São Bernardo Graciliano Ramos contexto histórico, social, cultural e literário do autor



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Encontro11.10.2018
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2. enredo
Linearmente, a história começa quando Paulo Honório, ainda uma criança não conhece os pais e é criado por uma velha preta doceira chamada Margarida, a quem chama de Mãe Margarida; e de ter sido guia de um cego que lhe puxava as orelhas.

Já na adolescência, é preso por matar um rival, numa questão de mulher e na cadeia aprende a ler. Sai de lá e se dedica à profissão de vendedor no sertão, onde sofre privações terríveis, mas sempre visando o lucro, pois tinha a idéia de adquirir uma fazenda de nome S. Bernardo, que agora se encontrava abandonada.

De posse de algum dinheiro, se aproxima de Padilha, atual proprietário da fazenda e filho de Salustiano Padilha, antigo dono do lugar. Ele sabia que Padilha era boêmio, vivia sem dinheiro e utilizando meios pouco lícitos, compra a fazenda por uma bagatela. Muda-se para lá e inicia a retomada da fazenda, sempre ajudado por Casimiro Lopes, seu capanga que o acompanhará até o fim.

Faz amizades com políticos e outros homens influentes, como Dr. Magalhães, juiz, e João Nogueira, seu advogado. Contrata ainda, Seu Ribeiro para trabalhar na fazenda como guarda-livros e paga para Gondim falar bem de sua pessoa no jornal. Contrata Padilha, para dar aulas na escola primária que construiu na fazenda, a pedido do governador e constrói também uma igreja a pedido do Padre Silvestre. Apesar de tantas amizades, trata muito mal seus empregados, chegando a bater neles quando o serviço não esta de acordo com o que quer.

Cinco anos depois a fazenda prospera bastante e Paulo sente a necessidade de se casar, para ter um herdeiro. Em busca de uma mulher acaba por conhecer Madalena, e simpatizando com ela, faz amizade com a tia da moça, D. Gloria, em busca de aprovação. Algum tempo depois pede a mão de Madalena como quem propõe um negócio e depois de pensar, ela aceita.

Dias depois de casados os problemas começam, pois Madalena não concorda com o tratamento dado pelo marido aos trabalhadores da fazenda e Paulo, julga a esposa uma leviana que gasta à toa com gente que não merece. Professora, ela quer trabalhar, entretanto, Paulo que julga que sua esposa deve ficar em casa com os filhos que viriam a ter; a proíbe, mas ela tanto insiste que começa a trabalhar na fazenda junto com Seu Ribeiro. Paulo que a princípio nutria uma admiração pelo estudo da mulher, começa a transformar essa admiração em ciúme doentio, que aos poucos vai acabar com a relação. Eles têm um filho que Madalena não cuida, é perseguida a todo o momento por Paulo e emagrece a olhos vistos.

Paulo começa a desconfiar que Madalena é amante de Padilha e de todos os homens da fazenda, inclusive empregados.

Um dia, encontra um pedaço de papel, com a letra de Madalena e vai tirar satisfações com a esposa, que está na igreja, rezando. Paulo se admira, pois julgava que ela não era religiosa e após uma longa conversa, ela se despede dele e vai para a casa, Paulo adormece ali.

Pela manhã, ele encontra o corpo da esposa, que havia se suicidado com veneno, e descobre que ele era o destinatário da carta, e que se tratava de uma despedida.

Paulo se torna sóbrio e pensa que escrevendo um livro, passaria sua vida a limpo. Pede ajuda aos amigos, mas não entrando em acordo, ele resolve escrever sozinho. A fazenda está abandonada, Seu Ribeiro e D. Glória vão embora. Padilha se junta à revolução levando consigo alguns empregados, deixando a fazenda sem ter quem plante. Com a revolução, não há compradores e os produtos apodrecem nos pés. Solitário na fazenda ele escreve sua história e percebe que, talvez, pudesse ter sido um marido melhor. Corroído pela consciência, se vê deformado e feio.





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