Síndrome de burnout: análise do esgotamento profissional em professores de um colégio no interior de mato grosso



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SÍNDROME DE BURNOUT: ANÁLISE DO ESGOTAMENTO PROFISSIONAL EM PROFESSORES DE UM COLÉGIO NO INTERIOR DE MATO GROSSO
FERRARI, Rogério - UNEMAT

rogerioferrari_5056@hotmail.com


MAGALHÃES, Josiane – UNEMAT

josimag@ig.com.br


BECK, Marcelo Luis Grassi – UNEMAT

mlgbeck@ig.com.br


INTRODUÇÃO

A Síndrome de Burnout trata-se de um grave problema que atualmente atinge os profissionais que mantém contato constante com pessoas, surgindo a partir da relação excessiva com esses indivíduos. Fazendo com que estes percam o sentido de sua relação com a profissão.

A grande incidência encontra-se entre os profissionais da área da educação e da saúde, devido características dessas profissões que exige contato com outros indivíduos.

Segundo Maslach (apud Dias, 2003, p. 24), “Burnout é uma síndrome de exaustão emocional, despersonalização e reduzido envolvimento pessoal que pode ocorrer entre indivíduos que por profissão se ocupam de pessoas”.

De acordo com Filgueiras & Hippert (2002 apud Fascina et al., 2007, p. 8), estudos iniciais foram elaborados por Cristina Maslach com profissionais de serviços de saúde, em razão da natureza do trabalho desenvolvido, no qual são necessários os contatos diretos e constantes com outras pessoas. Esses seriam os mais afetados, em razão de possuírem uma filosofia humanística em seu trabalho e, constantemente, vêem-se compelidos a se adaptar ao sistema de saúde, geralmente desumanizado e despersonalizado.

Em seus estudos Farber (1991 apud CARLOTTO E CÂMARA, 2008, p. 153) discorre que Christina Maslach, psicóloga social, pesquisadora da Universidade da Califórnia, foi quem entendeu primeiramente, através de estudos com profissionais de serviços sociais e de saúde, que as pessoas com Burnout apresentavam atitudes negativas e de distanciamento pessoal. Christina Maslach, Ayala Pine e Gary Cherniss foram os estudiosos que popularizaram o conceito de Burnout e o legitimaram como uma importante questão social.

Embora tanto o estresse como o Burnout no ensino certamente ocorram há muito tempo entre os professores, seu reconhecimento como problema sério, com importantes implicações psicossociais, tem sido mais explícito nos últimos 20 ou 30 anos. Burnout não é um fenômeno novo; o que talvez seja novo é o desafio dessa categoria profissional em identificar e declarar o estresse e o Burnout sentidos (CARLOTTO, 2002).

O interesse por Burnout cresceu devido a três fatores. O primeiro deles foram as modificações introduzidas no conceito de saúde e o destaque dado a melhoria da qualidade de vida pela OMS – Organização Mundial da Saúde. O segundo foi o aumento da demanda e das exigências da população com relação aos serviços sociais, educativos e de saúde. E por último, a conscientização de pesquisadores, órgãos públicos e serviços clínicos com relação ao fenômeno, entendendo a necessidade de aprofundar os estudos e a prevenção da sua sintomatologia, pois a mesma se apresentava mais complexa e nociva do que se projetava nos estudos iniciais (PERLMAN E HARTMAN, 1982, apud CARLOTTO E CÂMARA, 2008, p. 153).


A profissão ocupa uma ação essencial na vida do ser humano, sendo proeminente na concepção de sua identidade. A qualidade de vida é constituída pelo bem-estar adquirido no desenvolvimento e concretização das atividades profissionais.

Trabalhar não é só aplicar uma série de conhecimentos e habilidades para atingir a satisfação das próprias necessidades; trabalhar é fundamentalmente fazer-se a si mesmo transformando a realidade (MARTÍN-BARÓ, 1998, apud CARLOTTO, 2002, p. 27).

Vivenciando o estresse proveniente do trabalho de forma crônica, o trabalhador precisa desenvolver atitudes que lhe permitam continuar em atividade: uma delas é o não investimento de energia nas tarefas a serem desenvolvidas. Isso leva à destituição de sentido do trabalho e seus resultados passam a não mais importar. Tais sinais são indicativos de que este trabalhador está vivenciando a Síndrome de Burnout (WILTENBURG, 2009).

Em Jardim e Glina (2000, apud NORO, 2004, p. 20):

Segundo a Classificação Internacional de Doenças, sob o CID 10 (Z 73.0), a Síndrome de Burnout é descrita como a “sensação de estar acabado”; o profissional perde o sentido de sua relação com o trabalho, desinteressa-se e qualquer esforço para desenvolver seu trabalho lhe parece inútil. Deve ser feita uma diferenciação entre Burnout, que seria uma resposta de um estresse crônico especifico ao ambiente de trabalho, e o estresse como esgotamento, que interfere mais na vida cotidiana do trabalhador como um todo.
Segundo Orsi (2006) os professores constituem um dos grupos de profissionais que possivelmente mais são afetados pela Síndrome de Burnout, pois as condições em que trabalham acabam contribuindo para esgotar suas energias no decorrer do ano letivo. Toda essa situação adversa manifesta-se pela sensação de impotência diante da realidade habitual, laboral e pessoal, enraizando o nível de desestímulo e renúncia profissional.

Burnout em professores afeta o ambiente educacional e interfere na obtenção dos objetivos pedagógicos, levando estes profissionais a um processo de alienação, desumanização e apatia e ocasionando problemas de saúde e absenteísmo e intenção de abandonar a profissão (GUGLIELMI & TATROW, 1998, apud CARLOTTO, 2002, p. 21).

De acordo com Rey (2004) a escola é uma instituição social eficaz, pois é nela que o individuo da sociedade contemporânea vivencia praticamente toda sua infância e grande parte da sua juventude. Nesse sentido, tal instituição tem uma enorme importância para a educação e também para a saúde do homem.

Pelo exposto, levando em consideração os contextos, percebe-se a extrema importância de estudos em torno dos níveis da Síndrome de Burnout, verificando as causas, conseqüências e atitudes de prevenção. Tornando possível divulgar e conscientizar a sociedade, mostrando a comunidade acadêmica e outros interessados as gravidades e modificações advindas de tal síndrome.


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