Seminário de Psicologia I – bullying, preconceito e esteriótipo. Grupo



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Seminário de Psicologia I – BULLYING, PRECONCEITO e ESTERIÓTIPO.

GRUPO:
Ana Beatriz Gontijo Cordeiro

Fernanda Absulo

Raisa Braz

Viny Meiriño


O ESTERIÓTIPO

Defini-se estereótipo como sendo generalizações, feitas, superficialmente, sobre as características ou comportamentos de grupos sociais específicos atribuindo a todos os seres desse grupo uma característica, em sua maioria com caráter depreciativo . O estereótipo é geralmente imposto por meios externos, segundo as características aparentes, tais como a aparência (cabelos, olhos, pele), roupas, classe social, comportamentos, cultura, sexualidade, entre outros. Encontramos na origem dos estereótipos um processo de categorização: colocamos os indivíduos em categorias o que nos permite orientarmo-nos no mundo social. Estas rotulagens, em sua maioria, são negativas e muitas vezes causam certos impactos negativos na vida das pessoas.

Em alguns casos ideias estereotipadas não são mal vistas, por exemplo, a frase "Brasil, o país do futebol". Esta frase demonstra a paixão da maioria dos brasileiros que poro futebol. Obviamente, que existem brasileiros que não gostam de futebol, mas são incluídos nessa afirmativa. Porém, mesmo sendo uma afirmação estereotipada, não causa impactos negativos. No entanto, existem ideias estereotipadas sobre outras nações que são preconceituosas e ofensivas, como por exemplo, na afirmação "O Paquistão é o país dos homens bomba". Essa generalização não é vista com bons olhos pelos paquistaneses, uma vez que a maioria dos habitantes que lá vivem é contra o terrorismo.

O fato é que muitos estereótipos são, geralmente, adquiridos na infância sob a influência dos pais, familiares, amigos, professores e da mídia. E quando crescemos com a mesma ideia sobre um grupo e não há ninguém para desconstruir essa ideia é muito difícil conseguir mudar o ponto de vista. E, quando não reciclamos nossas ideias e revemos a nossa verdade transmitimos isso para outras pessoas, que podem aceitar e toma-las como verdades. Propagando, assim, os estereótipos de um grupo.

Os estereótipos podem ser divididos em tipo:

Estereótipos de gênero: São estereótipos direcionados ao gênero masculino e feminino. Antigamente ouvia-se muito que o papel da mulher era casar e ter filhos e o homem era visto como o provedor financeiro e tinha que focar em sua carreira e não ser perturbado com problemas domésticos. Felizmente a mulher conquistou seu espaço no mercado de trabalho, e consegue fazer perfeitamente o seu papel de cuidar dos filhos e da casa, como também cuidar de sua carreira profissional. Os homens, hoje, costumam além de ser focados em sua vida profissional também fazem parte do trabalho doméstico. Outros exemplos são aqueles que dizem que as mulheres são melhores na cozinha do que os homens, quando melhores chefes de cozinha do mundo são homens. Há ainda aqueles estereótipos que dizem que "os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor”, "mulher no volante perigo constante", e outros estereótipos.

Estereótipos raciais e étnicos: São direcionados a diferentes etnias e raças. Nesta categoria existem muitos estereótipos preconceituosos como aqueles que dizem "os colombianos são traficantes", "os mulçumanos são terroristas", "os índios são violentos", "todos os alemães são prepotentes", "os portugueses são burros" e outros menos impactantes como "angolanos são os melhores corredores do mundo", "os negros são melhores no basquete". Neste tipo de estereótipo ainda incluem aqueles relacionados ao racismo que é o tipo de preconceito mais frequente em nosso e em diversos países na atualidade.

Estereótipos socioeconômicos: São estereótipos relacionados com a questão financeira de indivíduos e de determinados grupos. Exemplos: "Os mendigos são mendigos por opção", "os sem-terra são preguiçosos", "patricinhas são mesquinhas", entre outros.

Estereótipos no meio profissional: Estes são direcionados a certas profissões onde a sociedade acredita que existem profissões onde só há gays, outras apenas lésbicas, ou onde só existem homens e outras que são vistas como coisas de mulher. Temos como exemplo a faculdade de moda onde a maioria acredita que só há gays e mulheres. Outro exemplo é na faculdade de marketing onde a sociedade pensa só haver lésbicas e homens.

Porém, temos que entender para que servem e como conviver com os estereótipos que já estão enraizados na sociedade. Uma das suas funções é a sociocognitiva que nos permite encarar o mundo em que nos encontramos inseridos, definindo o que está justo ou injusto, o que está bem e o que está mal. A função sociocognitiva ao categorizar a realidade social, transmite dados que promovem a nossa adaptação. Já a função socioafetiva diz respeito ao sentimento de identidade social. Fazemos nos reconhecemos enquanto pertencentes a grupos com os quais nos identificamos. Essa última é uma função socioafetiva porque reforça o sentimento de "nós", o sentimento de união e que existem pessoas parecidas conosco.


Então, concluímos que o estereótipo é um conjunto de crenças, de ideias “feitas”, que transmitem uma imagem simplista de um objeto ou pessoas. Generalizam todos os elementos de um grupo a partir do comportamento de alguns deles. Logo, a classificação de pessoas através do estereótipo do seu grupo gera o preconceito.




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