Sobrecarga do cuidador familiar de portadores de transtorno mental aline mesquita lemos



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SOBRECARGA DO CUIDADOR FAMILIAR DE PORTADORES DE TRANSTORNO MENTAL

ALINE MESQUITA LEMOS1

Helder de Pádua Lima2

Alexandra Chaves Fernandes3

Francisco Daniel Brito Mendes4

INTRODUÇÃO

Com o processo de Reforma Psiquiátrica no Brasil, muitas mudanças estão ocorrendo na área da saúde mental. Dentre as conquistas nesse cenário destaca-se a desinstitucionalização do portador de transtorno mental e a implementação de serviços abertos e de base comunitária, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Nesse contexto, tais sujeitos tem a oportunidade de realizar um tratamento mais próximo da família e da comunidade onde vivem.

Compreende-se a família como cuidadora primária de seus entes, visto é nesse âmbito que se executam cuidados a cada ente ao longo da vida. Cuida-se pelos valores familiares e pela afetividade existente entre as pessoas. Tal responsabilização moral da família pelo cuidado inclui, até mesmo, situações para as quais os serviços e profissionais de saúde teriam obrigação ético-legal de dar respostas. Sobre a família recaem múltiplos custos (desgastes, dispêndios e desperdícios) decorrentes do adoecimento em si e das inúmeras exigências de provisão do cuidado. Nesse contexto, a vulnerabilidade familiar se instaura, se amplia e é constantemente renovada diante de uma situação crônica (BELLATO et al, 2016).

A família representa a primeira rede que referencia e viabiliza proteção e socialização aos indivíduos. Quando um de seus membros tem um transtorno mental o apoio familiar torna-se essencial para o tratamento. Independente das multiplicidade de contornos que a família pode assumir, é nela que se inicia o aprendizado dos afetos e das relações sociais (NASCIMENTO et al, 2016).

O surgimento de uma doença, como um transtorno mental, conduz, muitas vezes, o membro doente à uma situação de dependência que traz a necessidade de modificação nas atividades de vida diárias comumente viabilizadas por um cuidador familiar. Entende-se o cuidador familiar como o ser humano que zela pelo bem-estar, saúde, alimentação, higiene pessoal, educação, cultura, recreação e lazer da pessoa.

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