Suicídio: Brasil é 8º país das Américas com maior índice


Pesquisa revela perfil do suicídio de idosos no Brasil



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Pesquisa revela perfil do suicídio de idosos no Brasil

Com o objetivo de compreender a magnitude e a significância do suicídio na população brasileira acima de 60 anos, pesquisadores do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/ENSP), em parceria com pesquisadores de programas de pós-graduação e serviços de saúde de diversos estados brasileiros, desenvolveram a pesquisa É possível prevenir a antecipação do fim? Suicídio de idosos no Brasil e possibilidades de atuação do setor saúde. O estudo, financiado pelo Programa Inova ENSP – que incentiva e apoia investigações de temas novos que possam contribuir estrategicamente para o avanço da saúde pública –, resultou em importantes frutos.

O primeiro deles foi o lançamento do número temático da Revista Ciência e Saúde Coletiva (volume 17, número 8), que reúne artigos de todos os pesquisadores que participaram do estudo, sendo três de cunho epidemiológico que tratam da magnitude do fenômeno no país, por regiões e por municípios, segundo sexo e segmentos de idade entre os idosos e fatores de risco. A outra parte do conjunto de textos disponíveis na edição temática discute os aspectos qualitativos das mortes autoinflingidas e traz, entre outros aspectos, informações circunstanciadas dos casos, impactos na família, clivagem de gênero e análise dos instrumentos utilizados para a pesquisa, descrição do trabalho de campo e, por fim, a análise de uma experiência de prevenção.

O grupo apresenta também um sumário executivo que resume para leigos o conjunto de informações e oferece sugestões para prevenção. Esse sumário executivo, mais um fruto da pesquisa, foi apresentado à sociedade durante a realização do I Seminário Nacional sobre Prevenção de Suicídio de Pessoas Idosas, realizado de 29 a 31 de agosto, no Rio de Janeiro. Participaram cerca de 300 pessoas oriundas de 16 estados brasileiros e com representação de todas as regiões. Entre elas, profissionais de diversas áreas: médicos, psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais, advogados, pedagogos, nutricionistas, administradores, empresários, arteterapeutas, cuidadores de idosos, técnicos judiciários, pesquisadores, voluntários e alunos de pós-graduação em medicina, enfermagem, geriatria, políticas públicas e psicologia.

O seminário chamou atenção para temas como o acelerado envelhecimento da população brasileira, sobretudo da população acima de 75 anos; a magnitude, a localização e os fatores de risco para o suicídio de idosos; o resultado de um estudo qualitativo baseado nas chamadas autópsias psicossociais; a metodologia e os instrumentos empregados no estudo; a questão de gênero que tem grande peso na apresentação do fenômeno; as consequências do suicídio dos idosos em suas famílias; e as propostas de prevenção e recomendações para o setor saúde. De acordo com Cecília Minayo, coordenadora científica do Claves/ENSP, o seminário propôs a reflexão sobre um tema muito importante e presente em várias áreas disciplinares e diversos campos de atuação. E foi esse o tema tratado na pesquisa É possível prevenir a antecipação do fim? Suicídio de idosos no Brasil e possibilidades de atuação do setor saúde. (Fonte: Informe ENSP/Fiocruz)

 





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