Sonambulismo



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19ª AULA
PARTE A
SONAMBULISMO
Visão Científica - Visão Espírita

Participação do Perispírito no Sonambulismo

Sonambulismo e Mediunidade
Visão Científica

Sonambulismo [do latim somnus = sono e ambulare = marchar, passear]

Sonâmbulo [do francês somnambule] - Pessoa em estado de sonambulismo, podendo levantar-se, andar e falar durante o sono.

O sonambulismo, conhecido também como noctambulismo, segundo a Medicina, é um transtorno classificado como uma parassonia do sono: manifestação noturna em forma de movimentos anormais durante o sono, resultando em interrupções do mesmo. São exemplos de parassonia o despertar confusional, o terror noturno, o sonambulismo, os pesadelos, os distúrbios alimentares noturnos, entre outros.

O conhecimento sobre parassonias expandiu-se muito nos últimos anos. Foram identificados novos transtornos, registrando-se a ocorrência de transtornos conhecidos mais freqüentemente numa faixa etária mais larga e com conseqüências mais sérias do que previamente se pensava. As parassonias podem causar traumatismos relacionados ao sono e promover sofrimento psicológico pela perda repetida do autocontrole durante o sono.

O diagnóstico das parassonias é realizado através do uso de entrevista clínica, (as informações do paciente podem esclarecer o diagnóstico e levar ao tratamento apropriado) e da polissonografia, ou seja, monitorização fisiológica do sono. Em adultos, as parassonias costumam ser mal diagnosticadas e tratadas inadequadamente como distúrbios psiquiátricos.

O sonambulismo ocorre durante os estágios do sono denominados 3 ou 4, chamados sono de ondas lentas. O sono tem cinco estágios durante os quais as ondas cerebrais diminuem de intensidade até atingir um profundo estado de relaxamento. A baixa atividade se mantém no hipotálamo, ligado à consciência, e no córtex cerebral, que controla os movimentos do corpo. No caso dos sonâmbulos, essas ondas, vindas de uma área do cérebro chamada ponte, são irregulares. Por isso não cumprem a contento a função de inibir a região motora. Como as áreas motoras permanecem ativas, o sonâmbulo levanta da cama e pode andar, urinar, comer, realizar tarefas comuns e mesmo sair de casa, enquanto permanece inconsciente e sem possibilidade de comunicação, pois a área relacionada à consciência, no hipotálamo, se mantém quase inativa. E isso explica porque quem sofre desse distúrbio não percebe o que faz e nem se lembra de nada no dia seguinte.

Os episódios de sonambulismo geralmente emergem 15 minutos a duas horas depois do início do sono, embora possam ocorrer em qualquer momento durante o sono. A duração dos episódios poderá variar amplamente.

Algumas características são comuns entre os sonâmbulos, tais como: manter os olhos abertos durante o sono: falar durante o sono, de maneira incompreensível e sem propósito; ter uma expressão facial indiferente; sentar-se e parecer despertar durante o sono; caminhar ou realizar outras atividades detalhadas durante o sono, de qualquer tipo, sem lembrança do evento ao despertar, além de certa confusão e desorientação ao despertar.

Ocorre sonambulismo sem traumatismos com igual freqüência em ambos os sexos, mas o sonambulismo com traumatismos é mais predominante no sexo masculino. Já foram relatados casos de sonambulismo homicida, quando o sonâmbulo apresentou comportamento agressivo com manejo de armas (facas, revólveres); outras vezes há a perda do senso crítico (sair pela janela do quarto, andar sem destino por grandes distâncias) que podem resultar em trauma inadvertido ou morte para si ou outros.

É mais comum a ocorrência do sonambulismo em crianças e adolescentes.

Habitualmente, são episódios isolados. Dentre as crianças entre 5 e 12 anos de idade, estima-se que 15 a 40% tenham apresentado algum episódio de sonambulismo, pelo menos uma vez na vida. A maior parte das crianças sonâmbulas deixa de apresentar este comportamento a partir da adolescência. Em crianças, a causa habitualmente é desconhecida, mas o sonambulismo também pode estar relacionado com a fadiga, privação de sono ou ansiedade.

Dentre os adultos, as pesquisas estimam que 0,5 a 2,5% apresentaram ou apresentam episódios de sonambulismo, que pode estar associado habitualmente a distúrbios neurológicos, psiquiátricos, estresse, apnéia do sono obstrutiva, movimentos periódicos das extremidades, crises noturnas, doença febril e uso ou abuso de álcool.

Outros fatores de risco incluem privação do sono, gravidez, menstruação e medicamentos específicos, incluindo psicotrópicos (carbonato de lítio e agentes com efeitos anticolinérgicos). Em idosos, o sonambulismo pode ser sintoma de uma síndrome cerebral orgânica.

A causa do sonambulismo é desconhecida da Ciência e não há tratamento que gere cura eficaz até o momento. Muitos pesquisadores atribuem como uma das causas o nervosismo ou o medo, mas ainda não há nada comprovado neste sentido.

Há algumas orientações preventivas, caso haja predisposição ao sonambulismo, como evitar o consumo de álcool ou agentes depressores do SNC (Sistema Nervoso Central); evitar a fadiga, a insônia, o estresse e a ansiedade, que podem agravar o distúrbio.

Habitualmente não é necessário nenhum tratamento específico para o sonambulismo. Podem ser necessárias medidas de segurança, impedir a ocorrência de lesões, como: a modificação do ambiente, mudando objetos como fios elétricos ou móveis para reduzir tropeções e quedas. Pode ser necessário bloquear as escadas com um portão. Em alguns casos, os tranqüilizantes de curta duração têm sido úteis para reduzir a incidência do sonambulismo. Se este for acompanhado por outros sintomas, for freqüente ou persistente e/ou incluir atividades potencialmente perigosas, o sonâmbulo deve ser submetido à avaliação médica mais rigorosa.

Se o sonambulismo for frequente ou persistente, pode ser apropriado um exame para excluir outros distúrbios, como convulsões. Também pode ser apropriado submeter-se a uma avaliação psicológica, para determinar causas como ansiedade excessiva ou estresse, ou a uma avaliação clínica, para excluir outras causas.





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