Trabalho: 9: Associação IntegrAção: Oportunidade Ímpar de Conhecimento e Profissionalização aos Alunos Envolvidos



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Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária

Belo Horizonte – 12 a 15 de setembro de 2004


Associação IntegrAção: Oportunidade Ímpar de Conhecimento e Profissionalização aos Alunos Envolvidos
Área Temática de Desenvolvimento Regional
Resumo

Diante da possibilidade de suprir algumas das necessidades sociais em comunidades de Florianópolis, alunos do curso de Psicologia da UFSC criaram a Associação IntegrAção. O principal objetivo é aproximar universidade e comunidade, transformando conhecimentos adquiridos no meio acadêmico em benefícios para a população. Dentre os resultados obtidos, pode-se destacar: sala para funcionamento da ONG Júnior; participação em encontros e reuniões com entidades já constituídas, buscando conhecimento e possibilidade de futuras parcerias; participação nas reuniões com coordenadores de projetos de extensão da UFSC; divulgação do projeto IntegrAção no meio acadêmico; instituição da IntegrAção como uma Associação legalmente constituída e registrada; participação na III Semana de Pesquisa e Extensão, na I Mostra Catarinense Itinerante de Práticas em Psicologia e na II Semana da Psicologia; participação no Curso de Formação de Líderes e Profissionais do Terceiro Setor; criação do portal www.ongjunior.org, apoio e viabilização do Grupo de Gestantes Universitárias, assim como ao projeto RPG; aprovação da IntegrAção como atividade de extensão durante os anos 2003 e 2004. A oportunidade de aprendizado numa área como o Terceiro Setor coloca os alunos, e conseqüentemente a UFSC, numa condição atual, dinâmica e comprometida com a prática social responsável, baseada no profissionalismo.


Autores

Emílio Takase, (professor doutor)

Davi Baasch (estudante de Psicologia)

Saulo Botomé (estudante de Psicologia)

Fábio Medeiros, (estudante de Psicologia)

Márcia Saar, (estudante de Psicologia)


Instituicão

Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC


Palavras-chave: comunidade; projetos; Terceiro Setor.
Introdução e objetivo

Os problemas globais relacionados ao grande aumento da produção, consumo e geração de riquezas, assumiram um porte considerável em curto espaço de tempo, provocando danos ambientais e sociais consideráveis à humanidade. Ao mesmo tempo, percebe-se que as ações do Estado têm sido insuficientes para atender essa demanda. Surgem, pois, frentes alternativas para gerenciamento destas questões. Um exemplo dessas frentes são as Organizações Não Governamentais (ONG’s), que pretendem complementar a ação do Estado prestando serviços de atendimento às necessidades das populações mais desfavorecidas.

Diante das possibilidades de atendimento às necessidades sociais, alunos do curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC - elaboraram um projeto de criação de uma ONG Júnior (formada por estudantes). No decorrer do ano de 2003, como projeto de extensão, estruturaram e formalizaram a Associação IntegrAção. A idéia era, e continua sendo, agir em defesa da qualidade de vida da população próxima à universidade através de uma organização do terceiro setor.

No mundo atual temos presenciado um grande desenvolvimento no setor das comunicações, um poderio político e econômico sem precedentes, com grande crescimento da produtividade industrial e agrícola e maior urbanização. Essas transformações, em ritmo acelerado e de forma globalizada, trouxeram conseqüências graves ao homem de maneira geral. Provocou danos ambientais, aumentou a violência e a pobreza, etc. E quando se fala em pobreza não se refere somente à falta de recursos básicos ligados à condição econômica, mas também à dificuldade de acesso a muitas outras condições importantes para um padrão condizente com uma qualidade de vida no mínimo razoável.

Os problemas globais assumiram um porte considerável em curto espaço de tempo. A ação do Estado não tem dado conta de restabelecer a dignidade de vida de seu povo. É necessário que uma outra força assuma a frente diante de tantas dificuldades, e foi nesse contexto que surgiram as Organizações Não Governamentais (ONG’s). Organizações sem fins lucrativos, autônomas, que pretendem complementar essa ação do Estado, prestando serviços de atendimento às necessidades da população em geral, agindo em defesa da qualidade de vida das populações mais desfavorecidas. Elas representam a descoberta da importância da associação dos homens em prol de um objetivo comum, o qual, nesse caso, busca criar melhores condições de sobrevivência e conforto às pessoas. Uma ONG tem função social e política. Ela pretende promover transformações estruturais na sociedade, aumentando o número de atores envolvidos nesse processo, fazendo-se valer da participação de cada cidadão, o que não dispensa a ação do Estado, mas tentam multiplicá-la promovendo uma sociedade mais democrática e justa. Este é um setor que busca se inserir entre os setores governamental e empresarial, buscando parcerias que, aos poucos, podem mudar o cenário formado pelo abismo das condições sociais da população.

Florianópolis é uma cidade que não se diferencia do panorama mundial no que se refere às condições sócio-econômicas. Muitas campanhas têm sido feitas, colocando esta cidade como um dos melhores locais para se viver, com altos índices de qualidade de vida.

Todavia, se nós nos propusermos a olhar para isso com um pouco mais de atenção, veremos que a verdadeira história não é bem assim. Cada vez mais tem surgido e se tornado freqüente casos de violência, uso de drogas ilícitas e pobreza. Muitas pessoas têm vindo buscar esta qualidade de vida divulgada nas campanhas. Isso acabou fazendo com que a população crescesse rapidamente, ao passo os recursos econômicos destinados à sociedade local não tem sido ampliados em igual proporção.

Nas comunidades próximas a UFSC, a cada dia que passa, aumentam as ocorrências ligadas ao abuso de drogas, à violência e à insegurança. O jornal de maior circulação do Estado (Diário Catarinense), no dia 06/12/2002, apresentou dados alarmantes. Tendo como fonte a Central de Segurança da UFSC, até o mês de outubro, o número de ocorrências de furtos em geral, furto de veículos, veículos arrombados, instalações arrombadas, agressões e assaltos, cresceu assustadoramente, em relação ao ano de 2000. Segundo a reportagem, o corpo docente, representado pelo presidente da Associação dos Professores da UFSC, acredita que deve haver maior investimento da UFSC nas comunidades carentes, com ações voltadas aos jovens, os mais envolvidos nestes delitos, no intuito de que uma maior integração ao meio universitário proporcione uma diminuição na criminalidade local.

Diante dessas possibilidades de ação, e cientes da sua capacidade produtiva, alunos do curso de Psicologia, integrantes da comunidade universitária, acreditam que a possibilidade de criação de uma ONG Júnior poderia ser de grande valor à comunidade local. Esta iniciativa, inserida em um micro sistema, se comparado à atuação de algumas organizações já estabelecidas, serviria de exercício para a participação de uma organização propriamente dita no futuro exercício profissional. A UFSC é uma universidade de grande potencial intelectual e humano. Ao seu redor vivem muitas pessoas em comunidades com características bem diferentes. Suas condições de vida variam muito, podendo-se verificar a presença desde bairros nobres até favelas.

O conhecimento produzido na Universidade, na grande maioria das vezes, se limita a qualificar seus proponentes e nem sempre privilegia diretamente à comunidade. Por que não utilizar esses recursos em favor da qualidade de vida da população? Não seria o momento de mobilizar a força de trabalho dos estudantes em função disso? Os estudantes de Psicologia gostariam e têm a intenção de estar respondendo a questões como estas dando início à formação de uma entidade que se proponha a mobilizar os recursos e projetos produzidos na Universidade, e dentro de um futuro próximo, através de parcerias com outros cursos, gerar benefícios diretos à população que faz parte das comunidades locais, aumentando assim sua qualidade de vida.

A IntegrAção tem como objetivo geral: Promover relações recíprocas entre Universidade e Comunidade ao integrar, com responsabilidade social, teoria e prática.

Os objetivos específicos da IntegrAção são: - Proporcionar maior qualidade de vida às pessoas mais desfavorecidas da comunidade adjacente à UFSC; - Mobilizar o corpo universitário para desempenhar projetos socialmente responsáveis; - Conhecer a realidade das comunidades em torno da UFSC, especialmente aquelas mais necessitadas de apoio (comunidades carentes); - Executar projetos beneficentes; - Desenvolver internamente a IntegrAção; - Expandir as atividades que a IntegrAção já vem desempenhando; - Difundir o trabalho da IntegrAção; - Levantar as demandas de comunidades para poder agir em seu maior benefício; - Reunir outros projetos da Psicologia, assim como de outros cursos, que possam assistir essas comunidades, e acompanhar a viabilização desses projetos; - Divulgar a IntegrAção com intuito de buscar parcerias; - Dar continuidade aos projetos em andamento; - Divulgação do projeto da ONG Júnior em eventos, com o objetivo de estimular estudantes, inclusive de outras universidades, a criarem organizações semelhantes.


Metodologia

Através de uma troca entre sociedade e universidade a IntegrAção buscou, e vem buscando várias maneiras de viabilizar os projetos sociais criados no Departamento de Psicologia. Uma das maneiras encontradas foi realizar vários contatos com líderes de comunidade nas áreas próximas a Universidade, a fim de tornar conhecido para a população o interesse da IntegrAção em estar auxiliando esse relacionamento.

Foi disponibilizado um espaço, no Colégio de Aplicação, onde estão sendo realizadas atividades de projetos provenientes da Universidade para a comunidade. Uma sala esta sendo utilizada, assim como suportes técnicos, conseguidos pelo grupo que atua na Integração. Os alunos do Colégio de Aplicação fazem parte das comunidades locais e a IntegrAção os têm considerado como um importante meio de comunicação entre universidade e sociedade, bem como uma oportunidade para desempenhar trabalhos de extensão universitária em benefício da população que lá habita.

Na Universidade existe grande número de Empresas Juniores já em funcionamento. Assim sendo, buscou-se contato com essas entidades com o intuito de se ter mais informações sobre as suas atividades, e principalmente de se ampliar o relacionamento com a Universidade e com estudantes universitários, assim como com a comunidade. Essa iniciativa nos auxiliou a estruturar a prática da ONG Júnior IntegrAção. O contato com outros cursos já está sendo feito através de professores, núcleos de estudo e laboratórios que tenham como preocupação o desenvolvimento social responsável. A busca por projetos em andamento foi feita por meio de contato com o Departamento de Apoio a Extensão (DAEx), com a intenção de unir alunos de diferentes cursos que tenham um projeto similar.

O trabalho de divulgação não ficou restrito ao interior da UFSC, visto que a ação dos projetos visa à comunidade da Serrinha. Dessa forma a IntegrAção atinge seu público através dos colégios e associações comunitárias, que de maneira direta informam as necessidades locais. Quando a comunidade demanda necessidades de trabalhos a serem feitos, a ONG Júnior entra em contato com alunos que estejam com projetos sociais que envolvam as necessidades da região, e verifica a possibilidade de estar realizando estes projetos nas comunidades carentes. Concomitantemente à divulgação dos projetos nas comunidades, realiza-se a busca de parcerias, sendo que é de suma importância que essa busca seja permanente durante a ação da ONG Júnior, pois muitos projetos somente poderão ser viabilizados com os recursos disponibilizados nas parcerias.

Com informações suficientes, o planejamento das atividades foi possível ser realizado. O mês de abril foi um marco para o início da prática dos projetos reunidos até aquele momento. A realização das atividades se dá no decorrer da semana, à tarde, no período das 14 às 18 horas, na sala de dinâmicas da ONG Júnior IntegrAção.

Juntamente à prática dos projetos, a ONG Siri Goiá também está participando das atividades relacionadas à ação da ONG Júnior IntegrAção. Com a proposta de realização de oficinas de Maracatu para crianças e adolescentes como uma atividade sociocultural alternativa e motivadora, a ONG Siri Goiá promove o desenvolvimento psicomotor e o estabelecimento de relações sociais baseadas na cooperação, afetividade e na valorização da auto-estima; e estimula o desenvolvimento da expressão artística e cultural através da linguagem rítmica e corporal afro-brasileira. Suas atividades são desenvolvidas em horários condizentes com o cronograma da escola.

Além das atividades da ONG Siri-Goiá, um grupo de alunos de psicologia estagiárias no hospital universitário está promovendo um grupo de encontro para gestantes. O objetivo é de proporcionar às gestantes e aos casais “grávidos” a possibilidade de vivenciarem de forma mais tranqüila e harmoniosa o momento da internação e todo o processo de nascimento do bebê, prestando um atendimento interdisciplinar em nível de prevenção primária às gestantes e/ou casais grávidos do quarto ao sétimo mês de gravidez. Os encontros são realizados semanalmente, com duração de 3 horas, por um período de 8 semanas consecutivas. Cada encontro constando de 3 momentos distintos: conscientização corporal, respiração e relaxamento; lanche; informação, discussão; e vivências.

Outro projeto que está sendo planejado é o de utilização do RPG como ferramenta didática para alunos que tenham passado por classes de aceleração, que estejam encontrando alguma dificuldade com alguma disciplina específica, ou apenas tenham interesse em aprofundar o conhecimento em disciplinas específicas através de uma prática lúdica, vivencial e que possam colocar em prática os conhecimentos adquiridos na aula.
Resultados e discussão

Durante a realização dos encaminhamentos necessários ao alcance dos objetivos propostos houve pleno atendimento dos requisitos relacionados à interação com o ensino e a pesquisa. As conquistas foram muitas, principalmente se for considerado o caráter inédito do projeto – uma ONG Júnior. Não havia um modelo, um caminho já definido anteriormente. Tudo era novo, até porque o terceiro setor ainda carece de suporte teórico, de fontes de informação e banco de dados. E este foi o desafio maior: buscar conhecimento e experiência numa atividade que ainda está se estruturando, se reorganizando, em um país que pretende aumentar sua responsabilidade social.

Dentre os resultados obtidos durante o primeiro ano (2003), ainda anterior à estruturação legal da Associação IntegrAção, pode-se destacar: - Recebimento de uma sala no Colégio de Aplicação da UFSC para o funcionamento da ONG Júnior; - Reforma da referida sala, por solicitação de recursos com a Pró-Reitoria de Assuntos da Comunidade (PRAC), através do Pró-reitor Prof. Pedro Araújo, da Vice-diretora do Colégio de Aplicação profª. Rutilândia e colaboração pessoal dos alunos envolvidos no projeto; - Concessão de um computador, uma filmadora, um rádio-gravador, entre outros materiais; - Participação em encontros e reuniões com entidades já constituídas, buscando conhecimento relacionado ao seu funcionamento e possibilidade de futuras parcerias; participação nas reuniões com os coordenadores de projetos de extensão da UFSC, entrando em contato com os projetos que atuam em torno da UFSC e viabilizando a troca de conhecimentos e também abrindo uma possibilidade de implementação desses projetos com uma maior participação de acadêmicos voluntários; - Divulgação do projeto de criação da ONG Júnior IntegrAção no meio acadêmico, estimulando a participação dos alunos na prática social responsável; - Elaboração e aprovação do estatuto da ONG Júnior em assembléia, divulgada e realizada no CFH, sendo empossada a primeira diretoria e passando a denominar-se Associação IntegrAção; - Participação na III Semana de Pesquisa e Extensão (SEPEX), através da manutenção de um stand onde os alunos divulgaram o projeto através de painel e colheram informações com integrantes de outras associações e com a comunidade em geral, que visitou a mostra; - Participação na I Mostra Catarinense Itinerante de Práticas em Psicologia, através de painéis, e na II Semana da Psicologia - promovida pelo Centro Acadêmico de psicologia da UFSC - com comunicação oral; - Participação no Curso de Formação de Líderes e Profissionais do Terceiro Setor, realizado pelo órgão Cidade Futura, num total de 40 horas, o que possibilitou a visualização da organização do Terceiro Setor no panorama nacional, além de inúmeras possibilidades de futuras parcerias; - Criação e manutenção do portal www.ongjunior.org; - Estabelecimento de contatos com os projetos a serem desenvolvidos através do Colégio de Aplicação em atendimento à comunidade, entre eles o de prevenção às drogas, o de atendimento a gestantes, e o da ONG Maracatu, que já desenvolve trabalhos com os jovens do colégio aos sábados e com a qual mantemos parceria; - Visita a Casa São José na Comunidade da Serrinha para conhecer sua realidade e dar início ao desenvolvimento de projetos que atendam a muitas demandas apresentadas.

Dentre os principais resultados obtidos durante o segundo ano do projeto (2004), pode-se destacar: - Aprovação da ONG Júnior IntegrAção como uma Associação, legalmente constituída e registrada; - Viabilização e suporte ao projeto Grupo de Gestantes Universitárias, promovido por alunas do curso de psicologia da UFSC, o qual tem como público alvo gestantes entre o quarto e o sétimo mês de gravidez e um acompanhante (preferencialmente o pai do bebê).

Este projeto visa esclarecer dúvidas das gestantes, fornecer informações, trocar experiências, prevenir situações geradoras de tensão e ansiedade, realizar exercícios e atividades corporais adequadas à gestação, preparar psicologicamente as gestantes para o parto, promover discussões e transmitir orientações sobre o ciclo gravídico-puerperal, possibilitar às gestantes e seus acompanhantes conhecimento e ambientação à maternidade, dentre outros; - Recebimento de quatro mil reais para compra de equipamentos eletrônicos, através da aprovação do projeto do FUNGRAD (Fundo de Apoio ao Ensino de Graduação, promovido pela Pró-Reitoria de Ensino de Graduação da UFSC); - Ganho de um computador, dois condicionadores de ar, uma impressora, um scanner, uma televisão de vinte polegadas, e materiais para expediente, através da aprovação do projeto de Pró-extensão promovido pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão; - Auxílio no planejamento e na futura execução do projeto RPG, o qual visa potencializar o processo de aprendizagem dos alunos por meio de um estímulo motivacional (jogo de RPG) voltado à melhora do desempenho escolar, e cujo publico alvo são alunos de ensino médio e fundamental com baixo desempenho escolar e/ou potencial acadêmico a ser desenvolvido; Estreitamento de laços com o bairro da Serrinha, através de contato com o presidente da associação dos moradores e com pessoas da Casa São José, local destinado a trabalhos voluntários com fins beneficentes; Base de dados com todos os projetos de extensão relacionados aos trabalhos que a IntegrAção desempenha e pretende desempenhar, assim como contatos com o Departamento de Apoio a Extensão da UFSC e com a diretoria do Colégio de Aplicação da UFSC; Divulgação da IntegrAção através de congressos, cartazes, comunicações orais, contatos com entidades, encontros e reuniões, murais e demais veículos de divulgação.
Conclusões

A elaboração e a realização de atividades necessárias ao encaminhamento dos objetivos propostos pelo projeto inicial de criação de uma ONG Júnior proporcionou uma oportunidade ímpar de conhecimento e profissionalização aos alunos envolvidos. Sendo que ao terminar o prazo para o alcance desses objetivos, conclui-se que os resultados obtidos superaram aquilo que se havia esperado.

Desde os primeiros contatos para a divulgação do projeto sempre houve grande empatia e aceitação por todas as partes envolvidas, dentre eles: os diversos setores da Universidade, o Colégio de Aplicação, o departamento de Psicologia, através dos alunos e professores, os coordenadores de outros projetos e organizações já estabelecidas. Todos se mostraram dispostos a colaborar, seja com recursos humanos ou com recursos materiais, estabelecendo a possibilidade de parcerias futuras que visam o investimento social.

A oportunidade de aprendizado numa área nova como o Terceiro Setor coloca os alunos, e conseqüentemente a UFSC, numa condição atual, dinâmica e comprometida com a prática social responsável, baseada no profissionalismo, no embasamento teórico, substituindo um vigente modelo assistencialista, que tem se preocupado, geralmente, muito mais com o simples exercício técnico dos alunos que vão a campo do que com os reais anseios e necessidades da comunidade.

Há muito que desenvolver no próximo ano, já que a Associação Integração tornou-se realidade e pôde passar a reunir projetos desenvolvidos pelas diversas áreas de estudo e pesquisa da UFSC, concretizando o seu principal objetivo de aproximação entre a universidade e a comunidade. Espera-se que a renovação deste projeto de extensão se concretize e que, além das que já se mapeou, fontes alternativas de apoio surjam, servindo de estímulo a uma jornada de conhecimento e aplicabilidade social.

A elaboração e a realização de atividades necessárias ao encaminhamento dos objetivos propostos promove a integração de ensino, pesquisa e extensão, além de proporcionar uma oportunidade ímpar de conhecimento e profissionalização aos alunos envolvidos.


Referências bibliográficas

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