Segundo o filósofo Lipovestky



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INTRODUÇÃO

Na medicina convencional a doença tornou-se o centro das atenções e o doente passou a ocupar lugar secundário. Como afirma o educador Victor Vicent Valla (1995), a biomedicina tem sido “pouco sensível à expressão humana”, assim, problemas causados por emoções ou sentimentos intensos vão além da resistência dos indivíduos, sendo necessária uma maior atenção para a relação corpo-mente na saúde. Além disso, as condições de vida, os padrões de educação, nutrição e saneamento básico e situações estressantes de vida devem ser prioritários para a saúde. No atendimento médico do sistema de saúde, tanto público quanto privado, acaba-se “medicalizando” o problema, que geralmente é conseqüência do contexto de vida no qual os sujeitos estão inseridos.

Segundo o filósofo Lipovestky1 (citado por LATOUCHE, 2004) , no mundo ocidental há um gasto excessivo com saúde. Observa-se que as pessoas vão cada vez mais aos médicos, gastam cada vez mais com remédios e exames médicos. Por outro lado, as pessoas estão mais atentas ao que se come, fazem ginástica, bebem água mineral, ingerem menos álcool e promovem uma verdadeira cruzada contra o tabaco e as drogas. No Brasil, esta tentativa de organização reflete-se no aumento da procura pelas práticas médicas que buscam o equilíbrio do corpo e da mente. Práticas tradicionais no oriente, como a acupuntura e a homeopatia, ganham cada vez mais adeptos e já conquistam lugar de destaque no próprio sistema público de saúde.

Segundo Santos (2009), o ser humano tem dificuldades de viver numa base sustentável e harmônica com a natureza, demonstrando atitudes dominadoras e arrogantes sobre a mesma. Diante dessa realidade, percebe-se que a sociedade moderna produziu um mundo menor do que a humanidade, constatado quando se verifica que o avanço e desenvolvimento da tecnologia são insuficientes para solucionar a crise ambiental, que a sociedade contemporânea vem atravessando neste século. É provável que estes avanços e desenvolvimentos possam aliviar e reduzir, temporariamente, a magnitude dos problemas ambientais, mas não influenciarão nos aspectos básicos e profundos da crise. Estes fatores estão diretamente ligados a uma profunda crise cultural de escalas e de valores que regem o comportamento do ser humano no ambiente. Acredita-se, porém, na possibilidade de mudança de valores e comportamentos, por meio da sensibilização das pessoas para a construção de um ambiente mais justo, digno e ecologicamente equilibrado (FRANK et ali., 2003). Esse desequilíbrio provoca também um descontrole nas pessoas provocando doenças e diminuindo a qualidade de vida das mesmas.

A Homeopatia vem ganhando cada vez mais relevância  na  comunidade  científica  brasileira e internacional, bem como junto à  sociedade por sua  atuação integral no ser  humano e demais seres vivos. Estamos atravessando um momento muito favorável em nosso país, com expansão do atendimento homeopático em vários estados, como forma de atender às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Sistema Único de Saúde - SUS.

De acordo com o relatório do 1º Fórum Nacional sobre Homeopatia no SUS (2004, p.18), “a homeopatia tem como princípio uma abordagem de atenção e cuidado integrais à saúde dos indivíduos. Desse ponto de vista, pode e deve ser inserida em todos os níveis de atenção do sistema, devendo constituir-se em política de Estado.”

  Várias experiências, algumas já registradas na literatura (MOREIRA NETO, 1995),  demonstram  o   desempenho da  Homeopatia na atenção primária à saúde. Sua aceitação pela  população principalmente mais pobre  e  por algumas sociedades  médicas se constituem bases fundamentais e necessárias e um passo muito importante para a sua implantação e consolidação definitiva no tratamento das doenças.

Os medicamentos homeopáticos têm origem na própria natureza e podem ser preparados a partir de minerais, vegetais ou parte de vegetais e animais ou parte deles. A Homeopatia trabalha com a integralidade da pessoa em relação com o seu meio social e natural como um todo, desta mesma forma se percebe no meio ambiente a interligação de tudo que existe, formando a “Teia da vida” (CAPRA, 2006).

Mediante as considerações o estudo se propõe a avaliar o uso de produtos homeopáticos, suas contribuições no tratamento de doenças e melhoria da qualidade de vida dos moradores da comunidade do Ligeiro, Queimadas – PB, de forma a contribuir para o desenvolvimento sustentável local mediante a redução do uso de medicamentos e seus resíduos químicos.

2 – OBJETIVOS


2.1 - Objetivo Geral
Avaliar a eficácia e a efetividade da homeopatia na melhoria da saúde e qualidade de vida das pessoas, o nível de informação, formação e contribuição com o meio ambiente para o desenvolvimento sustentável da comunidade do Ligeiro, Queimadas - PB.



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