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A UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI



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A UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA-UTI

O ambiente de terapia intensiva é repleto de elementos estressantes, isso pelo fato da rotina de trabalho que determina situações de emergência, o grande arsenal tecnológico, a situação dos pacientes. O trabalho em UTI envolve forte carga emocional, na qual a vida e a morte se misturam, compondo cenário desgastante e, muitas vezes, frustrante, o que pode comprometer a saúde do trabalhador. (LOPES & LAUTER, 2001).

A UTI está intimamente ligada à enfermagem e foi emblemática e marcante com a ativa participação de Florence Nightingale na guerra da Criméia; na ocasião foram reunidos todos os feridos das batalhas num mesmo ambiente, permitindo assim assistência mais direta e eficiente. Esse fato deu origem às modernas unidades de terapia intensiva, nas quais os pacientes são reunidos num mesmo espaço visando facilitar, racionalizar e tornar mais eficiente o tratamento (KNOBEL et al, 2006).



Entre os ambientes hospitalares, a UTI é conceituada como o mais tenso, traumatizante e agressivo, em decorrência da rotina de trabalho intensa; dos riscos constantes à equipe de enfermagem por contágio (pacientes em isolamento), exposição a Raios X, acidentes com perfuro-cortantes; das situações de crises frequentes; dos ruídos intermitentes de monitores, bombas de aspiração, respiradores, gemidos, gritos de dor, choro3, telefone, conversas paralelas da equipe, circulação de grande número de profissionais, fax e impressoras. (CHEREGATTI, 2010).

É um lugar isolado, onde o tempo se torna incerto. O ambiente é insalubre, a falta de precaução e treinamento da equipe pode resultar em acidentes e transmissão de doenças infectocontagiosas confirma Miranda et al, 2008. Segundo Cheregatti (2010) Para que o ambiente da UTI seja humanizado, ele deve proporcionar privacidade, conforto e segurança.

Na UTI, dada à rotina de situações emergenciais, da concentração de pacientes críticos, com alterações súbitas no estado de saúde, o local de trabalho caracterizasse como estressante e agressivo gerador de um ambiente emocionalmente comprometido para a equipe multiprofissional e, principalmente, para a equipe de enfermagem, que tem uma rotina diária de pronto atendimento, pacientes graves, isolamento e morte. (LEITE MA, 2005).

A atitude (muitas vezes interpretada como agressiva e/ou invasiva) de lidar com a intimidade emocional e corporal do paciente. Conviver com limitações técnicas, pessoais e materiais em contraponto ao alto grau de expectativas e cobranças lançadas sobre este profissional pelos pacientes, familiares, equipe, instituição hospitalar e até mesmo dele próprio (SARTURI, 2009)

Em UTIS, a defasagem entre o número de leitos e recursos disponíveis e a igualmente alta demanda de pessoas necessitadas deste tipo de cuidado impõem à equipe a obrigação de decidir quem fica com a vaga e os recursos e quem provavelmente terá suas chances diminuídas, quando não eliminadas de sobreviver (CAVALHEIRO; MOURA; LOPES, 2009).

Já que existe a necessidade de dar ênfase as relações humanas, dessa forma, será possível a concretização de ações primordiais assegurando a reintegração da equipe multiprofissional, possibilitando assim a discussão e a reflexão sobre os dilemas da prática profissional, desenvolvendo mecanismos de adaptação que tornem a equipe apta para lidar com a morte e com a família, no contexto da terapia intensiva. Lazzarotto (2001) aponta que as competências advêm da reflexão sobre as necessidades do mundo do trabalho, em um processo longo para a aquisição de capacidades específicas.

Constata-se que as condições de trabalho a que estão expostos os trabalhadores favorecem ao estresse ocupacional pela presença dos estressores, constituindo-se como importante fonte causal para essa problemática, o que resulta em Síndrome de Burnot (SILVA et al, 2012).

Assim deve haver de forma integrada ações de promoção da saúde, tendo como meta a proteção, a recuperação e a promoção da saúde do profissional de da equipe interdisciplinar no ambiente ao qual está inserido. Ao mesmo tempo em que surgem mudanças no local de trabalho, seja pelos novos equipamentos, ou seja, pelas tecnologias, deveria se pensar em ações que fossem direcionadas à organização e às relações do trabalho (SCHMIDT, 2013).






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