Sandra maria souza a dislexia santos – sp 2013 o psicopedagogo e a dislexia



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DMA PSICOPEDAGOGIA

DEJANE MASCARENHAS ARAUJO

SANDRA MARIA SOUZA

A DISLEXIA

SANTOS – SP



2013

O psicopedagogo e a dislexia

Como já referido, havendo suspeita de dislexia a Avaliação Multidisciplinar é indispensável e em caso afirmativo, dentre outros profissionais da instituição de ensino, entra em ação o psicopedagogo.



A intervenção do psicopedagogo pode ocorrer em um período em que alunos saem algumas horas da sua a classe de estudo regular, na própria instituição de ensino, e passam a receber treinamento específico para a superação de suas dificuldades.

Na visão de Freitas (2006),a psicopedagogia entende a dislexia como um distúrbio do processo de aprendizagem, principalmente no período da aquisição da leitura e da expressão escrita. Esse mesmo autor expõe que a intervenção psicopedagógica tem para o disléxico um caráter de urgência, na reintegração de seu mundo (escola, família, sociedade) como alguém responsável e competente.

Assim, Julia Guerra (1970) assinala que é interessante que no trabalho do psicopedagogo sejam focadas as necessidades primordiais dos disléxicos, como a aprendizagem da leitura, destacando o ensino multissensorial, o trabalho de forma lúdica, motivando sua auto-estima, primando também pelo trabalho sistêmico compartilhado com a família e valorizando o contexto desses alunos.

Sem menosprezar, todavia, que a atuação do psicopedagogo deve ser específica para cada caso. Cada diagnóstico necessita de um trabalho diferenciado e individualizado.

Ainda segundo Freitas (2006) a atuação do psicopedagogo é uma busca constante sustentada por teóricos, visando à maior capacitação e compreensão do disléxico.

Ele afirma que essa busca de técnicas e estratégias de trabalho visa o que mais fará sentido ao disléxico. Objetiva, ainda conhecer, entender e esclarecer o mecanismo manifesto junto dele, seja por meio de jogos, de vivências e de discussões de temas pertinentes, buscando e permitindo o conhecimento.

O trabalho desse profissional deve associar o estímulo e o desenvolvimento por intermédio de métodos multissensoriais, que partem da linguagem oral à estruturação do pensamento, da leitura espontânea à discussão temática, da elaboração crítica e gerativa das idéias à expressão escrita, incorporando o processo da aprendizagem, reafirma ainda Freitas (2006).

Deve-se entender não só o porquê da não aprendizagem, mas o que aprender e como se desenvolve este processo. Faz-se necessário também estimar o conhecimento do aprendente, valorizando a sua auto-estima, trabalhando com procedimentos específicos e individualizados em cada atendimento.

A responsabilidade e seriedade do trabalho do psicopedagogo fazem com que muitos alunos propensos ao fracasso escolar sejam resgatados, por um trabalho individualizado e comprometido com o sucesso em todos os domínios, isto é, escolar, emocional e social.

Assim, como visto anteriormente, a história da Psicopedagogia, embora recente, coopera muito com pesquisas que envolvem teoria e prática, comprometida com várias áreas do conhecimento e do ser indivíduo, especialmente nas dificuldades vivenciadas no processo de ensino-aprendizagem.

As variadas maneiras pelas quais o psicopedagogo pode agir justificam sua importância na escola, pois ele estuda o processo do conhecimento humano, o aprender e o não aprender, centrado no indivíduo como ser único, com características e necessidades particulares para a intervenção psicopedagógica.

Entretanto, a intervenção do psicopedagogo vai variar conforme o tipo de dislexia: fonológica, lexical ou mista. Sánchez (2004) fala de dois tipos de intervenção: o primeiro, mais geral, dirige-se à pessoa do disléxico e visa a três objetivos: 1º) levar o disléxico a reencontrar-se consigo mesmo, por meio de mudanças no sistema motivacional, favorecer um controle emocional durante a leitura e auxiliar para que tenha uma boa imagem de si mesmo e consiga conviver com as dificuldades; 2º) possibilitar ao disléxico o reencontro com a leitura, partindo de textos curtos, interessantes e lidos de forma conjunta, para que a leitura desperte nele sentimentos positivos; 3º) criar redes com a escola e a família.

O segundo tipo de intervenção dirige-se aos déficits específicos do disléxico, auxiliando a melhorar a capacidade para operar com as regras que relacionam fonologia – ortografia e trabalhando a compreensão de textos.

Então, analisando a concepção de dislexia e do psicopedagogo, compreende-se que seu trabalho é de suma importância tanto no diagnóstico quanto nas atividades facilitadoras da aprendizagem dos disléxicos.





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