¿Sobre que temas se establece el diálogo entre culturas



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  1. Caderno da Convergência das Culturas1



    1. PRÓLOGO


A Convergência das Culturas é um organismo que se propõe a promover a convergência das diversas culturas vivas, até a uma cultura da não-violência, a qual possa conduzir à constituição da Nação Humana Universal.

Este texto está dirigido às pessoas valentes que compartilham desta aspiração e que estão dispostas a comprometerem-se de verdade.

Vivemos um momento no qual, o processo de mundialização produziu uma interpenetração entre as diversas culturas sem precedentes.

Não estamos falando somente do fato de que, hoje, as pessoas de todo o planeta podem se comunicar graças aos avanços na tecnologia das comunicações, mas também do acúmulo histórico de fenômenos como o colonialismo e o imperialismo, a enorme disparidade nas condições de vida e de sobrevida entre diferentes áreas do mundo, os contínuos movimentos migratórios massivos, mostrando o multiculturalismo no interior dos que continuam ainda sendo considerados “territórios dos estados nacionais”.

Esta condição, sem um diálogo entre as culturas que cresça em torno a um projeto comum, está levando a um progressivo aumento da violência.

Ao contrário, compartilhar um diálogo baseado num projeto comum permitirá:



  • Compartilhar os elementos progressivos com os que conta cada cultura.

  • Investigar, expressar e rechaçar aqueles elementos que historicamente se opuseram ao diálogo.

É óbvio que estas reflexões precisam ser feitas desde “dentro” do sentimento de cada cultura e pelos membros que a compõem. Parece-nos que de nenhum modo uma expressão cultural pode pretender se colocar como central e verdadeira, e de modo soberbo julgar as outras pretendendo sua submissão. Seguir neste caminho estéril só conseguirá aumentar o violento abismo que existe hoje entre alguns povos.

No entanto a intenção de apropriar-se do todo por parte de uma minoria e as propostas intolerantes de uns líderes que cavalgam sobre a falta de futuro de indivíduos e povos, seguem justificando e alimentando o choque de culturas, a discriminação e a violência.

É por isso que os membros da Convergência das Culturas, que pertencem a distintas culturas, têm como objetivo primário melhorar as condições de diálogo da cultura à qual pertencem.

Este é o sentido da proposta.

A amplitude e a diversidade das possibilidades de agir são tantas que este documento só pode indicar uma direção, e neste contexto importará pouco a proporção da ação se esta mantém a direção que nós aspiramos.

Por outro lado, e desde o ponto de vista pessoal, este modo de atuar certamente será experimentado como válido se encontra a coerência entre pensar, o sentir e o atuar.

Valorizamos a formação de âmbitos onde se resgatem as ideias, as crenças e as atitudes humanistas de cada cultura que apesar de toda a diferença, se encontre no coração dos diferentes povos e indivíduos.

Desde o ponto de vista nasce a necessidade de um trabalho conjunto onde a característica mais importante seja o aporte e o compromisso de cada particular sentir.

Vejamos com gosto e alegria a possibilidade de começar a construir um trabalho conjunto, que nos leve ao diálogo, com o objetivo ambicioso de elaborar uma síntese capaz de enriquecer e iluminar a cada um dos seres humanos, sem importar sua raiz cultural.

Estamos falando então em estudar, conhecer, mostrar e aprofundar todas as enriquecedoras manifestações que têm sido desenvolvidas na história por cada visão cultural com a intenção de começar a construir uma nova realidade que nos ligue e nos fortaleça em um momento histórico sumamente crítico e delicado.

Deste modo pretendemos contribuir a elevar e apreciar o inestimável aporte ao mundo e à história humana de cada sensibilidade, iniciando um renovado diálogo entre as culturas que nos permita seguir crescendo sem limites.

Quando nos referimos a uma atitude humanista, nos referimos aos seguintes seis pontos:



  1. A colocação do ser humano como valor e preocupação central.

  2. A afirmação da igualdade de todos os seres humanos.

  3. O reconhecimento da diversidade pessoal e cultural.

  4. A tendência ao desenvolvimento do conhecimento acima do aceito ou imposto como verdade absoluta

  5. A afirmação da liberdade de ideias e crenças

  6. O repúdio à violência

É imprescindível o encontro e o diálogo entre seres humanos de culturas diferentes que ao olharem-se possam dizer: “eu existo porque tu existes”



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