Tecnologias leves no contexto do acolhimento de usuários do sus: experiência das equipes de apoio à estratégia saúde da família



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TECNOLOGIAS LEVES NO CONTEXTO DO ACOLHIMENTO DE USUÁRIOS DO SUS: EXPERIÊNCIA DAS EQUIPES DE APOIO À ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA.

Francisco Timbó de Paiva Neto1, Bérgson Nogueira de Oliveira2, Francisco Thiago Paiva Monte3, Kellinson Campos Catunda4, Milena Bezerra de Oliveira5

Eixo Temático: Processo de Trabalho na Atenção à Saúde.

INTRODUÇÃO

Segundo Silva (2004), em questões de apoio ao planejamento e gerenciamento de cultivo ao cuidado, as tecnologias em saúde tornaram-se ferramentas importantes, pois contribuem na crítica em relação a evidências para a construção de diretrizes clínicas e padrões de qualidade dos processos, que enfim, culmina na ampliação efetiva da atenção nos sistemas de saúde.

A classificação da tecnologia se dá em três tipos: tecnologias duras, leve-suras e leves. As tecnologias duras seriam os equipamentos, máquinas que encerram o trabalho morto; conformam em si saberes e fazeres bem estruturados e materializados. As tecnologias leve-duras seriam aquelas referentes aos saberes agrupados que direcionam o trabalho, constituindo-se pelas normas, protocolos e pelos conhecimentos produzido nas diversas áreas do saber, como a clínica, enfermagem, psicologia; apesar de terem o trabalho já capturado, possuem a possibilidade de expressar trabalho vivo. As tecnologias leves são produzidas no trabalho vivo em ato, compreendendo as relações de interação e subjetividade, possibilitando produzir acolhimento, vínculo e responsabilização (CARLOS, 2009).

Pressupõe-se então, que o vinculo não pode restringir-se a simples adscrição da clientela formalmente prevista nas diretrizes organizativas e operacionais da Estratégia da Saúde da Família (ESF). E a autonomia abrange um significado maior que simploriamente transferir responsabilidades para que o usuário tome para si e em sua vida as prescrições realizadas pelos profissionais da saúde (MERHY, 2014).

Indo ao encontro da opinião expressa pelo senso comum, a Atenção Primária à Saúde (APS) não possui menor complexidade tecnológica, mas sim menor densidade tecnológica, configurando-se com alta complexidade de ações nos remetendo ao uso constante de tecnologias leves para operacionalização dos serviços ofertados.Neste contexto, o acolhimento trabalha como um próprio dispositivo tecnológico capaz de provocar sonoridades sobre os momentos nos quais o serviço de saúde constrói seus mecanismos de recepção aos usuários. É nessa etapa que se inicia o processo de produção de saúde. Destacamos que o acolhimento se identifica na estrutura da ESF como importante ferramenta na operacionalização das tecnologias leves, se apresentando como uma relação de aproximação entre as pessoas de modo humanizado, valorizando a fala e a escuta do sujeito na perspectiva do desenvolvimento da autonomia.

Na medida em que, a hegemonia pujante do atual modelo assistencial, que acomoda a maneira do médico atuar, perpassa por uma crise imbricada pelo dis­tanciamento dos interesses dos usuários; isola­mento nas relações com outros profissionais de saúde e desconhecimento do valor de suas práticas; predominando de ações intervencionistas centradas em tecnologias duras (de equipamentos e máquinas), a partir de um saber compactado, reducionista e incorporado aos procedimentos (SANTOS et al., 2014).

Diante do exposto o objetivo desse trabalho é relatar uma experiência do trabalho da equipe multiprofissional que apoia a ESF (Núcleo de Apoio a Saúde da Família – NASF e Residência Multiprofissional em Saúde da Família- RMSF) no processo de acolhimento dos usuários do Centro de Saúde da Família (CSF) Inácio Rodrigues Lima, do bairro Cohab III, no município de Sobral, CE.


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