Senhor Representante



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Encontro01.12.2019
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ALTA DIFICULDADE: partidas que exijam grandes decisões (gols, lances dentro das áreas, após a quinta falta, etc.); jogadas violentas; condutas violentas, confrontos; grande pressão psicológica por parte de atletas, torcedores, comissões técnicas;

Esta classificação irá conduzir toda a avaliação. Portanto, seja bem criterioso no momento de classificar a partida.

  1. CRITÉRIOS PARA A AVALIAÇÃO E PREENCHIMETO DA PLANILHA DE CONCEITOS

Para o preenchimento da planilha de conceitos você vai encontrar os itens divididos em duas categorias: Aspectos Técnicos, Aspectos Disciplinares e Físicos. Vamos esclarecer o que cada um deles significa, para que possamos padronizar as interpretações.

    1. Avaliação para Oficiais Árbitros:

  1. Aspectos Técnicos:

  1. POSICIONAMENTO COM A BOLA EM JOGO: visão de lateralidade das jogadas; visão constante da bola; posição adequada para tomar a decisão; visão sempre desobstruída; execução constante da diagonal; proximidade das jogadas; visão ampla para conceder a vantagem; retomada de posição em contra-ataques;




  1. POSICIONAMENTO: REINÍCIO DE JOGO (LATERAIS, CANTO, META, ETC): verificar se o Oficial cumpre as posições determinadas na regra e nas recomendações desta Entidade, para todas as vezes que a partida for reiniciada, como: tiros de lateral, canto, tiro direto, tiro indireto, saída de bola; arremesso de meta; penalidade máxima.



  1. DISTINÇÃO ENTRE CONTATO NORMAL E FALTOSO: o jogo de Futsal é um jogo de contato físico por natureza. O Oficial deve ter bem claro em seus critérios à distinção deste contato como sendo normal ou faltoso. Ele deve observar entre outras situações: 1. Se o contato físico foi executado com muita força, e se devido a este fato, ocasionou vantagem a um dos atletas, pode aí existir a marcação de uma falta. 2.Se o contato físico mesmo existindo, mas o atleta o valoriza e tenta confundir a arbitragem, caindo ou jogando-se. 3.Se não ocorreu o contato físico, mas o atleta tenta simular uma situação de falta. Todas estas situações devem ser interpretadas corretamente pelo Oficial, desta forma com certeza terá o jogo em suas mãos.



  1. DISTINÇÃO ENTRE FALTAS: IMPRUDENTES, TEMERÁRIAS E COM USO DE FORÇA EXCESSIVA: a Regra já trás em seu conteúdo a distinção entre estes tipos de faltas. O Oficial deve saber diferenciá-los para inclusive aplicar a punição correta. Se esta não for a mais importante interpretação que ele deve ter durante o jogo, com certeza esta entre as mais importantes. O bom Oficial, é aquele que tem bem claro esta diferenciação e sabe aplicá-la, vejamos o que a regra trás:

REGRA 12 – FALTAS E INCORREÇÕES

13) Imprudente, significa que o jogador mostrou falta de atenção ou consideração ao jogar contra o adversário ou ainda, jogou sem precaução. Não será necessária uma sanção disciplinar adicional se a falta for considerada imprudente;

14) Temerária, significa que o jogador realiza uma ação sem levar em conta o risco e consequências para seu adversário. O jogador que atua de maneira temerária deverá ser penalizado com cartão;

15) Com uso de força excessiva, significa que o jogador se excede na força aplicada, correndo o risco de lesionar o seu adversário. O jogador que usa força excessiva deverá ser expulso;



  1. SINALIZAÇÕES: CLAREZA, DISCRIÇÃO, FIRMEZA E DE ACORDO COM A REGRA: a mecânica de arbitragem é considerada hoje um dos principais meios de comunicação dos Oficiais entre os atletas, Comissões Técnicas, Imprensa, Torcedores e entre os próprios Oficiais. Existe uma série de gestos que devem executados de forma padronizada, estes gestos devem ser executados de acordo com a regra, transmitindo segurança e serenidade a todos.




  1. UTILIZAÇÃO ADEQUADA DO SOM DO APITO: observe a utilização do apito se: o uso foi excessivo; silvo único e proporcional à intensidade da falta; silvo repicado quando necessário. A utilização incorreta do apito (da forma de apitar) deve ser observada, porque o mesmo pode ocasionar irritação dos atletas (quando usado continuamente e no mesmo tom). Se for usado de forma fraca, pode demonstrar insegurança por parte do Oficial. O apito é a voz do árbitro, portanto deve ser utilizado para esta função.



  1. AGILIZAÇÃO DO JOGO: reinício do jogo; jogadores lesionados; perda de tempo (ação preventiva: advertência verbal, linguagem corporal e apito); execução de tiros livres, arremessos de meta e de canto; etc.; Um dos objetivos dos árbitros é fazer com que o jogo seja rápido, ou seja, que as interrupções sejam as menores possíveis. Portanto o bom Oficial também é aquele que prima pela “fluidez” e “dinâmica”do jogo.



  1. INTERPRETAÇÃO CORRETA DAS VANTAGENS: gravidade e local da falta; temperatura do jogo; domínio de bola; falta vencida; ataque promissor; oportunidade clara de gol; punição posterior etc. A regra do jogo, se reporta a este item de uma forma bem incisiva. Portanto, o Oficial deve saber aplicá-la de forma correta, para que não venha nunca a beneficiar o infrator em algum lance.



  1. INTEGRAÇÃO COM O ÁRBITRO AUXILIAR: cooperação com o outro árbitro; clareza; rapidez; firmeza; plano de trabalho, com definição de sinais discretos para tomada de decisão em lances difíceis; sempre executando a troca de lado quando o jogo exigir; comunicação visual;




  1. INTEGRAÇÃO COM ANOTADOR/CRONOMETRISTA: cooperação com os Oficiais da mesa de trabalho; clareza; rapidez nos sinais; plano de trabalho; comunicação visual; contatos verbais quando necessário, para definir alguma situação como a confirmação de marcações de cartões na súmula, etc.;



  1. Aspectos Disciplinares e Físicos




  1. AUTORIDADE CONSTANTE EM QUADRA: medidas contra os membros de comissões; respeito dos jogadores; postura; ser enérgico, mas sem ser grosseiro; utilizando o bom senso, mas sem perder o controle do jogo; advertências verbais com clareza; manter a postura durante todo o jogo e durante todas as situações de jogo; nunca se acovardar.




  1. ARBITRAGEM PREVENTIVA: utilização indevida dos cartões; utilização de gestos e palavras para evitar situações de conflito ou mesmo de jogadas faltosas; percepção de possíveis conflitos emocionais em atletas e membros de comissões técnicas e tomar atitudes para coibi-los; advertências verbais em momentos corretos; prevenção de conflitos e faltas temerárias ou violentas; coibição do “agarra-agarra”; rodízio de faltas persistentes; confrontações após marcação de gol. Muitas vezes o árbitro sai sem voz do jogo, pelo motivo de usá-la para tentar evitar lances que venham a interromper o jogo de forma faltosa ou mesmo pelas advertências verbais aplicadas. Não deve ficar justificando seus atos para atletas e membros da comissão técnica, mas muitas vezes uma comunicação verbal é necessária.




  1. CONTROLE EMOCIONAL: serenidade na partida e firmeza nas decisões e nas situações de conflito. O árbitro independente o momento do jogo, deve demonstrar segurança nas suas decisões. Manutenção dos seus critérios durante todo o jogo.



  1. APLICAÇÃO CORRETA DAS ADVERTÊNCIAS (CRITÉRIOS MANTIDOS) e APLICAÇÃO CORRETA DAS EXPULSÕES (CRITÉRIOS MANTIDOS): os critérios para aplicações das Sanções Disciplinares devem ser bem claros. A regra já determina em várias situações a aplicação de cartões, portanto, o árbitro deve fazer com que a mesma seja aplicada na sua íntegra. Independente do momento do jogo (tanto temporal como emocional) o árbitro deve manter seus critérios iguais. Aplicação de cartões com firmeza, mas sem ser agressivo e com clara identificação do infrator.



  1. COIBIÇÃO DO ANTIJOGO (RECLAMAÇÕES, FALTAS GROSSEIRAS, RETARDO NO REINÍCIO DE JOGO, ETC): o árbitro deve estar atento a todas as atitudes que venham a ser classificadas como situações que tenham como objetivo o anti-jogo. Ou seja, situações de reclamações constantes, simulações, impedimento proposital de reinicio de jogo, solicitação de atendimento médico constante dentro da quadra, solicitação da entrada de enxugadores, etc. Estas e demais situações devem ser coibidas, durante toda a partida.



  1. ATENÇÃO A DETALHES: o árbitro deve estar atento a todos os detalhes do jogo. Antes do seu início (uniforme de atletas, cores dos uniformes dos membros da comissão técnica, cores dos coletes, camisas de goleiros, calibragem das bolas, medidas administrativas etc.). Durante o jogo, situações de provocações entre atletas, entre atletas e membros das comissões técnicas, agressões fora do lance, uniforme de atletas, sangramento de atletas, posicionamento/deslocamento das balizas (metas), etc.).



  1. RESISTÊNCIA FÍSICA DURANTE OS 2 PERÍODOS DE TEMPO: os Oficiais realizam no início do ano, testes físicos. Um Oficial bem preparado fisicamente vai ter mais concentração durante o jogo, estará mais perto do lance durante toda a partida, tem uma retomada melhor nos contra ataques, terá mais disposição para trabalhar. O árbitro que fica “parado” durante o jogo, perderá muitos lances e assim prejudicará sua arbitragem. Os deslocamentos tanto com a bola parada e em jogo são essenciais para uma boa mecânica de arbitragem e consequentemente um bom trabalho de toda a equipe. O árbitro estando próximo a uma infração, evita reclamações e demonstra personalidade e interesse perante todos os presentes.



  1. VELOCIDADE (DESLOCAMENTOS RÁPIDOS): o Futsal é uma modalidade extremamente rápida, com os atletas constantemente deslocando-se com velocidade e com mudanças de direção. Para o árbitro não é diferente. Para acompanhar uma partida de futsal, o árbitro tem que ter a capacidade de se deslocar com velocidade e também com bruscas mudanças de direção. E o importante é manter esta condição do inicio ao final do jogo. O bom preparo físico é, hoje com certeza, um dos principais pré-requisitos para um bom árbitro de futsal.



  1. CONTROLE DISCIPLINAR NOS BANCOS DE RESERVAS: os principais focos de indisciplina têm seu início no banco de reservas. Uma boa atuação de um árbitro começa com a manutenção da disciplina para com atletas reservas e membros da comissão técnica. A regra é bem clara, quando se refere às funções e posicionamentos de membros das comissões técnicas. Também com relação ao comportamento de atletas reservas e posicionamentos dos mesmos. O Oficial de arbitragem deve estar constantemente corrigindo estes posicionamentos e controlando as atitudes de atletas reservas e membros das comissões técnicas. Utilização de coletes, apenas o Técnico e se Auxiliar podem permanecem em pé (nunca os dois ao mesmo tempo) para darem instruções, atletas em pé devem estar atrás do banner, etc. Evitar gestos de reclamações ou mesmo reclamações verbais pelas pessoas no banco de reservas, coibir situações de provocações, etc.




  1. AVALIAÇÃO PARA ANOTADORES/CRONOMETRISTAS

Esta situação esta bem clara no quadro de avaliação. Acreditamos que os critérios já estão bem expostos nos títulos dos itens, colocados dentro dos quadros avaliativos. Portanto, não vamos nos prender em detalhes, já que estas funções estão mais próximas de um entendimento geral, quando comparadas com as funções dos árbitros.




  1. RELATÓRIOS E COMENTÁRIOS:

Neste item fica a parte discursiva de seu relatório. Ela é tão importante (em alguns casos até mais importante) que a parte anterior. Aqui o senhor deverá explicar algumas situações apontadas nos quadros de critérios e também expor algumas situações que não foram contempladas anteriormente. Lembre-se seja imparcial, claro e objetivo neste momento. Seu relato é muito importante para a avaliação final do Oficial de Arbitragem.


  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esperamos ter deixado bem claro a importância do seu trabalho e os critérios a serem observados. Somos conscientes que estamos no início de uma longa jornada, e que erros virão a acontecer. Portanto sinta-se bem à vontade para sugerir mudanças para futuras situações avaliativas. Esperamos que este ano de 2012 seja o marco do início de uma nova fase da arbitragem paranaense, e que consigamos ter mais qualidade e eficácia em nossos trabalhos dentro da quadra de jogo. Portanto, sua contribuição é muito valiosa.
Sr. Representante:

“Recorde-se de que seu trabalho terá tanto mais valor quanto mais ele for independente, justo, técnico e que traduza, independentemente da equipe vencedora e da fama ou qualificação do árbitro, sua real atuação na partida. Não se esqueça, ademais, de que os árbitros novos necessitam mais de apoio do que de relatórios contundentes e que revelem rigor excessivo para quem está iniciando a carreira. Essa compreensão, todavia, não pode mascarar uma arbitragem deficiente.” (Manual do Assessor – CBF – 2011)


BOM TRABALHO

ESCOLA DE ÁRBITROS

COMISSÃO ESTADUAL DE ARBITRAGEM – FPFS

          FEDERAÇÃO PARANANENSE DE FUTEBOL DE SALÃO






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