Teias e tramas de aprender e ensinar



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TEIAS E TRAMAS DE APRENDER E ENSINAR

O texto fala sobre as vidas que existiram antes das nossas vidas e que nos deram origem. Elucida sobre o surgimentos das flores, das cores e de como se imagina que o mundo tenha surgido. Na parte em que menciona que nossos ancestrais desceram das árvores e se colocaram na terra sobre duas patas, subentende-se que o autor quer nos dizer que somos descendentes dos chimpanzés e no decorrer do texto há comparações entre o homem e os chimpanzés.

O texto fala que desde os primórdios sobrevive aquele que sabe conviver. Para se conviver é preciso que se utilize da ferramenta do saber transformar-se.

No texto o autor elucida também sobre e através de comparações as diferenças entre o homem e alguns animais similares a ele. E claro que os anos foram se passando e ainda não é chegada a uma conclusão sobre a descendência humana. Se falar para uma criancinha de que o homem é descendente do macaco ou dos gorilas, até mesmo dos chimpanzés ou ela provavelmente irá perguntar porque ainda há macacos e gorilas. O que falta neles para se tornarem humanos. Será algum castigo? O ser humano tem uma certa dificuldade de descartar o que parece ser óbvio e procurar outras alternativas para manter as dúvidas implantadas nas mentes daqueles que recém chegam ao mundo e querem aprender como viveram os seus antecessores. Por não saber como buscar e encontrar respostas, vai se passando de geração em geração as informações imprecisas, como no caso a descendência do homem estar ligada aos animais. O interessante da antropologia é que ela tem condições de explicar através do comportamento do homem de uma certa época os porquês de determinadas crenças através de seus determinados comportamentos.

Sim, o autor faz referências sobre as diferenças do ser humano e das outras espécies porque o homem faz uso de suas emoções, da fala, da escrita, etecetera, que foram desenvolvidas pela necessidade do homem em se expressar e também em se comunicar. Observando-se os animais percebe-se que eles também desenvolveram uma maneira de se comunicarem entre si. E alguns de se comunicarem com seus donos.

As necessidades do homem e o desenvolvimento dos recursos para saciarem tais necessidades foi aos poucos criando culturas e diferenciando o homem do próprio homem. Por isto, acredito o homem continua e continuará a ser objeto de estudos e permanecerá sempre no interesse de ser conhecido com mais profundidade para ser melhor compreendido. A Antropologia por este aspecto se torna cada vez mais importante da acepção de descrever o homem para o próprio homem.

O texto fala sobre a educação, lembrando até uma frase dita por Hannah Arendt, que o homem é educado porque nasce. Obviamente, que o homem quer

facilitar a vida do outro homem, para tornar a sua própria vida mais significativa, valorosa e até mesmo prazerosa. Afinal de contas, o que teria de significado numa vida se esta não transmitisse o que aprendeu? O homem sente necessidade de mostrar ao outro seus conhecimentos, pois isto, antes de tudo o faz sentir-se engrandecido.

Contudo há sempre os retrocessos, a exemplo disto temos os Jesuítas que foram expulsos e a educação retrocedeu e estagnou durante muitos anos.

A educação também é do interesse dos seres humanos porque é através dela que há e haverá melhor interação e construção do mundo, que é transitório devido o tempo curto de vida de cada indivíduo. Para que se siga adiante com o que já foi construído é necessário passar o saber aos que chegam. E os que já estão neste mundo enquanto vivem dedicam-se também ao saber na busca de compreender melhor o que ainda não foi compreendido por aqueles que aqui estiveram antes deles.

A ocupação principal da antropologia filosófica é se perguntar “o que é o homem”. Ela busca investigar qual é a natureza do homem. É importante ressaltar que até então a concepção de homem vinha das reflexões filosóficas da metafísica da escola tradicional. O homem era uma construção idealista e a sua atuação no mundo estava submetida ao espírito absoluto, porém, essa concepção de homem já não atende mais à nova realidade do século XIX – tempo histórico em que Jacob Burckhardt estava inserido. De acordo

com Odo Marquard (2007), o mundo da vida exigia uma teoria filosófica. A metafísica da escola tradicional e as ciências exatas da natureza não conseguiam mais proporcionar essa teoria, já que a ideia de espírito e do homem como animal rationale foram colocados em dúvida. A antropologia, mesmo que só plenamente fundamentada no século XX, se tornava necessária para pensar uma nova concepção de ser humano que abarcasse a concretude e a finitude da sua existência. O homem que ela buscava investigar era aquele que não tinha mais vontade de razão absoluta e sim vontade de instinto. Segundo Gerhard Arlt, em sua obra Antropologia Filosófica, essa filosofia se move entre dois extremos: o da filosofia da natureza e o da filosofia da cultura. O homem está vinculado à natureza devido à sua herança corporal, mas é subtraído à natureza por que ele é um ser de espírito, da cultura e da história (ARLT, 2008, p. 24), ou seja, a reflexão em que a antropologia filosófica é pautada está além da estrutura biológica do ser humano. A análise da antropologia filosófica está centrada no ser humano e também em seu horizonte natural. Kant, apesar de ter direcionado os seus estudos para o campo da ética e da epistemologia, foi um precursor ao pensar a antropologia como sendo o conhecimento do mundo, e não alcançada através de um pensamento puramente metafísico e nem mesmo pelo experimento cientificamente exato, mas através da experiência cotidiana. No entanto, a partir dos trabalhos tardios de Wilhelm Dilthey, contemporâneo de Jacob Burckhardt, formulações mais concretas abriram caminhos para a fundamentação da antropologia filosófica.

O texto deixa claro que a Antropologia vem lutando para se provar necessária entre os educadores. A Antropologia começou a demarcar sua importância na apresentação dos povos indígenas ao homem branco. No inicio a Antropologia resistia à educação aos índios por acreditarem que suas raízes devessem ser preservadas, acreditando que a influência com o homem branco contaminava e deteriorava a cultura indígena.

Para haver socialização entre os povos é necessário que haja interação e educação entre os mesmos.

Interessante a parte do texto que menciona que de um momento em diante, todo o fascinante trabalho da Antropologia foi deixado aos cuidados da psicologia e das ciências afins, inclusive a pedagogia. É irrealizável imaginar a Psicologia tomando da parte que supria os estudos Antropológicos. É sabido que a psicologia estuda a mente do ser humano e seu comportamento geralmente relato pelo próprio. Ou observado por alguém em contato com o mesmo que nota suas dificuldades de se ajustar ao mundo em que vive. A Antropologia faz um estudo mais abrangente, pois observa o comportamento do homem em si, e como ser social. Não há como essas duas ciências serem confundidas, ou substituída uma pela outra.

Em um século de atividade, percorrendo várias situações históricas e vários modelos de pensamento, a antropologia tem incorporado inúmeras temáticas no seu universo de pesquisa. Em alguns momentos e com o esforço de grandes

pesquisadores, já se interessou inclusive pelas macroestruturas políticas e econômicas. Mas ela está sempre voltando ao seu lugar de origem – o lugar da pessoa, da individualidade na cultura. Curiosamente, o interesse da antropologia pela educação e principalmente pelo mundo da escola, nunca foi exemplar. Quando encontrado, é quase excepcional. Eis, pois, o investimento do presente texto. Aos olhos da antropologia a educação é cultura, ou seja, faz parte dos sistemas de símbolos e significados de uma determinada cultura. Isso precisa ser sempre mais sistematizado.

Glossário:




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