Ética – Ética ética



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O escândalo das fábricas de celulose no Rio Grande do Sul

A ética como defesa da vida

Antônio Mesquita Galvão 1
Uma vida sem reflexão, sem busca,

sem exame, não é digna de ser vivida

Sócrates.


Introdução

Ao iniciar um trabalho que envolve a ética como objeto de estudo, consideramos importante, como ponto de partida, estudar o conceito de ética, estabelecendo seu campo de aplicação e fazendo uma pequena abordagem das doutrinas éticas que consideramos mais importantes para o nosso trabalho. Observa-se que, na maioria dos casos há uma ponderável semelhança entre problemas éticos e morais.


A ética, como se verá adiante, não é algo superposto à conduta humana, pois todas as nossas atividades envolvem uma carga moral. Idéias sobre o bem e o mal, o certo e o errado, o permitido e o proibido definem a nossa realidade. Em nossas relações cotidianas estamos sempre diante de problemas do tipo: Devo sempre dizer a verdade ou existem ocasiões em que posso mentir? Será que é correto tomar tal atitude? Devo ajudar um amigo em perigo, mesmo correndo risco de vida? Existe alguma ocasião em que seria correto atravessar um sinal de trânsito vermelho?
Abrimos com uma questão instigante: Os soldados que matam numa guerra, por exemplo, podem ser moralmente condenados por seus crimes ou estão apenas cumprindo ordens? Tudo isto faz parte do grande debate ético que envolveu a humanidade desde suas origens. Estas questões nos colocam diante de problemas práticos, que aparecem nas relações reais, efetivas entre indivíduos. São problemas cujas soluções, via-de-regra, não envolvem apenas a pessoa que os propõe, mas também a outra ou outras pessoas que poderão sofrer as conseqüências das decisões e ações, conseqüências que poderão muitas vezes afetar uma comunidade inteira. 

Um dos grandes clamores da vida moderna é a quebra dos paradigmas éticos. Embora o comportamento ético não seja a prática usual, na evicção de algum direito a primeira cláusula que se invoca é a da ética. É o caso do latifundiário que expropria terras de posseiros, e reclama quando movimentos populares, nas mesmas águas, invadem suas terras.


O homem, no dizer do filósofo E. Husserl († 1938), o criador da fenomenologia, é um ser-no-mundo, que só realiza sua existência no encontro com outros homens, sendo que, todas as suas ações e decisões afetam as outras pessoas. Nesta convivência, nesta coexistência, naturalmente têm que existir regras que coordenem e harmonizem esta relação. Estas regras, dentro de um grupo qualquer, indicam os limites em relação aos quais podemos medir as nossas possibilidades e as limitações a que devemos nos submeter. São os códigos culturais que nos obrigam, mas ao mesmo tempo nos protegem. Ou vice-versa.
Este trabalho faz parte de um contexto que vai tratar dos atos predatórios que assolam a zona produtiva do interior do Rio Grande do Sul, como monocultura, desrespeito à biodiversidade, devastação de campos e mata atlântica, bem como o plantio de árvores “exóticas” (eucaliptos, pinus, acácias etc.). Outros especialistas vão discorrer sobre esses fatos, sob a ótica de suas cátedras. O presente tópico irá apresentar o drama de uma população que sofre com direito arranhado pelo latifúndio, pelas multinacionais e pelo silêncio omisso de nossas autoridades.
Alerto, desta forma, que muitos ovos vão ser quebrados para a confecção deste omelete. Não se faz um artigo deste teor sem “quebrar ovos”. Há verdades que precisam ser ditas e alguém tem que dizê-las. Já dizia Sólon, o grande legislador ateniense, lá pelo século V a.C. que o tirano, o corrupto e o injusto (as forças negativas em nossa sociedade moderna) têm mais medo da língua do valente (da denúncia dos que não têm medo de defender a ética e a moral) do que da lança do covarde (as bajulações dos puxa-sacos, da mídia subserviente e outros safados em geral).






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