Silvia regina akiko heshiki


Fonte: a autora Figura 2



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Figura 2 – Estrutura de uma rede de comunicação em uma difusão de inovação



Fonte: Rogers (2003, p. 58)
Segundo Rogers (2003), no sistema descentralizado, há grande probabilidade de reinvenção de como utilizar a inovação para se encaixar dentro do novo contexto. Nesse caso, a difusão da inovação acontece de maneira espontânea dentre os colegas mais próximos, evidenciando que nem sempre o controle da difusão tecnológica fica a cargo de um expert. As inovações adotadas por entusiastas locais podem ser reinventadas por outros adotantes. Ressalta que a estrutura de um sistema afeta a difusão de uma inovação de maneiras diferentes. Salienta que o compartilhamento de um objetivo em comum é o que sustenta o sistema e que todos os membros devem cooperar para atingir o seu objetivo principal.

Rogers (2003) destaca especialmente as ações de dois agentes: os "agentes de mudança" e os "líderes de opinião"22. Para o autor, os agentes de mudança são indivíduos que influenciam o público-alvo quanto à decisão de inovar, conduzindo-os na direção almejada pela instituição inovadora. Já os líderes de opinião servem de modelo social, cujo comportamento inovativo é imitado pelos demais membros do sistema. Aqueles, descreve, procuram obter a adoção de novas ideias e geralmente utilizam-se dos líderes de opinião propagadores nas atividades de difusão. Enfatiza a importância da influência das redes interpessoais quanto ao convencimento de seus membros da adoção de uma inovação. Escreve que o comportamento dos líderes de opinião é importante para determinar o índice de adoção de uma inovação e argumenta que o centro do processo de difusão está na demonstração e na imitação. Esses dois tópicos serão abordados mais adiante. Entendo que, quando há a participação plena em uma comunidade de prática, o membro que compartilha o que aprendeu nessa comunidade passa a ser o líder de opinião. Nota-se uma semelhança muito grande entre os sistemas sociais descritos por Rogers (2003) e as comunidades de prática de Lave (1991).

Rogers (2003) e Lave (1991) explicam como os grupos formados se mantêm em andamento, no entanto nenhum dos dois explica qual poderia ser o fato ignitor para que um grupo ou uma comunidade se formem. Querol, Cassandre e Bulgacov (2014) trazem o conceito de “célula germinal”. Explicam que a tarefa do estudo de um fenômeno consiste em descobrir a primeira ocorrência, ou seja, identificar o novo princípio em que o sistema é baseado. Relatam que “a nova estrutura ou princípio emerge primeiramente como um caso isolado, único, tornando-se posteriormente algo geral” (QUEROL; CASSADRE; BULGACOV, 2014, p. 407).

Apesar de o conceito de difusão de inovação explicar como se dá o aprendizado em grupo, necessário se faz também identificar que fatores propiciam e quais limitam tal difusão. Na sequência, abordarei como a difusão pode ser desencadeada.





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