Terapia cognitivo-comportamental: origem e conceito Marcilio Lira de Souza Filho



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Encontro04.03.2018
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Terapia cognitivo-comportamental: origem e conceito
Marcilio Lira de Souza Filhoi
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), como é mais conhecida e difundida atualmente, foi fundada pelo psiquiatra norte-americano Aaron Beck, por volta da década de 1960. Inicialmente, Beck atendia os seus pacientes com a abordagem psicanalítica, mas, aos poucos, foi começando a testar formas alternativas de trata-los. Ele fez importantes descobertas com os seus pacientes que sofriam com a Depressão. Pensava-se antes que o padrão de pensamento pessimista dos depressivos era uma consequência da depressão. Beck notou que todos os pacientes apresentavam essa tendência e levantou a hipótese de que talvez isso não fosse uma consequência, mas, sim, uma das causas da depressão.

Ele propôs que os pensamentos têm um papel determinante nos nossos comportamentos e sentimentos. Assim, pensar de determinada maneira pode fazer com que eu experimente sentimentos negativos (como tristeza, culpa ou medo, por exemplo) e tenha comportamentos improdutivos (como, por exemplo, isolamento, choro ou fugas).

Com base nesse pressuposto, ele começou a ensinar a seus pacientes a examinar os seus pensamentos em busca de possíveis erros em sua maneira de pensar. Feito isso, ele notou que os pacientes apresentavam melhoras importantes em sua depressão.

Esse resultado foi muito entusiástico e logo a TCC foi estendida para outros tipos de problemas. Paralelamente a isso, diversos estudos científicos controlados começavam a comprovar a eficácia desse tratamento.



O sucesso nos tratamentos e a comprovação científica fizeram com que a TCC começasse a ganhar cada vez mais espaço ao ponto de hoje ser uma das abordagens psicoterapêuticas mais recomendadas. Apenas para dar uma ideia do reconhecimento dessa abordagem, o Food and Drug Administration, um órgão do Departamento de Saúde dos Estados Unidos, algo equivalente à nossa Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), afirma que só existem dois tratamentos eficazes para a Síndrome de Pânico. Um deles é medicação antidepressiva e o outro é a TCC.

i Mestre em Psicologia (Psicologia Cognitiva) pela Universidade Federal de Pernambuco (2007) e graduado em Psicologia pela Universidade Federal da Paraíba (2004). Atualmente é psicólogo (Analista Judiciário) do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá. Atua também como psicoterapeuta e é certificado pela Federação Brasileira de Terapias Cognitivas, entidade da qual é o delegado no estado do Amapá. É membro fundador e atual presidente do Grupo Amapaense de Estudos e Pesquisa em Terapia Cognitivo-Comportamental.



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