Sobre o pai com comentários de Juan Carlos Bodoque Compreendendo a Manifestação Divina e algo mais sobre a natureza da Lei no Antigo Testamento Welington Corporation a viagem


O Pai permite que relatem contradições nas tradições a seu respeito!



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O Pai permite que relatem contradições nas tradições a seu respeito!
O Pai jura por si mesmo! Ergue a mão como um árabe! Zomba dos demônios como num concurso de escárnio da antiguidade! Parte da sua palavra profética é zombaria... Ele revela suas ordens em poesia, em canto, em lamentações e elegias fúnebres...

Sujeito complicado esse. Esse Deus hebreu, esse que Jesus afirma veementemente estar nele. Pertencer a Ele. Participar dEle. Obedecer. E confiar.



A COMPREENSÃO DO PAI

Então, afinal, como compreendê-lo?

Não havia no mundo de então a concepção de um Deus que não pudesse infundir o terror absoluto sobre o maligno. Não Creriam em nenhuma mensagem e nem na justiça de um deus que tratasse com indiferença ao perverso. As campanhas militares eram precedidas de consultas a oráculos e magos. Os movimentos dos exércitos eram precedidos de sinais e presságios sem os quais um general, fosse ele chinês ou romano, não levantaria um dedo contra o exército inimigo. Nenhum cerco de qualquer cidade era feito sem cerimonias e consagrações, libações e oferendas. Tanto a divindade que buscavam proteção quanto à divindade que queriam ‘comprar’, para que esta não apoiasse o grupo contra o qual lutariam. As deidades eram locais, geográficas, estavam conectadas geograficamente a terra a qual os povos pertenciam. Até mesmo ao túmulo dos antepassados, já que estes se transformavam em protetores dos clãs. A visão divina do mundo de então era profundamente ligada a mágica, e a morte. A morte reinava sobre a teologia mundial. Todos os povos eram regidos por divindades que representavam a destruição e a morte, fosse Hades para os gregos, fosse Kali para os hindus, fosse o primeiro homem morto que se tornou a encarnação da morte, como nas epopeias do Ramayana para a civilização pré-hindu. O medo dos deuses era a balança, o temor a capacidade de realizar desgraças, de amaldiçoar, de destruir. A essência dos holocaustos de toda a terra era absolutamente diferente da qualidade das ofertas catalogadas no sacerdócio LEVITA. Deuses irados não eram exceção. Eram regra. Os rituais da antiguidade seguiam rígidas regras. Porque se qualquer ato ritualístico não PRESCRITO pelas tradições sacerdotais da antiguidade, daquela determinada divindade, poderia acarreta o CAOS. Poderiam, ao invés de APLACAR suas índoles VOLUVEIS, gerar sua rejeição. Viver REJEITADOS por uma divindade, viver debaixo de uma OFENSA não era uma opção.

Deus necessita revelar-se a um mundo mágico e religioso, cruel e temerário. Um mundo de crenças absurdas e de valores pavorosos. Viúvas queimadas vivas junto de seus falecidos marido. Crianças jogadas de penhascos por sacerdotes que neles encontrassem imperfeiçoes. Mulheres vendidas pelos pais como prostitutas sagradas que viveriam como amantes de milhares em nome de religiões depravadas. E ele o faz com perfeição. Na justa medida de suas depravações. Na tremenda indignação causada pelos atos humanos.

As primeiras leis escritas de Atenas foram atribuídas ao governador Drácon, aparecendo em torno de 621 aC. Essas leis eram muito simples: qualquer crime era punível com morte. Assassinato? Pena de morte. Roubo de um repolho? Pena de morte. Vadiagem? Pena de morte. Havia uma espécie de lógica distorcida por trás disso. Drácon acreditava que mesmo o menor dos crimes era tão horrível e tão imperdoável que mesmo o menor dos criminosos não merecia menos do que a morte. As leis foram supostamente escritas com sangue em vez de tinta, mas ainda assim não duraram muito. O sucessor de Drácon, Sólon, revogou todas as leis, exceto a pena de morte por assassinato. As Doze Tábuas foram as primeiras leis escritas conhecidas em Roma, que datam de cerca de 450 aC. Nelas, uma criança que cometia o crime de simplesmente ter nascido deformado deveria ser morta. E a punição para o crime de ter nascido mulher era viver sob o olhar atento de um tutor, seja um pai ou marido. Cantar uma canção sobre alguém que não fosse verdade também era punível com morte, bem como lançar uma maldição sobre alguém. Roubar a cultura de outro agricultor significava que você estava destinado a ser sacrificado à deusa Ceres, enquanto que começar incêndios perto de casas significava que você deveria ser incendiado também. Nesilim era o nome que as pessoas que conhecemos como hititas deram a si mesmas. No auge de seu poder, o seu território incluía muito do que hoje é a Turquia e se estendia a Mesopotâmia. No Código de Nesilim, de 1.650 a 1.500 aC, implicava punição por bater em uma mulher livre com tanta força que provocasse um aborto. Se ela estivesse no final de sua gravidez. Os juristas sabiam que mulheres grávidas corriam o risco de serem espancadas até o aborto! Datadas entre 2.250 a 550 a.C, muitas leis da Mesopotâmia só foram recuperadas em fragmentos. Nelas se o marido deixasse a esposa, estava legalmente obrigado a pagar-lhe uma multa de um pouco de prata. Se a mulher o abandonasse, no entanto, deveria ser jogada em um rio.

A vingança era não somente a instituição da justiça da antiguidade como uma questão de indignidade não existir alguém que reivindicasse a morte de alguém. No passado feudal do Japão a classe samurais mantinha a honra de sua família, clã, ou senhor através do katakiuchi (敵討ち), ou assassinato vingativo Seria desonrar a memoria do morto. A vingança era uma obrigação divina. O morto não descansaria e nem permitiria que os vivos tivessem descanso se não fossem vingados. Essa tradição foi transportada de modo lúdico em varias situações da vida moderna e em especial nas atividades tais como os esportes. Jesus retira a vingança como regra milenar pré-estabelecida e sua doutrina e tão elevada que passados 2000 anos a sociedade não e capaz de exercê-la. Não ha um local da terra que não haja alguma instancia de jurisprudência. A sociedade contaminada pelo pecado se destruiria pela maldade sem o poder restritivo policial e de punição.



A Lei revelada por meio de Moisés é imperfeita, e ainda assim é superior a todas as suas contemporâneas. Sendo que sua essência “amarás ao próximo como a ti mesmo” prescreve uma condição de igualdade e tratamento humano que é superior a todas as declarações em códigos vigentes. Não existe o verbo “amar” referente a pessoa humana em nenhuma declaração de direitos internacional.

A disciplina imposta e relativa ao direito civil de uma nação. Como disciplinar um grupo heterogêneo que possui toda espécie de ser humano? Pessoas sem valores éticos ou morais, capazes de atos de traição e vilania, assassinos, feiticeiros, prostitutas, ladros, usurários. Adúlteros e falsários. Usam pesos e medidas falsificadas. Mulheres seriam abandonadas a uma vida de pobreza, substituídas por moças mais jovens, os pobres teriam as suas vestes leiloadas e deixadas nuas para morrer nas ruas no frio do inverno. As casas de prostituição do “povo escolhido” possuirão mocas escravizadas à maneira dos bordéis indianos. Pais verão seus filhos sendo vendidos como escravos por dividas jamais perdoadas. Haverá o acumulo de terras nas mãos de poucos. Seria proibida a crueldade com animais, Seria proibido o estupro das prisioneiras de guerra. O que não seria feito pelo Japão quando toma a cidade chinesa ou os combatentes nas cidades capturadas.






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