Súmula do projeto pedagógico curso de educaçÃo física (Licenciatura) unidade de francisco beltrãO 2012 histórico do curso



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SÚMULA DO PROJETO PEDAGÓGICO


CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA

(Licenciatura)
UNIDADE

DE

FRANCISCO BELTRÃO

2012

1. HISTÓRICO DO CURSO
O Curso de Educação Física - Licenciatura foi concebido a partir da verificação da necessidade de se proporcionar à comunidade da área de abrangência da Universidade Paranaense – UNIPAR, Unidade de Francisco Beltrão, a possibilidade de contar na esfera do Ensino Superior com um curso que pudesse formar profissionais competentes na área de Educação Física devido à necessidade de mais professores no município e região. Considerando-se o desenvolvimento econômico e social pelo qual passa a região, particularmente a emergência de novos profissionais professores na área da Educação Física Escolar, torna-se o Curso de Educação Física - Licenciatura um instrumento viabilizador da otimização da docência e dos serviços que dela decorrem tanto no âmbito municipal quanto no âmbito regional.

O município de Francisco Beltrão esta localizado no sudoeste do estado do Paraná, com área territorial de 731.731 km2. Encontra-se distante 474.41 km da capital, 70 km ao leste da divisa com a Argentina, e cerca de 30 km ao norte da divisa com o estado de Santa Catarina. Está a 26º04’51’’ de latitude sul e 53º03’18’’ de longitude oeste de Meridiano de Greenwich. A altitude varia entre 450 m nas partes planas ao nordeste, até 950m nas partes altas da serra. Na área urbana a altitude predominante gira ao redor de 560 m, sendo nas partes mais baixas de 530 m e nas partes mais altas, até 670 m. O clima predominante de Francisco Beltrão é temperado, com inverno ameno cuja temperatura é superior a -3°C e inferior a 18°C e verão quente com temperatura superior a 22°C. Entretanto no extremo oeste do município, nas áreas acima de 850 m de altitude ocorre maior variação climática. Em termos quantitativos, podem ocorrer em dias de condições atmosféricas semelhantes, gradientes de até 5°C entre as baixadas no nordeste do município (450 m de altitude) e as terras altas da Serra no oeste (até 950m).

Segundo estimativa do IBGE 2011, Francisco Beltrão possui uma população de 79.850 habitantes, sendo o maior município e também a maior cidade da Mesorregião do Sudoeste Paranaense. Deste total, 49,35 % do sexo masculino e 50,65% do sexo feminino, com uma média de Taxa Bruta de Natalidade entre os anos de 2008 a 2009 de 14,37 por 1.000/habitantes e entre os anos de 2010 e 2011 de 15,23 por 1.000/habitantes, demonstrando um crescimento significativo.

Segundo o IPARDES (2011), a População Economicamente Ativa do Município é de 34.326 mil pessoas, com renda per capta de 307.97 R$ 1,00 e Produto Interno Bruto per capta de 15.418 R$ 1,00 e a preços correntes 1.176.560 R$ 1000,00. O município possui, segundo o IBGE (2010), uma Taxa de Crescimento Anual Total de 1.63 %. A economia do município é a segunda maior na mesorregião e a 20º do estado, Entre os anos de 2000 e 2007 o PIB do município apresenta uma expansão real de 43,62%, ou uma expansão geométrica anual de 5,30%, acima da média do estado e do país, no mesmo período. Como um dos resultados diretos do bom momento econômico, o emprego formal cresce velozmente. Entre Janeiro de 2000 e Novembro de 2006, de acordo com dados do MTE/CAGED, foram gerados 7657 novos empregos formais, um incremento muito significativo para a População Economicamente Ativa. Concentra diversos tipos de serviços bancários, educacionais e médicos além de um amplo número de estabelecimentos comerciais. No âmbito estadual sua indústria se destaca pela produção agroindustrial, têxtil e moveleira. Nos últimos anos o município recebeu investimentos importantes que tem impulsionado seu desenvolvimento, tanto demográfico quanto econômico: o Hospital Regional de grande porte, com 120 leitos e outro especializado em Oncologia de médio porte; a instalação de uma Casa de Detenção Estadual. O setor terciário tem grande importância não só a nível municipal, mas também a nível regional, sendo que na cidade de Francisco Beltrão está instalado o Instituto Médico Legal, responsável por 27 municípios da região de Francisco Beltrão; uma Seção Técnica da Polícia Científica que abrange um total de 42 municípios da região sudoeste do Paraná e o Centro de Detenção e Ressocialização – CDR.

De acordo com o IBGE/IPARDES (2000), Francisco Beltrão possui 3.943 famílias em situação de pobreza, com taxa de pobreza de 21,6% e a taxa de indigência de 7,9%. Neste mesmo ano, a taxa de fecundidade foi de 2,37 filhos por mulher e a mortalidade infantil de 21,7 mortes por mil nascimentos até um ano de idade. Sobre a renda da população, o censo de 2000 mostrou que a renda média per capita era de aproximadamente R$ 308,00 sendo que o décimo mais rico da população abocanhava 46,8% da riqueza total do município ao passo que os 40% mais pobres ficavam com apenas 9,5%. Deste modo o índice Gini foi bastante elevado, de 0,58 e o índice de Theil foi de 0,59 (Atlas do Desenvolvimento Humano – PNUD, 2000). É importante ressaltar que, no entanto, ao longo da década corrente a população do município já se expandiu em 12,5% e o número de empregos formais entre 2000 e 2008 praticamente dobrou, contribuindo assim para uma moderada evolução nos índices apresentados em 2000. Dados demográficos de 2005 indicam melhoras importantes. Para a Firjan, que elabora o índice de qualidade de vida IFD-M, Francisco Beltrão possuía, em 2000, um índice de apenas 0,643, sendo apenas o 142° melhor do estado. Com os dados de 2010, Francisco Beltrão apresenta um índice de desenvolvimento humano (IDH-M) de 0,791 esta classificada como sendo o 37° melhor município para se viver no estado do Paraná e o 780° no Brasil. A expectativa de vida ao nascer é de 68,61 anos, com 9,55% de indivíduos acima de 60 anos e 34,17% da população com faixa etária entre 15 a 35 anos e em atividade. A Taxa de Alfabetização de adultos é de 91,65% e a Taxa Bruta de Freqüência Escolar é de 92,13 %. O município conta com 3.606 alunos matriculados no ensino superior (MEC/INEP, 2009), 4.214 no ensino médio, 11.680 no ensino fundamental, 2.783 na pré-escola e creches, 244 na educação especial e 1.464 na educação de jovens e adultos (SEED, 2010).

Em relação a renda, o Ministério do Trabalho informa, através da RAIS que em Dezembro de 2007 a remuneração média era de R$ 818,00, sendo R$ 871,00 para homens e R$ 754 para mulheres. Entre os jovens de 16 até 24 anos a renda média era de R$ 595,00. Segundo dados do Censo de 2000, dos 67.118 habitantes recenseados a época, 81,7% eram brancos, 15,9% eram pardos, 1,9% eram negros, 0,2% eram amarelos, 0,1% eram indígenas e 0,2% não declararam sua raça, percentuais que se mantiveram no ultimo senso. Os dados refletem o grande número de descendentes de europeus imigrantes, que primeiro haviam se fixado no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina e que depois migraram novamente para a região.

Dentre os coeficientes de impacto, deve ser analisado também o Coeficiente de Mortalidade Geral (CMG), que é o risco de uma pessoa morrer por qualquer causa em uma população em um determinado período. Segundo o DATASUS (2009) o CMG ficou em 254 óbitos hospitalares por 1000 habitantes e do total de mortes, 53,15 % pertenciam ao sexo masculino e 46,85 % ao sexo feminino. As cinco principais causas foram às doenças do aparelho respiratório representando 20,87% do total de óbitos hospitalares, doenças do aparelho circulatório representando 13,78% do total, as doenças infecciosas e parasitárias representando 12,99%, doenças do aparelho digestivo representando 12,60%, e os óbitos por lesões, envenenamentos e causas externas representando 5,51 % do total de óbitos, este mesmo percentual foi observado para os óbitos derivados de doenças hematológicas e transtornos imunitários. Desde o ano de 2006, estes grupos de doenças tem se mantido como principais causas de óbito, com pequena diferença nas porcentagens em cada uma delas. Neste contexto, fez-se necessário uma nova estrutura organizacional para o desenvolvimento de todas as ações de vigilância, prevenção e controle de doenças, além da promoção da saúde. Também os programas relevantes de prevenção e controle com o objetivo de desencadear ações oportunas para reduzir e eliminar riscos.

O Coeficiente de Mortalidade Infantil (CMI) em Francisco Beltrão, em 2003 foi de 20,0/1000 nascidos vivos (NV), em 2009 foi reduzido para 17,57/1000 NV, e em 2010 para 12,48/1000 NV, valores considerados bons, uma vez que a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza como baixos indicadores de mortalidade infantil, coeficientes menores de 20 óbitos por 1000 NV, para países em desenvolvimento. O Coeficiente de Mortalidade Materna no ano de 2003 foi de 181,82 óbitos por 1.000 nascidos vivos e no ano de 2009 foi reduzido significativamente para 87,87 óbitos por 1.000 nascidos vivos.

Com o Sistema de Informação sobre Nascimentos (SINASC), observou-se que em Francisco Beltrão, no ano de 2006, nasceram 1.129 crianças e em 2009 nasceram 1.139. O Coeficiente de Natalidade vem se mantendo de 1,44 nascimentos por 1000 habitantes desde 2007. Pela análise das Declarações de Nascidos Vivos (DNV), preenchida para cada criança que nasce, foi possível identificar que, do total de partos realizados em 2006, 47,65% foram cesáreos e em 2009 ocorreu um aumento deste percentual para 54,78%.

Na região Sudoeste o Curso de Educação Física atualmente é ofertado em duas Instituições de Ensino Superior a qual não comporta o grande número de alunos concluintes do Ensino Médio, sendo somente no ano de 2010 aproximadamente 3.277 (três mil duzentos e setenta e sete) alunos, de acordo com o Núcleo Regional de Educação de Francisco Beltrão. A área de Educação, de acordo com informações do Núcleo Regional de Educação com sede no município de Francisco Beltrão, conta com 138 profissionais/professores de Educação Física, distribuídos em 239 Instituições de Ensino em toda região Sudoeste.

O conceito pedagógico do Curso está alicerçado em estratégias pedagógicas elaboradas pelos diversos segmentos da comunidade universitária e, sugeridas pelo NDE e aprovadas pelo Colegiado do Curso. Estratégias estas, que buscam desenvolver um conjunto de competências e habilidades a serem desenvolvidas pelo acadêmico, para o desempenho do seu papel social e da sua formação científica, adequados para o desempenho profissional. A ênfase do Curso Superior de Tecnologia em Estética e Cosmética é a do saber e saber fazer, enfatizando a ação da prática, promovendo uma estreita relação entre teoria e prática e incentivando o processo de pesquisa, baseado no conceito de tecnologia.

Desta forma, o Curso, considerando o sistema educacional que se baseia na Lei de Diretrizes e Bases da Educação e nas Diretrizes Curriculares, visa formar professores de Educação Física que cultivem a reflexão crítica sobre a realidade e que usem as bases científicas para construir o seu próprio conhecimento. Também se justifica a oferta deste curso devido o novo Plano Nacional de Educação (PNE) que tanto em suas metas quanto estratégias premiam iniciativas para todos os níveis, modalidades e etapas educacionais, com a universalização e ampliação do acesso e atendimento em todos os níveis educacionais. Estabelece ainda estratégias para alcançar a universalização do ensino de quatro a 17 anos, prevista na Emenda Constitucional nº 59 de 2009. São estabelecidas metas claras para o aumento da taxa de alfabetização e da escolaridade média da população. Além disso, há estratégias específicas para a inclusão de minorias, como alunos com deficiência, indígenas, quilombolas, estudantes do campo e alunos em regime de liberdade assistida, visando o direito de todos os cidadãos.

O ensino de formação de professores de Educação Física na Universidade Paranaense – UNIPAR visa dar condições metodológicas e organizacionais para o processo de compartilhamento, assimilação, produção e transformação de conhecimentos, bem como o desenvolvimento das capacidades intelectuais e mentais, visando uma formação com profundo embasamento nas ciências básicas e aplicadas. O currículo busca promover uma conscientização profissional desenvolvendo atividades curriculares, complementares e de enriquecimento curricular que estimulem a atuação em diferentes níveis educação, desenvolvendo habilidades, atitudes e padrões comportamentais respeitando os princípios éticos/bioéticos, ecológicos, morais e culturais do indivíduo e da coletividade.

O Curso atende o disposto pelo Decreto n.º 5.626, de 22 de dezembro de 2005 que regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, como disciplina obrigatória a todos os cursos superiores de formação de professores, e o art. 18 da Lei n.º 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Assim o presente PPC do Curso de Educação Física – Licenciatura inseriu a disciplina de Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS como disciplina obrigatória.

Além dos conteúdos estabelecidos na Legislação descrita acima, os alunos compartilham uma formação transversal de conteúdos referentes às Políticas de Educação Ambiental (Lei n.º 9.795, de 27 de abril de 1999 e Decreto n.º 4.281/2002), Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, contidas na Lei n.º 11.645, de 10 de março de 2008 e Resolução CNE/CP n.º 01, de 17 de junho de 2004, de forma disciplinar obrigatória, e de enriquecimento curricular ou de projetos de ensino, pesquisa e extensão universitária.



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