem: Análise e alternativa de mediação



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DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM:

ANÁLISE E ALTERNATIVA DE MEDIAÇÃO PEDAGÓGICA ESPECÍFICA
Marta Estela Borgmann – UNIJUI



  1. APRESENTANDO A PESQUISA


... “em nossa vida profissional, parece haver dois tempos vitais que se cumprem regularmente e que são partes de uma mesma tarefa, o tempo de fazer e o tempo de comunicar”...

Nas palavras de Moccio, citado por MENDES (1994), na obra O desejo de conhecer e o conhecer do desejo: Mitos de quem ensina e de quem aprende, encontro a inspiração para organizar este artigo, que diz da pesquisa da dissertação de Mestrado.

O tempo de fazer se traduz no tempo do meu envolvimento com a educação especial, tempo em que comecei a atuar (e onde ainda atuo) como educadora no Centro de Apoio Pedagógico (CAPe), situado em Ijuí/RS. Este centro é um espaço onde há 15 anos desenvolvo o meu trabalho. Uma clínica particular na qual atendo PNEE (pessoas com necessidades educativas especiais – dificuldade de aprendizagem, condutas típicas de síndromes neurológicas e deficiência mental), pessoas estas, encaminhadas geralmente, por escolas particulares e públicas e que carregam consigo a queixa do não-aprender, necessitando, assim, um atendimento individualizado.

Ao iniciar minha prática no CAPe, objetivava atender somente as dificuldades de aprendizagem das pessoas com Deficiência Mental, que possuíam um diagnóstico prévio de área médica e onde, a partir deste, poderia utilizar estratégias e técnicas diferenciadas para reabilitá-los, oferecendo condições de integração na sociedade e na escola, quando posível de forma menos restritiva.

Para minha surpresa, apareceram Paulos, Luísas, Joanas, Pedros, Marcelos, e muitos outros, todos colocados no lugar dos que não aprendem e, portanto, encaminhados para avaliação e atendimento individualizado na busca de solução para seus problemas, digo seus, porque estes geralmente são remetidos aos alunos. Alguns, traziam a queixa de serem deficientes mentais e com isto a sentença de exclusão de uma classe comum, outros com sérias dificuldades na aquisição da leitura e escrita, uma caligrafia péssima, falta de concentração, hiperatividade, enfim fatores que dificultavam seus trabalhos em sala de aula, e que suportar a diferença era difícil, pelo contexto normativo que o restante do grupo representava. Crianças que na sua história de vida não haviam procurado qualquer tipo de ajuda e a avaliação solicitada era quase uma condição para a permanência na escola.

Multirepetência, agressividade, “burrice”, deficiência, desorganização, falta de concentração, eram queixas que vinham coladas às crianças. Percebia assim, o número alarmante de crianças com dificuldade de aprendizagem nas escolas, e que pela difícil identificação no discurso e na prática educativa, acabavam ou estigmatizadas pelo fracasso escolar ou como deficientes mentais, nas classes especiais.

Então, surge a pesquisa. Abordando a problemática das crianças com dificuldade de aprendizagem (DA) específica, no caso disléxicas, por entender que são as que mais se assemelham às características das DAs apresentadas por crianças com DM e que, pela falta desta diferenciação, tem ocorrido um aumento considerável da clientela para o ensino especial, talvez sem uma real necessidade.

Minha experiência como mediadora com crianças que apresentam dificuldade de aprendizagem, auxiliando-as a superar as dificuldades encontradas na escola, é o aspecto relevante deste trabalho. Trabalho este, que tem como objetivo, a reflexão desta mediação, tentando distinguir quem são estas crianças que não aprendem: são crianças deficientes mentais, crianças com dificuldade de aprendizagem ou somente crianças que requerem uma mediação pedagógica específica?

Desta forma temos, conforme o pensamento de Moccio, citado por MENDES (1994), o tempo de comunicar – tempo, que surge das inquietações e reflexões do meu fazer profissional, enquanto educadora e mediadora do processo ensino aprendizagem das crianças com DA. Desafio-me assim, uma renovação diária, percebendo inclusive que o conceito de funcionalidade da educação especial, antes de ser entendido como de uma educação diferente para alunos diferentes deva ser substituído por um sistema educativo que se possibilite a responder satisfatoriamente às necessidades particulares de todos os alunos. Uma forma educacional enriquecida e não reduzida.

Encontro-me desta forma, compleamente implicada com estes aspectos que dizem do não aprender. Procuro não fazer um isolamento entre o ato de pesquisar e o momento em que a pesquisa acontece na construção do conhecimento dos sujeitos, pois ela se faz com movimentos dinâmicos – investigação para a pesquisa e a realização de uma mediação específica.

Os procedimentos metodológicos utilizados constam de uma revisão bibliográfica e pesquisa de campo. Busco um referencial teórico que permite ver a criança como um sujeito que constrói seu conhecimento de forma interatuante com o seu meio. A pesquisa tem como campo, a análise do meu fazer profissional frente às dificuldades de aprendizagem das crianças que são encaminhadas ao Centro de Apoio Pedagógico. Particularizei a experiência, no trabalho feito com uma criança, mas que representa o universo das demais. Busquei na escola e na família os complementos necessários para esta análise através de entrevistas não-estruturadas, dialógicas e questionários.



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