Sociedade brasileira de terapia intensiva sobrati mestrado em terapia intensiva


Terminalidade na Unidade de Terapia Intensiva



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3. Terminalidade na Unidade de Terapia Intensiva
A espiritualidade, a fé, a espera de um milagre e a crença numa força maior se faz presente no mundo da UTI. O reconhecimento da espiritualidade como parte do paciente é revelada como essência do ser. O ser humano, ao se colocar na perspectiva de espiritualidade, ressignifica os momentos de dor e sofrimento, avançando em um processo de autoconhecimento e individuação. A espiritualidade, parte da essência, é comum à pessoa humana, ou seja, está disponível a quem desejar, não se limita exclusivamente a uma religião específica. (Sinsen, Crossetti, 2004 apud Oliveira, 2014).

Atualmente, cerca de mais de 70% dos óbitos dos pacientes que se encontram hospitalizados, ocorrem mais especificamente no ambiente das unidades de terapia intensivas, o que confirma o sentimento das pessoas com relação a este setor crítico, de repulsa, medo... Pois este lugar os “aproxima da morte”, diante da possibilidade de irreversibilidade da doença. No ambiente crítico como a Unidade de Terapia Intensiva torna-se imprescindível priorizar a comunicação da equipe multiprofissional com o paciente e seus familiares, uma vez que uma má comunicação acarretará conflitos no tratamento do paciente que se encontra em estado terminal.

Os cuidados ao paciente terminal em Unidade de Terapia Intensiva é importante a interatividade, atuação interdisciplinar, o respeito aos valores e crenças, a singularidade e particularidade, solidariedade, fortalece a confiança do paciente e seus familiares.

O processo da espiritualidade na equipe multiprofissional deve servir como apoio em direção para o preparo da equipe diante do sofrimento e morte do paciente e, ao mesmo tempo, servir de suporte para os envolvidos que estão sofrendo por uma perda ou doença.(OLIVEIRA,2014).

Diante da possibilidade de irreversibilidade da doença e da morte, esta última vamos chamar de luto e entender como um ritual de passagem. Assim, serão cinco os estágios a serem vivenciados.

Primeiro Estágio: negação e isolamento. A Negação e o Isolamento são mecanismos de defesas temporários do Ego contra a dor psíquica diante da morte. Em geral, a Negação e o Isolamento não persistem por muito tempo. Segundo Estágio: raiva. Os relacionamentos se tornam problemáticos e todo o ambiente é hostilizado pela revolta de quem sabe que vai morrer. Nessa fase, a dor psíquica do enfrentamento da morte se manifesta por atitudes agressivas e de revolta; – porque comigo? Terceiro Estágio: barganha. A maioria dessas barganhas é feita com Deus e, normalmente, mantidas em segredo. Nessa fase o paciente se mantém sereno, reflexivo e dócil (não se pode barganhar com Deus, ao mesmo tempo em que se hostiliza pessoas). Geralmente este movimento volta-se para à religiosidade. Quarto estágio: A Depressão aparece quando o paciente toma consciência de sua debilidade física, quando já não consegue negar suas condições de doente, quando as perspectivas da morte são claramente sentidas. Aqui a depressão assume um quadro clínico mais típico e característico; desânimo, desinteresse, apatia, tristeza, choro, etc. Quinto estágio: Nesse estágio o paciente já não experimenta o desespero e nem nega sua realidade. Esse é um momento de repouso e serenidade antes da longa viagem, estágio de aceitação em paz, com dignidade e bem estar emocional, o paciente e família experimenta o processo até a morte em clima de serenidade, de conforto, bem como de colaboração para com o paciente.

Percebe-se que é imprescindível que seja respeitado o tempo de entendimento do paciente e a decisão da família, pois, o processo do morrer envolve inúmeros sentimentos, diante das adversidades enfrentadas por parte do paciente e dos familiares, não podendo ser considerado somente do ponto de vista racional.

Durante o tratamento de um paciente terminal muitas das medidas curativas/restaurativas, podem configurar tratamento fútil, tais como: nutrição parenteral ou enteral, administração de drogas vasoativas, terapia renal substitutiva, instituição ou manutenção de ventilação mecânica invasiva e, inclusive, a internação ou permanência do paciente na UTI. Existe um enorme desgaste emocional dos membros da equipe que conduzem o tratamento do paciente em condição terminal nas UTIs. Portanto, essa equipe deve ser reconhecida como provedora, mas também como objeto dos cuidados. Para tal sugere-se que sejam oferecidos treinamento e educação continuada, que capacite os profissionais, de modo permanente. (Moritz et.al.,2008).



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