Terapia Narrativa


Técnica dos resultados únicos



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Técnica dos resultados únicos

Os resultados únicos são os acontecimentos que contradizem a narrativa dominante. (Acrescentei) Essa técnica é um pouco complexa e complicada, pode ser pouco frequente em histórias mais saturadas pelo problema, e, nesse caso, a sua identificação pelo terapeuta poderá ser difícil, levando-o muitas vezes a sentir que não há qualquer possibilidade de ajudar o paciente a enfrentar seu problema (Gonçalves & Henriques, 2002).

A técnica de resultados únicos envolve a mudança da própria história, na terapia narrativa, o paciente tem como objetivo construir uma história para as suas experiências dando-lhes significado e uma identidade positiva e funcional. REFORMULAR. No entanto, não se limita a uma única narrativa, há mais histórias com potencial que podemos utilizar, umas mais negativas e outras mais positivas.

Em vez de continuar a ver vida da mesma perspetiva de sempre, a técnica de resultados únicos pode ajudar o paciente a mudar de perspetiva e perceber narrativas mais positivas da vida.

Ao usar esta técnica pode parecer que se evita o problema, mas, na realidade, é apenas reimaginar o problema, o que parece ser um problema de uma perspetiva pode ser só um detalhe simples ou insignificante noutra. Pode-se apresentar esta técnica e incentivar o paciente a procurar argumentos novos ou alternativos.

De uma forma geral, as terapias narrativas assumem-se como contexto de construção de novas direções de vida para os pacientes. Desenvolvem-se através de múltiplas estratégias, posturas e intervenções, tais como: 1. os pacientes nomeiam o que é problema e o que será o seu projeto futuro ou direções desejadas de vida; 2. terapeutas e clientes ouvem as histórias sobre os problemas, as suas consequências e implicações e identificam, conjuntamente, os discursos e versões que suportam essas histórias; 3. os terapeutas exploram novas versões, solicitando outros eventos não relatados e pontuam outras possibilidades de ser, agir e contar que podem acontecer e/ou que já aconteceram; 4. as pessoas são separadas/distinguidas (externalização) das histórias sobre os problemas, discursos, comportamentos, relações e consequências dos mesmos; 5. terapeutas e clientes tornam explícitas as histórias, eventos e significados implícitos; 6. as histórias presentes são equacionadas e expandidas para o futuro no sentido da amplificação da mudança ocorrida e desejada e da aproximação ao projeto de vida dos clientes; 7. os clientes são convidados a contar, recontar e ouvir as histórias em construção, refletindo sobre o significado atribuído e as possibilidades de vida que elas permitem; 8. o que somos constrói-se nas histórias que contamos, na relação com os outros, com a cultura e com as circunstâncias de vida pelo que a mudança pode ocorrer quer nos clientes quer nos terapeutas.


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