Trabalho: 102: o jogo do livro: socializando pesquisas e práticas em leitura literária



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Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária

Belo Horizonte – 12 a 15 de setembro de 2004


O Jogo do Livro: Socializando Pesquisas e Práticas em Leitura Literária
Área Temática de Educação
Resumo

O evento bienal O Jogo do Livro é uma atividade realizada, desde 1995, pelo GPELL- Grupo de Pesquisa do Letramento Literário – do CEALE- Centro de Alfabetização Leitura e Escrita-, órgão complementar da Faculdade de Educação da UFMG. Considerado como uma das formas privilegiadas de nos inserirmos na discussão sobre os significados do letramento na sociedade brasileira, os eventos têm como objetivo central, apreender, na diversidade histórica e social das práticas escolares, suas diferentes conseqüências lingüístico-cognitivas, sócio-culturais e políticas decorrentes da apropriação e do uso da leitura em contextos escolares e fora deles. De caráter nacional, organizado em grandes conferências, mesas redondas, relatos de experiências e oficinas, atende, em suas diferentes edições, a público diversificado: pesquisadores alunos de pós-graduação e graduação e professores do ensino fundamental e médio. Até o momento foram publicados quatro livros: três deles receberam o selo de “altamente recomendado” pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ, e um quinto (no prelo), resultado do último congresso, realizado em novembro de 2003. Fazem parte do grupo: professores de diferentes unidades da UFMG, da PUC-Minas, do UNIBH; bolsista de extensão e alunos de graduação, mestrado e doutorado da FaE/UFMG.


Autora

Aparecida Paiva - doutora em Literatura Comparada/UFMG (Coordenadora do GPELL)


Instituição

Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

Palavras-chave: educação; leitura; literatura.
Introdução e objetivo

O evento bienal O Jogo do Livro, é uma atividade realizada, desde 1995, pelo GPELL - Grupo de Pesquisa do Letramento Literário - do CEALE - Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita -, órgão complementar da Faculdade de Educação da UFMG. O CEALE foi criado em 1990, com o obejtivo de integrar atividades de pesquisa, documentção e ação educativa voltadas para a alfabetização, leitura e escrita. No campo da ação educativa, o centro vem se articulando às redes públicas de ensino no desenvolvimento de programas de formação continuada de professores e especialistas e na prestação de serviços de natureza técnico-cientifica, que visam fornecer a órgãos da administração pública educacional, instrumentos para o desenvolvimento de suas políticas. Assim, os eventos realizados pelo grupo de literatura do Centro constituem-se, em nosso ponto de vista, em uma das formas privilegiadas de nos inserimos na discussão sobre os significados do letramento na sociedade brasileira e tem por objetivos: aprofundar a discussão sobre o letramento literário, enfatizando a importância do contraponto entre as três dimensões fundamentais à condição do letramento, a saber: ensino, pesquisa e políticas públicas de incentivo à leitura; focalizar múltiplas facetas do fenômeno da leitura literária em situações de uso social, entre os quais se encontram também a potencialidade dialógica das imagens, os novos modos de ler inaugurados pela tecnologia, as falas e sua relação com os textos escritos, entre outros aspectos que participam desse tipo de letramento; contribuir para o amplo debate sobre o letramento literário de crianças, jovens e adultos no Brasil, destacando a importância da aproximação entre ensino, pesquisa e extensão; dar prosseguimento ao processo de consolidação dos trabalhos de pesquisa do GPELL, cuja produção pode ser acompanhada, em contínua articulação, pelos trabalhos, pesquisas e livros que tem publicado no decorrer desses anos de atividade.

O GPELL integra as atividades do Núcleo de formação permanente de professores do CEALE e tem, nos últimos nove anos, se dedicado a pesquisas voltadas para a formação de leitores literários. Interessam ao Grupo as práticas sociais de leitura e escrita presentes em instâncias sociais de circulação de livros, no interior e entre as quais os sujeitos interagem em situações de comunicação. Tal abrangência justifica a escolha do termo letramento, considerado como expressão que sintetiza de forma mais condizente o processo social e individual de apropriação do mundo da escrita pelos leitores, inclusive professores e alunos.

A formação inicial de professores e especialistas na área do letramento é desenvolvida pelo CEALE nos cursos de Pedagogia e Licenciatura em Letras da Faculdade de Educação, por meio de suas articulações com os setores de Linguagens, Orientação Educacional e Didática – do Departamento de Métodos e técnicas de Ensino – e com os setores de Psicologia e de História da Educação – ambos do Departamento de Ciências Aplicadas à Educação.

O CEALE desenvolve projetos integrados que permitem uma adequada compreensão das práticas escolares e não escolares de leitura e escrita, seja sob uma perspectiva sincrônica, seja sob uma perspectiva diacrônica. Para subsidiar essas investigações, o Centro vem contando, desde a sua fundação, com o apoio de diferentes agências de financiamento ( CNPq, CAPES, INEP, FINEP e FAPEMIG) e realizando, em parceria com outras instituições, seminários de pesquisa voltados para a discussão do conhecimento em produção sobre o tema.

Integrado à Biblioteca da Faculdade de Educação, o Centro criou seu Setor de Documentação, que desenvolve projetos dirigidos para o levantamento, aquisição e tratamento de fonte e da produção científica nacional e internacional sobre as temáticas de seu interesse para o estudo histórico das práticas escolares de ensino da leitura e da escrita, particularmente da produção editorial brasileira a ele destinada ou nele utilizada ( cartilhas, livros didáticos, gramáticas e antologias) , d século XIX aos dias de hoje.

Também com o propósito de subsidiar a pesquisa e o ensino, o acervo de obras de literatura infantil e juvenil a cada ano se amplia, principalmente em decorrência de atividades desenvolvidas pelo GPELL, na participação em projetos nacionais de incentivo à leitura, de seleção criteriosa de obras para composição de acervos de bibliotecas públicas e de avaliação contínua da qualidade dos livros publicados para crianças e jovens no Brasil. Tal crescimento permite a ampliação dos usos da Biblioteca da Faculdade de Educação, inclusive no que se refere aos objetivos de formação de professores, formadores de leitores.

As ações educativas voltadas para a formação de pesquisadores e professores para o ensino superior são realizadas por meio do Núcleo de Pesquisa “ Educação e Linguagem”, no Programa de Pós –graduação em Educação ( mestrado e doutorado) da Faculdade. Entre essas ações e com o objetivo de integrar, de forma interdisciplinar, pesquisa, ensino e extensão da Universidade, o Núcleo vem, durante esses anos, desenvolvendo, através do CEALE, projetos sobre os diferentes usos sociais da escrita e da leitura que configuram diferentes tipos e níveis de letramento no contexto brasileiro, entre eles o literário.

Assim, nos eventos que promove, o GPELL vem, em cada uma de suas versões, tratando das práticas de leitura de leitores-alunos e leitores-professores, tendo em vista a discussão sobre um tipo de produção cultural de circulação social: o livro.
Metodologia

Eventos realizados: O primeiro evento, realizado em 1995 teve como título O Jogo do Livro Infantil: Encontro de trabalho e algazarra, e foi articulado à pesquisa concluída, na época pelo grupo A Leitura Literária e o Professor – condições de formação e atuação, e constituiu-se em um fórum de discussões entre as instâncias/grupos sociais de produção-mediação-recepção da leitura: leitores, crianças, autores, editores, artistas plásticos, gráficos, livreiros, bibliotecários, professores, pedagogos, estudantes, entre outros envolvidos com a circulação social do livro infantil e juvenil.

O segundo evento, O Jogo do Livro Infantil e Juvenil: A Leitura, de caráter inter-institucional, teve como parceiro o Instituto de Ciências Humanas e Sociais – ICHS/UFOP – e aconteceu em Mariana em 1997. O tema central foi a leitura e várias de suas facetas - cultural, escolar, política, pedagógica, estética, psicolingüística - foram abordadas, no intuito de discutir e vir a subsidiar especialmente, mais uma vez, a prática de professores de Português

O terceiro Jogo do Livro Infantil e Juvenil - No fim do século: a diversidade (1999) abordou questões referentes às diferentes práticas de leitura do final de século, tendo sido a reflexão sobre a diversidade o eixo segundo o qual discutiu-se a produção do livro para jovens e crianças, num momento fértil de busca de caminhos e novas perspectivas na formação de leitores como aquele. Pretendeu-se, assim, inserir a leitura num contexto mais amplo de práticas, das quais participam não só o livro, mas a revista, o computador, o jornal, a televisão e outros portadores de texto, presentes no contexto escolar e na sociedade contemporânea "letrada". Contou com contribuições de especialistas em Educação, Teoria Literária, Belas Artes, Comunicação, Psicologia, Sociologia da Leitura e Biblioteconomia, de várias instituições de ensino e pesquisa, tais como UNICAMP, PUC-Rio, UFRJ, PUC-Minas, UFJF e UFMG.

Em 2001, o Jogo do Livro IV: Letramento Literário: Ensino, Pesquisa e Políticas Públicas de Leitura ampliou a abrangência do interesse de discussão, antes restrita a crianças e jovens, para a formação do leitor adulto. Isto porque a questão do letramento literário vem sendo relegada a um segundo plano, tanto nas pesquisas voltadas para a produção e recepção de livros. Este estado lacunar foi focalizado para que as políticas públicas de incentivo e distribuição de livros de literatura, primeira garantia da formação, pudessem entender o letramento literário numa dimensão que não fosse determinada apenas pela faixa etária ou pelo grau de escolaridade, mas considerasse o processo diferenciado de formação de leitores e a condição efetiva de usos sociais de leitura e escrita dos sujeitos - crianças, jovens ou adultos - na sociedade brasileira. Foi com este objetivo que não foi incluído no título, como nos jogos anteriores, as expressões infantil e juvenil. O evento, portanto, tratou dos três planos articulados da questão: ensino, pesquisa e política, com o firme propósito de aproximá-los.

Em 2003, ao finalizar o projeto integrado de pesquisa Letramento Literário no Contexto da Biblioteca Escolar, o GPELL propôs, como em outros Jogos do Livro, articular pesquisa e extensão socializando através de um novo evento – A democratização da Leitura: O Jogo do Livro V - as conclusões alcançadas sobre as práticas de leitura que se operam na biblioteca escolar enquanto espaço peculiar de circulação de livros de literatura. Cumpre destacar, porém, que este evento teve um alcance muito maior do que uma usual divulgação de resultados de pesquisa.

Este evento, portanto, se apresentou, seguindo a tradição do GPELL, como um fórum de discussão entre os vários grupos sociais e acadêmicos interessados no letramento literário, incluindo autores, editores, artistas plásticos, gráficos, livreiros, bibliotecários, professores, pesquisadores, pedagogos, estudantes, entre outros. E, com esse propósito, o Jogo do Livro V ofereceu, por meio de conferências, mesas-redondas, oficinas e relatos de experiência, múltiplos canais e possibilidades de discussão dos caminhos do livro e da leitura dentro e fora da escola.
Resultado e discussão

Em 1996, o Grupo desenvolveu a pesquisa Relações entre formação do professor como leitor literário e sua prática docente na formação de leitores literários. Pesquisa sobre como e porque certos aspectos interferem na formação e realização da leitura literária na vida de professores de Português. Os resultados desta pesquisa foram publicados com o título A formação de professores literários: uma ligação entre a infância e a idade adulta?, em novembro de 1999, na Educação em Revista. Os dados, que foram coletados através de questionários e analisados quantitativa e qualitativamente durante o ano de 1996, constituem uma amostra significativa – 20% do total de professores da Rede, para a formação de um perfil do professor de Português da Rede Municipal Mineira, do ponto de vista de sua formação literária. Duas grandes tendências puderam ser identificadas a partir dos dados obtidos nos questionários, demarcando uma clivagem no conjunto de informações sobre a formação de leitores de literatura entre os professores, que separava aqueles que lêem por motivos pessoais, daqueles que lêem , sobretudo, por motivos profissionais. Essas duas tendências, definidas pelas escolhas atuais, cruzadas com a história de formação desses leitores, constituíram os eixos a partir dos quais pudemos analisar alguns casos individuais.

Além disso, o Grupo produziu o relatório final de outra pesquisa desenvolvida, de natureza comparativa, Letramento literário e formação de leitores: a produção literária para jovens no Brasil e em outros países , cujos resultados foram apresentados na 29a Reunião Anual da ANPEd – Associação Nacional de Pós Graduação em Educação ( resumo em anais e CD) e que teve por objetivo analisar livros representativos de literatura juvenil, abordando não só aspectos textuais e intertextuais como aqueles voltados para a programação gráfica dos livros, escolha de formato, escolha de tipo, enfim, todos os aspectos que, inter-relacionados apontam para uma proposta de recepção do texto e a configuração de seu leitor-modelo. A pesquisa focalizou ainda as escolhas temáticas bem como o tratamento dado ao tema, a fim de verificar as concepções ideológicas subjacentes ao texto, os questionamentos frente a polêmicas sociais de nosso tempo, a inserção de crenças e mitos hegemônicos, os posicionamentos quanto a gênero, raça, minorias, etc.

Atualmente, o Grupo finalizou o projeto integrado de pesquisa financiado pelo CNPq: Letramento Literário no Contexto da Biblioteca Escolar que, neste momento de discussões sobre a formação de leitores, buscou respostas para questões levantadas no decorrer das atividades e pesquisas anteriores do GPELL, cujo olhar agora se volta para as práticas que se operam nesse espaço peculiar de circulação de livros de literatura. Os resultados deste projeto de pesquisa estão parcialmente apresentados em artigos do último livro do Grupo, Democratizando a Leitura, que encontra-se no prelo.

Concomitante a intensa atividade de pesquisa e ação educativa, o Grupo articula a atividade crítica de leitura da produção literária para crianças e jovens publicada anualmente no Brasil: projeto desenvolvido pelo GPELL, na condição de votante da Fundação Nacional do Livro Infantil Juvenil, no processo que seleciona obras de qualidade da literatura para crianças e jovens, em suas diversas categorias: livro para criança, para jovem; informativo; poesia; tradução/criança e jovem etc. As obras selecionadas, divulgadas pela FNLIJ através das listas dos “ Altamente Recomendáveis”, constituem importante referência para a composição de acervos de bibliotecas no país. Desenvolvido desde 1997, o projeto de leitura crítica resulta ainda na produção de resenhas dos livros selecionados pelos componentes do GPELL, com o objetivo de serem essas leituras partilhadas com professores do Ensino Básico, atividade que resultou, também, em nosso atual projeto de extensão “ A páginas tanta: partilhando leituras”, que pretende ampliar as referências literárias dos professores e alunos oferecendo a eles resenhas de obras da literatura contemporânea. Espera-se que o acesso dos professores e alunos não seja meramente de leitura das resenhas, mas, também, de interferência na construção dessas leituras, ou seja, que os visitantes da página ( www.fae.ufmgbr./ceale) -professores, bibliotecários e alunos, desde à educação básica até à universidade – apresentem suas próprias resenhas de livros e partilhem suas leituras.

Uma outra atividade importante, desenvolvida em 2003, foi o mini-Curso ministrado na ANPED- Associação Nacional de Pós-graduação em Educação “ Práticas Leitoras: diferentes instâncias e contextos de leitura”. O mini-curso teve como objetivo pôr em discussão, em diálogo com pesquisadores da área da Comunicação, Ciência da Informação, das Letras e da Educação, pontos de vista sobre a leitura, pensando na formação de leitores, a partir da relação entre as concepções subjacentes a projetos institucionais de leitura e as práticas efetivas dos sujeitos, entre a escola e a cultura: percursos de leitura dos livros, das imagens, dos textos eletrônicos e de outros materiais de leitura, na biblioteca e em diferentes espaços. Após o mini-curso, por sugestão dos participantes, foi criada uma página na internet – “ Comunidade Leitora” ( www.fae.ufmg.br/ceale), com o objetivo de troca de experiências e permanente discussão sobre práticas de leitura, em suas diversas configurações, em diferentes localidades, no território nacional.

Finalmente, convém mencionar a parceria que o Grupo de Pesquisa do Letramento Literário iniciou, a partir de 2001, com o Proler, - Programa Nacional de Incentivo à Leitura que se integra às ações da Fundação Biblioteca Nacional, - cuja proposta, precipuamente orientada para a formação de leitores, busca articular vários parceiros em todo o território nacional, mobilizando diferentes setores da sociedade em favor da leitura. Entre as vertentes que organizam as ações do Proler encontra-se aquela que destaca a biblioteca e as salas de leitura, espaços para os quais, neste plano, dirigimos as nossas múltiplas indagações que estruturaram e estruturarão futuros projetos de pesquisa.
Conclusões

Em resumo, até o momento, o grupo de literatura do CEALE realizou cinco eventos, desenvolveu três projetos integrados de pesquisa, (além dos individuais) e, também, inúmeras dissertações e teses sobre Literatura e leitura literária, sob a responsabilidade de seus pesquisadores. Quanto às publicações, quatro livros, como já mencionado, sendo que o quinto encontra-se no prelo, ( Democratizando a Leitura) com lançamento previsto para o segundo semestre de 2004, além de inúmeros artigos e resenhas.

A ampliação das matrículas escolares e as próprias facilidades técnicas de produção do livro e do material de leitura em geral têm facilitado a publicação de novos títulos e o surgimento de novos escritores. Ao lado disso, várias ações governamentais e não governamentais foram implementadas nos últimos anos com o objetivo de promover a democratização da leitura. Novas áreas de pesquisa têm surgido na esteira dos estudos sobre o livro e a leitura, sejam em uma perspectiva histórica, sociológica, lingüística, literária ou antropológica. Em conseqüência, tanto as bibliotecas escolares passam a merecer o olhar acadêmico e governamental, quanto as próprias práticas de leitura, produção e circulação dos livros passam a ser mais bem descritas e analisadas. É preciso, pois, debruçar-se sobre as informações já obtidas, debatendo e socializando-as, para que os esforços de compreensão e de promoção da leitura não se percam em discursos vazios ou antidemocráticos.

Para o debate, são sempre convidados, ao lado dos pesquisadores do GPELL, outros grupos representativos de pesquisa sobre a leitura literária no País e os responsáveis pelas diversas instâncias de produção e aquisição do livro, além de professores e alunos que desejem compartilhar suas experiências e práticas de democratização da leitura. É importante destacar que a socialização de pesquisas feita através de grupos e não apenas de indivíduos marcou (e marca) o amadurecimento tanto do GPELL quanto da pesquisa na área e a conseqüente necessidade de aprofundamento do diálogo acadêmico que os próximos eventos deverão proporcionar e consolidar. Também merece atenção a participação dos principais responsáveis pela cadeia de produção e circulação dos livros, representados respectivamente pelos escritores, editores e governo, em um evento acadêmico. A aproximação entre esses diferentes grupos, bem como a participação ativa de professores e estudantes através dos mecanismos de oficina e relatos de experiência, tem se revelado uma oportunidade singular para o diálogo produtivo sobre a necessária pesquisa no Brasil, a realização deste evento testemunha a persistência e a coerência de um grupo de pesquisadores dedicados a estudar a leitura literária e seus desdobramentos na escola e na sociedade brasileira. O sentido da democratização da leitura não se limita, obviamente, às atividades de um grupo de pesquisa ou eventos como estes que o CEALE propõe a cada dois anos , mas pode ter neles um suporte científico e um espaço privilegiado de discussão.

Anexo

Composição do Grupo



Adelina Martins Mendes: Professora do Centro Pedagógico/UFMG e Mestre em Estudos Lingüísticos.

Aracy Alves Martins: Professora da FaE/UFMG. Doutora em Educação.

Aparecida Paiva: Professora da FaE/UFMG . Doutora em Literatura Comparada.

Carmem Lucia Eiterer: Professora da FaE/UFMG. Doutora em Educação

Hércules Toledo Corrêa: Professor do UNIBH . Doutor em Educação.

Marcelo Chiaretto: Professor da FALE e do COLTEC/UFMG e Doutor em Estudos Literários.

Maria das Graças Rodrigues Paulino: Professora da FaE/UFMG. Doutora em Teoria Literária.

Maria Zélia Versiani Machado. Doutora em Educação FaE/UFMG.

Rodrigo Alvarez - bolsista de extensão do GPELL
Referências bibliográficas

MARTINS, Aracy, BRINA, Heliana, MACHADO, Maria Zélia (orgs). A Escolarização da Leitura Literária: O Jogo do Livro Infantil e Juvenil. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. 268 p.

PAIVA, Aparecida, MARTINS, Aracy, PAULINO, Graça, VERSIANI, Zélia. (orgs). No fim do século: a diversidade – o jogo do livro infantil e juvenil. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. 190 p.

PAIVA, Aparecida, EVANGELISTA, Aracy, PAULINO, Graça, VERSIANI, Zélia.(orgs). Literatura e letramento - Espaços, Suportes e Interfaces - O Jogo do Livro. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. 266 p.



PAULINO, Graça. (org.). O Jogo do livro infantil: Textos selecionados para formação de professores. Belo Horizonte: Dimensão, 1997. 148 p.
: congrext -> Educa -> WORD
WORD -> Trabalho: 115: Criança e Música: 19 anos na ufmg
WORD -> Inserção de Crianças na Creche uff: Projeto Tempo para Família
WORD -> Trabalho: 106: Desenvolvimento de atividades de Educação Ambiental envolvendo a comunidade escolar
WORD -> Trabalho: 116: a prática de extensão na formação do psicólogo: uma experiência de oficinas com adolescentes trabalhadores
WORD -> Trabalho: 30: Alfabetização para Todos
WORD -> Trabalho: 64: O(a) Idoso(a): Uma face e uma voz interditadas pela família e pela escola em Campina Grande
WORD -> Trabalho: 147: Espaço de Discussão do Meio Ambiente e da Cidadania: Oficina Escola
WORD -> Trabalho: 140: Caixa de Brinquedos: capacitando profissionais de Educação Infantil sob a temática do brincar em uma ação extensionista
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