Sujeito e Discurso



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Sujeito e Discurso

Maria Stela Torres Barros Lameiras

Universidade Federal de Alagoas
Resumo: A nossa tese de doutorado (em andamento), intitulada “Dos Fatos Ocorridos aos Acontecimentos A/Enunciados”, trabalha no sentido de analisar os pólos de estabilização e desestabilização do discurso. Essa análise leva em conta questões de subjetividade e procura localizar o Sujeito do Discurso ao mesmo tempo em que tenta elucidar o Discurso do Sujeito. Propomos, para este momento, um recorte de nossa análise, no qual, partindo de paradigmas bakhtinianos e pêcheuxtianos, mais especificamente, fazemos a leitura de alguns enunciados e de seus efeitos polifônicos, situando-os em seu contexto histórico. A “plurivocidade” e “os pontos de deriva” terão sustentabilidade na materialidade lingüística, considerando, entretanto, que essa materialidade “imbui-se de seu poder vital” apenas quando é vista como uma prática discursiva, onde os sentidos circulam e se constroem sociohistoricamente.

Palavras-chave: sujeito, discurso, sentidos, formação-discursiva.




    1. Sujeito do discurso / discurso do sujeito

Vivemos em um mundo de contradições, de encontros e desencontros entre teorias e práticas, buscando respostas que, por sua vez, estão na origem de novas perguntas. E são as ciências e as filosofias que tentam responder a essas “perguntas suscitadas pela realidade”. (Savater, 2001: 7)

Assim entre a ciência e a filosofia, na perspectiva da busca da explicação de como as coisas são constituídas por parte da primeira, e na perspectiva de se buscar, antes de tudo, a significação que as coisas têm para nós, por parte da segunda (Savater, op cit.), vivemos todos constantemente, em encruzilhadas epistemológicas.

Estudos recentes, feitos nos Estados Unidos, foram manchete na Folha de S. Paulo (13/11/2003): “Todo ser humano pode ser uma ‘quimera’”, assinalava o título da matéria. Essa conclusão tem origem na descoberta de que “nossos corpos seriam mestiços celulares”, o que provoca questões intrigantes em torno de nossa individualidade, de que sujeitos somos nós. No campo das ciências da linguagem a noção de ser sujeito tem sido objeto de estudo de poetas, filósofos, lingüistas, cientistas em geral, passando do conceito de divinização ao da dissolução (Dosse II, 1992).

A tensão instalada nesse espaço de concepções tão oponentes traz, por um lado, a autonomia de poder do sujeito e, por outro, as redes de dependência que condicionam esse poder. A alternativa que se colocava como inevitável, segundo Dosse II (op cit) e que estabelecia uma oposição entre o sujeito todo poderoso e a morte do sujeito esteve na base de inúmeras reflexões no domínio das Ciências Sociais, passando, inevitavelmente pelos estudos filosóficos e lingüísticos. Em torno dessas reflexões estavam o paradigma dialógico bakhtiniano com suas concepções polifônicas, a teoria da enunciação de Benveniste e a perspectiva psicanalítica do inconsciente da linguagem. Havia ainda muitos olhares sobre o sujeito, que parecia até então circundado pelos limites da estrutura. Uma outra direção para o sujeito surgiu com Foucault, que avançava em relação à estrutura, acrescentando-lhe a idéia de acontecimento: era o advento de um sujeito que ocupava funções discursivas em um espaço enunciativo que, segundo Foucault (apud Dosse II op cit)1 supõe um certo número de regras.

Retomando Benveniste (apud Indursky, 1998: 113), identificamos uma busca incessante no sentido de recuperar “as marcas do homem na língua”, o que era considerado a individualização do sujeito enquanto origem da linguagem. Dessa forma, Benveniste coloca o primado da enunciação, afirmando, segundo Sarfati, (1997: 20), que “a enunciação constitui uma ‘prise en charge’2 cada vez específica do enunciado”, o que faz de cada locutor o sujeito de seu discurso. Toda essa teoria da enunciação atraiu de imediato filósofos, psicólogos, mas o seu reconhecimento entre os lingüistas só aconteceu no início dos anos 70, muito após um ostracismo que lhe foi, de certa forma, imposto pela lingüística textual (Dosse II, 1992).

Mas a teoria da enunciação enfrentou, logo a seguir, uma reação aos limites da estrutura, quando foi sentida a necessidade de que o sujeito passasse a ser visto inserido na história. Essa concepção, defendida por Claude Hagège, discípulo de Benveniste, criticava o excesso de formalismos da lingüística até então, discordava do fechamento da estrutura chomskyana e defendia o lingüista como sendo uma espécie de historiador, que deveria acompanhar as etapas de estruturação das línguas (Dosse II op cit).

Iniciava-se ali uma espécie de reencontro entre a história e a estrutura, que iria rever as relações entre sujeito e discurso. Antes de entrarmos nessas relações é imprescindível falarmos um pouco da tese de Lacan para quem o ser é linguagem, é o “parlêtre”: “L’être c’est lettre”3 (Lacan, apud Cesarotto & Leite, 1993: 91). Trata-se em francês de jogos de palavras cuja eufonia já nos faz refletir sobre as nossas múltiplas possibilidades de constituição enquanto seres ontologicamente construídos pela linguagem, ainda na perspectiva lacaniana do inconsciente.

Um registro que se faz indispensável ao nos referirmos às concepções lacanianas é a observação feita por Chnaiderman (in Signorini, 2002: 48) de que “Lacan vem sendo estudado muitas vezes com total desconhecimento de Freud, como se bastasse ler Lacan para ser um analista freudo-lacaniano autêntico”. A autora fala ainda dos riscos de uma redução dessa leitura, sobretudo porque Freud já revelava em sua obra toda uma preocupação em relação à linguagem. Afirma-se até que o que diferencia Lacan de Freud é a era tecnológica. Enquanto Freud foi “ouvido por seus interlocutores imediatos (...), Lacan, filho deste século tecnológico, pôde se aproveitar do gravador, invento que permite conservar o proferido ipsis literis...” (Cesarotto & Leite, 1993: 115). É evidente que as inquietações vividas em épocas diferentes suscitam diferentes atitudes, o que não ocorreu de forma diversa na psicanálise, muito embora os avanços lacanianos não possam, em hipótese alguma, negar a preocupação de Freud com a obscuridade da mente do homem. Entretanto, essa preocupação também se revelava em outras esferas, como na literatura, por exemplo, com Marcel Proust, ainda no século XIX que falava da recriação do real quando se referia ao “tempo perdido; para Proust, a busca do “tempo perdido” só se faz através de nós mesmos.

Tentar ressuscitar o passado a partir do mundo real de outrora, do mundo real que um dia foi o presente, é uma ilusão pois o mundo real não existe; ele muda de acordo com nossas paixões. É em vão que vamos rever uma determinada paisagem outrora magnificada pelo amor, pela amizade ou por um simples ‘estado de graça’. Que vemos nós agora? Um lugar. Em vez de ir buscar lá uma emoção que ele não pode mais nos oferecer, nós devemos, pelo contrário, acolher esta emoção quando tivermos a chance de reencontrá-la; e essa chance nós a recebemos através da memória involuntária, por uma súbita sensação de onde renasce a lembrança, e que reconstitui, finalmente, para nós estáticos, o mundo real de um momento de nossa vida”. (tradução feita pela autora deste trabalho a partir de trecho da obra de Marcel Proust na coleção “Les Géants”: Marcel Proust par François Cruciani, Editions Pierre Charron, Vérone: 1971).
Voltando agora à questão do reencontro entre a estrutura e a história,, avançamos um pouco no tempo para chegar até Pêcheux, cuja perspectiva levava em conta a construção de sentidos construídos em um contexto histórico-social, na origem dos estudos da Análise do Discurso de linha francesa, que nomearemos, a partir de agora, de AD. Nos diversos momentos da AD, os questionamentos se sucederam, mas destacamos a contribuição de Michel Pêcheux para uma teoria do discurso que não se fundava no sujeito. Para Pêcheux (apud Maingueneau, 1991: 92) “o sujeito é denominado pela formação discursiva4 na qual ele inscreve seu discurso”. Com a idéia de FD iniciada por Foucault que, da mesma forma que Althusser, se opunha à noção clássica de um sujeito autônomo, passou-se a defender a concepção de sujeito como uma posição ocupada por um indivíduo em um enunciado (Sarfati, 1997). Pêcheux direcionou suas inquietações e seus questionamentos para a interpelação do indivíduo em sujeito de seu discurso, uma interpelação que se efetua pela identificação do sujeito com a FD que o domina e na qual ele é constituído como sujeito (Pêcheux, 198___). Além das marcas de um discípulo althusseriano, Pêcheux, ao tratar a significação, traz as marcas lacanianas, “pensando na relação da língua, de um lado, com a lalangue (o inconsciente) e, de outro com o interdiscurso (a ideologia)” (Orlandi, 1996: 63). Foi essa relação entre inconsciente e ideologia que atravessou toda a obra de Pêcheux, na forma como a vê Orlandi (2001: 48):

...é dando lugar às sistematicidades lingüísticas, considerando-as entretanto como vestígios e distinguindo o modo como elas são escritas/descritas, que a Análise do Discurso, trabalhando o ponto de articulação da língua com a ideologia, no discurso, expõe o modo como se produzem as ilusões dos sujeitos e dos sentidos, pois é no domínio de articulação lingüístico-ideológica que se produzem tanto os pontos de estabilização referencial quanto os de subjetivação”.

Para sairmos dessa tensão entre o radicalismo de um sujeito intencional, autônomo, origem de um sentido e o seu oposto que faz com que o individuo ocupe um espaço vazio no enunciado para se constituir em sujeito, precisamos buscar uma terceira via onde ambos os sujeitos possam transitar em uma esfera possível de coabitação. As questões epistemológicas podem, talvez, obstruir essa terceira via, mas nós a vemos como possível e, tomamos como fundamento a posição de Gallissot (1991: 5) ao propor que “as ações e os atores sociais devem ser vistos como conjuntos e individualidades relacionais, despersonalizando, assim, as chamadas forças totalizantes e relativizando os autores, que teriam por sua vez, o domínio de sua conduta e de sua intervenção no mundo”.

Do ponto de vista das relações sociais, os seres humanos, mulheres e homens, são fundadoras/fundadores dessas relações, considerando-se, entretanto, como intersubjetivas a vivência dessas relações. Essa intersubjetividade é uma decorrência incontestável da dualidade do sujeito que, em sua construção simbólica transita entre um querer dizer, que Althusser descobriu a partir de Freud que estava situado “sob a inocência da palavra e da escuta” (Pêcheux, 198___: 315), e entre os contrapontos espaciais sujeitos ao inconsciente e à ideologia. O sujeito-falante passa, então, a ser compreendido como forma-sujeito.

Ao se relacionarem os sujeitos vão construindo suas identidades, reconhecendo-se como atores sociais, aqui entendidos como indivíduos em interação. Neste espaço em que cada sujeito vai encontrando identificação e percebendo a sua identidade, ocorre uma espécie de sentimento de pertença a uma determinada FD. Para Pêcheux, nesse movimento de identificação dá-se como que uma evidência do sentido que é fornecida ao sujeito para que ele se ligue a ela ou a rejeite. Os sentidos circulam, então, no interior de uma mesma FD ou no cruzamento de duas ou mais FDs.

Esse lugar, que caracteriza, talvez, o sujeito do discurso, ou a colocação em cena dos discursos oriundos de uma ou de mais formações discursivas, é visto por Authier – Revuz sob dois prismas: o 1º, o da heterogeneidade mostrada (ou o do intradiscursivo), em que o locutor dá conta de sua enunciação, da delimitação ilusória mas necessária – do um – do sujeito e do discurso em relação à pluralidade de outros (apud Serrani – Infante); e o 2º, o da heterogeneidade constitutiva, o discurso que não se origina no locutor e que surge em uma dimensão de verticalidade, não linear; é o espaço dos interdiscursos, que estudos de Authier – Revuz vêem como a “não coincidência na interlocução; a não coincidência do discurso com ele mesmo; a não coincidência das palavras e as coisas; a não coincidência das palavras com elas mesmas”. (apud Serrani – Infante, 2002: 237, em nota de rodapé).

Nessas não coincidências ocorrem as incertezas, origem das questões de identidade. Daí porque diz-se “Ser sujeito, ou melhor, tornar-se sujeito é algo que ocorre a partir da procura de um si - mesmo, de algo que faz falta [psicanálise] [um si – mesmo construído na alteridade], ou de algo que não se basta/que não basta”.5 (Sledziewshi, 1991: 44).
...Em uma palavra, em toda enunciação, por mais insignificante que ela seja, renova-se sem cessar essa síntese dialética viva do psíquico e do ideológico, da vida interior e da vida exterior. Em todo ato de fala, a atividade mental subjetiva se dissolve no fato objetivo da enunciação organizada, enquanto que a palavra enunciada se subjetiva no ato de “decodagem” que deve cedo ou tarde provocar a “encodagem” de uma réplica. (Bakhtin, 1981: 66, 67)

É, portanto, essa atividade mental subjetiva, dissolvida no fato objetivo da enunciação que constitui o plano discursivo, presente no texto, na relação enunciado/enunciação. Essa perspectiva deixa a evidência de que não há como falar de enunciação sem texto, da mesma forma que não há como se pensar em sujeito sem linguagem nem linguagem sem sujeito (Greimas et al, 1979). Em consonância com essa perspectiva, destacamos Bakhtin (1981: 154), para quem “a língua não existe por si mesma, mas somente em conjunção com a estrutura individual de uma enunciação concreta. É apenas através da enunciação que a língua toma contato com a comunicação, imbui-se do seu poder vital e torna-se uma realidade”; uma realidade que, acreditamos,constrói-se na interação, na qual estão imbricadas as relações pessoais e sociais e suas identificações, marcadas pela subjetividade.

Aquele espaço, a que já nos referimos anteriormente, de percepção da identidade, do momento de rejeição ou de ligação do sujeito com o discurso é que tem sido palco dos maiores debates/embates dos tempos modernos. E nesse espaço está justamente a importância de se identificar a diferença entre língua e linguagem, o que fazemos a partir de Bakhtin (1981: 123), que afirma:
A verdadeira substância da língua não é constituída por um sistema abstrato de formas lingüísticas nem pela enunciação monológica isolada, nem pelo ato psicofisiológico de sua produção, mas pelo fenômeno social da interação verbal, realizada através da enunciação ou das enunciações. A interação verbal constitui assim a realidade fundamental da língua”.
“Temos consciência” (?) da implicação epistemológica de trazer Bakhtin para esta discussão, diante da visão dialética que ele apresenta da consciência individual evidenciando-a como “um fato sócio/ideológico” (Bakhtin, op cit: 35) e apontando as conseqüências do não reconhecimento desse fato como impedimento para um estudo objetivo das ideologias (perguntamo-nos: serão objetivas as ideologias?).

As perspectivas dialógica e polifônica, que se fundem e são fundadas na interação entre indivíduos e o seu entorno têm, na linguagem, o papel central, o que não se pode ver de forma distanciada da psicanálise, ainda que o inconsciente seja para esta a sua “direção” maior. Essas perspectivas atribuem à linguagem um poder extremamente vital, reafirmamos, um poder que Bakhtin (op cit: 125) metaforiza ao definir a enunciação como uma ilha emergindo de um oceano sem limites, o discurso interior. As dimensões e as formas dessa ilha são determinadas pela situação da enunciação e por seu auditório.

Fundamentamos nossas concepções em abordagens diversas, que vêem a existência da ideologia como correspondente à interpelação althusseriana do indivíduo em sujeito, e do sujeito construído nos interdiscursos, com o discurso posto em relação a outros parâmetros que lhe dão sentido na perspectiva foucaultiana. Constatamos, a partir daí, como afirma Sarfati (1997) que a perspectiva althusseriana é analítica, com duas versões: uma 1ª, realista, na qual todo discurso diz outra coisa do que parece dizer; uma 2ª, representativa, onde o discurso teria, em certas palavras, índices e sintomas de interpretação. Estariam aí, nesses índices e sintomas, os pontos de deriva muito bem trabalhados na obra de Pêcheux. Quanto à perspectiva integrativa, baseada na arqueologia do saber de Foucault, Sarfati (op cit) a aproxima de Bakhtin, em sua concepção de enunciado, cujo sentido está no processo dialógico.

Embora as abordagens aqui postas pareçam construir uma teia de aranha, cada vez mais indecifrável, é, ao contrário, o nosso interesse em elucidar as diferentes instâncias do discurso e do sujeito que nos impelem a enveredar pelo que muitos verão como um labirinto. Nesse contexto labiríntico, a perspectiva psicanalítica surge como “porto de passagem”, parafraseando aqui a obra de Wanderley Geraldi, “Portos de Passagem”, da Editora Martins Fontes, São Paulo: 1993.




    1. Quando a castanha faz silenciar...

Para nossa tentativa de elucidação de um sujeito, que poderia ser nomeado de “espacial” (imagem que nos agrada se pensarmos no vôo e em suas possibilidades de descoberta), a partir do lugar que ocupa no discurso, mas que nós preferimos chamar de sujeito do discurso ao mesmo tempo em que concebemos esse discurso como discurso do sujeito, partimos de um fato tornado notícia6 recentemente: ao ser entrevistado por uma jornalista “insistente”, em meio às intempéries administrativas, em fevereiro deste ano de 2004, o Presidente Lula, que mastigava castanhas, interrogou-a: “POR QUE EM VEZ DE PERGUNTAR VOCÊ NÃO ENCHE A BOCA DE CASTANHA? (Folha de S. Paulo, BRASIL, Sexta-Feira, 06 de fevereiro de 2004 A5).

Diante dessa “investida lingüística” aparentemente inocente e jocosa, ao mesmo tempo, salta aos olhos a imagem viva do silenciamento que se pretende impor à sociedade, por parte de quem sempre questionou formas de governar e administrar. É evidente que outras análises podem ser feitas diante da materialidade desse enunciado, seja a questão que envolve a forma de se expressar da maior autoridade do poder executivo da República, seja também a demonstração de uma “política do silêncio” (conveniente, diríamos), uma política que Orlandi (1997: 75), define como um recorte que se produz “entre o que se diz e o que não se diz”, diferentemente do “silêncio fundador” que, ainda segundo Orlandi (op cit), significa por si mesmo.

Talvez alguns estudiosos da AD estejam posicionados de outra forma, mas se formos para a materialidade lingüística, no plano léxico-semântico, mais especificamente, a escolha do termo encha (...”encha a boca”...) parece trazer em seus não-ditos um desabafo do que seria uma possível complementação do enunciado: “Por que em vez de perguntar, você não enche a boca de castanha”, e pára de me encher?... Podemos, para alguns estudiosos da AD, estar até fazendo fantasiosas conjecturas analíticas, mas o “porto de passagem” do inconsciente e o contexto histórico nos oferecem os “sintomas” desse não-dito.

É ainda nesse contexto histórico, em que a situação político-social convive com situações adversas e, ao mesmo tempo, com uma esperança que parece, aos poucos, esmaecer, que lançamos o nosso olhar para alguns enunciados dirigidos à formação de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), junto ao Poder Legislativo Federal, no período compreendido entre 1996 até nossos dias. Os enunciados que servirão de base para nossa análise são todos de políticos posicionados, ora na oposição, ora no governo. Trata-se de uma seleção de enunciados que consta na Folha de S. Paulo, de 19 de fevereiro de 2004 (BRASIL A8), cujos argumentos, a favor ou contra da efetivação dessas CPIs, evidenciam a posição do sujeito diante das circunstâncias da enunciação. Uma das “lides” 7, “Sombra no Planalto”, anterior ao título da matéria já é portadora de um juízo de valor negativo em relação às posturas políticas, face à polêmica CPI dos bingos, entre outras ações governamentais.


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