Sigla: ueapbc



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Subprojeto 1:

Sigla:

UEAPBC

Título:

Unidade Especial de Apoio à Pesquisa Biotério Central

Objetivo:

Este projeto propõe a construção de instalações para o BIOTÉRIO CENTRAL da UFSCar, com o objetivo de possibilitar um salto de qualidade através da produção de animais de experimentação (ratos e camundongos) com padrão sanitário e manejo ético compatíveis com a qualidade da pesquisa científica experimental exigida pelos órgãos de fomento e pelas revistas científicas, nacionais e internacionais, indexadas. Com este projeto pretende-se também atender às exigências legais em relação à produção e uso de animais de experimentação definidas na Lei 11.794, de 08 de outubro de 2008, que dispõe sobre o uso científico de animais.
O BIOTÉRIO CENTRAL da UFSCar se constituirá numa unidade de apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão, com o objetivo de apoiar os cursos e departamentos da UFSCar na formação de recursos humanos, produção e disseminação de conhecimentos e divulgação científico-tecnológica.
A aplicação dos conceitos consagrados internacionalmente de Substituição (utilização de outros modelos substituindo animais vivos), Redução ( uso de um número menor de animais em cada procedimento) e Refinamento (redução da freqüência e intensidade dos procedimentos com animais) vem limitando significativamente o uso de animais, em especial aqueles destinados às práticas de ensino. Porém seu uso ainda é essencial para o avanço em diversas áreas da ciência, particularmente na pesquisa biomédica, como reconhecido pelos órgãos de fomento à pesquisa no Brasil.
A expansão do número de pesquisadores, alunos de Iniciação Científica e no aumento do volume de recursos para pesquisa captados pela comunidade da UFSCar provocaram aumento da demanda de animais.  

Justificativa e Relevância:

Animais com boa qualidade sanitária são fundamentais à pesquisa e ensino. A instalação de um biotério que atenda as recomendações sanitárias adequadas tem como produzir estes animais com a qualidade desejada, e atender a demanda de todo o campus da UFSCar. Vários programas de pós-graduação (PPG) poderão ser beneficiados, promovendo um grande impulso na geração de novos conhecimentos e da produção científica. 
Pesquisadores que utilizam estes animais de experimentação estão credenciados em diferentes PPGs da UFSCar: Ciências Fisiológicas (PPGCF), Fisioterapia (PPGFT), Biotecnologia (PPGBioTec), Genética e Evolução (PPGGev), Química (PPGQ), Psicologia (PPGPsi). Também um número significativo de alunos de mestrado acadêmico e profissional e doutorado desses programas tem suas dissertações e teses envolvendo experimentação animal e se beneficiarão do projeto. Hoje cursam nesses seis programas um total 280 alunos de mestrado acadêmico, 41 alunos de mestrado profissional e 368 alunos de doutorado.
A centralização desse apoio à pesquisa pela criação do Biotério Central trará otimização dos recursos humanos e financeiros de custeio que o funcionamento adequado de um Biotério exige.  

Impactos Previstos:

A implantação da UEAPBC promoverá um salto de qualidade sanitária dos animais de experimentação, que com certeza trará impacto sobre a qualidade da pesquisa com animais e aumento das publicações em revistas de grande impacto. Projeta-se também aumento da qualidade da formação dos alunos de graduação (IC´s) e de pós-graduação.
Também a parte de ensino de diversos cursos de graduação serão beneficiados considerando que terão para suas aulas práticas animais com qualidade e na quantidade adequada.  

Qualificação das Pós-Graduações vinculadas ao subprojeto:

Muitos pesquisadores de diferentes programas de pós-graduação da UFSCar poderão se beneficiar com o fornecimento de animais de boa qualidade sanitária. 
Ciências Fisiológicas (PIPGCF) - Conceito CAPES 5 
O PIPGCF iniciou em agosto de 2009 com a característica interinstitucional de Associação Ampla entre Instituições de Ensino Superior (IES). O PIPGCF constitui uma derivação recente do PPGCF, Programa de Pós-Graduação em Ciências Fisiológicas, criado no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da UFSCar em dezembro de 1992. A colaboração da UNESP iniciou com participação pontual de docentes externos provenientes de Araraquara na década de 90, seguida pelo convênio induzido pela CAPES em julho 2001. 
Profa. Dra. Ana Cláudia Garcia de Oliveira Duarte
Linha de pesquisa: Treinamento físico e regulação do metabolismo de gorduras e níveis circulantes de glicose, insulina, leptina, grelina, adiponectina e resistina, em ratos alimentados com dieta hiperlipídica, dieta hipercolesterolêmica, e outras variações de dieta.
Profa. Dra. Ângela Merice de Oliveira Leal
Linha de pesquisa: Diabetes mellitus experimental - estudo de células-tronco mesenquimais de ratos em modelos experimentais de resistência insulínica e Diabetes Mellitus. 
Profa. Dra. Keico Okino Nonaka
Linha de pesquisa: Tecido ósseo: biomecânica e análises físicas e químicas 
Prof. Dr. Sergio Eduardo de Andrade Perez
Linha de pesquisa: Fisiologia do Esforço em humanos e animais de pequeno porte.

Fisioterapia (PPGFt) - Conceito CAPES 6


O Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia (PPGFt) - Nível Mestrado e Doutorado tem como área de concentração "Processos de Avaliação e Intervenção em Fisioterapia" . O Mestrado foi criado em 18/10/1996 pela Universidade Federal de São Carlos e recomendado pela CAPES em 19/12/1996. O Doutorado foi recomendado em 14/12/2001. Ambos os cursos foram os primeiros criados na área de Fisioterapia no país. Este programa tem como objetivo oferecer condições acadêmicas necessárias para que o aluno adquira um repertório teórico e metodológico, tornando-se apto a exercer as atividades de docente de nível universitário e iniciá-lo na carreira de pesquisador.
Prof. Dr. Nivaldo Antonio Parizotto
Linha de pesquisa: Processos de reparo e regeneração do tecido conjuntivo
Prof. Dr. Thiago Luiz de Russo 
Linha de pesquisa: Processos de avaliação e intervenção em fisioterapia do sistema músculo-esquelético 

Biotecnologia (PPGBioTec) - Conceito CAPES 4


O Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia, da Universidade Federal de São Carlos, iniciou suas atividades em 2004 oferecendo cursos de Mestrado e Doutorado. Como o primeiro Programa de caráter multidisciplinar na UFSCar, tem como objetivo formar pesquisadores para induzir e participar do desenvolvimento da Biotecnologia no país, paralelamente à implantação e consolidação de Pesquisa Científica e Tecnológica Interdisciplinar em Biotecnologia. 
Profa. Dra. Heloisa Sobreiro Selistre de Araújo
Linha de pesquisa: Remodelamento tecidual no exercício - influência do envelhecimento em ratos machos e fêmeas visando principalmente o tecido muscular, a matriz extracelular e a angiogênese.
Prof. Dr. Clovis Wesley Oliveira de Souza
Linha de pesquisa: Microbiologia: ênfase em Microbiologia Aplicada

Genética e Evolução (PPGGev) - Conceito CAPES 5


Prof. Dr. Gilberto Moraes
Linha de pesquisa: Bioquímica, com ênfase em Metabolismo e Enzimologia, atuando principalmente nas seguintes subáreas: Metabolismo adaptativo; Respostas metabólicas ao estresse; Adaptações bioquímicas da nutrição e Respostas bioquímicas a xenobióticos. 

Química (PPGQ) - Conceito CAPES 6


O Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ) da UFSCar iniciou suas atividades em 1980. Atualmente, o PPG-Q tem dois cursos de mestrado (Acadêmico e Profissional) e um de doutorado.
MESTRADO ACADÊMICO: O curso de mestrado acadêmico foi iniciado no 2° semestre de 1980, com duas áreas de concentração: Físico-Química e Química Orgânica. No 2° semestre de 1984, foi implantada uma terceira área de concentração: Química Inorgânica. A área de concentração em Química Analítica foi implantada no 2° semestre de 1992. No 1° semestre de 2000, foi criada uma área de concentração geral, denominada Química.
MESTRADO PROFISSIONAL: O curso de mestrado profissional foi iniciado em 2008 com duas modalidades: Ensino de Química e Química - Caráter Tecnológico. Esse curso busca atrair profissionais atuando em instituições de ensino e empresa, respectivamente, e proporcionando um aprofundamento de formação em química que beneficiará a atuação profissional.
DOUTORADO: O curso de doutorado foi iniciado em 1987, também com duas áreas de concentração: Físico-Química e Química Orgânica, resultado de uma evolução natural do curso de mestrado. No 2° semestre de 1992, foi implantada uma terceira área de concentração: Química Analítica, sendo que a área de Química Inorgânica foi implantada em 1998. No 1° semestre de 2000, foi criada uma área de concentração geral, denominada Química. 
Profa. Dra. Regina Vincenzi Oliveira
Linha de pesquisa: Estudos in vitro e in vivo do Metabolismo de Fármacos Quirais/Aquirais

Psicologia (PPGPsi) - Conceito CAPES 5


Profa. Dra. Azair Liane Matos do Canto de Souza
Linha de pesquisa: Estudo da neurobiologia da ansiedade e da dor.  

Descrição das Obras e dos Principais Equipamentos:

A proposta para o edifício do Biotério da UFSCar tem 505m2 de construção e deverá implantado na porção nordeste do campus, devido a quatro principais fatores. Primeiro, a topografia com pouca declividade exige pouca movimentação de corte e aterro, o que reduz custos com fundações e provoca menor impacto ambiental. Segundo, a fronteira com uma reserva ambiental limita a ocupação do campus naquela região, fato que garante o isolamento da edificação e facilita o controle de acesso de pessoas não autorizadas. Terceiro, a infra estrutura coletiva necessária, como: iluminação, esgoto, água e pavimentação, estará disponível até o término da obra do Biotério de acordo com o planejamento urbano da Universidade. Quarto, na área escolhida ainda restam em torno de 500m2 disponíveis para uma futura ampliação do edifício, caso a demanda por animais aumente nos próximos anos.
Funcionamento e administração
O projeto do edifício do Biotério apresenta 3 principais setores: administração, higienização pessoal e área para criação e reprodução de animais. Na área de criação foram dispostas 3 câmaras para ratos e camundongos, 2 câmaras de reprodução, 1 área de quarentena, área de controle de acesso, 2 áreas de lavagem e esterilização de material com capacidade para 3 autoclaves bidirecionais. 
A área de quarentena está posicionada de forma a não interferir no funcionamento do biotério e minimizar riscos de contaminação por algum animal enfermo recebido.
O sistema de ar condicionado está previsto somente para a área de criação, já que esta deve possuir controle de iluminação artificial e não possuir janelas para o exterior. O sistema de condicionamento de ar especificado não possui controle de temperatura e umidade, no entanto, possui filtros de ar para garantir uma melhor qualidade do ar interno para os funcionários. O controle de umidade, temperatura e particulados do ar para os animais é desempenhado pelos micro isoladores, sistema que garante melhor controle por um menor custo. 
O acesso à área limpa é controlado, sendo que cada funcionário deve necessariamente se higienizar antes de adentrar à área de criação. 
A área de higienização pessoal conta com 4 chuveiros, 4 vasos sanitários, sendo 2 adaptados para pessoas portadoras de necessidades especiais, de acordo com a recomendação da Norma Brasileira NBR 9050. 
A administração abriga funcionários responsáveis pelo controle de acesso de materiais e pessoas juntamente com as salas para estoque e 1 laboratório para avaliação da qualidade dos animais. 
O acesso de veículos de funcionários, visitantes, manutenção, limpeza e coleta de resíduos são controladas de modo a minimizar o cruzamento de fluxos e o conflito de atividades.
Tecnologia construtiva
O edifício foi proposto com estrutura de concreto armado e lajes protendidas pré fabricadas de concreto, coberto com telhas de aço zincadas pré pintadas. 
Os fechamentos são de blocos de cimento com dimensões de 14x29x39 e 19x29x39 e revestidas com textura hidro repelente externamente, rebocadas, amaciadas e pintadas internamente com látex acrílico lavável. A área de criação receberá tratamento específico com piso, pintura e revestimento de resina epóxi bi componente a base de água conforme recomendações da RDC 50 da Avisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
As esquadrias são de alumínio anodizado com telas mosquiteiras. As portas internas que separam os ambientes sujos das áreas limpas têm aberturas unidirecionais e não permitem retorno. É necessário que o funcionário, ao circular pela área suja, retorne e faça sua higienização antes de entrar novamente na área limpa.
Segurança
O edifício está dotado de 1 saída de emergência diretamente da área limpa e outra próxima a área de lavagem de gaiolas, o que garante a segurança contra incêndio conforme a Norma técnica do Corpo de Bombeiros NBR 9077.
O posicionamento dos ambientes de lavagem e descarte de material contaminado facilita a circulação de empresa especializada por uma rua exclusiva, o que minimiza riscos de contaminação tanto de funcionários quanto dos animais. 

Os principais equipamentos e material permanente solicitados visa equipar as novas instalações de modo adequado: Autoclave com capacidade para 504 litros, grupo de motor diesel gerador de 380 kVA para manter os equipamentos críticos funcionando em casos de falhas no fornecimento de energia, estantes e gaiolas.  



Subprojeto 2:

Sigla:

IBEV

Título:

Instituto de Biotecnologia e Ecologia Vegetal

Objetivo:

O edifício solicitado para o IBEV prevê a construção de 2.000 m2 e está dividido em dois módulos térreos. O primeiro módulo utilizará verba disponibilizada no Edital 2010, no valor de R$ 1.450.000,00 e área total de 781,39 m2. Esse módulo privilegiará a área de Fisiologia Vegetal aplicada. O segundo, que será solicitado no Edital 2011, atenderá a área de Ecologia aplicada. Todos os espaços previstos para a construção foram planejados dentro da perspectiva de MULTIUSUÁRIOS. Os espaços maiores contemplam laboratórios para uso conjunto de pesquisadores e experimentos aplicados em escalas ampliadas, trabalhando conjuntamente após campanhas de campo. Áreas menores destinam-se à realização de experimentos sob condições controladas (ambiente estéril ou com temperatura controlada), e à conservação de sementes (banco de sementes). O principal objetivo do IBEV será o de AGREGAR PESQUISADORES COM O FOCO EM INOVAÇÃO BIOTECNOLÓGICA APLICADA NA CONSERVAÇÃO E REMEDIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS EM COMUNIDADES E POPULAÇÕES VEGETAIS AQUÁTICAS E TERRESTRES; melhorar processos de sustentabilidade e a diminuição do impacto antrópico com tecnologias viáveis para aplicação por meio de empresas privadas ou públicas de qualquer porte e propor tecnologias para políticas públicas de médio e longo prazo que visem melhoria da qualidade ambiental. Considerando as comunidades vegetais aquáticas, podemos citar como atividades biotecnológicas a recuperação de solos degradados com efluente algal, remediação de efluente secundário oriundo de ETEs urbanas antes de seu despejo em corpos aquáticos, tendo-se em qualquer dos casos, o sequestro de carbono atmosférico como consequência natural. Com relação às comunidades terrestres deverão ser realizados estudos de prospecção biodirigida, considerando que a riqueza da biodiversidade permite que sejam descobertas novas e inovadoras moléculas químicas com potencial para uso direto ou indireto, como de base para derivações e obtenção de produtos com aplicação nas mais variadas atividades humanas, incluindo a agricultura. 
A preservação da biodiversidade está diretamente relacionada com os métodos de conservação in situ e ex situ. No primeiro caso, a conservação é feita em habitat natural, nas unidades de conservação e em parques nacionais, enquanto que, no segundo caso, as espécies são mantidas fora de seu hábitat e, portanto, podem ser conservadas utilizando condições adequadas para o armazenamento. No que se refere à ecofisiologia da germinação das sementes, os estudos são relevantes para compreender o comportamento germinativo das sementes de diferentes grupos ecológicos e posterior utilização desses conhecimentos para produção e plantio de mudas, arborização e manejo de áreas de conservação. A busca por princípios ativos para a formulação de herbicidas, pesticidas, baseados em produtos naturais está aumentando gradativamente. A vantagem é que esses produtos são parcialmente solúveis em água, exibem bioatividade em baixas concentrações e não afetam a saúde humana. Além disso, os compostos químicos isolados também podem ser utilizados como fitoterápicos, ou selecionados por suas atividades anti-tumoral ou antioxidante. As pesquisas nesse sentido serão realizadas em colaboração com laboratórios que possuem tradição em biotestes desta natureza. 
Outro objetivo a ser atingido é o de compreender os mecanismos endógenos de plantas terrestres ou de eventos climáticos sobre a fenologia. Relacionar os eventos fenológicos vegetativos e reprodutivos das espécies lenhosas a fim de identificar grupos funcionais. Os eventos fenológicos principais acompanhados são aqueles relacionados ao módulo de crescimento da planta durante um ciclo anual: destino do meristema apical, tempo de expansão foliar, tempo de vida da folha, velocidade de crescimento do ramo, intensidade de floração. Por meio de correlações com o clima serão estudados o grau de relacionamento entre os eventos fenológicos e a intensidade de precipitação, déficit de pressão de vapor e temperatura média mensal. O grau de controle de mecanismos endógenos ou de eventos climáticos sobre a fenologia pode ser evidenciado, respectivamente, com correlações entre o clima e os eventos fenológicos, ou entre os diferentes eventos fenológicos na mesma planta. Esses dados apresentam comprovada 
importância para a percepção em curto espaço de tempo de mudanças climáticas regionais. 
Com instalações adequadas poderemos reunir pesquisadores da UFSCar, alunos de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, bem como pesquisadores colaboradores de outras instituições brasileiras e do exterior. Os laboratórios previstos para ocupar o segundo módulo contemplarão os estudos de comunidades e populações vegetais terrestres, aquáticas e seus ecótonos procurando neles modelos para a inovação biotecnológica, recuperação de áreas degradadas, manejo e aproveitamento econômico de espécies vegetais. Além desses, outros estudos serão centrados na forma como as comunidades terrestres se estruturam, com quais fatores ambientais estão relacionadas e como eventuais perturbações podem levar à perda de diversidades filogenética e funcional. Esses estudos buscam quantificar a maneira com que a perda de diversidade resulta na diminuição das funções desempenhadas pelas comunidades terrestres. 
É também objetivo de todos os laboratórios a formação de pesquisadores capazes de atuar em institutos de pesquisa, universidades, órgãos não-governamentais dando continuidade e aprofundando o conhecimento gerado no IBEV dentro e fora da UFSCar. Por meio da inovação tecnológica aplicada ao ambiente nas comunidades vegetais o IBEV buscará também o patenteamento de técnicas, métodos e produtos inserindo o conhecimento institucional acadêmico da UFSCar no mercado brasileiro e no exterior.
Esse subprojeto tem também o objetivo de contribuir com os grupos de pesquisa de dois importantes de departamentos, o de Ecologia e Biologia Evolutiva e o de Ciências Fisiológicas através de pequenas reformas para sanar um problema de infiltração de águas pluviais.  

Justificativa e Relevância:

O desenvolvimento de uma nação como o Brasil fundamenta-se, necessariamente, em suas riquezas naturais e culturais. A busca por novas espécies vegetais, promissoras na maior produção e resistência a fatores bióticos e abióticos deve estar em harmonia com o alto grau de sustentabilidade frente ao cenário de mudanças climáticas e agressões ambientais. Nesse contexto, a inovação tecnológica dentro da biologia vegetal promete por um lado saciar a demanda industrial da produção, e por outro lado atender a demanda social da preservação. A biodiversidade e o potencial econômico das espécies vegetais brasileiras são considerados os maiores do planeta. No entanto, há ainda poucas informações sobre o aproveitamento dessa variabilidade genética objetivando a criação de tecnologias para a exploração de espécies aromáticas, comestíveis, forrageiras, laticíferas, madeireiras, melíferas, medicinais e de usos múltiplos, o que implica em se conhecer melhor o nosso patrimônio florístico. 
O Brasil possui importantes biomas, como florestas tropicais e matas sub-tropicais, vegetações como cerrado, caatinga e outras cujas espécies vegetais são dotadas de sistemas naturais de proteção, conferindo-lhes resistência e adaptação às intempéries e predadores. Essas características ainda pouco exploradas os fazem adequados ao cultivo sustentável e uso de solos com baixo valor agriculturável, não competindo com outras espécies por recursos para a produção de alimento.
A grande quantidade de ecossistemas aquáticos lênticos e lóticos faz do Brasil um país com importantes recursos hídricos, sendo dotado de bacias hidrográficas extensas distribuídas por todo o território nacional. A busca por organismos aquáticos extremófilos, tais como microalgas que suportam temperaturas elevadas, ou se desenvolvem em ambientes com variados teores de acidez/alcalinidade consistem em linha de pesquisa de grande importância. Isso ocorre, pois a produção em larga escala requer cultivos amplos, mas em ambientes sem sobreposição com a produção de alimentos. Espécies de vegetais terrestres e/ou aquáticas robustas permitem uso de poucos estimulantes de crescimento, reuso de efluentes domésticos para cultivo ou irrigação e ainda fornecem matéria prima necessária ao desenvolvimento sustentável, como biomassa para biocombustíveis, aleloquímicos de interesses específicos, vitaminas e pigmentos de alto valor agregado. 
Condições ambientais extremas são presentes no território nacional, dadas principalmente por regiões com grandes variações de temperatura e umidade atmosférica, tais como a vegetação do cerrado e caatinga. Essas características levam à seleção de organismos aquáticos e terrestres com estratégias de sobrevivência pouco comuns. São organismos naturalmente selecionados para suportar condições ambientais extremas, sendo organismos robustos quanto ao crescimento e, portanto, indicados para cultivos ou produções biotecnológicas em larga escala.
Considerando a porção terrestre do cerrado, por exemplo, o solo ácido e pobre em nutrientes impõe restrições à vegetação, moldando espécies com diversas adaptações, tais como sistemas de defesa e vias metabólicas específicas. A resistência dessas plantas gera a possibilidade de uso no paisagismo urbano, podendo contribuir para o sombreamento e redução das ilhas de calor existentes nos grandes centros. 
A riqueza em diversidade, aliada às condições ambientais particulares, faz de certos biomas brasileiros ambientes particulares para a busca de princípios ativos entre nossa flora, sendo que muitas espécies vegetais já são reconhecidas pelo seu valor fitoterápico. No entanto, isso representa apenas uma pequena porção da flora e fauna dos biomas brasileiros e ainda há muito para ser investigado do ponto de vista científico e biotecnológico, considerando as propriedades herbicidas, medicinais, valores socioculturais e nutritivos de espécies nativas e introduzidas. 
As comunidades tradicionais de regiões específicas brasileiras conhecem algumas das aplicações da inestimável riqueza de nossas espécies. Essa riqueza vem sendo ignorada pelo avanço da fronteira agrícola, subordinada atualmente ao agronegócio de mercadorias de uso global. A gravidade desse processo é ampliada pela pouca visibilidade das riquezas vegetacionais. Com o foco da preocupação ambiental voltado para a Floresta Amazônica, a destruição de outras áreas naturalmente ricas em vegetação extremófila, tal qual o cerrado, vem se dando longe dos olhos da mídia e da opinião pública. Nos últimos anos, o cerrado brasileiro vem sofrendo uma taxa de desmatamento que é o dobro daquela que ocorre na região Amazônica. Devido à sua alta riqueza, alto grau de endemismo e estado atual de conservação, o cerrado foi incluso recentemente entre os 25 "pontos quentes" da Terra para conservação de espécies. 
A conservação do cerrado e de outros biomas no Brasil depende da solução entre dilemas como a preservação, o desenvolvimento sustentável, a racionalidade econômica e a restauração ambiental. Esses aspectos da conservação incluem o conhecimento para dar suporte ao uso dos recursos de forma sustentável. A ecologia, a anatomia e a fisiologia vegetal, a agronomia e suas políticas ambientais, assim como a educação ambiental apresentam abordagens e características próprias. Esse conjunto de conhecimentos pode estar articulado de maneira multidisciplinar para atender as demandas de biotecnologia vegetal, de produção e de remediação ambiental. 
Visando o desenvolvimento biotecnológico e tendo como fundamento a biologia vegetal e os recursos naturais, pesquisadores das mais diversas linhas de atuação se unem para formar um grupo multidisciplinar voltado às pesquisas acadêmicas e aplicadas, interagindo com empresas de pequeno e grande porte que apresentem demanda de sustentabilidade e visão inovadora por meio da inserção de novos produtos verdes (ecológicos) dentro do mercado. 
No conhecimento aplicado incluem-se: a qualidade da água das bacias hidrográficas; a riqueza da flora terrestre e aquática; a seleção de protistas fotossintetizantes como sequestradores do carbono atmosférico; as espécies vegetais terrestres como potenciais fornecedoras de princípios ativos; a ação de microorganismos e insetos nas interações planta-planta, animal-planta; a educação ambiental e formação de multiplicadores das idéias preservacionistas dentro do espírito de uso sustentável das comunidades naturais.
Do acima exposto torna-se claro que os biomas vegetais brasileiros são constituídos por uma porção terrestre e aquática com espécies endêmicas vegetais e animais. De maneira interligada e com o foco central na sustentabilidade da produção, o IBEV - Instituto de Biotecnologia e Ecologia Vegetal da Universidade Federal de São Carlos tem por objetivo agregar pesquisadores e estudiosos com o foco comum de desenvolvimento e inovação tecnológica a partir de espécies vegetais de biomas nacionais, incluindo a porção terrestre como também a aquática e suas interações. Isso inclui a proposta de soluções imediatas e em curto prazo para problemas ambientais e de produção sustentável apresentados por empresas e órgãos públicos e privados de gestão.  

Impactos Previstos:

O IBEV integra no momento, 19 pesquisadores com doutorado, dos quais dez possuem bolsa de produtividade do CNPq, envolvendo diversas áreas do conhecimento, todos eles comprometidos direta ou indiretamente com pesquisas relacionadas aos biomas brasileiros e com competência comprovada nas suas respectivas especialidades (anexo 1). Além disso, todos eles possuem um histórico de parcerias entre os diversos departamentos da UFSCar, com outras instituições nacionais, estrangeiras e empresas. Os anexos 2 e 3 apresentam várias parcerias atualmente desenvolvidas por alguns desses pesquisadores em colaborações nacionais e internacionais. 
O instituto vem contribuir para a ampliação da base de conhecimento sobre os biomas brasileiros e as possibilidades de uso de suas riquezas para a linha produtiva, seja com finalidade de remediação ou produção sustentável. Suportados por interação multidisciplinar de sua equipe, o IBEV irá disponibilizar informações científicas e resultados robustos para tomadas de decisão nas políticas públicas de conservação e gestão ambiental, gerar novos conhecimentos sobre a biodiversidade nacional, auxiliar em trabalhos de restauração ambiental, além de responder à demanda empresarial da produção sustentável. Como consequência natural de sua concepção, o IBEV irá também contribuir com subsídios para o uso sustentável dos recursos biológicos do cerrado e o desenvolvimento de novas tecnologias nas áreas de fisiologia e ecologia aplicadas. 

ANEXO 1. Lista de pesquisadores doutores envolvidos no IBEV

1 - ANA T. LOMBARDI - doutorado pela UNICAMP/Brasil/1995 - especialidade - Ecofisiologia de microalgas e Química Ambiental
2 - ANDRÉA L. T. DE SOUZA - doutorado pela UNICAMP/ Brasil/1999 - especialidade - Restauração de areas degradadas
3 - ANTONIO A. MOZETO - doutorado pela University of Waterloo/Canadá/1981 - especialidade - Geociências-Geoquímica Ambiental
4 - ARMANDO A.H. VIEIRA - doutorado pela USP/Brasil/1972 - especialidade - Ficologia, com ênfase em Cultivo de Microalgas de Água Doce.
5 - CARLOS H. B. DE A. PRADO - doutorado pela UFSCar/Brasil/ 1994 - especialidade - Fisiologia Vegetal, Fotossíntese
6 - DALVA M. DA SILVA MATOS - doutorado pela University of East Anglia / Inglaterra / 1995 - especialidade - Ecologia, Conservação
7 - EDSON RODRIGUES F. - doutorado pela UFSCar/Brasil/ 1992 - especialidade - Interação Planta - Microorganismos
8- HAYDÉE T. DE OLIVEIRA - doutorado pela UFSCar/Brasil/ 1993 - especialidade - Educação Ambiental
9 - JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS - doutorado pela UFSCar/Brasil/1981 - especialidade - Planejamento Ambiental
10 - JOSE SALATIEL R. PIRES - doutorado pela UFSCar/Brasil/1995 - especialidade - Ecologia da paisagem
11 - JOÃO JUARES SOARES - doutorado pela UFSCar/Brasil/ 1982 - especialidade - Ecologia de Comunidades Vegetais
12 - MARCEL O. TANAKA - doutorado pela UNICAMP/Brasil/ 2000 - especialidade - Ecologia de Ecossistemas
13 - MARCO A. P. L. BATALHA - doutorado pela UNICAMP/Brasil/ 2001 - especialidade - Ecologia de Ecossistemas
14 - MARCOS ARDUIN - doutorado pela Universidade de São Paulo/Brasil/2000 - especialidade - Anatomia, morfologia, galhas entomógenas.
15 - MARIA INES SALGUEIRO LIMA - doutorado pela Universidade de São Paulo/Brasil/1991 - especialidade - Ecologia Química, Quimiotaxonomia, Florística
16 - MIRNA H. R. SELEGHIM - doutorado pela UFSCar/Brasil/ 2001 - especialidade - Ecologia de Microorganismos Aquáticos.
17 - PAULO CEZAR VIEIRA - doutorado pela Universidade de São Paulo/Brasil/1982 - especialidade - Atividade antimicrobiana, antiparasitários.
18 - PEDRO FADINI - doutorado pela Universidade Estadual de Campinas (1999) - especialidade - Engenharia Ambiental e Química Ambiental
19 - SONIA C. J. GUALTIERI - doutorado pela UFSCar//Brasil/ 1988 - especialidade - Germinação de espécies florestais, Alelopatia.

¦¦

ANEXO 2. Principais parcerias nacionais que o grupo de pesquisadores do IBEV possui atualmente.



- Ana T. Lombardi - Departamento de Hidrobiologia (UFSCar - Maria G. G Melão); Empresa BRASKEM (Paulo Coutinnho, Augusto T. Morita); Universidade de São Paulo (Paula C. M. Crnkovic).

- Carlos H. B. de Assis Prado - Universidade do Oeste Paulista (Gustavo M. Souza); USP- Ribeirão Preto (Carlos A. Martinez y Huaman).

- Dalva M. S. Matos - Universidade de São Paulo /SP (Vânia R. Pivello. Sergio Tadeu Meireles); Universidadede Brasília (Mundaytan Haridassan, Heloisa Miranda), Instituto Florestal/SP (Giselda Durigan, Antonio C. B. de Mello); Universidade Federal de Mato Grosso (Francisco de A. Lobo). 

- Marco A. Batalha - Universidade Federal de Goiás (Adriano Melo, Marcus V. Cianciaruso, José A. F. Diniz-Filho, Rafael Loyola).

- Marcos Arduin - EMBRAPA -Instrumentação São Carlos (Dalton Cruz Pessoa)

- Maria Inês S. Lima - EMBRAPA -Monitoramento por satélite (Carlos Cézar Ronquim); Empresa International Paper (Miguel Magela, João Machado).

- Sonia C. Juliano Gualtieri - USP - IQSC - Dr Roberto Berlinck _ 
UFSCar - DQ - Dra Andreia Pereira de Matos. ¦

ANEXO 3. Principais parcerias internacionais que o grupo de pesquisadores do IBEV possui atualmente. 


- Ana T. Lombardi - cooperação científica - Instituto Politecnico de Havana (Cuba - Pedro A. R. Ramos); Universidad de los Llanos (Bolívia - Martha Lucia Ortiz Moreno); University of British Columbia (Canadá - Maria T. Maldonado, Phillipe Torttell); Memorial University of Newfoundland (Canadá - Christopher C. Parrish); Clarkson University (USA - Michael Twiss)

- Carlos H. B. A. Prado - cooperação científica - Universidade Nacional de Comahue (Argentina - Maria Angélica Damascos)

- Dalva M. S. Matos - cooperação científica - Liverpool University (Inglaterra - Robert H. Mars); St Andrews University (Inglaterra - Anne Elisabeth Magurran); Florida University (EUA - Emilio Bruna)

- Marco A. Batalha - cooperação científica - University of Sheffield (Inglaterra - Owen Petchey)

- Maria Inês Salgueiro Lima - cooperação científica - University of New England - (Austrália - Brian Sindel, José Pedro N. Ribeiro (Pós-doutorado sanduíche) Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais)

- Sonia C. Juliano Gualtieri - cooperação científica - Universidade de Cádiz (Espanha - l Francisco Antonio Macias Domingues)¦

Quanto ás duas pequenas reformas dos Departamentos de Ecologia e Biologia Evolutiva e das Ciências Fisiológicas, o impacto previsto é no aumento da qualidade e estabilidade das condições de pesquisa que são desenvolvidas pela solução do problema de umidade e demais decorrencias originadas por problemas de infiltração.  



Qualificação das Pós-Graduações vinculadas ao subprojeto:

Da maneira como é concebido, o IBEV prevê a ampliação da produção científica dos pesquisadores a ele associados e a melhoria da qualidade da formação de pós-graduandos de mestrado, doutorado e pós-doutorado em pelo menos três programas de Pós-Graduação da UFSCar, a saber, Programa de Pós-graduação em Ecologia e Recursos Naturais, Pós-graduação em Biotecnologia e Pós-Graduação em Química (Anexo 4), já que docentes desses programas estão envolvidos em pesquisas ligadas aos biomas nacionais e se unem para realizar trabalhos na área de ecologia aplicada no Instituto de Biotecnologia e Ecologia Vegetal.
A maioria dos docentes envolvidos no IBEV também atua na formação de graduandos e estagiários de iniciação científica dos cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas, Bacharelado em Ciências Biológicas, Gestão e Análise Ambiental e de Biotecnologia da UFSCar. Todos os docentes também são credenciados como membros do corpo editorial e revisores de diversos periódicos nacionais e/ou internacionais.

Anexo 4. Cursos de Pós-graduação envolvidos no IBEV 


- Programa de Pós-graduação em Ecologia e Recursos Naturais (PPGERN) - Qualificação do curso pelo critério CAPES - 5 - Número de docentes envolvidos - 17.

- Programa de Pós-graduação em Biotecnologia (PPGBIOTEC) - Qualificação do curso pelo critério CAPES¦- 4 - Número de docentes envolvidos -1.

- Programa de Pós-graduação em Química (PPGQ) - Qualificação do curso pelo critério CAPES - 6 - Número de docentes envolvidos - 4.

Em relação as duas pequenas reformas, os laboratórios de pesquisa que serão beneficiados estão vinculados também aos dois primeiros programas acima citados (PPGERN e PPGBIOTEC).  



Descrição das Obras e dos Principais Equipamentos:

Descrição das obras do Módulo I (Biotecnologia e Ecofisiologia) do Instituto de Biotecnologia e Ecologia Vegetal (IBEV) da Universidade Federal de São Carlos
Área total: 781,39 m2 - Módulo I
Total de recursos: R$ 1.450.000,00
Esse projeto solicita recursos financeiros para a infra-estrutura física do IBEV - Instituto de Biotecnologia e Ecologia Vegetal da Universidade Federal de São Carlos, que conta com 2 módulos: módulo 1 (biotecnologia e ecofisiologia) e módulo 2 (ecologia). Nessa etapa solicitam-se recursos para o módulo I (Biotecnologia e Fisiologia Vegetal). Os equipamentos mencionados servem unicamente para caracterizar os espaços a serem construídos.

Módulo I - Biotecnologia e Ecofisiologia - Descrição dos laboratórios

1.¦Laboratório de Equipamentos Multiusuários com sala de triagem e preparação - 123,0 m2
Espaço multidisciplinar destinado às análises fisiológicas, bioquímicas, de germinação, crescimento e desenvolvimento de plantas. Equipamentos: bancadas, com lupas, microscópios, pHmetro, ultrassom, IRGA, fluorômetro, espectrofotômetro, ventiladores, centrífugas, incubadora, geladeira, luxímetros, condutivímetro, balanças analíticas, bomba à vácuo. Prensagem de materiais para secagem, inclusão em fixadores e preparação de amostras de madeira. Equipamentos: bancada de alvenaria, frascos e material químico para fixação de tecidos (em pequena quantidade).
2.¦Almoxarifado (sala HUB) - 9,84 m2
3.¦Sala de Reuniões - 24,0 m2
4.¦Secretaria - 15,60 m2
5.¦Laboratório de Biotecnologia, laboratório de fotoquímica e escritório - 120,15m2
Isolamento, culturas e produção de biomassa de microorganismos; fatores que interferem na produção em larga escala; Bioreatores de pequena e larga escala; Reatores estanques e contínuos; reuso de efluente de cultura; reuso de efluente doméstico para crescimento de microorganismos, visando definir condições ideais para o crescimento desses organismos, suas relações com invasores e competidores sob o ponto da biotecnologia de produção. Equipamentos: cabine de fluxo laminar, centrífuga refrigerada, estufa de cultura bacteriológica, forno de microondas, bombas peristálticas, ambiente com temperatura controlada. Ambiente amplo para cultivos de até 100 - 200 L. A sala de fotoquímica, será um ambiente destinado ao uso de vários pesquisadores, com experimentos relativos às reações fotoquímicas, com controle de presença, ausência e qualidade de luz. Haverá bancadas, lâmpadas sustentadas por roldanas para iluminação com luz verde (de segurança), branca fluorescente e incandescente, guilhotina para corte de coleoptiles.

6.¦Laboratório de Ecofisiologia Vegetal e escritório - 89,52 m2


Processos de trocas gasosas, bioquímicos e fotoquímicos da fotossíntese sob variados tipos de estresse em plantas lenhosas nativas e cultivadas; Relações hídricas de espécies terrestres nativas e cultivadas; Arquitetura da copa de grupos funcionais de espécies lenhosas nativas; Bancadas, Infra-red gas analyser, espectrofotômetro, fluorímetro, balanças, bombas de pressão, computadores.

7.¦Laboratório de Reprodução Vegetal com sala de incubadoras e escritório - 108,6 m2


Reprodução vegetal, sexuada e vegetativa, de espécies do cerrado e dos fatores bióticos e abióticos que interferem sobre este processo. Equipamentos: agitador magnético, balança analítica, balança eletrônica, banho Maria, bomba de vácuo, cabine de fluxo laminar, câmara UV, capela de exaustão, computadores, forno de microondas, phmetro, refrigeradores e ultra som. 

8.¦Banco de sementes - 12,15 m2


Condições climatizadas e desinfetadas, sementes adquiridas ou coletadas, para utilização em pesquisas no IBEV e também para atender a projetos de intercâmbio deste material. Equipamento: câmara fria. 

9.¦Sala das incubadoras - 27,95 m2


¦
10. Sala para autoclavagem - 9,0 m2
Forno de microondas, autoclaves, muflas, estufas sem e com ventilação forçada.

11.Sala para Depósito de Produtos Químicos - 9,0 m2 


Distribuição dos espaços:

Área útil para laboratórios e salas de apoio: 546,973m2



Áreas comuns (corredores, sanitários, paredes): 234,417m2
Quanto às Reformas do Laboratórios para pesquisa dos Depto. Ecologia e Biologia Evolutiva, DEBE e do Depto. Ciências Fisiológicas, elas envolvem uma área de 38,90m2 nos dois casos e ambos tem como objetivo principal a solução de problemas de infiltração de águas pluviais que tem trazidos graves problemas as condições de pesquisa daquele departamentos.  

Subprojeto 3:

Sigla:

CIVISA

Título:

Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Ciclos de Vida e Saúde Humana

Objetivo:

Este subprojeto tem como objetivo a implantação de uma estrutura física planejada e organizada para promover a integração da pesquisa de pós-graduação da área da saúde do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da UFSCar, abarcando estudos relacionados à saúde nas diferentes condições do ciclo de vida humana. Pretende-se, assim, congregar os pesquisadores que detêm e geram as informações científicas e técnicas de alta qualidade no estudo do ciclo de vida humano, otimizando a utilização de equipamentos multiusuários e facilitando a realização de projetos integrados de pesquisa que incorporem as diferentes circunstâncias (cotidiano, família, escola, lazer, trabalho) e fases do desenvolvimento humano, desde a infância, juventude, idade adulta e velhice, em situações normais de desenvolvimento, assim como nas condições que o afetam.
Entendendo por Ciclo de Vida o conjunto de transformações por que podem passar os indivíduos, estudos que enfoquem o desenvolvimento humano, os papéis ocupacionais, o cotidiano das pessoas ao longo da vida e o desenvolvimento de tecnologias que facilitem o desempenho ocupacional das pessoas são fundamentais para se conhecer esse processo e poder nele interferir, agregando melhores condições de vida e de saúde às diferentes populações para as quais se voltam. A orientação dos sistemas e serviços às necessidades de saúde nos diferentes ciclos de vida é inovadora e torna-se um importante diferencial em relação aos modelos hegemônicos de atenção à saúde. Nesse sentido, tanto as situações agudas como as condições crônicas ganham relevância, devendo ser enfrentadas segundo a natureza e características de seus elementos constituintes e articuladas, de modo a garantir um cuidado integral à saúde (PAHO 2005; Stotz,1991; Ayres, 2002; Brasil, 2004, 2006 e 2007; Mattos, 2004; Cecílio, 2001).
Nos modelos voltados à integralidade da atenção à saúde, o cuidado permanece como eixo estruturante das práticas em saúde, porém a organização da assistência passa a ser orientada pela gestão das necessidades de saúde, segundo ciclo de vida, visando garantir adesão, vínculo, co-responsabilização, qualidade, segurança, efetividade, eficiência e eficácia do cuidado em saúde (Todd, 1996; Dowling, 1997; Aletras, 1997; Carr-Hill, 1997; Coile, 1997; Bazzoli, 1999; Coli-Thome, 2001; Campos, 2007; Mendes, 2007). A articulação das ações e serviços para o cuidado das necessidades de saúde promove o envolvimento dos pacientes, famílias, organizações, comunidade e profissionais, de modo a ampliar a autonomia para o auto-cuidado, para a promoção da saúde, para a prevenção de doenças e complicações, num trabalho sinérgico e colaborativo.
Portanto, este espaço multiusuário dará sustentação para o desenvolvimento de pesquisas multiprofissionais da área da saúde. Deverá acoplar uma ferramenta essencial, composta por uma sala de Banco de Dados, que abrigará uma quantidade importante de informações sobre as condições e os serviços de saúde da cidade de São Carlos e região ajudando a direcionar novas ações, através de pesquisas que utilizarão os dados ali assegurados para fundamentar novas políticas de saúde. Por meio de convênios de cooperação com outras instituições brasileiras e de outros países, estudos multicêntricos serão apoiados com o auxilio dessa ferramenta.  

Justificativa e Relevância:

As pesquisas de referência que vêm sendo desenvolvidas pelos pesquisadores da saúde da UFSCar compõem parte importante do conhecimento sobre ciclo de vida humano e suas alterações. Elas têm sido especialmente direcionadas para o desenvolvimento infantil típico e atípico, desordens no desenvolvimento, famílias, adolescência e juventude, mudanças na qualidade de vida de idosos (perturbações próprias do ciclo de vida, como alterações osteo-musculares, respiratórias, demência, Alzeimer) e tecnologia assistiva e tecnologias sociais. Um de seus projetos, Rede de Estudos sobre Envelhecimento, Trabalho e Saúde, envolve 14 instituições de ensino e pesquisa e está sendo financiado pelo CNPq (Edital n. 58/2009) 
Os pesquisadores da área da saúde do CCBS que estão participando do CIVISA estão lotados em quatro departamentos acadêmicos (Dpto. de Enfermagem - DEnf, Dpto. de Terapia Ocupacional - DTO, Dpto. de Fisioterapia - DFisio e Dpto. de Medicina - DMed. Esses pesquisadores compõem 23 grupos de pesquisa cadastrados no Diretório dos Grupos de Pesquisa - Plataforma Lattes do CNPq, dos quais 13 como líderes. Os laboratórios desses grupos de pesquisa integrarão a estrutura do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Ciclos de Vida e Saúde Humana, na forma de laboratórios associados, dando suporte específico aos programas integrados do CIVISA, que foi concebido para criar um ambiente facilitador e promotor da integração entre os pesquisadores e para impulsionar a produção científica e o conhecimento gerados pelos atuais quatro programas de pós-graduação da área da saúde do CCBS, a saber: Fisioterapia, Enfermagem, Terapia Ocupacional e o Mestrado Profissional em Gestão da Clínica
Os laboratórios acima referidos, que comporão parte da estrutura proposta, funcionando como laboratórios associados são: 
LAD- Laboratório de Atividade e Desenvolvimento- DTO
Laboratório METUIA- DTO
Laboratório de Saúde Mental- DTO
Laboratório de Saúde e Família- DEnf
Laboratório de Saúde e Envelhecimento- DEnf
Laboratório da Saúde da Mulher e do Recém-nascido- DEnf
Laboratório de Políticas e Práticas de Saúde- DEnf
Laboratório de Gestão e Tecnologias nos Processos de Cuidar em Saúde e Enfermagem- DEnf
Laboratório de Sistematização da Assistência de Enfermagem e Sistemas de Classificação- DEnf
Laboratório de Espirometria e Fisioterapia Respiratória- DFisio
Laboratório de Pesquisa em Análise do Movimento- DFisio
Laboratório de Plasticidade Muscular- DFisio
Laboratório de Análise da Função Articular- DFisio

Os quatro programas de pós-graduação da área da saúde do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da UFSCar apresentam em suas linhas de pesquisa pontos comuns no estudo do ciclo da vida, potencializando projetos futuros entre pesquisadores. Pesquisas já consolidadas do grupo de docentes que compõem esta proposta vêm se debruçando sobre os diferentes estágios do desenvolvimento humano dentro do ciclo de vida, com ações direcionadas ao desenvolvimento infantil, adolescência, juventude, famílias, maturidade e senilidade e as relações com a saúde de seus componentes.  



Impactos Previstos:

O CIVISA atuará sobre a ampliação da base de conhecimento acerca do desenvolvimento humano e irá disponibilizar informações científicas de qualidade para tomadas de decisões nas políticas públicas de saúde, além de contribuir para o conhecimento prospectivo das relações entre ciclo de vida e saúde. Conseqüentemente, dele proverão dados e informações para o desenvolvimento de novas tecnologias em saúde. Da maneira como foi concebido, o CIVISA também permitirá a ampliação da produção científica dos pesquisadores a ele associados e a melhoria da qualidade de formação dos alunos dos programas de pós-graduação envolvidos, pois tem como fundamento a multidisciplinaridade em ambientes integrados. Isso possibilitará a interação próxima de alunos e professores das diversas áreas envolvidas, levando ao enriquecimento da formação dos pós-graduandos.
Pretende-se também agregar experiências para melhoraria dos níveis dos programas de pós-graduação, segundo critérios propostos pela Capes, uma vez que já contamos com corpo docente altamente qualificado e estaremos somando a isto uma infra-estrutura adequada e uma ação planejada para esse salto na qualidade.  

Qualificação das Pós-Graduações vinculadas ao subprojeto:

O Núcleo Integrado de Estudos em Ciclos de Vida e Saúde Humana - CIVISA -congregará pesquisadores de quatro programas de pós-graduação da área de saúde do CCBS/UFSCar, que irão manter atividades de pesquisa, compartilhando a infra-estrutura oferecida, consolidando a multidisciplinaridade, assim como os esforços dirigidos às pesquisas na área, dentro de um ambiente multiusuário.

PROGRAMA DE PÓS-GRAD. EM FISIOTERAPIA (PPG-Ft)


Área de Concentração: Processos de Avaliação e Intervenção em Fisioterapia. Teve início em 1997 com o Mestrado e o Doutorado em 2001; ambos foram os primeiros criados na área no país. A Fisioterapia é uma ciência aplicada que tem como elementos de estudo a prevenção, a terapêutica e a reabilitação das alterações do movimento humano nos diferentes ciclos da vida. 
Com 13 anos de atividades, o PPG-Ft foi responsável por 200 defesas (146 mestrados e 54 doutorados). Assim, avalia-se que vem formado recursos humanos capacitados para ensino e pesquisa na área, sendo que a maioria dos mestres formados é docente no país e no exterior. Além disso, mais de 60% deles estão vinculados ao Doutorado, possibilitando o intercâmbio internacional na pesquisa. 
Linhas de Pesquisa:
1. Instrumentação e Análise Cinesiológica e Biomecânica do Movimento
Explora os processos de instrumentação e análise cinesiológica e biomecânica do movimento humano, com ênfase na locomoção e nos âmbitos desportivos, ocupacionais e da reabilitação.
2. Processos Básicos, Desenvolvimento e Recuperação Funcional do Sistema Nervoso Central
Lida com os processos básicos, desenvolvimento e recuperação funcional do Sistema Nervoso Central nos diferentes ciclos da vida, investigando a eficácia da intervenção fisioterapêutica. 
3. Processos de Avaliação e Intervenção em Fisioterapia Cardiovascular e Respiratória
Estuda os processos de avaliação e intervenção da Fisioterapia Cardiovascular e Respiratória nos diferentes ciclos da vida.
4. Processos de Avaliação e Intervenção em Fisioterapia do Sistema Músculo-Esquelético
Explora os processos de avaliação e intervenção em Fisioterapia do sistema músculo-esquelético, visando ao desenvolvimento orgânico de indivíduos - jovens, adultos e idosos.
Integrarão o CIVISA os professores Tania Salvini, Mauricio Jamami e Stela Mattiello.

PROGRAMA DE PÓS-GRAD. EM TERAPIA OCUPACIONAL (PPGTO)


Criado em 2009, teve seu primeiro grupo de alunos em 2010, com o programa de Mestrado Acadêmico. A área de concentração "Processos de Intervenção em Terapia Ocupacional" enfoca os aspectos do ciclo de vida ao longo do desenvolvimento humano, em contextos normais e de alterações, e a inserção social de diferentes grupos populacionais. Na terapia ocupacional, os ciclos de vida são estudados através da ocupação humana e da capacidade do individuo para ser produtivo, autônomo e participativo. 
Na Linha "Promoção do Desenvolvimento Humano nos Contextos da Vida Diária", enfoca-se o desenvolvimento do ciclo de vida e suas alterações, bem como as tecnologias que possibilitam a melhora da qualidade de vida. 
Na Linha "Redes Sociais e Vulnerabilidade", se lida com pesquisas relacionadas às populações socioeconomicamente desfavorecidas e à investigação sobre tecnologias de inserção social de diferentes grupos. 
Ambas as linhas consideram os níveis individual e coletivo; seus estudos relacionam-se com: 
o ciclo de vida ao longo do desenvolvimento típico e atípico do ser humano; 
o análise e adaptação de atividades do cotidiano para populações com necessidades especiais por incapacidades temporárias ou permanentes;
o desenvolvimento de novas tecnologias de intervenções terapêutico-ocupacionais que minimizem a dependência e facilitem a autonomia nos diversos contextos da vida cotidiana; 
o inclusão de populações em processos de ruptura das redes sociais de suporte;
o políticas públicas voltadas para a população-alvo da terapia ocupacional;
o produção e aplicação de novos conhecimentos e tecnologias de intervenção em Terapia Ocupacional para a abordagem de problemas sociais. 
Integrarão o CIVISA: Ana Paula Malfitano, Cláudia Martinez, Iracema Ferrigno, Maria Luísa Emmel, Marina Palhares, Roseli Lopes e Thelma Matsukura.

PROGRAMA DE PÓS-GRAD. EM ENFERMAGEM (PPGEnf )


O PPG-Enf iniciou sua primeira turma em 2008, objetivando qualificar profissionais das áreas de enfermagem e de saúde para atividades de pesquisa e ensino. Sua área de concentração funda-se no "Cuidado e Trabalho em Saúde e Enfermagem", envolvendo estudos sobre o cuidado a indivíduos, famílias e coletividades nas diferentes fases da vida. Abrange estudos qualitativos e epidemiológicos de temas como doenças crônico-degenerativas, doenças transmissíveis, envelhecimento e gestão em saúde. As necessidades geradas pelas mudanças no trabalho, em geral e na saúde, no mundo globalizado, são estudadas no contexto do envelhecimento da população, do recrudescimento das doenças transmissíveis, das mudanças nas estratégias de assistência à saúde e da gestão em saúde e enfermagem.
Em 3 anos de atividades, foi responsável pela defesa de 24 dissertações. Com docentes experientes e condições laboratoriais e de infra-estrutura, são formados profissionais qualificados para atuar em universidades e instituições de pesquisa. 
Linhas de pesquisa: 
1. Processo de Cuidar em Saúde e Enfermagem
Contempla os estudos relativos ao processo de cuidar nas diferentes fases do ciclo vital, no âmbito individual e familiar, abrangendo aspectos objetivos e subjetivos. 
2. Trabalho e Gestão em Saúde e Enfermagem
Abrange estudos com enfoque coletivo que são permeados pelo trabalho, no contexto da globalização da economia e das conseqüentes mudanças no mundo do trabalho. Contempla os aspectos relativos às tecnologias, à qualidade e aos recursos humanos na gestão de serviços, à saúde dos trabalhadores e às doenças transmissíveis. 
Integrarão o CIVISA: Cássia Arantes, Giselle Dupas, Márcia Fabbro, Márcia Ogata, Monika Napoleão, Rosely Figueiredo, Sílvia Zem-Mascararenhas e Sofia Pavarini

PROGRAMA DE PÓS-GRAD. EM GESTÃO DA CLÍNICA


O mestrado profissional em Gestão da Clínica iniciou suas atividades em 2011, visando ampliar o potencial de formação dos programas de residência em saúde da UFSCar, por meio da capacitação de profissionais para a produção de conhecimento relevante para o SUS. Fruto de uma proposta interdepartamental, focaliza as necessidades de saúde nos diversos ciclos de vida e a oferta de serviços para o enfrentamento dessa demanda. 
O atual perfil epidemiológico brasileiro é marcado pela superposição de problemas com a concomitância de agravos de natureza aguda e crônica, condicionados pela transição demográfica e transformações epidemiológicas sofridas. O enfrentamento desse conjunto de necessidades nos diferentes ciclos de vida requer do profissional de saúde muito mais do que o domínio dos conteúdos relativos à sua especialidade, requer o desenvolvimento de capacidades voltadas para a inovação, com vistas à produção de soluções qualificadas e seguras. Nesse contexto, a da área de concentração em Gestão da Clínica nos diferentes ciclos de vida orienta a produção de conhecimentos relativos à qualidade da atenção em saúde. 
Linhas de pesquisa: 
1. Gestão do Cuidado em Saúde: lida com a construção de diretrizes clínicas, protocolos, indicadores e análise de práticas que assegurem a centralidade do cuidado na pessoa em seu ciclo de vida.
2. Gestão do Trabalho em Saúde: visa à construção de organizações poliárquicas flexíveis e voltadas ao fortalecimento da atenção e ao apoio matricial das especialidades profissionais e à construção de linhas de cuidado integral em saúde.
3. Gestão da Educação em Saúde: lida com o desenvolvimento de capacidades para a: - aprendizagem ao longo da vida; - educação permanente de profissionais de saúde; - formação de preceptores.
Participarão do CIVISA: Ana Cláudia Duarte, Bernardino Souto, Giovani Silva, Marcia Mendonça, Mariza Souza e Valéria Lima.  

Descrição das Obras e dos Principais Equipamentos:

O CIVISA, com área de 761,82 m2 em dois pavimentos, abrigará 1 Anfiteatro, 1 Banco de Dados e 12 Laboratórios Multiusuários, que integrarão as pesquisas sobre Ciclos de Vida, contemplando suas diversas etapas de desenvolvimento e condições de vida sob as quais se dão. Para tanto, estão previstas estruturas que permitam essa interação e que potencializem a produção de conhecimentos academicamente inovadores, além de socialmente referenciados. 
Se requer a construção de uma estrutura física para abrigá-lo e o mínimo de equipamentos necessários para seu funcionamento. Os laboratórios do CIVISA são categorizados como Laboratórios Especiais, uma vez que os cuidados com a saúde e desinfecção devem ser tomados. Para isso, o prédio todo deverá ter piso laminado, rodapés hospitalares, bancadas de granito e condições de acessibilidade (elevadores, corrimãos nos corredores, banheiros adaptados, sinalizadores visuais e sonoros, todos dentro dos parâmetros estabelecidos pelas Normas da ABNT). Instalações hidráulicas serão necessárias em alguns laboratórios. As instalações elétricas deverão comportar equipamentos e computadores. 

- 1 Anfiteatro - CIVISA para 60 pessoas- 150m2 


Servirá ao desenvolvimento de seminários de pesquisa, defesas de dissertações e de teses.

- 4 Salas para pequenos grupos- 100m2 (25m2 cada)


Espaço destinado a atividades de planejamento, tratamento de dados e redação de trabalhos de pesquisa e reuniões de pequenos grupos. 

- 2 Salas Multiusuários de Situação em Saúde - 80m2 (40m2 cada)


A pesquisa para o enfrentamento das questões de saúde relevantes nos diferentes ciclos de vida exige conhecer a realidade para priorizar esse ou aquele tipo de investigação, visando efetividade e eficiência no uso dos escassos recursos do setor para a promoção, prevenção e recuperação da saúde. Estas decisões devem ser apoiadas por um conjunto de informações confiáveis e atualizadas. Como os sistemas de informação em saúde e de áreas afins são múltiplos e desarticulados, a sala de situação é concebida como um processo contínuo de articulação de atividades de: (i) coleta, tabulação e processamento de dados, produzindo planilhas de indicadores e gráficos; (ii) análise e comparação de dados; (iii) investigação de problemas; (iv) avaliação de impacto; (v) divulgação das informações para retroalimentar o sistema de saúde e permitir o controle social.
Tais salas permitem a realização de estudos descritivos e analíticos da situação de saúde de um estado, microrregião, município, território, nos diferentes ciclos de vida. Para isso são utilizados dados e informações sobre a ocorrência e distribuição de eventos de saúde-doença e dados da população da área referente ao ano de interesse. A construção dos indicadores para a sala de situação utiliza dados secundários provenientes dos sistemas de informações em saúde de base nacional (DATASUS - SIM, SINASC, SINAN, SI-PNI, SIAB, SIA-SUS, SIH-SUS e SIOPS) e dados demográficos provenientes do IBGE e de programas de geoprocessamento com a plotagem de eventos nos territórios. O acesso a base de dados remotos e aos sistemas locais e regionais de informação (SIM, SINASC, SINAN e SI-PNI e, no Programa de Saúde da Família, para os dados do SIAB, Vigilância Epidemiológica), recursos humanos, equipamentos sociais, todos com base territorial, permite a produção de pesquisas em parceria com o Sistema Único de Saúde loco-regional, voltadas aos ciclos de vida e a situações específicas de saúde-doença.

- 1 Sala Espelhada (composta por uma sala de 60m2 e outra de 25m2, unidas com um espelho unidirecional) - 85m2 


A ser utilizada para pesquisas quantitativas e qualitativas em abordagens exploratória, fenomenológica ou clínica. Fundamenta-se no princípio da realização de uma atividade que é acompanhada por um grupo de pesquisadores ou alunos de programas de pós-graduação sem que estes interfiram com a sua presença no desenvolvimento da cena ou atividade pesquisada. Além de ser possível a aplicação de grupos, pode ser utilizada para a aplicação de distintas técnicas de coleta de dados, desde que os participantes tenham consentimento livre e esclarecido dos procedimentos e da observação a ser realizada. O espaço requer Sala de Espelho unidirecional equipada com tela de projeção, quadro branco, flip-chart, televisão, vídeo e DVD; equipamento de gravação com microfone de elevada captação sonora, revestimento acústico para maior conforto dos participantes, acesso duplo à sala de espelho, permitindo a saída do grupo por porta independente da sala de espera, ambientes climatizados com condicionadores silenciosos e acesso a internet wireless.
A sala de 25m2 deverá ser equipada com uma arquibancada para 25 pessoas, localizada frontalmente ao espelho unidirecional.

- 2 Salas para Grupo Focal- 50m2 (25m2 cada)¦


O Grupo Focal (GF) é uma técnica de coleta de dados qualitativos desenvolvida por meio de entrevista de grupo. Essa técnica vem sendo utilizada em pesquisas para abordagens exploratória, fenomenológica ou clínica. A aplicação da dinâmica dos grupos focais é de aproximadamente uma hora e meia e requer a seleção do grupo, da temática ou foco. A aplicação da entrevista grupal deve ser realizada em espaço protegido, para 10 a 12 pessoas dispostas em círculo ou em torno de uma mesa oval. O grupo focal objetiva coletar informações de um grupo já existente ou formado para a finalidade da pesquisa. O foco visa revelar os sentidos ocultos, as representações, os valores e os afetos vinculados ao tema investigado. A interação entre seus participantes é outro elemento estruturante da investigação e o material obtido deve ser gravado e transcrito para posterior análise. Sendo um dos principais recursos empregados para pesquisa qualitativa, as salas serão multiuso para os quatro programas.
Essas mesmas salas poderão ser utilizadas por todos os grupos e linhas de pesquisa, sob agendamento, para reuniões de produção, análise e discussão de dados.

- 1 sala para abrigar o Banco de Dados - CIVISA - 50m2


No CIVISA, os pesquisadores realizarão estudos epidemiológicos e para tanto utilizarão dados de diversas naturezas, que necessitam estar armazenados em computadores em local apropriado e que possam ser compartilhados por diferentes pessoas.
Pretende-se que, em parceria com os gestores de saúde das cidades de São Carlos e região, se elabore e se implemente um banco com os dados epidemiológicos, de vigilância em saúde e aqueles relativos à rede de atenção básica e especializada de suas populações.

- 2 Lab. para Manipulação de Imagens- 80 m2 (40m2 cada)


Parte dos pesquisadores do CIVISA trabalha com metodologias qualitativas de pesquisa e utiliza recursos como história oral, grupo focal, pesquisa etnográfica e observação de grupos, além da produção de instrumentos para análise de novas tecnologias sociais e de educação em saúde. Para tanto, se requer, dentre outros procedimentos, a coleta de imagens, falas e comportamentos e, assim, são necessários recursos tecnológicos e espaço físico para isso. 
Um local onde se concentrem equipamentos de tecnologias de comunicação é imprescindível para a ampliação da integração e das parcerias entre pesquisadores de diferentes instituições, em especial de instituições do exterior. Este ambiente favorecerá tanto a realização como o tratamento e a divulgação dos resultados obtidos nas pesquisas.
¦¦
- 1 Sala para Administração do CIVISA (Coordenação e Secretaria)- 50m2
- banheiros M, F e para cadeirantes- 20m2
- 1 copa- 15m2

EQUIPAMENTOS


- 1 espelho unidirecional medindo 4,00m X 1,70m. 
O espelho unidirecional deverá ser instalado na Sala Espelhada e permitirá a visualização de procedimentos de forma não invasiva.

- 3 aparelhos de ar condicionado split 7.000 BTU


Para adequar a temperatura exigida pelos equipamentos no Laboratório de Manipulação de Imagens e no Banco de Dados.

Para adequar a temperatura exigida pelos equipamentos no Anfiteatro CIVISA e na Sala Espelhada.  



Subprojeto 4:

Sigla:

CRLP-DEMA.

Título:

Construção e Reforma dos Laboratórios de Pesquisa do Departamento de Engenharia de Materiais.

Objetivo:

Este subprojeto do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET) tem por objetivo a construção e reforma de laboratórios de pesquisa para as três áreas de Engenharia e Ciência dos Materiais: Polímeros, Cerâmica e Metais. O sucesso do DEMa e do Programa de Pós-graduação em Ciência e Engenharia de Materiais (PPG-CEM/UFSCar - CAPES 7) em pesquisa e desenvolvimento e sua inserção no cenário internacional se devem, em parte, a existência dessas três grandes áreas. Estas cresceram e consolidaram-se a partir de pequenos núcleos iniciais, elevando a qualidade da pesquisa desenvolvida. À medida que esses núcleos iniciais cresceram com a aquisição de novos equipamentos e a formação de recursos humanos nos melhores centros mundiais, formou-se uma massa crítica que ajudou a nuclear todas as pesquisas em desenvolvimento no DEMa e no PPG-CEM, atingindo o nível em que se encontra atualmente. Porém, o grande número de equipamentos adquiridos através de projetos submetidos às agências de fomentos e a falta de recursos destinados a edificações, resultaram na instalação desses equipamentos em áreas inadequadas e sem a infraestrutura básica necessária. Como consequência do excesso de potência instalada, tem-se flutuações frequentes da tensão da rede elétrica, causando a instabilidade e o mau funcionamento dos equipamentos, quedas no fornecimento de energia e queima de dispositivos eletrônicos, além da possibilidade de ocorrência de incêndio. Além disso, o aumento no número de pesquisadores atuando nesses laboratórios levou a um risco crescente de acidentes. Desta forma, o potencial desses laboratórios para o desenvolvimento de pesquisas e a formação de recursos humanos não pode ser plenamente utilizado. Para continuar a se desenvolver, as atividades de pesquisa necessitam de laboratórios que além de bem equipados, ofereçam à comunidade científica um funcionamento contínuo e confiável, atendendo as normas internacionais de segurança e sem deteriorar o patrimônio já adquirido. Este subprojeto propõe a garantia de funcionamento adequado e seguro dos equipamentos com a construção de novos laboratórios e a reforma dos laboratórios atuais. Estes compõem a infraestrutura de pesquisa que dá suporte ao PPG-CEM, beneficiam os vinte Grupos de Pesquisa CNPq do DEMa e permitem a execução de serviços externos à comunidade. Será construído um edifício onde deverá funcionar parte dos laboratórios das três áreas de pesquisa e reformados os laboratórios atuais (edifícios 62, 63 e 64, com área aproximada de 3000 m2), compreendendo a normalização da rede elétrica, instalação de um grupo gerador, substituição da rede de dados (lógica) e adequação às normas de segurança e acessibilidade. Desta forma, o objetivo deste subprojeto é fornecer uma infraestrutura adequada ao funcionamento seguro e confiável de equipamentos de médio e grande porte e a acomodação segura dos pesquisadores e das matérias primas, permitindo o desenvolvimento das atividades de pesquisa com confiabilidade e segurança.  

Justificativa e Relevância:

No Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa), o maior problema de infra-estrutura institucional de pesquisa continua relacionado ao espaço físico, sendo que a maioria dos laboratórios, apesar de bem equipados, ainda não dispõe de espaço suficiente para acomodar adequadamente os equipamentos e, consequentemente, para desenvolver suas atividades de pesquisa. Existem laboratórios cujos equipamentos se encontram por longos períodos armazenados em corredores, ainda embalados, aguardando disponibilidade de espaço físico para sua instalação, sofrendo pressão dos órgãos de fomento financiadores para que isto ocorra imediatamente. Alguns equipamentos, tais como duas sopradoras de filmes, dois misturadores "drais", um equipamento de PVT e um dispositivo corona para tratamento superficial, estão alojados em espaços inadequados, dificultando a operacionalidade. Outros estão ocupando locais anteriormente destinados ao almoxarifado de matérias primas, obrigando o armazenamento desses materiais (alguns de elevada periculosidade) em locais inapropriados. Portanto, essa falta de espaço e necessidade de acomodações provisórias acaba gerando situações onde as normas básicas de segurança não são respeitadas (cilindro de hidrogênio instalado próximo a um forno de alta temperatura e fontes de alta tensão operando em locais inadequadamente protegidos, como exemplos). Esta situação, que já perdura por vários anos, tem como principal causa dois fatores. O primeiro, a falta de investimentos nos últimos anos destinados a edificações nas IFES, não permitindo a construção/ampliação dos laboratórios do DEMa, que permanecem ocupando o mesmo espaço físico há vários anos. O segundo, a elevada qualificação dos docentes do DEMa, que fez com que as atividades de pesquisa, especialmente as associadas à pós graduação, aumentassem muito (atualmente o PPG-CEM está com 78 mestrados e 78 doutorados em andamento) e, consequentemente, vários novos equipamentos foram adquiridos através dos projetos submetidos às agências de fomentos. Como resultado, há falta de espaço físico adequado nos laboratórios para a instalação dos equipamentos, acomodação dos pesquisadores e o desenvolvimento das atividades de pesquisa. Além disso, em um subprojeto CT-INFRA anterior foi solicitada a construção do laboratório LabNano, onde seriam desenvolvidas as pesquisas relacionadas a nanomateriais (solidificação, fundição e hidrogênio) e que não foi aprovado. Parte do edifício ora solicitado poderia também atender a essa antiga reivindicação da Área de Metais. 
A reforma dos laboratórios das áreas de polímeros, cerâmica e metais, construídos em 1984, compreende a normalização da rede elétrica, substituição da rede de dados (lógica), revisão na rede hidráulica e adequação dos laboratórios às normas de segurança e acessibilidade. A normalização da rede elétrica tem por objetivo sanar alguns problemas decorrentes do crescimento da potência nela instalada e que gera sobrecarga, inclusive com risco de incêndio. Além disso, atualmente não existe uma separação real entre rede limpa e suja, o que causa flutuação de tensão e não permite o funcionamento adequado de equipamentos mais sensíveis, assim como a queima de fontes de computadores e outros dispositivos eletrônicos. Existe ainda a necessidade de revisão do sistema de aterramento e de para-raios (SPDA) desses Laboratórios. A interrupção esporádica do fornecimento de energia elétrica é outro inconveniente grave, porque interrompe o andamento das pesquisas e o acesso a internet. Isto poderia ser sanado com a instalação de um grupo gerador (200 kVA) para alimentar esses laboratórios. A reforma da rede de dados (lógica) tem por objetivo a atualização dos cabeamentos antigos (conhecido como Cat 5 e que foram instalados em 1996) por novos (Cat 6), como a já realizada nas salas dos professores dos edifícios 60 e 61, na secretaria da pós-graduação, no prédio da Alcoa e no prédio novo do CCDM. Essa atualização permitirá o acesso rápido à internet (maior taxa de transmissão de informação), tão necessário para o compartilhamento de conhecimento entre pesquisadores. Porém, isto exige também uma revisão da infra-estrutura de tubulações e eletrocalhas, assim como a implantação de vários pontos de rede GBE, utilizando switchs gerenciáveis e empilháveis, racks com unidade de ventilação e porta com chaves, entradas de alimentação elétrica fornecida pelos geradores e caixas de terminação óptica. A adequação desses laboratórios às normas de segurança implica na reforma das capelas de exaustão, almoxarifados para produtos químicos, instalação de lava-olhos, melhora na acessibilidade e instalação de áreas de segurança nos equipamentos que utilizam alta tensão (equipamentos de eletrofiação e para a determinação da curva de histerese ferroelétrica).  

Impactos Previstos:

Os impactos previstos com a construção e reforma dos laboratórios de pesquisa do DEMa estão todos relacionados aos objetivos do Plano de Desenvolvimento Institucional da UFSCar. Entre eles cabe destacar aqueles que almejam uma instituição produtora de conhecimento de qualidade, formadora de profissionais competentes e socialmente engajados e prestadora de serviços à comunidade. Tendo em vista esses objetivos, e considerando a importância e necessidade dos laboratórios de pesquisa na produção de conhecimento, formação de profissionais e prestação de serviços, o problema infra-estrutural mais grave da universidade, a saber, laboratórios de pesquisa instalados em espaços inadequados ou com instalações elétricas/lógicas desatualizadas, deve ser sanado. A construção e reforma dos laboratórios terá impacto na área científica, tais como, no aumento da capacidade de formação de recursos humanos; do número de artigos publicados em periódicos especializados da área e/ou apresentados em congressos; das patentes registradas; dos projetos de cooperação científica com grupos de pesquisa no país ou exterior e da contribuição para o desenvolvimento tecnológico do país. As atividades de extensão, como prestação de serviços para indústrias, também serão beneficiadas com a aprovação deste projeto. Além disso, terá ainda um forte impacto na questão segurança: equipamentos instalados inadequadamente e espaços utilizados provisoriamente acabem gerando situações onde não são respeitadas as normas básicas de segurança. Instalações elétricas mal dimensionadas podem provocar sobrecarga e, consequentemente, flutuação da tensão com danos aos equipamentos e até incêndio.  

Qualificação das Pós-Graduações vinculadas ao subprojeto:

Os recursos solicitados neste projeto apoiarão as 22 linhas de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Engenharia de Materiais da UFSCar (PPG-CEM/UFSCar). Esse Programa foi o único em sua área classificado no nível 7 CAPES (nota máxima, nível de excelência com padrão internacional) nos quatro últimos triênios consecutivos, 1998-2000, 2001-2003, 2004-2006 e 2007-2009. Este é um legítimo reconhecimento de sua qualidade e excelência nas atividades desenvolvidas em uma área que conta com outros excelentes programas de pós-graduação. O compromisso fundamental do PPG-CEM/UFSCar, mantido ao longo de seus 31 anos de atuação, é contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. Este objetivo vem sendo alcançado através das diversas atividades realizadas pelo programa e pelos seus membros, tais como geração de conhecimento, criação de condições para o desenvolvimento de trabalhos de pesquisa científica em nível de padrões internacionais e desenvolvimento de trabalhos de cunho tecnológico com aplicação industrial a curto e médio prazo. 

De uma maneira especial e principal, o PPG-CEM/UFSCar contribui para o desenvolvimento do país através da formação de mestres e doutores de alto nível, que possam atuar de maneira efetiva e destacada em atividades de pesquisa e desenvolvimento na área de Ciência e Engenharia de Materiais, em empresas, instituições de ensino e pesquisa e desenvolvimento tecnológico. A história de sucesso do PPG-CEM/UFSCar está intimamente ligada à história do Departamento de Engenharia de Materiais, DEMa, da UFSCar. O DEMa iniciou em 1970 através da criação pela UFSCar do curso de graduação em Engenharia de Materiais, que em 2010 completou 40 anos e foi pioneiro na América Latina. A inexistência no país de especialistas nessa nova área levou a UFSCar a investir num arrojado programa de formação de recursos humanos em nível de doutorado e na criação do PPG-CEM. Atualmente o Programa conta com 36 docentes da UFSCar e de outras Instituições credenciados, todos eles doutores formados nas melhores instituições do país e, principalmente, do exterior e que desenvolvem em tempo integral e dedicação exclusiva atividades de ensino, pesquisa e extensão. A grande maioria desses docentes é bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq.

O Programa desenvolve trabalhos em 22 Linhas de Pesquisa nas suas 04 áreas de concentração: Cerâmica, Metalurgia, Polímeros e Desenvolvimento Tecnológico. Conta também com projetos de grande porte, entre os quais PRONEX, Temáticos FAPESP, Fundos Setoriais e outros, e mantém grande interação com as maiores empresas do país e forte interação internacional. Em seus 31 anos, o PPG-CEM/UFSCar formou 250 doutores e 608 mestres até outubro de 2010. As pesquisas realizadas têm contribuído de forma significativa para o desenvolvimento e reconhecimento da área de Ciência e Engenharia de Materiais em nível nacional e internacional. Uma característica singular das pesquisas realizadas, e que resulta numa rara sinergia para pesquisa em materiais, é a maneira equilibrada em volume e qualidade com que todas as classes de materiais (metálicos, cerâmicos, poliméricos e compósitos) são pesquisadas. Salientamos também a grande inserção internacional dos docentes do PPG-CEM e a participação deles em cargos administrativos na UFSCar. Os laboratórios que serão construídos e reformados por este projeto, disponíveis para o desenvolvimento dos trabalhos de mestrado e doutorado dos alunos do PPG-CEM, serão os mais completos para o processamento e a caracterização de matérias metálicos, cerâmicos, poliméricos e compósitos, com os mais modernos equipamentos do mercado, comparáveis aos melhores centros de pesquisa em materiais do mundo.  


Descrição das Obras e dos Principais Equipamentos:

As obras propostas neste projeto consistem na construção de um edifício e na reforma e adequação da rede elétrica e de dados de quatro laboratórios (Polímeros, Cerâmica e Metais 1 e 2), com área total de 3092 m2, como descrito a seguir:

1)¦O edifício, com um único pavimento e área total de 418,65 m2, estará localizado na área sul da UFSCar/ Campus São Carlos, em área contígua ao Laboratório de Polímeros Biodegradáveis do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia (CCET). Esse edifício abrigará 13 laboratórios, além dos sanitários e de uma sala para os técnicos. O laboratório com 128 m2 e pé direito de 4 m abrigará os equipamentos de grande porte do Grupo de Processamento e Reologia de Polímeros (uma extrusora de dupla rosca, duas injetoras e uma sopradora de filmes semi-industriais). Os outros 12 laboratórios, 4 com 15,2 m2 cada e 8 com 12 m2 cada, servirão para abrigar os equipamentos e instalações dos Grupos de Polímeros, Cerâmica e Metais (máquinas de ensaios universais, "melt spinning", forno a arco, dois fornos de indução, dois moinhos de grande porte, equipamentos de calorimetria diferencial de varredura, "sieverts", microscópios ópticos, dois analisadores dinâmico-mecânico, reômetros de torque, capilar e placas paralelas), além de toda infraestrutura laboratorial já existente. A maioria desses equipamentos encontra-se provisoriamente instalados nos antigos laboratórios ou ainda embalados nos corredores. Em um dos laboratórios de 15,2 m2 serão desenvolvidas pesquisas relacionadas a nanomateriais (LabNano), onde serão estudados os sistemas poliméricos e metálicos nanoestruturados. No outro, também com mesma área, será instalado o laboratório de Engenharia de Materiais Computacional (EMC), onde serão realizadas pesquisas sobre modelagem. 


2)¦A reforma da rede elétrica e de dados será realizada nos quatro prédios que abrigam os laboratórios de Polímeros, Cerâmica e Metais 1 e 2, com uma área total de 3092 m2. Essa reforma tem por objetivo adequar, e refazer em casos críticos, as instalações elétricas e de dados existentes e que se encontram em estado precário. Esses prédios foram construídos há 27 anos e as suas instalações elétricas não atendem às demandas exigidas atualmente, resultando em sobrecarga. Essa sobrecarga causa a oscilação da tensão, prejudicando o desempenho e causando danos aos equipamentos, além da aumentar a possibilidade de ocorrência de incêndio. Serão ainda revistos os sistemas de proteção contra descarga atmosférica, sistemas de aterramento e o equilíbrio entre fases. Será realizada ainda a distribuição correta das cargas em cada laboratório, com proteções adequadas visando a segurança dos equipamentos e dos usuários. As instalações serão adequadas de acordo com a NR-10 Norma que regulamenta a "Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade". Na rede de telefonia e dados, serão instalados cabos de fibras óticas que farão a ligação à rede de cada edificios de laboratórios, e também será realizado um reestruturamento nos pontos criticos das redes internas dos mesmos.  

Subprojeto 6:

Sigla:

INFRATEC

Título:

Infraestrutura de Apoio à Pesquisa Integrada em Gestão e Tecnologia em Engenharia Civil

Objetivo:

O objetivo deste Subprojeto é a implantação de infra-estrutura física de apoio à pesquisa dos Programas de Pós-graduação em Engenharia Urbana (PPGEU) e em Construção Civil (PPGCIV) do Departamento de Engenharia Civil (DECiv) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Esta infra-estrutura consiste na construção de um prédio denominado Edifício de Pesquisa Integrada em Engenharia Civil (EPIEC), o qual visa proporcionar uma maior integração e alavancagem dos grupos e atividades de pesquisa vinculados àqueles programas. Com isto, será possível reunir em espaços adequados os grupos de pesquisa, agregando também pesquisadores visitantes, pós-doutorandos, pós-graduandos, bolsistas de fomento tecnológico e alunos de iniciação científica e tecnológica.
O EPIEC será composto de um conjunto de espaços multiusuários, com aproximadamente 803 m2, distribuídos em dois pavimentos e que abrigará 13 grupos de pesquisa, dos quais, 12 encontram-se devidamente cadastrados no CNPq. Estes grupos serão alocados nas seguintes unidades:
"¦Laboratório de Estudos em Transportes e Trânsito (LETT), congregando os seguintes grupos de pesquisa: NEMS - Núcleo de Estudos sobre Mobilidade Sustentável - UFSCAR, liderado pela Profa. Suely da Penha Sanches e com participação do Prof. Marcos Antonio Garcia Ferreira; GETTL - Grupo de Estudos em Trânsito, Transportes e Logística - UFSCAR, liderado pelo Prof. Archimedes Azevedo Raia Junior e com a participação da Profa. Eliane Viviane.
"¦Laboratório de Construção Civil Sustentável (LCCS), com os grupos: GESEC - Grupo de Estudos em Sustentabilidade e Eco-eficiência em Construção Civil e Urbana - UFSCAR, liderado pelo Prof. Almir Sales e com participação da Profa. Lea Cristina Lucas de Souza; NUPRE - Núcleo de Pesquisa em Racionalização e Desempenho de Edificações - UFSCAR, liderado com Profa. Sheyla Mara Baptista Serra, com participação dos Profs. José Carlos Paliari, Itamar Aparecido Lorenzon e Simar Vieira Amorim.
"¦Laboratório de Estruturas e Sistemas Construtivos (LESC), com os grupos: GESC - Sistemas Construtivos de Edificações - UFSCAR, liderado pelo Prof. Roberto Chust Carvalho; CMM - Desenvolvimento de Sistemas Estruturais para Construções Metálicas e Mistas - UFSCAR, liderado pela Profa. Silvana De Nardin com participação do Prof. Alex Sander Clemente de Souza; NETPRE - Núcleo de Estudo e Tecnologia em Pré-Moldados de Concreto - UFSCAR, liderado pelo Prof. Marcelo de Araújo Ferreira; linha de pesquisa em Alvenaria Estrutural, coordenada pelo Prof. Guilherme Aris Parsekian.
"¦Laboratório de Saneamento Ambiental (LSA), congregando os grupos: G-Hidro - Sistemas Hídricos Urbanos - UFSCAR, liderado pelo Prof. Ademir Paceli Barbassa e com participação do Prof. Rodrigo Braga Moruzzi; GER - Grupo de Estudos e Pesquisas em Resíduos e Resíduos Perigosos de Universidades - UFSCAR, liderado pelo Prof. Nemésio Neves Batista Salvador e Dra. Ana Marta Ribeiro Machado, com participação dos Profs. João Sérgio Cordeiro e Jorge Akutsu.
"¦Laboratório de Sustentabilidade Integrada (LSI), com os grupos: SUR - Sustentabilidade Urbana e Regional - UFSCAR, liderado pelo Prof. Bernardo Arantes do Nascimento Teixeira e com os Profs. Ricardo Siloto da Silva, Luciana Márcia Gonçalves; GAU - Gestão do Ambiente Urbanizado - UFSCar, liderado pelo Prof. Ricardo Siloto da Silva e com o Prof. Luiz Nigro Falcoski. Este laboratório também abrigará as atividades do projeto coordenado pelo prof. Luiz Nigro Falcoski, INFOHAB/HABITARE/FINEP - Centro de Referência e Informação em Habitação Social - Núcleo UFSCar. 
"¦Laboratório de Geoprocessamento e Mapeamento Geoambiental (LGMG), congregando os grupos: GEOPLAN - Geologia de Planejamento do Meio Físico - UFSCAR, liderado pelo Prof. Reinaldo Lorandi, com participação dos Profs. Marcilene Dantas e José Augusto de Lollo; NGEO - Núcleo de Geoprocessamento - UFSCAR, liderado pelo Prof. Sérgio Antonio Rohm, com participação da Profa. Eliane Viviane e do Prof. Edson Augusto Melanda.

Estas unidades atenderão os 30 pesquisadores mencionados anteriormente, bem como seus orientandos e colaboradores.


Além destes laboratórios, o EPIEC contará ainda com os seguintes espaços multiusuários de apoio à pesquisa:
"¦Um Auditório com capacidade para 70 lugares para seminários e defesas de mestrado e doutorado, com equipamentos para projeção, áudio multimídia e infraestrutura para videoconferência;
"¦Dois Laboratórios Multiuso de Informática (LMI) destinados aos dois programas de pós-graduação;
"¦Duas salas para pesquisadores visitantes e pós-doutorandos.

A implantação do EPIEC será fundamental para o avanço das pesquisas em andamento nos dois programas, com a superação das deficiências de infra-estrutura física hoje existentes. Isto possibilitará melhores condições de trabalho coletivo e em equipe, com melhor integração e sinergia entre os grupos de pesquisa e potencializando, consequentemente, uma maior produção científica e tecnológica dos mesmos.  



Justificativa e Relevância:

O presente subprojeto contempla as diretrizes do Plano de Desenvolvimento Institucional da UFSCar (PDI), estando a ampliação do DECiv (EPIEC e outros edifícios) prevista no mesmo, sendo que o projeto de ampliação pleiteado foi elaborado pelo órgão competente da instituição. Além disso, este subprojeto está também de acordo com as diretrizes gerais e política de pesquisa e de pós-graduação da Universidade. 
Doze dos 13 grupos de pesquisa envolvidos neste subprojeto são devidamente cadastrados do CNPq; os projetos de pesquisa tem apoio e reconhecimento institucional e os programas de pós-graduação tem participado ativamente de todas as iniciativas de captação de recursos e inserção nacional e internacional em suas áreas de conhecimento.
Os grupos de pesquisa referidos apóiam o desenvolvimento das duas pós-graduações do DECiv e, por suas características, se constituem em um meio adequado para a interação e geração e divulgação de conhecimentos científicos e tecnológicos no campo da Engenharia Civil. 
Apesar da criação do PPGEU em 1994, do PPGCIV em 2002 e do Doutorado do PPGEU em 2006, a infraestrutura física disponível do Departamento não acompanhou adequadamente essas implantações, bem como a decorrente evolução das atividades dos respectivos grupos de pesquisa. Os dois programas contam hoje com 28 docentes/ pesquisadores internos permanentes e cinco colaboradores externos, 123 mestrandos, 16 doutorandos e dois pós-doutorandos. Os 13 grupos de pesquisa mencionados congregam hoje 30 pesquisadores, que serão diretamente beneficiados por este subprojeto.
Atualmente alguns grupos se utilizam de quatro pequenas salas e de laboratórios de ensino de graduação que, com adaptações, apóiam a pós-graduação, em espaços restritos para o adequado desenvolvimento de suas atividades de pesquisa (ex.: Hidráulica, Saneamento, Geociências e Materiais e Componentes da Construção Civil). Existem limitações para abrigar os mestrandos, os bolsistas de IC e, principalmente, os doutorandos e pós-doutorandos.
Desta forma, os grupos têm procurado desenvolver projetos e captar recursos para suas pesquisas, de forma integrada, no sentido de vir ao encontro dos objetivos dos programas e visando a melhoria da infraestrutura institucional, mas a carência de espaço físico ainda permanece.
A seguir, são exemplificados alguns projetos recentes/ em andamento nos programas, por grupo de pesquisa, com envolvimento de contrapartida financeira e apoio de órgãos de fomento:
"¦NEMS: "Influência do ambiente de caminhada na qualidade do acesso de pedestres a pontos de ônibus", CNPq, 2010-atual. "Relacionamento entre a forma urbana e as viagens a pé", CNPq, 2006-atual, valor de R$ 17.400,00.
"¦GETTL: Rede Ibero-Americana de Estudos em Pólos Geradores de Viagens - Edital PROSUL 05/2007- Rede PGV, CNPq, 2006-atual, R$ 30.000,00.
"¦GESEC: "Pesquisa e Desenvolvimento em Materiais Alternativos para Substituição de Agregados Naturais em Concretos", CNPq, 2010-atual. "Mitigação do Impacto Ambiental do Descarte de Serragem de Madeira de Reflorestamento por Meio do Desenvolvimento de Compósito para Uso na Construção Civil", Edital Universal, CNPq, 2009-atual, R$ 14.000,00. "Utilização da Cinza do Bagaço da Cana-de-Açúcar na Produção de Artefatos para Infra-Estrutura Urbana: Caracterização do Resíduo e Avaliação de Argamassas e Concretos," FAPESP, 2008-atual, R$ 134.000,00. "Pesquisa e Desenvolvimento em Madeira de Reflorestamento: Classificação Estrutural, Ensaios Não-Destrutivos e Aspectos Ambientais", CNPq, 2008-2010, 19.800,00. Projeto Ambiente Térmico Urbano - ATU, coordenado pela UFSCar com participação da UNESP, UNICAMP e UFMG; CNPq, 2008-2010, R$ 12.996,00.
"¦NUPRE: "Gestão de Operações na Construção Civil: Construção de um Referencial Teórico e Desenvolvimento de Estratégias de Implementação para Modernização Industrial"; rede colaborativa de pesquisa formada por UFRGS/UFSCar/UFC/UEL, Capes Edital Pró-engenharias 2008, 2008-2012, R$ 119.000,00. "CANTECHIS - Tecnologias para Canteiro de Obras Sustentável de Habitações de Interesse Social (HIS)"; rede colaborativa de pesquisa coordenada pela UFSCar com participação da UFRGS/USP/UFBa; FINEP Edital Habitação e Saneamento 06/2010, 2011-2013, R$ 644.000,00 (projeto aprovado). "Análise da Segurança e Saúde do Trabalho (SST) na Montagem de Pré-Moldados de Concreto sob os Aspectos da Engenharia de Resiliência (ER)"; CNPq Edital Universal 2010, 2011-2012, R$ 12.000,00.
"¦CMM: "Estudo de Pilares Mistos Parcialmente Revestidos: Comportamento Estrutural e Aplicações", CNPq 14/2009 - Universal, 2010-2012, R$ 23.800,00.
"¦G-HIDRO: "Quantidade, Qualidade, Tratamento e Aproveitamento de Águas Pluviais", FINEP/CT-Hidro 02/2007, 2008-2011, R$ 245.690,68. "Manejo de Águas Pluviais em Meio Urbano (MapLu2)"; rede colaborativa de pesquisa formada por UFMG, UNB, USP, UFG, UFC, UFAL, UFPE, UFSM, UFSC, UFRJ, UERJ, UFRGS, UFSCar e UFRN; FINEP Edital Habitação e Saneamento 07/2009, 2010-2012, R$ 309.420,31. "Bacias Representativas de Usos Mistos"; rede colaborativa de pesquisa formada por UNICAMP, UFG, UFMG, UFSCar, UFRN, UERJ e USP; FINEP CT-Hidro 01/2010, 2011-2013 (projeto aprovado), R$ 158.137,31. "Avaliação Qualitativa e Quantitativa de Vala Conjugada com Trincheira de Infiltração", CNPq 15/2007/Universal, 2008-2011, R$ 42.080,23. "Capacitação de Agentes Gestores ao Uso de Geotecnologias Aplicadas ao Gerenciamento de Recursos Hídricos"; rede formada por CBH-TG, IPT, UFMS, CPT-I, UFSCar; CNPq/CT-Hidro/ANA N° 15/2010, 2010-2012, R$ 227.865,20.
"¦SUR: "Inventário dos Bens Não Operacionais da RFFSA-SPU na Rede de Cidades Paulistas e Diretrizes de Gestão Patrimonial"-FASE II, Projeto Temático FAPESP, 2009-2011, R$ 184.000,00. INFOHAB/HABITARE - Centro de Referência e Informação em Habitação Social-Núcleo UFSCar, CEF/FINEP; rede coordenada pela ANTAC (Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído) e formada por núcleos de pesquisa das universidades UFSC, UFF, UFGRS, USP, UFSCar e UFBA.
"¦GEOPLAN: "Estudo Integrado de Aspectos Geológico-Geotécnicos Relacionados à Avaliação do Grau de Recuperação de Áreas Degradadas por Mineração, Erosão e Usos Agrícolas", CNPq, 2009-2011. "Avaliação do Grau de Degradação das Águas Superficiais e Subsuperficiais e Propostas de Recuperação da Região Agrícola de Itaqueri da Serra (SP)", CNPq, 2009-2011.
"¦NGEO: "Estudo de Impacto de Vizinhança Aplicado a Supermercados em Cidades de Pequeno, Médio e Grande Porte", FAPESP, 2008-atual.

Alguns grupos de pesquisa não contam atualmente com projetos envolvendo auxílios financeiros de agências de fomento, sendo suas pesquisas desenvolvidas com bolsas institucionais e outras formas de auxílio. A criação da infraestrutura solicitada vai se constituir, portanto, em um facilitador para a captação de novos auxílios financeiros.


Pelo exposto, nota-se que a capacidade dos grupos para a captação de financiamentos para a pesquisa é elevada, sendo no momento incompatível/ superior à disponibilidade de infra-estrutura física existente para esses grupos no Departamento de Engenharia Civil.
Torna-se, assim, importante criar ambientes mais adequados aos pesquisadores, principalmente estudantes de pós-graduação e professores visitantes e colaboradores, no sentido de melhor apoiar e incrementar a produção do conhecimento científico e tecnológico dos programas.  

Impactos Previstos:

Impactos Científicos e Tecnológicos para os Programas e Grupos de Pesquisa
Tendo em vista a grande carência de infraestrutura física de apoio, os impactos deverão ser significativos e de alta relevância paras os dois programas de pós-graduação e para as atividades de seus 13 grupos de pesquisa, 30 pesquisadores e 139 pós-graduandos.
Os principais impactos científicos e tecnológicos previstos com a implantação do EPIEC são: 
"¦Possibilidade efetiva de se enfatizar o ingresso e permanência de alunos em tempo integral nos programas;
"¦Melhoria das condições de trabalho para os docentes/ pesquisadores e para uma maior permanência física dos pós-graduandos e alunos de IC, devido à ampliação e adequação dos espaços para pesquisa e para equipamentos, principalmente os de informática, com a minimização das limitações existentes;
"¦Maior interação e integração entre estudantes e docentes, bem como entre os grupos de pesquisa alocados nos laboratórios, em função da proximidade e compartilhamento dos espaços e equipamentos de trabalho;
"¦Consolidação dos grupos e linhas de pesquisa, enfatizando seu papel de referência nacional e regional e ampliando sua inserção internacional em Construção Civil e em Engenharia Urbana;
"¦Ampliação da capacidade de gerar novos projetos de pesquisa e, consequentemente, da absorção de novos pesquisadores - Iniciação Científica e Tecnológica, Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado;
"¦Ampliação da competitividade dos projetos de pesquisa dos programas face às outras instituições; 
"¦Incremento da produção científica e tecnológica nas linhas de pesquisa dos programas, em função do aumento de pesquisadores e de sua produtividade e favorecimento da multi e interdisciplinaridade neste processo;
"¦Contribuição para o avanço do conhecimento científico e tecnológico, incluindo tecnologias emergentes, produção de manuais, documentos de referência, normas técnicas e formação de competência em Engenharia Civil, particularmente na Construção Civil e na Engenharia Urbana;
"¦Aumento da capacidade de interação com outras instituições de ensino e pesquisa, principalmente as internacionais, por meio do recebimento de professores e pesquisadores visitantes e do incremento de parcerias em projetos e demais atividades de pesquisa, incluindo as redes colaborativas;
"¦Ampliação do apoio técnico-administrativo às atividades de pesquisa, em função da adequação e melhoria dos espaços e condições para outras atividades logísticas, como por exemplo, reuniões de trabalho, palestras, seminários e defesas;
"¦Melhor utilização da evolução tecnológica de comunicação e interação com grupos de pesquisa de diferentes instituições pelo uso de equipamentos de multimídia e de videoconferência.

Impactos Sociais e Econômicos para os Programas e Grupos de Pesquisa


Os principais impactos sociais e econômicos previstos são: 
"¦Aumento da capacidade de atendimento da demanda pela formação de novos pesquisadores em Engenharia Civil, particularmente em Construção Civil e em Engenharia Urbana;
"¦Melhor interação entre ensino e pesquisa, através do incremento da IC, fortalecendo a graduação e, consequentemente, a formação de profissionais (engenheiros civis) mais qualificados para o mercado de trabalho;
"¦Contribuição ao desenvolvimento de tecnologias apropriadas e sustentáveis em construção civil, produção de habitação e infraestrutura urbana, objetos de pesquisa do PPGEU e do PPGCiv;
"¦Ampliação da capacidade de desenvolver projetos de extensão, prestação de serviços e cooperação com entidades públicas e privadas e setores estratégicos do campo da Engenharia Civil;
"¦Melhor difusão dos conhecimentos científicos e tecnológicos produzidos no âmbito dos dois programas e grupos de pesquisa; 
"¦Melhoria da visibilidade e da atratividade do PPGEU e do PPGCiv com relação aos respectivos setores da Engenharia Civil e da sociedade em geral;
"¦Otimização dos custos operacionais das atividades de pesquisa dos programas, pelo compartilhamento dos espaços, infraestrutura e equipamentos.  

Qualificação das Pós-Graduações vinculadas ao subprojeto:

O Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PPGECiv), com área de concentração em Engenharia Urbana, iniciou-se em março de 1994 sendo recomendado pela CAPES em julho de 1995. Atualmente, o PPGECiv está desmembrado em dois Programas: o de Pós-Graduação em Engenharia Urbana (PPGEU), que recebeu essa denominação em novembro de 1999 e o de Pós-graduação em Construção Civil (PPGCiv).
O PPGEU foi um dos pioneiros no país com a abordagem de pesquisa em sistemas de engenharia aplicáveis no território urbanizado, tendo como eixos estruturantes os setores de planejamento urbano, saneamento e transportes, vistos de forma integrada e trabalhados transversalmente com as áreas de meio ambiente, geotecnia, habitação social e geoprocessamento.
O PPGEU, além de atender à demanda de um mercado de trabalho cada vez mais aberto a absorver profissionais com conhecimentos integrados, resgata o papel social do engenheiro e outros profissionais, com uma formação voltada para a busca da qualidade de vida nas cidades. Sendo assim, o curso tem por laboratório as próprias cidades. As linhas de pesquisa são:
1) Estudos de Processos e Fenômenos Aplicados à Engenharia Urbana: tem dez projetos com enfoque de realizar estudos visando identificar, sistematizar, avaliar, analisar, monitorar e modelar diferentes processos e fenômenos que ocorrem no meio urbano; 
2) Gestão, Planejamento e Tecnologias Aplicados à Engenharia Urbana: possui 16 projetos e busca, por meio do estudo de políticas, programas e projetos, o desenvolvimento e a avaliação de modelos e instrumentos de gestão e planejamento do meio urbano e regional.
O PPGEU conta atualmente com 20 pesquisadores doutores credenciados, sendo 18 do corpo de docentes do DECiv e 2 colaboradores externos. Deste total, 5 possuem pós-doutorado, 6 são bolsistas CNPq, sendo 5 em Produtividade em Pesquisa e 1 em Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora.
Os docentes do PPGEU são líderes de 7 grupos de pesquisa cadastrados no CNPq e partícipes de outros 7 liderados por pesquisadores da USP, UNICAMP, UNESP e de outras unidades da UFSCar.
Até o momento o PPGEU formou 260 mestres e conta com 75 mestrandos em atividade. Destes, 20 são bolsistas DS -CAPES, 1 bolsista CNPq, 1 bolsistas REUNI/CAPES e 7 bolsistas FAPESP.
Em 2006 foi criado o curso de Doutorado, tendo 4 defesas concluídas, sendo a que primeira ocorreu em setembro de 2010. No momento há 16 doutorandos, sendo destes bolsistas 5 DS/CAPES e 2 bolsistas FAPESP.
Diversos egressos, segundo acompanhamento do PPGEU, tem se vinculado ao ensino superior assumindo a função de docente-pesquisador em instituições como USP, UNB, UNESP, UFU, UFT, UEG, PUC. Outros vêm atuando em órgãos como os Ministérios das Cidades e do Meio Ambiente, Instituto Chico Mendes, SABESP, CETESB, Serviços Municipais de Água e Esgoto e em Secretarias Municipais e Estaduais de Transporte, Planejamento, Habitação e Meio Ambiente. 
Na última avaliação feita pela Capes, este programa de pós-graduação teve seu conceito diminuído para 3, com base no parecer que considerou baixa a divulgação, em periódicos internacionais, da pesquisa aqui produzida. Há 3 fatores basais para tal: um é a cultura, até então dominante no Programa, de priorização da divulgação em congressos; outro foi o fato de que o triênio analisado coincidiu exatamente com o início do doutorado, não tendo, portanto, se encerrado um ciclo que possibilitasse a produção de material de pesquisa em melhores condições de ser apreciado em periódicos Qualis superiores a B2; e por fim, a necessidade de qualificação melhor do espaço físico para desenvolvimento das pesquisas.
O esforço para a reversão está sendo bastante grande, já apresentando bons resultados. O atendimento ao solicitado por este subprojeto do CT-Infra coroará as demais medidas que vem sendo adotadas pelo Programa. 
O PPGCiv também se caracteriza como um dos pioneiros em construção civil e iniciou suas atividades de pesquisa em 2002, em nível de mestrado, tendo como objetivo principal a atuação como agente transformador/gerador de conhecimento, desenvolvendo pesquisas e formando profissionais de alto nível em áreas estratégicas, de forma a contribuir efetivamente para o desenvolvimento tecnológico, científico e social do setor da construção no Brasil. 
Com área de concentração em Sistemas Construtivos de Edificações, suas pesquisas estão inseridas em duas linhas: 
1) Racionalização, Avaliação e Gestão de Processos e Sistemas Construtivos: visa o estudo sistêmico da produção de edificações sob os aspectos de gestão, desenvolvimento de projetos, sistemas prediais e conforto térmico e lumínico no ambiente construído;
2) Sistemas Estruturais e Tecnologia de Sistemas Construtivos: enfoque na análise, tecnologia e comportamento dos sistemas estruturais em concreto, pré-fabricados de concreto, construções metálicas e mistas aço-concreto, alvenaria estrutural, estruturas e construções de madeira.
Atualmente o PPGCiv conta com 15 pesquisadores doutores credenciados, sendo 12 do corpo de docentes do DECiv e 3 colaboradores externos. Destes, 5 possuem pós-doutorado, sendo 3 no exterior; 5 docentes são bolsistas CNPq em Produtividade em Pesquisa. Dois docentes internos são credenciados no PPGEU e no PPGCiv. 
Os docentes do PPGCiv são líderes de 5 grupos cadastrados no CNPq e participam de grupos liderados pela USP e 2 redes de pesquisa colaborativa - CAPES e FINEP, formada por: UFRGS, USP, UFBA, UFC, UEL. Estas pesquisas possuem abordagem moderna de gestão, como a construção enxuta, e temas de importância social e ambiental, como os canteiros de obras sustentáveis.
Assim, o PPGCiv participa de pesquisas conjuntas com outras universidades procurando interagir e somar esforços com outros pesquisadores no sentido de consolidar o conhecimento produzido na universidade no âmbito nacional, com participação do setor produtivo e da sociedade em geral.
Até dezembro de 2010 foram 76 mestres formados e conta atualmente com 31 alunos ativos e 17 selecionados para 2011. Destes, 9 são bolsistas DS/CAPES em atividade. Para 2011, serão implementadas também 2 bolsas da rede Pró-engenharias da Capes e mais 1 do REUNI/CAPES.
Diversos egressos do PPGCiv têm continuado suas pesquisas de doutorado em outras universidades paulistas, contando com o apoio e indicação dos docentes orientadores do mestrado. Diversos egressos têm atuado como profissionais em empresas de renome do setor da construção civil, procurando manter vínculos com a UFSCar. 
Professores do programa também participam ativamente do desenvolvimento de normas técnicas nacionais (ABNT) e internacionais (ACI/ASCE/TMS), sendo essa uma importante contribuição do corpo docente ao setor produtivo e de transferência do conhecimento produzido pela universidade para a sociedade como um todo.
Na última avaliação feita pela Capes, o PPGCiv teve seu conceito mantido em 4, refletindo o esforço de professores e alunos na manutenção da qualidade sem esquecer o compromisso social e seu papel de gerador e transformador de conhecimento. Há, entretanto, que se continuar investindo na melhoria das condições de infraestrutura para melhorar o desenvolvimento das pesquisas.
O êxito no pleito desta proposta melhorará as condições para que o Programa submeta à CAPES uma proposta para a criação do Doutorado, agregando maior número de alunos novos e egressos do mestrado. 
Dentre as melhorias necessárias para atender aos programas, destaca-se a implantação de um prédio, no caso o EPIEC, visando concentrar e integrar as atividades administrativas e de pesquisa, que ocorrem de forma descentralizada. Isto permitirá uma maior sinergia entre os envolvidos - funcionários administrativos, pós-graduandos, docentes/ pesquisadores e colaboradores. Cabe destacar que o presente pleito, caso contemplado, contribuirá para a melhoria dos atuais conceitos de classificação na CAPES.  

Descrição das Obras e dos Principais Equipamentos:

LABORATÓRIOS DOS GRUPOS DE PESQUISA

A única obra pleiteada é o EPIEC, que terá aproximadamente 803 m2, a um custo previsto de R$ 1.600.000,00. Seus laboratórios, localizados no pavimento superior, proporcionarão condições para o adequado desenvolvimento de atividades coletivas e de trabalho em equipe.

Laboratório de Estudos em Transportes e Trânsito (LETT)
O LETT, com uma área de 37,5 m2, abrigará os grupos de pesquisa NEMS - Núcleo de Estudos sobre Mobilidade Sustentável e GETTL - Grupo de Estudos em Trânsito, Transportes e Logística. O NEMS desenvolve estudos sobre a mobilidade sustentável, objetivando incentivar o uso do transporte coletivo e dos transportes não motorizados nas cidades brasileiras de porte médio, além de promover equidade e mobilidade das pessoas com dificuldade de locomoção. São desenvolvidos pelo Núcleo softwares, modelagens e simulações. O GETTL realiza pesquisas nos campos de engenharia e segurança de trânsito, transporte com qualidade e logística urbana, visando melhorar a segurança, a mobilidade e a qualidade de vida das pessoas.

Laboratório de Construção Civil Sustentável (LCCS)


O LCCS, com 50,6 m2, dará suporte aos grupos de pesquisa GESEC - Grupo de Estudos em Sustentabilidade e Eco-eficiência em Construção Civil e Urbana e NUPRE - Núcleo de Pesquisa em Racionalização e Desempenho de Edificações. O GESEC pesquisa a eco-eficiência e a sustentabilidade nas edificações e na infraestrutura urbana, estudando o reuso de resíduos em materiais e componentes, a disseminação de materiais ambientalmente amigáveis, a eficiência energética e o conforto ambiental. O NUPRE desenvolve pesquisas relacionadas à racionalização e desempenho sustentável de edificações.

Laboratório de Estruturas e Sistemas Construtivos (LESC)


O LESC ocupará 50,6 m2, abrigando os grupos de pesquisa GESC - Sistemas Construtivos de Edificações, CMM - Desenvolvimento de Sistemas Estruturais para Construções Metálicas e Mistas e NETPRE - Núcleo de Estudo e Tecnologia em Pré-Moldados de Concreto. O GESC tem como principal função o desenvolvimento de ferramentas gráficas de estruturas de concreto e o LESC servirá de local para estudo, treinamento e reunião de alunos do grupo. O CMM estuda o comportamento local das interfaces aço-concreto e regiões de ligação em estruturas metálicas e mistas de aço e concreto para subsidiar ensaios em modelos físicos e o desenvolvimento de rotinas de projeto destas estruturas. Suas atividades envolvem o desenvolvimento de modelagem e de simulação numérica em pacotes computacionais. O NETPRE desenvolve pesquisas sobre a tecnologia dos sistemas pré-fabricados de concreto, envolvendo tanto aspectos do projeto quanto de processos produtivos, além de realizar treinamento de alunos de graduação.

Laboratório de Saneamento Ambiental (LSA)


O LSA, com 50,6 m2, abrigará os grupos de pesquisa G-Hidro - Sistemas Hídricos Urbanos e GER - Grupo de Estudos e Pesquisas em Resíduos e Resíduos Perigosos de Universidades. O G-Hidro tem por objetivo pesquisar sistemas hídricos pluviais e sanitários, com ênfase em monitoramento e modelagem hidrológica. O GER tem como principal objetivo o estudo e pesquisa de resíduos e resíduos perigosos de universidades, desenvolvendo atividades de simulação, modelagem e avaliação de impactos ambientais desses resíduos.

Laboratório de Sustentabilidade Integrada (LSI)


O LSI terá 37,5 m2, abrigando os grupos de pesquisa SUR - Sustentabilidade Urbana e Regional, GAU - Gestão do Ambiente Urbanizado e as atividades do projeto INFOHAB/HABITARE - Centro de Referência e Informação em Habitação Social.
O SUR desenvolve estudos e pesquisas sobre processos e fenômenos existentes no território urbanizado, tendo como referência os princípios e diretrizes da sustentatibilidade. O GAU desenvolve pesquisas em gestão, planejamento e tecnologias aplicadas à Engenharia Urbana, envolvendo a análise sobre a propriedade e a prática da aplicação de instrumentos de planejamento e gestão do território, os impactos de grandes projetos urbanos e a normatização da ordenação e controle do uso e ocupação do solo. O INFOHAB/HABITARE desenvolve pesquisa de inovação tendo como objetivo a modernização do setor de habitação e o ambiente construído, buscando contribuir para o atendimento das necessidades habitacionais nacionais. 

Laboratório de Geoporocessamento e Mapeamento Geoambiental (LGMG)


O LGMG, com área de 50,6 m2, abrigará os grupos de pesquisa GEOAPLN - Geologia de Planejamento do Meio Físico e o NGEO - Núcleo de Geoprocessamento. O GEOAPLN tem desenvolvido atividades que geraram documentação, nas formas de texto e de cartografia, nas áreas de planejamento urbano, suburbano e regional e geologia ambiental. Numa atividade contemporânea está se iniciando a divulgação desse conhecimento através das diversas mídias. O NGEO tem a finalidade de dar apoio ao desenvolvimento de pesquisas de planejamento urbano e regional, utilizando equipamentos de informática e programas de sistemas de informações geográficas.

Os laboratórios do EPIEC deverão abrigar basicamente equipamentos de informática - computadores de alta capacidade, notebooks, impressoras, plotters, data shows, scanners e mesas digitalizadoras. O LETT contará ainda com equipamentos para coleta e análise de dados sobre os deslocamentos urbanos - GPSs e palmtops. O LSA terá também equipamentos de medidas hidráulicas e hidrológicas.


Vários equipamentos estão adquiridos e encontram-se em uso em locais não adequados, devendo ser remanejados para os laboratórios do EPIEC. Os demais equipamentos e a rede de lógica do prédio deverão ser adquiridos através de outra fontes de financiamento.

ESPAÇOS COMUNS

Laboratórios Multiuso de Informática (LMI-EU e LMI-Civ) - compreendem dois laboratórios de 39,6 m2 cada um, localizados no pavimento superior do EPIEC. No LMI-EU e no LMI-Civ serão, preferencialmente, desenvolvidas atividades de pós-graduandos, pós-doutorandos e de alunos de Iniciação Científica vinculados a pesquisas não enquadradas para o apoio específico dos demais laboratórios.
Auditório para 70 lugares - com área de 122,8 m2, no pavimento térreo, dotado de equipamentos para projeção, áudio multimídia e infraestrutura para videoconferência. Visa atender a demanda de palestras, seminários e outras atividades de interesse das pesquisas, além de abrigar defesas de mestrado e doutorado.
Salas para pós-doutorandos e professores/ pesquisadores visitantes - são duas salas de 12,6 m2 cada uma, no pavimento superior, junto aos laboratórios. Destinadas a pesquisadores colaboradores dos programas, devendo ser equipadas equipamentos de informática.
Sanitários - os sanitários masculinos e femininos, assim como os sanitários para PNEs (portadores de necessidades especiais) serão alocados no pavimento térreo, próximo ao auditório buscando atender a todo o público dos novos espaços construídos. 
Hall de entrada e áreas de circulação interna - tanto no piso superior como no térreo serão destinadas áreas de circulação visando acesso aos ambientes e fazendo a ligação com o prédio existente de dois pavimentos do DECiv, tendo em vista que o EPIEC será contíguo ao mesmo. 
Áreas de circulação externa - as áreas destinadas a acessos e circulação externa, no pavimento térreo serão cobertas e abertas a fim de atender às diretrizes do Plano diretor do Campus e dar continuidade aos caminhos existentes.
Elevador para PNEs - elevador para dois pavimentos, de fuso mecânico e de caixa enclausurada, atendendo normas e padrões construtivos definidos pela UFSCar.

Todos os laboratórios, o auditório e a sala de multimídia e videoconferência deverão ser conectados à rede de lógica existente do Departamento de Engenharia Civil.  



Subprojeto 8:

Sigla:

BIBLIOS

Título:

Revitalização e Adequação da Estrutura Física e Lógica das Bibliotecas da UFSCar

Objetivo:

Este subprojeto tem por objetivo a revitalização e adequação dos ambientes do complexo de edifícios das bibliotecas dos campi de São Carlos e Sorocaba. Pretende-se ampliar as condições de conservação, preservação e segurança do patrimônio público, formado por seus acervos, mobiliário, equipamentos e dos próprios edifícios. Tem por finalidade garantir a segurança física dos alunos, docentes, pesquisadores, servidores e comunidade em geral que freqüentam as bibliotecas, seus espaços e auditórios. Visa ainda ampliar os espaços com postos de estudo, tornando o ambiente mais propício à pesquisa e à capacitação de usuários.  

Justificativa e Relevância:

A Biblioteca Universitária como instrumento de apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão, cumpre um papel determinante para a instituição a qual está inserida, para toda a comunidade do seu país e mundial.
Diversas são as funções de uma Biblioteca Universitária, entre elas servir como um repositório disseminador do conhecimento gerado dentro da universidade, tornando-se o elo entre o conhecimento e o usuário, dando maior visibilidade à Instituição.
Outra função importante é o papel estratégico das bibliotecas universitárias na moderna sociedade da informação, quebrando paradigmas e agindo como organizações estratégicas que detêm a informação e promovem a democratização do conhecimento, com o uso das novas tecnologias de informação e comunicação. (MIGUEL; AMARAL, 2011). 
Bibliotecas universitárias desempenham papéis diferenciais tanto na atuação efetiva da geração e disseminação do conhecimento para pesquisas científicas, como seus acervos contribuem para o reconhecimento e avaliação dos cursos oferecidos pela Instituição à que estão vinculadas.
Segundo Fujino e Hyodo (2006, p. 7) "a produção científica decorrente das pesquisas desenvolvidas em universidades, oferece mais do que apenas indicadores de avaliação institucional. Os novos conhecimentos gerados nessas pesquisas têm repercussões não apenas na comunidade científica nacional, mas servem de medida para o avanço científico do país em relação à comunidade internacional".
Para Damasio (2004, p. 15), quando analisamos o papel das bibliotecas universitárias no contexto da ciência e tecnologia, temos que ela é o principal recurso para as universidades conseguirem informação, tanto científica e tecnológica, como para indústria e negócios.
Para cumprir sua missão, as bibliotecas necessitam de constantes ajustes e manutenção em suas estruturas físicas, adaptando e ampliando espaços no sentido de oferecer condições adequadas de estudo, pesquisa e atividades de extensão para toda a comunidade atendida.
O Sistema de Bibliotecas da UFSCar (SiBi-UFSCar) compreende três bibliotecas com características próprias, adequadas à realidade dos campi onde se localizam: a Biblioteca Comunitária no campus de São Carlos (BCo), a Biblioteca Setorial do Campus de Araras (BSCA) e a Biblioteca do campus de Sorocaba (BSo). O SiBi-UFSCar tem como missão fornecer acesso à informação técnico-científica e cultural à comunidade universitária, auxiliando docentes, alunos de graduação, pós-graduação, servidores e a comunidade em geral em suas pesquisas.
Quanto à sua importância no incremento à pesquisa, o SiBi-UFSCar participou e foi contemplado em diversos editais e projetos de órgãos de fomento, tais como o PADCT, projetos de infra-estrutura e programa FAP-Livros da FAPESP, em várias edições. 
Outros recursos significativos foram captados através do envio de projetos para Emendas Parlamentares como: a troca de caixilhos, impermeabilização da cobertura e aquisição de acervo de literatura infantil, comprovando a competência e mobilização da equipe dos servidores da BCo. 
A oferta de produtos e serviços no SiBi-UFSCar tem papel fundamental no desenvolvimento, crescimento e excelência alcançados pela UFSCar nos seus quarenta anos de existência.
O acesso à informação pela comunidade acadêmica nas bibliotecas do sistema, oferece ao usuário oportunidades para ampliar seus conhecimentos, melhorar sua formação acadêmica e profissional, tendo como benefícios o avanço da pesquisa científica, da inovação tecnológica e dos empreendimentos na sociedade.
A partir dos recursos informacionais disponibilizados nas bibliotecas do SiBi, o usuário pode tornar-se um produtor de informação, retroalimentando o sistema de produção do conhecimento, dando maior visibilidade à informação produzida na própria universidade e democratizando o seu uso.
De outro lado, o sistema de bibliotecas se responsabiliza pela organização, preservação e conservação do registro da informação em diversos formatos, possibilitando a consulta e preservação da memória do conhecimento humano.
A ação cultural das bibliotecas do SiBi-UFSCar, por meio dos seus projetos de extensão, traz como benefícios a reflexão sobre a cultura, interação com as comunidades em que atuam, desenvolvimento e inclusão social.
Para oferecer produtos e serviços de excelência, as bibliotecas contam com 120 colaboradores entre funcionários, estagiários, bolsistas e terceirizados, para atender a uma demanda diária de aproximadamente 1.200 usuários.
O edifício da BCo é composto pela Biblioteca Comunitária, Auditórios e Área de Convivência, sendo que os auditórios são freqüentemente utilizados na realização de eventos técnico-científicos, palestras e reuniões que visam atender demandas dos grupos de pesquisa da Universidade.
Atualmente, os edifícios das bibliotecas de São Carlos e Sorocaba necessitam de melhorias e adequações na sua estrutura física para manter seu funcionamento, garantir a segurança de seus colaboradores e usuários e ampliar os espaços de estudo, especialmente para alunos de iniciação científica, pós-graduandos e pesquisadores. Alguns problemas são de ordem prioritária, os quais citamos a seguir.
O edifício da BCo foi construído há 17 anos e por isso necessita de reparos na sua estrutura, pois vem apresentando problemas como rachaduras, goteiras e vazamentos nos caixilhos devido às chuvas, tendo como conseqüência danos ao acervo, exigindo reparos constantes, e em alguns casos, a perda do material. O prédio também apresenta problemas freqüentes em paredes e telhados, os quais poderiam ser amenizados com uma reforma estrutural mais efetiva. Verbas obtidas de outros projetos já foram utilizadas para a troca dos caixilhos da face norte do edifício, resolvendo a situação nesta face, tornando imprescindível a troca na face sul.
Os auditórios apresentam problemas de infiltração de água, umidade nas paredes causando danos às instalações elétrica e lógica, comprometendo seu funcionamento e uso.
O edifício da Biblioteca de Sorocaba necessita adequar seus espaços para proporcionar melhores condições de estudo para os grupos de pesquisa, pós-graduação e iniciação científica, com a instalação de divisórias e pontos de rede elétrica e lógica.
Considerando os problemas apontados, surgem como conseqüência, danos na instalação elétrica, podendo ocorrer apagões, incêndios, queima de equipamentos e dispositivos, fechamento da biblioteca para reparos. A não resolução, ou soluções paleativas, podem desencadear uma série de despesas constantes com reparos que voltam a causar problemas, além da interrupção dos serviços da biblioteca, prejudicando alunos e pesquisadores.
Diante do uso de novas tecnologias cada vez mais essenciais à formação e à pesquisa, são necessárias a manutenção e ampliação da rede elétrica e da rede lógica que possibilitem a instalação de novas funcionalidades, equipamentos e dispositivos. 

Referências

DAMASIO, E. O papel das bibliotecas universitárias e da informação para indústria e negócios perante o projeto de lei federal lei de inovação que prevê a utilização da iniciativa privada no desenvolvimento científico e tecnológico. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 13., 2004, Natal. Anais... Natal : UFRN, 2004. v. 1.

FUJINO, A.; HYODO, T. Produção e difusão do conhecimento científico: o potencial de contribuição da Biblioteca Universitária na formação de redes acadêmicas. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 14., 2006. Anais... Salvador: UFBA, 2006. Disponível em: . Acesso em: 21 fev. 2011.

MIGUEL, N. M. D.; AMARAL, R. R. A Biblioteca Universitária e as novas tecnologias. Disponível em: . Acesso em: 24 fev. 2011.  


Impactos Previstos:

Sendo o subprojeto de caráter transversal nos campi de Sorocaba e São Carlos da UFSCar, o impacto previsto será o aumento na quantidade e qualidade das atividades de pesquisa realizadas pelos docentes, pesquisadores e alunos de pós-graduação e de iniciação científica. 
¦O subprojeto é tipicamente um investimento na infraestrutura que tem forte influência nas atividades de pesquisa de todas as áreas de conhecimento abrangidas por esses dois campi pois desde as pesquisas de cunho mais teóricos àqueles de cunho mais tecnológico tem como metodologia de pesquisa o levantamento bibliográfico, estudos, discussões e apresentação- divulgação dos resultados, atividades estas todas dependentes da infraestrutura do Sistema de Bibliotecas da UFSCar.  

Qualificação das Pós-Graduações vinculadas ao subprojeto:

O presente subprojeto, sendo um do tipo transversal, irá atender todos os programas de Pós-Graduação da UFSCar, incluindo os docentes pesquisadores e os alunos de mestrado e doutorado. 
Assim, o subprojeto tem como suporte do pleito os 37 Programas de Pós-Graduação em em funcionamento, com 34 cursos de Mestrado Acadêmico, 4 cursos de Mestrado Profissional e 22 de Doutorado, com cerca de 2,8 mil alunos. Paralelamente, em cerca de 20 cursos de especialização (pós-graduação lato sensu), outros cerca de 1,5 mil alunos são atendidos, o que leva o total de alunos de pós-graduação a mais de 4 mil. 

Os programas de pós-graduação da UFSCar estão distribuídos em cinco centros acadêmicos (Centro de Ciências Agrárias - CCA, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS, Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia - CCET, e Centro de Educação, Ciências Humanas - CECH e Campus de Sorocaba). A seguir, são listados os 37 programas e seus conceitos obtidos no triênio 2007-2009 (ou, no caso de cursos novos, o conceito inicial). Entre parênteses o centro a que o programa está vinculado e o ano de início de seu curso de Mestrado(M), Doutorado(D) e Mestrado Profissional (MP), conforme o caso:

- Agricultura e Ambiente - 3 (CCA, M/2010)
- Agroecologia e Desenvolvimento Rural - 3 (CCA, M/2006)
- Antropologia Social - 4 (CECH, M/2007, D/2008)
- Biotecnologia - 4 (CCET, M/2004, D/2004)
- Ciência da Computação - 4 (CCET, M/1988, D/2008) 
- Ciência dos Materiais - 3 (Campus Sorocaba, M/2009)
- Ciência e Engenharia de Materiais - 7 (CCET, M/1979, D/1987)
- Ciência Política - 4 (CECH, M/2008, D/2008)
- Ciência, Tecnologia e Sociedade - 3 (CECH, M/2008)
- Ciências Fisiológicas - 5 (CCBS, M/1994, D/1997)
- Construção Civil - 4 (CCET, M/2002)
- Diversidade Biológica e Conservação - 3 (Campus Sorocaba, M/2009)
- Ecologia e Recursos Naturais - 5 (CCBS, M/1976, D/1976)
- Economia - 3 (Campus Sorocaba, M/2010)
- Educação - 5 (CECH, M/1976, D/1991)
- Educação Especial - 6 (CECH, M/1978, D/1997) 
- Enfermagem - 3 (CCBS, M/2008)
- Engenharia de Produção - 5 (CCET, M/1992, D/1999)
- Engenharia de Produção - Sorocaba - 3* (Campus Sorocaba, M/2011)
- Engenharia Química - 7 (CCET, M/1982, D/1990)
- Engenharia Urbana - 3 (CCET, M/1994, D/2007)
- Ensino de Ciências Exatas - 3 (CCET, MP/2008)
- Estatística - 4 (CCET, M/1997, D/2006)
- Estudos de Literatura - 3* (CECH, M/2011)
- Filosofia - 5 (CECH, M/1988, D/2002)
- Física - 5 (CCET, M/1988, D/1991)
- Fisioterapia - 6 (CCBS, M/1997, D/2001)
- Genética e Evolução - 5 (CCBS, M/1991, D/1991)
- Gestão da Clínica - 3* (CCBS, MP 2011)
- Imagem e Som - 3 (CECH, M/2008)
- Lingüística - 3 (CECH, M/2005)
- Matemática - 5 (CCET, M/1987, D/1997)
- Psicologia - 5 (CECH, M/2008, D/2008)
- Química - 7 (4 para MP) (CCET, M/1980, D/1987, MP/2008)
- Sociologia - 5 (CECH, M/2008, D/2008)
- Sustentabilidade na Gestão Ambiental - 3* (Campus Sorocaba, MP/2011)
- Terapia Ocupacional - 3* (CCBS, M/2010)

* conceito atribuído na aprovação inicial de criação do programa/curso

Durante o ano de 2010, nos programas de pós-graduação da UFSCar foram realizadas 686 defesas, sendo 486 de Mestrado e 200 de Doutorado (o maior número anual já registrado, 64 a mais que o recorde anterior, de 622 defesas no ano de 2009), sendo que até o final de 2010 a UFSCar totalizou 5.524 defesas de mestrado e 2.255 de doutorado. Cabe destacar que uma fração significativa dos alunos (mais de 60 % dos mestrandos e 70% dos doutorandos) foi atendida por bolsas de estudo dos principais órgãos de fomento à pós-graduação do país.  


Descrição das Obras e dos Principais Equipamentos:

O subprojeto trata de duas obras:

OBRA : Reforma do Edifício para Pesquisa da Biblioteca Comunitária - BIBLIOS - Campus S Carlos, R$1.100.000,00


OBRA : Reforma do Edifício para Pesquisa da Biblioteca - BIBLIOS - Campus Sorocaba. R$142.000,00

A primeira obra, do Campus de São Carlos envolve um edifício com 9.000m2 e com idade aproximada de 18 anos, com regular estado de conservação, mas que apresenta sérias patologias em sua superestrutura (concreto armado aparente) tais como, trincas, fissuras e inúmeros pontos de infiltração, bem como, infiltrações em vários pontos da cobertura, das lajes de cobertura(abóbodas), nas alvenarias de fechamento e baldrames, comprometendo assim todo o acervo técnico ali arquivado.


Qto aos sanitários, há inúmeros vazamentos e comprometimento no escoamento do esgoto, na qual deverão ser revisadas e reparadas todas as instalações hidrossanitárias, o mesmo ocorrendo com as instalações para combate a incêndio e captação de águas pluviais.
Qto as instalações elétricas, de telefonias e de lógica deverá haver uma total revisão e em especial, a revisão em todo o Sistema de Proteção contra Descarga Atmosférica (SPDA).
Como a estanqueidade dos atuais caixilhos (janelas) não são apropriados, se faz necessária a substituição dos mesmos pelo modelo maxim-ar.

A segunda obra trata de um edifício com 1.686,94 m2 relativamente novo (dois anos) no campus de Sorocaba (que também é novo, tendo iniciado as suas atividades em 2006). A necessidade do investimento solicitado são para a instalação de Brises junto ás janelas que, embora constem no projeto do edifício, por falta de recursos não foram instalados. Os brises estão fazendo grande falta pelo fato da insolação estar comprometendo o acervo de livros e revistas da bilioteca. Além de bloquear a luz direta do sol para dentro da Biblioteca, os brises serviriam também como um elemento a mais para segurança pois dificultaria o acesso às janelas. Ainda nessa obra consta a instalação de divisórias e de rede elétrica e lógica nessa área das divisórias. Isso se faz necessário porque parte da area da biblioteca, por falta de espaço de secretarias dos programas de pós-graduação, estava sendo usado para administração; com a conclusão do novo edifício no campus de Sorocaba, essa área poderá finalmente ser usado para os objetivos reais que são ambientes de estudo e pesquisa dos pesquisadores. Para tanto uma adequação com a divisão de ambientes adequados e com infraestrutura de conecção com rede de lógica são necessários.  



Subprojeto 9:

Sigla:

LABPE

Título:

Laboratório de Pesquisa em Educação

Objetivo:

Essa proposta tem como objetivo solicitar recursos para a construção de um edifício destinado ao atendimento das necessidades do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), reconhecido de acordo com a Portaria MEC no 524 de 29/04/2008 e sob o código 33001014001P-0 junto à CAPES. Busca-se, com a solicitação, garantir condições adequadas para o trabalho realizado pelo PPGE/UFSCar, que é nacionalmente reconhecido. Contando, basicamente, com um corpo discente constituído por profissionais interessados em pesquisa e docência em nível superior, o PPGE vem sendo cada vez mais procurado nos últimos anos, por docentes e outros profissionais da área de Educação de várias Instituições do país. Desde a sua criação em 1975, foram defendidas, até janeiro de 2011, 222 teses e 690 dissertações. No último triênio, o PPGE/UFSCar foi avaliado pela CAPES com conceito 5.
Com relação ao porte do trabalho realizado pelo Programa, o ano de 2010 serve de mostra da grande procura de candidatos a mestrado e doutorado, bem como de número de defesas de dissertações e teses. Seu último processo seletivo, ocorrido em 2010, contou com 370 inscritos. Com 180 alunos regularmente matriculados no ano, 103 de Doutorado e 77 de Mestrado, 24 obtiveram o título de mestre e outros 20 o título de doutor. 
Dentre outras características, o PPGE se destaca por apresentar linhas de pesquisa consolidadas e produção acadêmica de referência nacional. Atualmente, o corpo docente do programa conta com 47 professores/pesquisadores, dos quais 11 permanentes e 2 colaboradores possuem bolsa PQ do CNPq (28 %). Vários docentes já realizaram ou estão em vias de realizar pós-doutorado.
Criado em 1975 por um grupo de educadores liderados pelo professor Dermeval Saviani e pela professora Bernardete Gatti, o PPGE/UFSCar iniciou suas atividades com o curso de Mestrado, um dos primeiros do País, organizado em duas áreas de concentração. Em 1991, implantou o Doutorado, mantendo sua estrutura em duas áreas de concentração. Em 2010, após dois anos de intensas reflexões e trabalhos, os pesquisadores vinculados ao Programa chegaram a um novo desenho de sua organização: uma única área de concentração, "Educação", que congrega sete linhas de pesquisa: "Educação em Ciências e Matemática", "Educação Escolar: Teorias e Práticas", "Educação, Cultura e Subjetividade", "Estado, Política e Formação Humana", "Formação de Professores e outros Agentes Educacionais, novas Tecnologias e Ambientes de Aprendizagem", "História, Filosofia e Sociologia da Educação", "Práticas Sociais e Processos Educativos" e "Práticas Sociais e Processos Educativos". 
Com a reformulação, o PPGE passou a ser dirigido por uma Comissão de Pós-Graduação (CPG) e Coordenadoria, composta por um Coordenador e um Vice-Coordenador eleitos pelos docentes. A CPG é composta pela Coordenadoria e por representantes docentes de cada uma das Linhas de Pesquisa, eleitos entre os pares, e um representante discente também eleito por seus pares. 
Uma vez obtidos, os recursos serão empregados para a construção de edifício que atenda às necessidades tanto da crescente expansão do PPGE, quanto de sua reorganização. No presente edital solicitamos 07 (sete) laboratórios de pesquisa, 1 (um) auditório, 2 (duas) salas de defesas de teses e dissertações, 1 (uma) sala de estudos para os alunos de mestrado e doutorado, 1 (uma) sala de vídeo-conferência, 1 (uma) sala de acervo das teses e dissertações do Programa, 1 (uma) sala de secretaria, 1 (uma) sala do coordenador-pesquisador das sete linhas de pesquisa, 1 (um) laboratório de informática aplicado à pesquisa em educação, 2 (duas) salas de banco de dados de pesquisa em educação, 1 (uma) sala para equipamentos e apoio técnico para pesquisas. Além dos espaços acima descritos, o edifício projetado contemplará os demais espaços comuns a seus usuários, tais como saguão de entrada, áreas de circulação, escadas, banheiros, copa, depósito, switch, shaft etc.  

Justificativa e Relevância:

A edificação que será construída destina-se, principalmente, ao abrigo de laboratórios de pesquisa das sete linhas que compõem o Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UFSCar. Os professores que integram cada uma dessas linhas são profissionais de ampla capacidade de pesquisa, ensino e extensão. Apresentam-se, a seguir, informações sobre as linhas de pesquisa - em ordem alfabética - e seus respectivos professores-pesquisadores, com o escopo de explicitar e justificar as necessidades da edificação. 
1.¦A linha "Educação em Ciências e Matemática" foi criada em resposta à demanda crescente de profissionais da área de Ciências da Natureza pela Pós-graduação em Educação. Mais recentemente, a ampliação do corpo docente no DME/UFSCar e de pesquisadores dentro destas áreas, bem como a concentração de cursos de licenciatura na área de Ciências Naturais na UFSCar (Biologia, Física, Química, Matemática) tem gerado uma demanda específica. Desta forma, desde 2003, a linha tem incorporado outras professoras e, em 2010, passou a ser denominada de "Educação em Ciências e Matemática". Os principais eixos temáticos da linha são: formação de professores de Ciências e Matemática; processos de ensino e de aprendizagem de Ciências e Matemática; educação científica e matemática nas suas relações com a Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente em contextos formais e informais; o currículo e a ciência como cultura e a História e a Filosofia da Ciência e da Matemática. Docentes que compõem atualmente a linha: Dra. Alice Helena C. Pierson, Dra. Cármen Lúcia B. Passos (PQ), Dra. Denise de Freitas (PQ), Dra. Denise Silva Vilela, Dra. Josimeire Meneses Julio, Dra. Maria do Carmo de Sousa, Dra. Renata Prenstteter Gama e Dra. Vânia Gomes Zuin. 

2.¦A linha "Educação Escolar: Teorias e Práticas" dedica-se à investigação de teorias e práticas de ensino, de aprendizagem e de gestão educacional, desenvolvidas nos diferentes níveis e graus de ensino, incluindo-se a universidade. Seus principais eixos temáticos de investigação são: a) conteúdos e metodologias de ensino; b) currículo ideal e currículo real; c) currículo oculto; d) processos de interação e de socialização; e) relação entre saberes e culturas na escola; f) avaliação e aprendizagem; g) gestão educacional; h) desenvolvimento cultural da criança. Tais temáticas são abordadas sob duas vertentes: comunicativo-crítica (teóricos da pedagogia crítica e das teorias da ação comunicativa e da dialogicidade); e do materialismo histórico-dialético (teóricos da psicologia Histórico-Cultural e da filosofia da linguagem/teoria da enunciação). Seus pesquisadores(as) têm histórico de atuação junto às redes de ensino público local, nacional e em outros países, na pesquisa, na formação de profissionais e na implantação de políticas públicas. Compõem a linha os seguintes professores: Dr. Celso Aparecido L. Conti, Dra. Claudia R. Reyes, Dra. Emília F. de Lima, Dra. Maria Ap. Mello e Dra. Roseli R. de Mello (PQ).

3.¦A linha "Educação, Cultura e Subjetividade" tem como objetivo investigar as formas de constituição das subjetividades nas práticas sócio-culturais e suas manifestações nos processos educacionais. Seus principais eixos temáticos são: relações de poder e cultura organizacional; indústria cultural e educação; diferenças e estudos culturais; infância e experiência; violência, cultura e educação. Pesquisadores envolvidos: Dra. Anete Abramowicz (PQ), Dr. Antônio Álvaro Soares Zuin (PQ), Dr. Luíz Roberto Gomes; Dr. Nilson Fernandes Dinis (PQ), Dra. Sandra Aparecida Riscal e Dra. Maria Cecília Luiz. 

4.¦A linha "Estado, Política e Formação Humana" tem como principais objetivos: investigar os aspectos institucionais, organizacionais e culturais das práticas sociais; investigar os embates políticos, por meio do estudo do movimento das idéias pedagógicas, na elaboração e implantação das políticas públicas; analisar as relações entre o trabalho do professor e as identidades institucionais e profissionais; abordar as relações entre políticas públicas, gestão e organização do trabalho, sociabilidade/subjetividade e processos de saúde-doença. Seus principais eixos temáticos são: Estado, Políticas Públicas e Movimentos Sociais; Cultura e Formação Humana; Trabalho, Identidade e Educação. Pesquisadores envolvidos: Dra. Alessandra Arce (PQ), Dr. Eduardo Pinto e Silva, Dr. João dos Reis Silva Júnior (PQ), Dr. José Carlos Rothen, Luiz Bezerra Neto, Dr. Manoel Nelito Matheus Nascimento, Dra. Maria Cristina dos Santos Bezerra. 

5.¦Na linha "Formação de Professores e outros Agentes Educacionais, novas Tecnologias e Ambientes de Aprendizagem" investigam-se: processos presenciais e virtuais de formação básica e continuada; socialização e profissionalização de professores e outros agentes educacionais nas dimensões históricas, sociais, cognitivas, éticas e afetivas para diferentes níveis, modalidades de ensino, áreas de conhecimento, contextos educacionais, fases da carreira docente; construção da base de conhecimento para o ensino e estudo de variáveis intervenientes nesse processo: TIC, políticas públicas, cultura da escola, entre outras. Seus principais eixos temáticos são: processos presenciais e virtuais de formação básica e continuada socialização e profissionalização de professores; construção da base de conhecimento para o ensino e estudo de variáveis intervenientes nesse processo: TIC, políticas públicas, cultura da escola, entre outras; a influência/impacto de propostas/reformas/políticas educacionais sobre processos de aprendizagem e desenvolvimento profissional da docência; processos de construção da docência considerando diferentes contextos e momentos que envolvem processos de ensino e aprendizagem. Pesquisadores envolvidos: Dra. Aline M. de M. R. Reali (PQ), Dr. Daniel Ribeiro Silva Mill, Dra. Maria da Graça N. Mizukami (colaboradora - PQ), Dra. Maria Iolanda Monteiro, Dra. Regina M. S. P. Tancredi, Dra. Rosa M. M. Anunciato de Oliveira.

6.¦A linha "História, Filosofia e Sociologia da Educação" tem como objetivo principal desenvolver pesquisas sobre história, filosofia e sociologia da educação. Além disso, promove estudos sobre instituições escolares. Seus principais eixos temáticos são: História da Educação: da Antigüidade aos dias atuais; História da Educação Brasileira: da pedagogia brasílica aos dias atuais; Filosofia da Educação: da Paidéia homérica à concepção omnilateral de formação humana contemporânea; as correntes filosóficas na Educação Brasileira: da Colônia aos nossos dias; aplicação das correntes clássicas da Sociologia da Educação para a compreensão dos fenômenos relacionados à escolaridade da juventude. Pesquisadores envolvidos: Dra. Adriana Mattar Maamari, Dr. Amarilio Ferreira Jr. (PQ); Dr. Carlos Roberto Massao Hayashi; Dra. Ester Buffa (colaboradora - PQ); Dra. Maria Cristina Piumbato Innocentini Hayashi; Dra. Marisa Bittar (PQ); Dr. Paolo Nosella; Dra. Roseli Esquerdo Lopes e Dr. João Virgílio Tagliavini. 

7.¦A linha "Práticas Sociais e Processos Educativos" tem como objetivo principal investigar características de movimentos sociais e de comunidades, bem como pesquisar de modo se desenvolvem preconceito, racismo e discriminações, visando engendrar políticas educacionais que ofereçam resistência a tais práticas. Seus principais eixos temáticos são: ações culturais e compromisso social, como por exemplo, educação musical; condições de vida e fortalecimento de comunidades; construção do corpo feminino\masculino, sexualidade e trabalho; práticas de saúde; processos educativos de crianças, de jovens e de adultos em espaços de lazer, de trabalho, de luta social; e educação de jovens e adultos em situação de privação de liberdade. Pesquisadores envolvidos: Dra. Aida Victoria Garcia Montrone; Dra. Elenice Maria Cammarosano Onofre; Dra. Ilza Zenker Leme Joly; Dr. Luiz Gonçalves Junior; Dra. Maria Waldenez de Oliveira; Dra. Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva.  


Impactos Previstos:

A construção de tal edificação certamente possibilitará o incremento das atividades de pesquisa, cujos resultados se tornarão públicos na forma de artigos publicados em periódicos de seletiva política editorial, livros e capítulos de livros e apresentações e publicações de trabalhos em anais de congressos nacionais e internacionais. A seguir, serão apresentadores indicadores balizados nas atuais produções docente e discente. 

1) Formação de Recursos Humanos: 

Quarenta e quatro alunos de doutorado e mestrado defenderam suas respectivas teses e dissertações no ano de 2010, sendo 24 teses de doutorado e 20 dissertações de mestrado. É importante observar que os alunos defenderam seus trabalhos dentro dos prazos de no máximo 30 meses para dissertações e 48 meses para teses. 

2) Publicações 

2.1) Produção docente: no caso dos orientadores de mestrado, as publicações têm sido de, ao menos, 3 produtos/docente na forma de artigos científicos publicados em periódicos de seletiva política editorial, livros e capítulos de livros, sendo dois deles publicados, no mínimo, em produtos de nível Qualis B2. Já no caso dos orientadores de mestrado e de doutorado, as publicações têm sido de, ao menos, 6 produtos/docente na forma de artigos científicos publicados em periódicos de seletiva política editorial, livros e capítulos de livros, sendo três deles publicados, no mínimo, em produtos de nível Qualis B2. 

2.2) Produção discente: publicações na formas de artigos científicos publicados em periódicos de seletiva política editorial, livros e capítulos de livros, totalizando 180 produções. Além disso, a produção discente tem sido bastante expressiva na forma de publicação em anais de eventos nacionais e internacionais.

3) Comunicações em Congressos: 

3.1) Aproximadamente 200 comunicações por ano em congressos científicos nacionais e internacionais. 

3.2) Ao menos uma participação por docente/ano em conferência, simpósio, palestra ou mesa redonda em congressos científicos nacionais e internacionais. 

4) Consolidação das linhas de pesquisa do Programa. 


Comprovada pelo número de projetos financiados pelas agências de fomento a pesquisa Fapesp, Capes e CNPq, entre outras, ou não financiados, bem como pela quantidade de alunos envolvidos em pesquisa de cada linha. 

5) Ampliação de cooperações com outras instituições. 

5.1) Intensificação e/ou estabelecimento de projetos de cooperação científica com grupos de pesquisa de instituições nacionais e internacionais, cujas atividades científicas encontram correspondência com os objetivos das respectivas linhas de pesquisa. 

5.2) A vinda de pesquisadores visitantes de instituições nacionais e internacionais. 


5.3) Ao menos um participante externo por banca de mestrado e dois participantes externos por banca de doutorado. 

5.4) Aproximadamente três doutorandos em programas de doutorado sanduíche que serão realizados em instituições universitárias do exterior. 

5.5) Afastamento de docentes do programa para a realização de Pós-doutorado em instituições universitárias do Brasil e do exterior. 

6) Extensão e prestação de serviços: 

6.1) Ampliação dos serviços educacionais, cursos e assessoriais prestados a escolas, prefeituras municipais e instituições diversas. 

6.2) Realização de Convênio Dinter com a Universidade Estadual do Paraná, campus de Campo Mourão. A edificação do novo prédio do PPGE/UFSCar supriria também as necessidades decorrentes de tal convênio, que se encontra atualmente em fase de avaliação pela CAPES. Vale destacar que o convênio é fruto da assessoria que a Profa. Dra. Roseli Rodrigues de Mello, docente do PPGE, vem desenvolvendo junto à Universidade, para implantação de políticas de pesquisa integradas à extensão e ao ensino. 

7) Ensino de Graduação: 

7.1) Manter o índice atual de participação dos docentes no ensino de graduação (pelo menos 4 disciplinas docentes/ano. 

7.2) Ampliar o número de bolsistas de Iniciação Científica de cada linha, cujas pesquisas são financiadas pela Fapesp e CNPq. 

Por meio de tais iniciativas, espera-se que o PPGE/UFSCar tenha condições de contribuir efetivamente para o incremento tanto do processo educacional/formativo de seus alunos, quanto de subsídios teóricos e práticos para o desenvolvimento de políticas públicas e programas de extensão que atendam as necessidades das comunidades sociais.  



Qualificação das Pós-Graduações vinculadas ao subprojeto:

O atendimento a essa solicitação de construção do novo edifício do PPGE proporcionará condições privilegiadas para o desenvolvimento das linhas de pesquisa que compõem o atual quadro do programa. Criado em 1975, o Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSCar, atualmente com conceito 5 atribuído pela CAPES, certamente pode ser identificado tanto como um dos programas de pós em educação mais antigos do país, quanto um dos mais produtivos, cujos resultados das pesquisas resultaram na produção de milhares de teses de doutorado e dissertações de mestrado, além de publicações em periódicos de seletiva política editorial, livros, capítulos de livro e participações docentes e discentes em congressos, seminários e simpósios nacionais e internacionais. A alta qualificação do corpo docente - formado por professores-doutores/pesquisadores, sendo que 36 % já realizaram pesquisas de pós-doutorado, dentre os quais 67 % em instituições do exterior - configura o PPGE como programa de destaque desde os seus primórdios até os dias atuais. Já realizamos convênios Dinter com a Universidade de Caxias do Sul, Minter e Dinter com a Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, campus de Dourados; atualmente temos a possibilidade de estabelecer um convênio Dinter com a Universidade Estadual do Paraná, campus de Campo Mourão. É importante observar que o PPGE foi contemplado com prêmio CAPES de melhor tese em educação no ano de 2008, cuja autoria foi de André P. Castanha e orientação da Profa. Dra. Marisa Bittar. 
No PPGE, atuam 47 professores, sendo 11 deles Bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq. A maioria dos docentes está vinculada aos Departamentos de Educação (DEd) e Metodologia de Ensino (DME). A listagem a seguir informa o nome do docente, o departamento ao qual pertence e o tipo e o nível de bolsa. 

Adriana Mattar Maamari (DME)


Aída Victoria Garcia Montrone (DME)
Alessandra Arce (DEd), bolsista PQ 2
Alice Helena Campos Pierson (DME)
Aline Maria de Medeiros Rodrigues Reali (DME), bolsista PQ 2
Amarilio Ferreira Junior (DEd), bolsista PQ 2
Anete Abramowicz (DME), bolsista PQ2
Antonio Álvaro Soares Zuin (DEd), bolsista PQ 1 C
Carlos Roberto Massao Hayashi (Dep. de Biblioteconomia e Ciência da Informação)
Cármen Lúcia Brancaglion Passos (DME), bolsista PQ 2
Celso Luiz Aparecido Conti (DEd)
Cláudia Raimundo Reyes (DME)
Daniel Ribeiro Silva Mill (UAB/UFSCar)
Denise de Freitas (DME), bolsista PQ2
Denise Silva Vilela (DME)
Eduardo Pinto e Silva (DEd)
Elenice Maria Cammarosano Onofre (DME)
Emília Freitas de Lima (DME)
Ester Buffa (DEd)
Ilza Zenker Leme Joly (DME)
João dos Reis Silva Junior (DEd), bolsista PQ 1D
João Virgílio Tagliavini (DEd)
José Carlos Rothen (DEd)
Josimeire Meneses Julio (DME)
Luiz Bezerra Neto (DEd)
Luiz Gonçalves Junior (Dep. de Educação Física)
Luiz Roberto Gomes (DEd)
Manoel Nelito Matheus Nascimento (DEd)
Maria Aparecida Mello (DME)
Maria Cecília Luiz (DEd)
Maria Cristina dos Santos Bezerra (DEd)
Maria da Graça Nicoletti Mizukami (DME)
Maria do Carmo de Sousa (DME)
Maria Iolanda Monteiro (DME)
Maria Waldenez de Oliveira (DME)
Marisa Bittar (DEd), bolsista PQ 1 D
Nilson Fernandes Dinis (DEd), bolsista PQ 2
Paolo Nosella (DEd)
Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (DME)
Regina Maria Simões Puccinelli Tancredi (DME)
Renata Prenstteter Gama (DME)
Rosa Maria Moraes Anunciato de Oliveira (DME)
Roseli Esquerdo Lopes (Dep. de Terapia Ocupacional)
Roseli Rodrigues de Mello (DME), bolsista PQ 2
Sandra Aparecida Riscal (DEd)
Vânia Gomes Zuin (Dep. de Química)

As equipes de pesquisa, as quais envolvem o corpo docente e o discente, possuem convênios com grupos de pesquisa de instituições universitárias do Brasil e do exterior, tais como: USP, UNESP, UNICAMP, UNIMEP, UEM, UFBA, UFRRJ, UERJ, UFMA, UFMG, UFPA, UFU, UFF, Universidade JOHANN WOLFGANG GOETHE, (Alemanha), Universidade de LEIPZIG (Alemanha), Universidad de CUYO, Universidades SAN JUAN, Universidades SAN LUIS (todas as últimas três são provenientes da Argentina), Universidade de BARCELONA (Espanha), Universidade de LISBOA, Universidade do MINHO, Universidade de BRAGA (Portugal), GEORGIA STATE University (EUA), University of SOUTH AFRICA, Universidad AUTONOMA DEL ESTADO DE MORELO, em Cuernavaca, México.  



Descrição das Obras e dos Principais Equipamentos:

O planejamento do edifício a ser construído contemplou, principalmente, os sete laboratórios e as salas de atividades de natureza coletiva, além dos demais ambientes abaixo descritos e referidos nos itens precedentes. Todos os ambientes, além das especificidades indicadas abaixo, serão equipados com redes de computadores e com mobiliário adequado para o exercício das respectivas atividades. 
A seguir, a descrição desses espaços e suas respectivas justificativas.

1)¦Laboratórios das linhas de pesquisa:


Do ponto de vista da estrutura funcional, os laboratórios previstos se assemelham, nos seguintes aspectos: a) trata-se de espaços importantes para a realização de reuniões de pesquisa entre os professores das linhas de pesquisa com seus alunos; b) reuniões de trabalho com pesquisadores de outras instituições; c) reuniões para análise de dados coletados nas pesquisas; d) acervo bibliográfico básico de cada linha, composto por livros, periódicos (em papel e eletrônicos) e obras de referência. 
Do ponto de vista das instalações físicas, os laboratórios de pesquisa terão em média cerca de 39,50 m2 cada, totalizando 277,20 m2 e serão equipados com aparelhos projetores multimídia (07).
1. Laboratório da linha de pesquisa Educação em Ciências e Matemática -Pesquisadores Bolsistas CNPq: Denise de Freitas e Cármen Lucia Brancaglion Passos. Destaque para convênios de pesquisa estabelecidos com universidades nacionais, tais como UNICAMP e USP, além de internacionais, tais como o Projeto CAPES-GRICES, com a Universidade de Lisboa (Portugal) e o programa ALFA da comunidade européia que possibilitou parceria com instituições de 07 países: Universidade de Aveiro (Portugal); Universitat de Girona e Universitat Autònoma de Barcelona (Espanha); Università degli Studio Del Sannio (Itália) Universidad Nacional de San Luis e Universidad Nacional de Cuyo (Argentina), Technical University Hamburg-Harburg (Alemanha), Universidad Pinar Del Rio (Cuba).
2. Laboratório da linha de pesquisa Educação Escolar: Teorias e Práticas - Bolsista Pesquisador CNPq: Roseli Rodrigues de Mello. Destaque para convênios de pesquisa estabelecidos com universidades nacionais, tais como UNICAMP, UFES, e internacionais, tais como a Universidade de Barcelona, Espanha.
3. Laboratório da linha de pesquisa Educação, Cultura e Subjetividade - Pesquisadores Bolsistas CNPq: Antônio Alvaro Soares Zuin Júnior, Anete Abramowicz e Nilson Fernandes Dinis. Destaque para convênios de pesquisa estabelecidos com universidades nacionais, tais como UNICAMP, UNIMEP, UFG, UFSC e UEM, e internacionais, tais como instituições da Alemanha, França, Canadá e Argentina.
4. Laboratório da linha de pesquisa Estado, Política e Formação Humana - Pesquisadores Bolsistas CNPq: João dos Reis da Silva Júnior e Alessandra Arce. Destaque para convênios de pesquisa estabelecidos com universidades nacionais, tais como USP, UFBA, UFMG e UERJ, e internacionais, tais como instituições da América Latina.
5. Laboratório da linha de pesquisa Formação de Professores e Outros Agentes Educacionais, Novas Tecnologias e Ambientes de Aprendizagem - Pesquisadores Bolsistas CNPq: Aline Maria de Medeiros Rodrigues Reali. Destaque para convênios de pesquisa estabelecidos com universidades nacionais, tais como USP e UNICAMP.
6. Laboratório da linha de pesquisa História, Filosofia e Sociologia da Educação - Pesquisadores Bolsistas CNPq: Marisa Bittar e Amarilio Ferreira Júnior. Destaque para convênios de pesquisa estabelecidos com universidades nacionais, tais como UNICAMP, UNIMEP e UEM, e internacionais, tais como instituições da América Latina, Alemanha e Inglaterra.
7. Laboratório da linha de pesquisa Práticas Sociais e Processos Educativos - Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (Profa. Titular DME). Destaque para convênios de pesquisa estabelecidos com universidades nacionais, tais como USP, UFRGS e UNICAMP, e internacionais, tais como instituições da África do Sul e do estado da Geórgia, EUA.

2) Laboratório de Informática Aplicado à Pesquisa em Educação (área estimada 56,32 m2) - Destinar-se-á aos equipamentos de informática de uso compartilhado pelos alunos das respectivas linhas de pesquisa, tanto do mestrado quanto do doutorado. Será equipada com aparelho de ar condicionado (01).

3) Auditório (com 74 lugares; área estimada 96,57 m2) - Esse espaço é de fundamental importância para a realização de seminários de pesquisa, palestras, conferências, work-shops, reuniões de trabalho com pesquisadores da UFSCar e de outras instituições, difusão dos resultados de pesquisa para a comunidade externa, etc. Será equipado com projetor multimídia (01), rede sem fio (wireless) de computadores e aparelhos de ar condicionado (02).

4) Salas de Defesas de Teses e Dissertações (áreas estimadas 68,46 e 38,75 m2; total: 107,21 m2). Duas (02) salas destinadas à realização das defesas das teses e dissertações produzidas pelas sete linhas de pesquisa do Programa, cujos resultados de pesquisa serão apresentados pelos alunos de doutorado e mestrado. Serão designadas, respectivamente, como "Sala Anísio Teixeira" e "Sala Paulo Freire". Servirão também aos exames de qualificação nos dois níveis, além de eventuais reuniões de grupos de pesquisa da UFSCar e com pesquisadores de outras instituições, vinculados por meio dos grupos cadastrados no Diretório de Grupos de Pesquisa no CNPq. Serão equipadas cada qual com um projetor multimídia e um aparelho de ar condicionado.

5) Sala de Acervo de Teses e Dissertações (área estimada 13,91 m2). Sala que se justifica tendo em vista da exigência da CAPES de conservação de toda a produção científica do Programa, que servirá também para consulta dos alunos. Além da produção do próprio PPGE, se destinará também à guarda da produção de pesquisadores de outras instituições colaboradoras das atividades de pesquisa dos participantes do Programa. Será equipada com estantes, arquivo e mesa de trabalho.

6) Sala de estudos dos alunos (área estimada 33,00 m2) - Destinar-se-á ao uso dos alunos do programa, para estudos individuais e/ou em grupo e, também, de atividades de pesquisas multidisciplinares que abrangem mais de uma linha de pesquisa do Programa.

7) Salas de Banco de Dados de Pesquisa em Educação (área estimada 19,71 m2 cada; totalizando 39,42 m2). Duas (02) salas destinadas ao processamento e arquivo de dados de pesquisas em andamento, realizadas pelas sete linhas de pesquisa do Programa. Uma delas servirá também à equipe de editoração (produção, revisão, acervo, etc.) da "Revista Eletrônica de Educação", publicada pelo PPGE desde 2008 (ISSN: 1982-7199).

8) Sala de vídeo conferência (área estimada 33,00 m2) - Destinar-se-á à realização de vídeo -conferências entre os participantes do programa e seus parceiros de pesquisa no país e no exterior.

9) Sala da Secretaria do PPGE (área estimada 26,41 m2) - Destinar-se-á à secretaria acadêmico-administrativa do Programa, composta por equipe de três servidores técnico-administrativos. Será equipada com aparelho de ar condicionado (01).

10) Sala do Coordenador-Pesquisador das linhas de pesquisa (área estimada 21,96 m2) - Esse espaço destina-se ao exercício das atividades de coordenação das sete linhas de pesquisa do Programa.

11) Sala de Equipamentos e Apoio Técnico para Pesquisas (área estimada 9,34 m2) - Esse ambiente destina-se à guarda dos equipamentos de uso compartilhado dos grupos de pesquisa (microfones, gravadores de áudio, câmeras fotográficas e de filmagem, notebooks, intercomunicadores, etc.), utilizados nas reuniões de trabalho, pesquisas de campo, ciclo de conferências, eventos científicos, etc.

Além dos espaços acima descritos, o edifício projetado contemplará os demais espaços comuns a seus usuários, tais como saguão de entrada, áreas de circulação, escadas, banheiros, copa, depósito de material de limpeza, switch, shaft etc. A área estimada para esses espaços é de 371,13 m2.


A área total estimada de construção do edifício é de 1.089,00 m2  

Subprojeto 10:

Sigla:

INFRA

Título:

Infraestrutura de Redes Locais e Distribuição de Energia da UFSCar

Objetivo:

Em função da crescente ampliação da UFSCar, a atual infra estrutura de redes locais de comunicação de dados e de energia da UFSCar tem comprometido os planos de implantação de novas tecnologias e melhoria da qualidade de serviços de apoio à pesquisa, tais como: maior e melhor acesso às redes de pesquisa de alta velocidade, maior difusão de serviços de apoio à pesquisa que exigem qualidade de transmissão e confiabilidade na entrega dos dados tais como: serviços de vídeo e de web conferência e Voz sobre IP, além de limitação na instalação elétrica de novos equipamentos devido à necessidade de expansão da capacidade elétrica e também de geração autônoma de energia. 
Assim, este subprojeto visa primordialmente melhorar as condições de pesquisa na UFSCar, com a modernização e ampliação de parte de suas redes lógica e de energia elétrica (cabeada e autônoma), por meio de quatro ações:

AÇÃO 1: ATUALIZAÇÃO E MODERNIZAÇÃO DA INFRA ESTRUTURA DE REDES LÓGICAS DE UNIDADES DA UFSCAR, Nessa ação será realizada a modernização da rede lógica do Departamento de Artes e Comunicação (DAC); modernização da rede lógica do Departamento de Metodologia e Ensino (DEME); a ampliação da rede lógica do Departamento de Música (DMusi); e modernização da rede lógica de laboratórios de pesquisa do Centro de Ciências Agrárias - CCA (Laboratórios de Genética Molecular; Piscicultura; Alimentos Orgânicos e de Microbiologia Agrícola e Molecular). 

AÇÃO 2: CONSTRUÇÃO DE ALÇA DE REDUNDÂNCIA DA REDE DE FIBRA ÓTICA DO BACKBONE DA UFSCAR - CAMPUS SÃO CARLOS. Nessa ação será construído uma tubulação subterrânea que farão uma interligação para cabos óticos entre o edifício da Secretaria Geral de Informática e a área sul do Campus da Ufscar com distancia aproximada de 1020 metros. Essa construção visa garantir a proteção mecânica contra perfurações no solo ou alguma eventual ação que possa danificar a rede.

AÇÃO 3: REFORMA E ADEQUAÇÃO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E AMPLIAÇÃO DE REDE DE GERADORES DE ENERGIA PARA ÁREAS CRÍTICAS DE APOIO À PESQUISA E DE LABORATÓRIOS DE PESQUISA. Nesta ação se propõe a aquisição de quatro geradores, dois dos quais com a construção cabines, com o objetivo de prover alimentação contínua de energia a serviços críticos oferecidos a pesquisadores das unidades: BCo (Biblioteca Comunitária); do Centro de Ciências Agrárias, CCA) e Unidade Saúde Escola (USE). Também reforma e adequação das instalações elétricas de laboratórios de importantes grupos de pesquisa da área de Ciências Exatas e de Tecnologia, da área da Educação e Ciências Humanas e da Ciências Agrárias da UFSCar estão sendo propostos. 

AÇÃO 4: REFORMA DE AMBIENTE INFORMATIZADO DE APOIO À P&D. A Secretaria Geral de Informática disponibiliza cerca de 1.171,73 m2 de sua área, na forma de laboratórios de ensino e de treinamento informatizados para professores e alunos de pós-graduação e de iniciação científica, além de área de permanência com acesso à rede sem fio para apoio a pesquisas. Com a crescente demanda por áreas informatizadas para uso em P&D, o espaço tornou-se inadequado, com saídas obstruídas por salas que foram instaladas de forma irregular, fechando pontos essenciais de fuga em caso de emergências. O local também não possui acessibilidade para pesquisadores e alunos portadores de deficiências físicas. A reforma envolve a reestruturação da entrada e da saída do local, além de adequação das salas irregulares, renovação de banheiros e pintura externa e interna.  


Justificativa e Relevância:

O crescimento das atividades de pesquisa e da área edificada de laboratórios de pesquisa a elas destinadas nos campi da UFSCar é resultado de vários eventos bastante positivos: da regularidade e grande investimento que vem fazendo o governo federal através dos editais CTINFRA e também como resultado da alta qualificação do corpo docente e a contratação de grande numero de docentes doutores, como resultado do Programa REUNI. Os indicadores para essas afirmações estão apresentadas nos quadros relativos à instituição, no presente projeto.
Nesse contexto é crescente a dependência e demanda de acesso ininterrupto a serviços de rede de informática e de elétrica por parte de pesquisadores, o que leva à necessidade de adequação e ampliação das instalações hoje existente nos três campi da UFSCar.
As justificativas para cada uma das quatro ações previstas neste subprojeto são as seguintes:

AÇÃO 1: ATUALIZAÇÃO E MODERNIZAÇÃO DA INFRA ESTRUTURA DE REDES LÓGICAS DE UNIDADES DA UFSCAR. Esta ação deverá propiciar aos pesquisadores do Depto. de Artes e Comunicação, do Depto. de Metodologia e Ensino, do Depto. de Música e dos laboratórios de pesquisa do Centro de Ciências Agrárias - CCA (Labs. de Genética Molecular; Piscicultura; Alimentos Orgânicos e de Microbiologia Agrícola e Molecular) a possibilidade de participação em vídeo e web conferências internas e externas à UFSCar, além do uso de Voz sobre IP. Estes serviços estão sendo oferecidos de forma muito precária devido à obsolescência das redes locais que possuem ainda tecnologia antiga categoria 5 (CAT5). 



AÇÃO 2: CONSTRUÇÃO DE ALÇA DE REDUNDÂNCIA DA REDE DE FIBRA ÓTICA DO BACKBONE DO CAMPUS SÃO CARLOS. Atualmente o backbone da rede de fibra óptica atravessa o barramento do Lago do Monjolinho, fazendo a transposição entre as áreas norte e sul do campus São Carlos. Esta situação fragiliza a segurança física dessa rede na eventualidade de rompimento ou dano parcial das tubulações da rede de fibra óptica (entrada Internet e rede interna), tanto durante a execução de reparos nas outras redes que também utilizam essa travessia (telefonia, esgoto e elétrica), como na eventualidade de rompimento ou dano parcial dessa barragem, visto que temos registrado nos últimos anos nesse barramento um constante aumento da vazão de entrada, em decorrência da expansão urbana das áreas próximas ao campus, causando
grandes variações do nível d água desse lago, já havendo indicadores da necessidade de ampliação dos seus vertedores. Dessa forma seria extremamente importante a execução de uma alça de redundância da rede de
fibra óptica que permitirá a flexibilização do fluxo de dados da rede, além de criar um caminho alternativo no caso de rompimento do trecho que atravessa o barramento, garantindo a operação das redes de dados da
UFSCar, continuidade da rede interna e de acesso à Internet para toda a comunidade de pesquisadores da área sul da UFSCar, com grande aumento da confiabilidade desses sistemas. 

AÇÃO 3: REFORMA E ADEQUAÇÃO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E AMPLIAÇÃO DE REDE DE GERADORES DE ENERGIA PARA ÁREAS CRÍTICAS DE APOIO À PESQUISA E DE LABORATÓRIOS DE PESQUISA. Um ponto crítico que tem comprometido o atendimento pleno das necessidades crescentes de pesquisa na UFSCar é o sistema de alimentação autônoma e distribuição de energia elétrica do campus São Carlos. Este sistema foi concebido no início da década de 70, e o grande crescimento da área construída e urbanizada do campus ocorrido nos últimos anos vem orientando as ações da Prefeitura Universitária no sentido de prover a melhoria desse sistema infra-estrutural. Porém, apesar das medidas e investimentos feitos continuamente pela administração, estes mostram-se ainda insuficientes em face da demanda que é refletida na adição à rede atual de um número crescente de novos equipamentos de alto consumo de energia. Como resultado, a rede de energia elétrica atual exige maior manutenção preventiva causando algumas interrupções. A situação é entretanto agravada pelo número crescente de panes por parte da concessionária de energia (CPFL), o que tem impactado no provimento de serviços essenciais aos pesquisadores, tais como manutenção de pesquisas nos Laboratórios, acesso aos serviços da Biblioteca. Assim, de modo a reduzir o impacto de quedas de energia e oferecer melhores condições de pesquisa, quatro geradores estão sendo solicitados. Com fontes de energia autônomas, serviços essenciais como funcionamento contínuo de equipamentos laboratoriais de apoio à pesquisa na Unidade Saúde Escola (USE), no Centro de Ciências Agrárias (CCA) e na Biblioteca Comunitária (BCO). Na USE as atividades-fim de ensino, pesquisa e extensão em saúde, desenvolvidas na USE, são organizadas sob as premissas da transdisciplinaridade, organicidade das ações, na forma de Linhas de Cuidado (LC da Criança e do Adolescente e LC do Adulto e do Idoso) e por meio de atividades de educação em saúde coordenadas pelo Núcleo Interdisciplinar de Tecnologia Educacional em Saúde (NITES). A pesquisa é um dos pilares da USE. No período de 2009/2010 foram cadastrados 50 projetos de pesquisa nas áreas da saúde, principalmente Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Psicologia e Enfermagem. Muitos deles envolvem procedimentos de intervenção como coleta de sangue, avaliação clínica e outros procedimentos nos quais são utilizados equipamentos e materiais que necessitam de esterilização em autoclave; também os medicamentos e outras soluções são armazenados em geladeira e necessitam ter sua temperatura mantida constante. Esse quadro justifica a necessidade urgente de gerador. Na BCO o acesso a fontes de informação da Biblioteca comunitária, acesso a serviços de empréstimo de livros a pesquisadores, dentre outros poderão, com o gerador, ser oferecidos de forma contínua. No CCA são cinco os laboratórios que, pelos seus equipamentos e experimentos necessitam terem o fornecimento de energia elétrica continua garantida : Lab. de Fitopatologia, Lab. de Análises Tecnológicas, Lab. de Análises Sensoriais, Lab. de Microbiologia Aplicada e
Lab. de Genética e Genômica . 
Também os edifícios de laboratórios de grupos consolidados são relativamente antigos de modo que a aquisição de novos equipamentos e ampliação do numero de pesquisadores leva a uma sobrecarga do sistema elétrico comprometendo a vida útil ou mesmo o funcionamento adequado dos equipamentos e principalmente colocando em risco esses equipamentos e também os pesquisadores pelo risco de acidentes. Assim, a adequação das redes elétricas dentro dos edifícios dos laboratórios é uma questão prioritária.

AÇÃO 4: REFORMA DE AMBIENTE INFORMATIZADO DE APOIO À P&D. Com a crescente demanda por áreas informatizadas para uso em P&D, a Secretaria Geral de Informática, SIN, passou a oferecer espaços para laboratórios de ensino e de treinamento informatizados para professores e alunos de pós-graduação e de iniciação científica, além de área de permanência com acesso à rede sem fio para apoio a pesquisas. Para isso aproveitou todas as áreas disponíveis, inclusive áreas que faziam parte do hall de entrada e saída do prédio, o que tornou as saídas obstruídas, com fechamento de pontos essenciais de fuga em caso de emergências Mais ainda, com o grande aumento do número de alunos e de sua comunidade de pesquisadores, e com alguns alunos e professores desta comunidade portadores de deficiência física, o ambiente da SIN tornou-se inadequado para receber esses pesquisadores, necessitando de reforma para garantir acessibilidade. A reestruturação da entrada e da saída do local (com provimento de rampa), além de adequação das salas irregulares, renovação e adequação de banheiros e pintura externa e interna deverão oferecer um ambiente seguro e adequado para melhor atender os pesquisadores que utilizam esta área.  



Impactos Previstos:

Sendo o subprojeto de caráter transversal nos campi da UFSCar, o impacto previsto será o aumento na quantidade e qualidade das atividades de pesquisa realizadas pelos docentes, pesquisadores e alunos de pós-graduação e de iniciação científica. A dimensão desse impacto pode ser visto na dimensão da atividade de pesquisa da UFSCar, já apontado através de vários indicadores no Diagnóstico Institucional.
Como indicadores esperados, alguns diretos e outros indiretos, como resultado da realização deste subprojeto, temos:
"¦Aumento do uso da ferramente de vídeo conferencia para trabalhos de pesquisa em rede de grupos de pesquisa do Brasil e do Exterior;
"¦Aumento da vida útil e diminuição das despesas de consertos de equipamentos pela estabilidade da tensão da rede elétrica assim como minimização de interrupção de fornecimeto;
"¦Aumento da segurança dos pesquisadores pela diminuição de riscos de acidentes com equipamentos e no caso da Secretaria de Informática, pela adequação do espaço físcico;
"¦Aumento dos números de publicações 
"¦Diminuição do tempo na formação de mestres e doutores.  

Qualificação das Pós-Graduações vinculadas ao subprojeto:

O presente subprojeto, sendo um do tipo transversal, irá atender todos os programas de Pós-Graduação da UFSCar, incluindo os docentes pesquisadores e os alunos de mestrado e doutorado. 
Assim, o subprojeto tem como suporte do pleito os 37 Programas de Pós-Graduação em em funcionamento, com 34 cursos de Mestrado Acadêmico, 4 cursos de Mestrado Profissional e 22 de Doutorado, com cerca de 2,8 mil alunos. Paralelamente, em cerca de 20 cursos de especialização (pós-graduação lato sensu), outros cerca de 1,5 mil alunos são atendidos, o que leva o total de alunos de pós-graduação a mais de 4 mil. 

Os programas de pós-graduação da UFSCar estão distribuídos em cinco centros acadêmicos (Centro de Ciências Agrárias - CCA, Centro de Ciências Biológicas e da Saúde - CCBS, Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia - CCET, e Centro de Educação, Ciências Humanas - CECH e Campus de Sorocaba). A seguir, são listados os 37 programas e seus conceitos obtidos no triênio 2007-2009 (ou, no caso de cursos novos, o conceito inicial). Entre parênteses o centro a que o programa está vinculado e o ano de início de seu curso de Mestrado(M), Doutorado(D) e Mestrado Profissional (MP), conforme o caso:

- Agricultura e Ambiente - 3 (CCA, M/2010)
- Agroecologia e Desenvolvimento Rural - 3 (CCA, M/2006)
- Antropologia Social - 4 (CECH, M/2007, D/2008)
- Biotecnologia - 4 (CCET, M/2004, D/2004)
- Ciência da Computação - 4 (CCET, M/1988, D/2008) 
- Ciência dos Materiais - 3 (Campus Sorocaba, M/2009)
- Ciência e Engenharia de Materiais - 7 (CCET, M/1979, D/1987)
- Ciência Política - 4 (CECH, M/2008, D/2008)
- Ciência, Tecnologia e Sociedade - 3 (CECH, M/2008)
- Ciências Fisiológicas - 5 (CCBS, M/1994, D/1997)
- Construção Civil - 4 (CCET, M/2002)
- Diversidade Biológica e Conservação - 3 (Campus Sorocaba, M/2009)
- Ecologia e Recursos Naturais - 5 (CCBS, M/1976, D/1976)
- Economia - 3 (Campus Sorocaba, M/2010)
- Educação - 5 (CECH, M/1976, D/1991)
- Educação Especial - 6 (CECH, M/1978, D/1997) 
- Enfermagem - 3 (CCBS, M/2008)
- Engenharia de Produção - 5 (CCET, M/1992, D/1999)
- Engenharia de Produção - Sorocaba - 3* (Campus Sorocaba, M/2011)
- Engenharia Química - 7 (CCET, M/1982, D/1990)
- Engenharia Urbana - 3 (CCET, M/1994, D/2007)
- Ensino de Ciências Exatas - 3 (CCET, MP/2008)
- Estatística - 4 (CCET, M/1997, D/2006)
- Estudos de Literatura - 3* (CECH, M/2011)
- Filosofia - 5 (CECH, M/1988, D/2002)
- Física - 5 (CCET, M/1988, D/1991)
- Fisioterapia - 6 (CCBS, M/1997, D/2001)
- Genética e Evolução - 5 (CCBS, M/1991, D/1991)
- Gestão da Clínica - 3* (CCBS, MP 2011)
- Imagem e Som - 3 (CECH, M/2008)
- Lingüística - 3 (CECH, M/2005)
- Matemática - 5 (CCET, M/1987, D/1997)
- Psicologia - 5 (CECH, M/2008, D/2008)
- Química - 7 (4 para MP) (CCET, M/1980, D/1987, MP/2008)
- Sociologia - 5 (CECH, M/2008, D/2008)
- Sustentabilidade na Gestão Ambiental - 3* (Campus Sorocaba, MP/2011)
- Terapia Ocupacional - 3* (CCBS, M/2010)

* conceito atribuído na aprovação inicial de criação do programa/curso

Durante o ano de 2010, nos programas de pós-graduação da UFSCar foram realizadas 686 defesas, sendo 486 de Mestrado e 200 de Doutorado (o maior número anual já registrado, 64 a mais que o recorde anterior, de 622 defesas no ano de 2009), sendo que até o final de 2010 a UFSCar totalizou 5.524 defesas de mestrado e 2.255 de doutorado. Cabe destacar que uma fração significativa dos alunos (mais de 60 % dos mestrandos e 70% dos doutorandos) foi atendida por bolsas de estudo dos principais órgãos de fomento à pós-graduação do país.  


Descrição das Obras e dos Principais Equipamentos:

AÇÃO 1: ATUALIZAÇÃO E MODERNIZAÇÃO DA INFRA ESTRUTURA DE REDES LÓGICAS DE UNIDADES DA UFSCAR, 

OBRA: Reforma das instalações elétricas e de dados dos edifícios de laboratórios de pesquisa do CECH. R$170.000,00


O projeto de Atualização de Redes é categorizado da seguinte maneira: 


INFRA-ESTRUTURA PRIMARIA: inclui a Instalação de calhas metálicas para encaminhamento dos cabos de dados; 
INFRA-ESTRUTURA SECUNDARIA Instalação de calhas plásticas/ tubulações para encaminhamento dos cabos de dados, além de Conduletes, suportes e derivações.
CABEAMENTO: Inclui Sala de equipamentos (Instalações de Organizadores Horizontais de 19 polegadas, Patch Panels, cabos de Lógica, Patch Cords para Racks para Dados, switches e configurações); Distribuição Horizontal (Instalação de Patch Panel nos Rack, Instalação e conectorização dos Jacks RJ45, Acomodação de Jacks em espelhos); Áreas de trabalho (Instalação de Patch Cords RJ45/RJ45 para interligação entre ponto de cabeamento e placa de rede de Micro-computador); Distribuição vertical (Instalação e lançamento de cabo para interligação de estações ao rack principal, Instalação e lançamento de cabo UTP).
¦¦SERVIÇO: projeto e execução com certificação Categoria 6. 

A seguinte nomenclatura é aplicada ao tipo de instalação a que cada Unidade descrita será submetida: Reestruturação (Implantação de Infraestrutura Primária, Secundária, Cabeamento categoria 6 e Serviço) e Ampliação (Implantação de Infra-estrutura Secundária, Cabeamento categoria 6 e Serviço).

As intervenções serão executadas nas seguintes Unidades da UFSCar: 
"¦Área Sul 1 
o¦Edifícios: DAC, DEME - Reestruturação (170 pontos) 
"¦Área Sul 2 
o¦Edifício: DMusi - Ampliação (20 pontos) 
A infraestrutura será reestruturada/ampliada para as referidas Unidades do campus São Carlos descritas acima em um total de 190 pontos. 

EQUIPAMENTO: Switches Gigabit Ethernet R$10.000,00


Esses aparelhos serão usados para quatro ativos de rede (switches de 24 portas) que atenderão a renovação das redes locais de quatro laboratórios do CCA (Laboratório de Genética Molecular, Laboratório de Piscicultura, Laboratório de Alimentos Orgânicos e Laboratório de Microbiologia Agrícola e Molecular.

AÇÃO 2: CONSTRUÇÃO DE ALÇA DE REDUNDÂNCIA DA REDE DE FIBRA ÓTICA DO BACKBONE DA UFSCAR - CAMPUS SÃO CARLOS. 

OBRA: Construção de Alça de redundância da rece de fibra ótica do backone da UFSCar - campus São Carlos. R$83.403,00

A Alça de Redundância Consiste na construção tubulação subterrânea a uma profundidade de 80 cm no nível do solo, constituída por Quatro Lances de Eletrodutos em Polietileno de Alta Densidade com diâmetro de Quatro Polegadas, que farão uma interligação entro o edifício da Secretaria Geral de Informática e a área sul do Campus da Ufscar com distancia aproximada de 1020 metros


Todas as Tubulações receberão envelopamento de concreto visando garantir a proteção mecânica contra perfurações no solo ou alguma eventual ação que possa danificar a rede.
Ao longo do trajeto, serão instaladas caixas de passagem do tipo R2 padrão Telebrás, e em uma distancia mínima de 30 metros entre cada uma, atendendo as recomendações das normas competentes e facilitando a passagem e derivação dos cabos óticos.

AÇÃO 3: REFORMA E ADEQUAÇÃO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS E AMPLIAÇÃO DE REDE DE GERADORES DE ENERGIA PARA ÁREAS CRÍTICAS DE APOIO À PESQUISA E DE LABORATÓRIOS DE PESQUISA

Serão adquridos quatro geradores:
EQUIPAMENTO: Grupo gerador a diesel de 500kVA para a Biblioteca Comunitária. R$194.140,00
EQUIPAMENTO: Grupo gerador a diesel de 230kVA para a Unidade Saúde-Escola. R$95.030,00
EQUIPAMENTO: Grupo gerador a diesel de 40kVA. Para o Centro de Ciências Agrárias. R$45.640,00
EQUIPAMENTO: Grupo gerador a gasolina de 7kVA. Para o Centro de Ciências Agrárias. R$7.100,00

Para os dois grupos geradores de grande porte serão construídos cabines adequados:


OBRA : Construção de 61,39 m2 de Cabine Primária para Gerador e Transformador da Biblioteca Comunitária com 61,39m2. R$233.074,10

OBRA: Construção com 25,50 m2 de cabine para gerador da unidade de Saúde Escola. R$70.190,00

Para atender as demandas de energia elétrica e de dados dos laboratórios de pesquisa do Depto. Quimica será feito uma construção de uma cabine completa. 
OBRA: Construção de 61,39 m2 de cabine primária para transformadores e de interligação de rede de dados para os laboratórios do Depto. Quimica. R$183.000,00

Será feito reforma e adequação das instalações elétricas do edificio de laboratórios Depto. Eng. Quimica para garantir a segurança de equipamentos e pesquisadores será feito a obra:

OBRA: Reforma e Adequação das Instalações Elétricas do Edifício de Laboratórios de Pesquisa do Depto. Eng. Química. R$552.000,00

Será feito reforma das instalações elétricas e de dados dos edifícios do Centro de Educação e Ciências Humanas para dequar a as instalações elétricas e de dados para bom funcionamento da infraestrutura para pesquisa 

OBRA: Reforma das instalações elétricas e de dados dos edifícios de laboratórios de pesquisa do CECH. R$170.000,00 (** na parte de dados foram dados maiores detalhes na Ação 1 deste quadro).

AÇÃO 4: REFORMA DE AMBIENTE INFORMATIZADO DE APOIO À P&D. 

A reforma envolve a reestruturação da entrada e da saída do local, além de adequação das salas irregulares, renovação de banheiros e pintura externa e interna. 

OBRA: Reforma do edifício para pesquisa da Secretaria de Informática. R$160.000,00  





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