The contributions assisted activity for animals on psychosocial child development



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1 ITENS DO DESENVOLVIMENTO
A pesquisa retrata as contribuições da atividade assistida por animais ao desenvolvimento psicossocial infantil. A atividade assistida por animais tem um papel importante, visando uma distração e recreação melhorando a qualidade de vida, proporcionando o desenvolvimento psicossocial, através de atividades lúdicas, dinâmicas, historias, oportunizando a motivação e informação, sendo muito benéfica, as atividades são desenvolvidas de acordo com cada publico. A seleção do animal é feita a partir da determinação do público a ser trabalhado, A atividade assistida por animais pode estar presente em diversos ambientes e realizada com diferentes públicos, como em escolas, hospitais, asilos e ambientes terapêuticos. Deve ser construído um ambiente que seja bom tanto para o animal quanto para as pessoas envolvidas nessa atividade, para que não haja nenhuma intercorrência a ponto de prejudicar o entrosamento planejado.

Tendo como objetivo da pesquisa, propiciar a explorar e a vivência pelo contato das crianças com animais dessensibilizados, o estudo foi desenvolvido com 18 alunos entre 3 e 4 anos, do maternal II de uma creche localizada no município de Lins/SP.

Fundamentada na abordagem sócio histórica da psicologia, compreendendo a interação entre o meio social e os indivíduos e as mudanças decorrentes dessa interação. O processo de desenvolvimento do pensamento da criança ocorre independente da aprendizagem escola, sabendo-se que os processos autônomos não se influenciam de modo algum. De acordo com Dotti (2014), pesquisas realizadas com pais de crianças que tiveram animais de companhia na infância, apresentaram resultados direcionados a atitudes de responsabilidade, de sensibilidade e senso de comunicação com outros indivíduos, organização e cooperação. Colaboram para a promoção de saúde e bem-estar do indivíduo. Cuidados como colocar ração e água para o animal, ajudar a dar o banho, já são estimuladores de responsabilidades e convivência.

Almejou-se verificar se a contação de histórias mediada pela vivência com animais é capaz de estimular o desenvolvimento social de crianças, promovendo a expressão de sentimentos, emoções e novas habilidades comportamentais. A partir da relação homem- animal, sabe-se que os animais tem diversos papeis na sociedade à muitos séculos, como o de guarda, companhia, trabalho, símbolo de poder, status e suporte social, assim como o papel na terapia de doenças, havendo então uma aproximação emocional entre humanos e animais, que podemos nomear como domesticação, a partir dai pessoas de todas as culturas gostam de criar animais de estimação.

A pesquisa desenvolveu-se em sete encontros, partindo de um contato inicial com a instituição, seguido de observação da dinâmica e interação presente na rotina das crianças em seguida, realizou-se entrevista aberta com a professora a fim de levantar informações comportamentais de cada crianças.

A intervenção junto às crianças e com os animai deram-se em 5 encontros de cinquenta minutos, após o consentimento e autorização dos pais e/ou responsáveis, participaram da pesquisa dezoito crianças com faixa etária entre três e quatro anos do maternal II, que foram acompanhadas dentro do espaço institucional.

Os comportamentos foram observados dentro da rotina da escola, registrados e analisados pelo método qualitativo, com o intuito de conhecer o perfil das crianças participantes do estudo. Foi elaborado um roteiro norteador de observação e registro dos comportamentos emitidos pelas crianças no decorrer das intervenções, essas observações mostraram os tipos de comportamentos mais reproduzidos por eles, tais como: xingou, gritou, brigou, bagunça, nervoso, deu atenção ao animal, etc.

Para a primeira intervenção junto aos alunos foi levado o coelho, em conjunto com a história “O Coelhinho: o coelhinho saltitante foi explorar...” e posteriormente houve a proposta de uma atividade de colagem em grupo, foi disponibilizada apenas uma cartolina, com a ilustração do animal, com o intuito de verificar as noções de espaço assim como a relação social dentro do ambiente escolar.

A tartaruga, foi o segundo animal inserido no contexto escolar das crianças e complementando esse encontro foi realizada a leitura da história “Tartaruguinha”, essa escolha se deu pois a tartaruga desperta curiosidade através de seus movimentos mais calmos, estimulando a concentração e relaxamento. A atividade proposta para a intervenção foi uma corrida de duas tartarugas, dividindo-se a sala em duas torcidas de forma preferencial para cada aluno, com o objetivo de trabalhar a agitação excessiva e a ansiedade.

No terceiro encontro foram levados três pintinhos, essa escolha deu-se pela oferta de estímulo sensorial que estes animais oferecem, devido a sua fragilidade necessitando um cuidado exacerbado, exigindo maior delicadeza no toque, trabalhando a coordenação motora. O livro que precedeu o contato com o animal foi “Os Dez Pintinhos Trapalhões”, para finalizar foi preparada uma atividade lúdica onde o pintinho foi representado por uma bexiga com a fisionomia do mesmo.

O porco foi o animal escolhido para o quarto encontro, trazendo para as crianças um contato relevante, pensando na desmistificação do porco, pois ele é representado por características pejorativas nos meios sociais, como sendo um animal sujo, trazendo a repulsa. A história contada para as crianças foi “Os três porquinhos” que traz a mensagem, que o trabalho esforçado e feito com dedicação será sempre recompensado, após a história foram distribuídos focinhos de porco feitos de E.V.A.

Para o quinto encontro foi programada a visita do cão, por ser um animal domesticado e dócil, trabalhando assim o afeto, brincadeira, o cuidado e as responsabilidades cabíveis a ele, gerando assim a autonomia e a afetividade. A intervenção foi complementada com a leitura do livro “Pensando nos Outros” que toma como lição a falta de obediência do filho com a mãe, logo depois distribuímos máscaras para colorir em formato ilustrativo do animal.

Durante o quinto encontro programou-se um momento de diálogo grupal, relembrando as atividades e intervenções efetuadas, com o intuito de fixar e verificar a absorção e contribuição que as intervenções desencadearam nas crianças.

Uma entrevista estruturada foi realizada novamente junto a professora do grupo, tais perguntas eram relacionadas às percepções e conclusões da professora acerca do comportamento, expressões e interação das crianças após a intervenção.

Os resultados começaram a ser obtidos a partir da primeira entrevista com a professora, constatou-se em seu discurso que as habilidades sociais nessa faixa etária, eram presentes na turma do maternal II, sendo as crianças apresentadas pelos seus comportamentos, classificando-as quanto sua facilidade ou dificuldade de emissão de respostas.

Na primeira intervenção foi levado para a sala de aula o coelho, ao apresentar o animal às crianças foram percebidos em todos os indivíduos os seguintes comportamentos: agitação, interesse, preocupação e o brincar com o animal. Após a leitura, aplicou-se uma atividade a qual se refere à colagem de papeis coloridos em uma imagem desenhada em forma de coelho, havendo apenas uma aluna que não participou da atividade, pois se dispersou subindo nos colchonetes que estavam guardados na sala.

No segundo dia de intervenção foi contada a história “Tartaruguinha”, fazendo com que todos os alunos se mantivessem sentados em círculo durante a leitura, dentre as dezoito, sete crianças interagiram com a história, dando opiniões e sugestões para a tartaruguinha, motivando-os a permanecer concentrados até o início da atividade proposta, que foi uma corrida de tartarugas. A partir do momento em que os animais entraram no contexto da sala, notou-se agitação em duas crianças e medo em apenas uma. Foram muito receptivos no andamento da atividade, participando através de torcida pelos animais enquanto estavam divididos em dois grupos, animando a atividade. As crianças tiveram a oportunidade de alimentar as tartarugas, o que as deixou encantadas. Após esse contato direto, levou-se o grupo para a higienização das mãos, havendo uma dispersão, ocasionando no desperdício de água, assim como foi ilustrado por uma das crianças.

No início da terceira intervenção as crianças mostraram-se agitadas ao encontrar com as pesquisadoras, concretizando o sentimento de alegria em revê-las. O pintinho foi o animal levado para essa intervenção, junto à história “Os Dez Pintinhos Trapalhões”, a qual durante a leitura, as crianças imitaram o barulho do animal. Um fato interessante de ilustrar foi que as crianças mostraram-se envolvidas com a leitura, pois uma das pesquisadoras cometeu um erro que foi corrigido por duas crianças (ela trocou “pintinhos” por “patinhos”). Posteriormente à contação, colocou-se os pintinhos no meio da roda, e as crianças cantaram músicas temáticas para o animal, surgindo dúvidas sobre o personagem “galo” que estava presente na leitura e não se encontrava em sala, fazendo com que as pesquisadoras explicassem que o “papai galo” ficou cuidando dos outros sete pintinhos, visto que só havia três em sala. Ocorreram também comentários sobre o mau cheiro das fezes do animal, mais isso não interferiu no carinho e afeto. Uma das crianças ficou preocupada dizendo aos amigos para que tomassem cuidado com o animal. Ao final do encontro foram presenteados com bexigas em forma de pintinhos, demonstrando carinho e afeto assim como no animal.

Na quarta intervenção, ao chegarmos em sala as crianças ficaram agitadas, lembraram os nomes das pesquisadoras, o nome do animal e da história passada. Trabalhou-se a história “Os Três Porquinhos”, e a interação com o porco, nomeado por dona porca pelas crianças, notou-se um receio das crianças em relação ao animal, ao contrário dos encontros anteriores, três crianças específicas não se sentiram à vontade com a presença do animal, sendo que uma delas se manteve afastada durante toda a intervenção. Parte da atividade era alimentar o porquinho com leite na mamadeira, fazendo uma das crianças se manter ao lado do animal o tempo todo se preocupando. Encerrou-se a atividade com a distribuição de focinhos de porcos em E.V.A, fazendo as crianças se inspirarem nos sons e comportamentos do animal, finalizando com todas imitando o porquinho.

Na quinta intervenção trabalhou-se a história “Pensando nos outros”, que aborda o tema da desobediência do cachorrinho. Uma das crianças quis justificar os atos do cachorrinho por possivelmente ele não ter escutado as regras da mamãe cão. Para a atividade levamos máscaras de colorir juntamente ao cachorro Bacon, as crianças no primeiro momento ficaram receosas pelo tamanho do animal, aos poucos foram se familiarizando e percebendo que o animal era dessensibilizado, três crianças tiveram o comportamento de abraçar o cachorro, motivando as outras a confiarem no animal, sendo assim os comportamentos de todos, foram: sentarem em círculo, brincar com animal na guia, imitaram o cachorro e cantaram.

Ainda nessa intervenção foi desenvolvida uma roda de conversa onde trabalhamos os encontros anteriores, quatro alunos recapitularam todos animais utilizados nas intervenções, o que parece indicar que a atividade foi significante havendo apropriação dos conteúdos. Ao final informamos as crianças que seria o último encontro, despertando sentimentos de tristeza percebida a partir do momento que as crianças disseram que seria chato não voltarmos, imitando barulho de choro.

Durante o último encontro realizou-se uma segunda entrevista com a professora responsável pela sala, com perguntas específicas sobre a percepção dela perante o grupo, ilustrando que as crianças estavam mais harmônicas, sensíveis, carinhosas, e em sua opinião a pesquisa desenvolvida foi muito benéfica e que essa oportunidade que eles tiveram os muda dentro do contexto social, propiciando nela um sentimento de motivação em trabalhar com as crianças da mesma forma porque o resultado é visível e sentido.

As atividades foram relacionadas com histórias, músicas, imaginação, roda de conversa, pintura e o contato com os animais, assim propiciando o desenvolvimento e a aprendizagem de habilidades sociais, despertando o fator emocional de cada criança, os encontros foram apresentados às crianças animais dessensibilizados com características previamente estabelecidas para a intervenção. Observou-se aceitação geral das crianças no decorrer das visitações em relação aos animais, mostrando o cuidado em nomear, tocar, pegar, alimentar, acariciar, respeitando as limitações e regras impostas no convívio com cada animal apresentado.

Dentro da relação com essas atividades, as crianças apresentaram contentamento, participando alegremente das histórias, fazendo com que essa relação ficasse mais dinâmica e construtiva. Também foram cantadas músicas relacionadas aos animais, em todos os encontros, com gestos e brincadeiras, deixando as crianças ativas e participativas. Os resultados obtidos pela pesquisa, permitiram observar que houve mudanças no repertório comportamental e emocional das crianças da creche após as interversões de atividades assistidas por animais.



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