Suicídio: Brasil é 8º país das Américas com maior índice


Claves/ENSP revela preocupação com o problema



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Claves/ENSP revela preocupação com o problema

Para Maria Cecília Minayo, pesquisadora e coordenadora científica do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/ENSP), o elevado número de pessoas que cometem suicídio no mundo pode assustar porque no Brasil e na América Latina como um todo, a violência que mais mata são os homicídios, mas, no mundo, a violência que mais mata são os suicídios, estando entre as 10 principais causas de óbito, tendo aumentado 60% nos últimos 50 anos.

“As taxas de autoextermínio entre adolescentes e idosos são as que mais tendem a aumentar. Entre os jovens, o suicídio constitui a segunda ou terceira causa de morte em muitos países. Mas os índices de suicídio consumados estão distribuídos desigualmente na população mundial e dentro dos países. Segundo a OMS, os mais elevados se encontram no Leste Europeu (Lituânia, 51,6/100.000; Rússia, 43,1/100.000; Bielorússia, 41,5/100.000; e Estônia, 37,9/100.000)”, destacou a pesquisadora.

No Brasil, o caso é diferente. Enquanto os homicídios têm uma taxa de 25/100.000 e o país é considerado um dos 60 mais violentos do mundo, ocupando o 5º lugar na América Latina, depois de Venezuela, Colômbia, El Salvador e Honduras; as taxas de suicídio são consideradas baixas, entre 5.4/100.000 e 5.9/100.000 habitantes.

“Ocupamos o 113º. lugar no mundo e oitavo na América Latina em taxas de suicídio. No entanto, há uma questão a se preocupar: dentro do país também as taxas são distribuídas desigualmente. São mais baixas no Norte e muito mais altas na região Sul, onde em várias cidades elas se assemelham às da Europa Central (onde as taxas são mais elevadas). Outro ponto importante a ser observado é que as taxas de suicídio masculino estão crescendo, enquanto as taxas de suicídio feminino permanecem estáveis”, afirmou. Para Cecília Minayo, o suicídio pode ser prevenido sim, mas em parte. Ele é sempre um ato voluntário numa situação de extremo sofrimento.

"A OMS publicou um manual de prevenção (Prevenção do suicídio: um manual para profissionais da Saúde em Atenção Primária) importante e feito de forma simples e acessível tanto aos profissionais de saúde como à população. Outros dois materiais também produzidos pela Organização são o manual para atendimento clínico e a mídia, mostrando como se comportar em casos de suicídio. Além disso, o Ministério da Saúde brasileiro também tem produzido orientações tanto para familiares de pessoas em risco como para profissionais, com ênfase nos profissionais de saúde mental", concluiu a pesquisadora. (Fonte: Informe ENSP/Fiocruz)






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