Saúde integral da crinça e



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partograma com avaliação materna e fetal pelo menos de hora em hora (conforme protocolo do Ministério da Saúde) com a permissão de acompanhante durante o trabalho de parto e parto. O acesso ao leito de risco para o RN e a puérpera deve ser garantido e disponibilizado pela Central de Internação da SMSA. A avaliação da satisfação da usuária dos serviços de pré-natal e atenção ao parto deve ser incorporado como rotina nos serviços.

A UBS deverá acolher e avaliar o RN em toda a sua necessidade, podendo demandar atendimento da maternidade nas intercorrências após nascimento nos primeiros 15 dias de vida, de acordo com fluxo estabelecido pela Comissão Perinatal da SMSA. A partir desta data a assistência da criança é responsabilidade integral da UBS/ESF e, em caso de urgência ou necessidade de realização de exames laboratoriais, seguirá o fluxo de atendimento de urgência existente em cada Distrito Sanitário.



  1. 5o dia saúde integral e “teste do pezinho”

O pós-parto é outro momento de cuidado especial com a mulher e os serviços de saúde devem se organizar para garantir a atenção à puérpera. O “5o dia saúde integral”, quando o teste do pezinho é recomendado, é uma estratégia e oportunidade de atenção à saúde da mulher e da criança, em um momento especial e de maior vulnerabilidade na vida.



As unidades de saúde devem divulgar informações sobre a importância da realização do teste do pezinho, a partir do 5o dia de vida, para detectar doenças como o hipotireoidismo, fenilcetonúria, anemia falciforme e fibrose cística, que podem ser tratadas, minimizando sua repercussão sobre a saúde da criança. As equipes de saúde devem estar atentas às crianças que não comparecerem à Unidade de Saúde na 1a semana de vida. Neste caso os ACS deverão fazer visita domiciliar e encaminhar à criança e a mãe ao Centro de Saúde. No momento da realização do teste do pezinho a equipe de saúde deverá atender integralmente a criança e a mulher com avaliação das condições de saúde da criança, da mãe, incentivo ao aleitamento materno e apoio às dificuldades apresentadas, aplicação das vacinas para a puérpera e a criança, agendamento da consulta de pós-parto e planejamento familiar para a mãe e de controle para a criança.
4- Incentivo ao aleitamento materno
O incentivo ao aleitamento materno deve se iniciar no pré-natal com orientações à gestante sobre suas vantagens e sobre os cuidados com as mamas. Na maternidade deve-se promover o aleitamento precoce ainda na sala de parto, o alojamento conjunto, além de reforçar as orientações de incentivo (livre demanda) e dar apoio às dificuldades e orientar sobre os cuidados com o RN. Nas unidades básicas de saúde o aleitamento materno deve ser sempre avaliado pelas equipes de saúde, em todo atendimento da criança menor de 6 meses e da nutriz, ressaltando-se a importância desta abordagem no primeiro mês de vida, quando ocorre a maioria dos problemas que levam ao desmame precoce. A visita domiciliar do ACS no último mês de gestação e na primeira semana de vida da criança é uma ação prioritária de vigilância à saúde da mulher e do bebê e de fundamental importância para o apoio à amamentação. As equipes de saúde devem estar capacitadas para avaliar, orientar e prestar assistência às gestantes e mulheres que querem ou estão amamentando.


  1. Incentivo e qualificação do acompanhamento do crescimento e

Desenvolvimento (CD)

Toda criança deve receber o “Cartão da Criança” ainda na maternidade. O acompanhamento do crescimento e desenvolvimento faz parte da avaliação integral à saúde da criança, que envolve o registro e avaliação do peso, altura, desenvolvimento, vacinação e intercorrências no Cartão da Criança (0 a 6 anos), do estado nutricional, bem como orientações à mãe/família sobre os cuidados com a criança (alimentação, higiene, vacinação e estimulação) em todo atendimento. Toda a equipe de saúde deve estar capacitada para este acompanhamento, identificando crianças de risco, fazendo busca ativa de crianças faltosas ao calendário de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, detectando e abordando adequadamente as alterações na curva de peso e no desenvolvimento neuropsicomotor da criança. O seguimento da criança será feito com base no protocolo de C/D da SMSA, que mantém a continuidade da atenção na infância e adolescência com atendimento anual pela ESF, visando estreitar e manter o vínculo da criança/adolescente e da família com os serviços de saúde, propiciando oportunidades de abordagem para a promoção da saúde, de hábitos de vida saudáveis, imunização, prevenção de problemas como a gravidez indesejada,agravos e provendo o cuidado em tempo oportuno.
6- Alimentação saudável e prevenção do sobrepeso e obesidade infantil

Uma alimentação saudável inicia-se com o aleitamento materno. Além deste incentivo e apoio, a equipe de saúde deve estar preparada para orientar a transição do aleitamento para a introdução de novos alimentos (início do desmame), por se tratar de um momento crítico, quando os distúrbios nutricionais acontecem. A avaliação e orientação para hábitos alimentares saudáveis devem fazer parte de todo o atendimento da criança, no calendário de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento e nas intercorrências. A abordagem da criança pela equipe de saúde deve destacar a importância dos hábitos alimentares, como um meio eficiente de promoção da saúde e prevenção de várias doenças, na infância e na vida adulta, como as deficiências nutricionais, as doenças crônicas, sobrepeso e obesidade.


7- Combate à desnutrição e anemias carenciais
As equipes de saúde deverão incentivar ações de promoção à saúde e prevenção da desnutrição, como orientação alimentar para as famílias, acompanhamento pré-natal, incentivo ao aleitamento materno, orientação no desmame, acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, uso do ferro profilático e vitaminas para o RN prematuro e de baixo peso, suplementação alimentar para gestantes desnutridas, nutrizes e crianças em risco nutricional. As equipes de saúde deverão estar capacitadas para avaliar o Cartão da Criança em todos os atendimentos, promover atividades educativas, identificar e captar gestantes desnutridas, crianças em risco nutricional e/ou desnutridas, realizar acompanhamento e tratamento segundo protocolo específico da SMSA, manter arquivo atualizado de crianças cadastradas por ESF e fazer busca ativa de faltosos ao calendário de acompanhamento proposto.

Devem estar destacadas as ações de Vigilância Alimentar e Nutricional, incluindo avaliação de consumo alimentar, além da identificação e priorização do atendimento das famílias e crianças em programas de transferência de renda ou de distribuição de alimentos disponíveis.


8- Imunização
Para reduzir as taxas de morbi-mortalidade das doenças imunopreveníveis, é importante conhecer a situação destas doenças na cidade. Para isto, as doenças controladas através de imunização, como poliomielite, hepatite B, sarampo, rubéola, caxumba, entre outras, devem ser notificadas pela equipe de saúde, para se traçar as medidas de prevenção.

A Unidade de Saúde deve garantir o funcionamento contínuo da sala de vacina, sem restrição de horários, para não se perder a oportunidade de vacinar toda a população. Este é ainda um espaço privilegiado para abordagem integral da criança, quando outras demandas e uma avaliação global da criança pode ser realizada, com verificação da curva de peso, situação geral de sua condição e desenvolvimento, intercorrências, agravos, etc. As equipes de saúde devem se organizar para acompanhar a cobertura vacinal das crianças de sua área, realizar o controle e a busca ativa de faltosos (semanal/quinzenal) pelo arquivo de vacinação com a 2a via do cartão.

O acompanhamento proposto do crescimento e desenvolvimento anual da criança/adolescente a partir do terceiro ano de vida possibilita ampliar a cobertura de vacinação em uma faixa etária (principalmente a partir dos 5 anos de vida) que não tem sido atingida pela ação dos serviços de saúde.
9- Atenção às doenças prevalentes:

As doenças diarréicas e respiratórias persistem como graves problemas para a criança e, associadas com a desnutrição, colocam em risco a sua vida. As doenças respiratórias são o primeiro motivo de consulta em ambulatórios e serviços de urgência, o que demanda capacitação das equipes de saúde para uma atenção resolutiva, com continuidade da assistência até a solução completa dos problemas e evitando-se a morte por causa evitável ( ainda uma situação freqüente na nossa realidade) e também a internação hospitalar desnecessária. A pneumonia é uma das principais doenças da infância e a segunda causa de morte em menores de 1 ano. A asma e sua associação com a alergia e pneumonia merecem atenção especial, dada a sua grande interferência na qualidade de vida da criança. A doença diarréica e as parasitoses intestinais seguem com prevalência significativa na infância, interferindo no desenvolvimento adequado da criança, sendo necessárias ações intersetoriais integradas e promotoras de acesso à água tratada e esgotamento sanitário, além do cuidado individual.

A transmissão vertical do HIV e hepatite, a sífilis, rubéola e a toxoplasmose congênitas devem ser destacadas como eventos-sentinela, dado que as ações de prevenção e controle estão disponíveis no município. Assim, cada caso deve ser levado para avaliação pela equipe de atenção básica para levantamento dos problemas que podem ter contribuído para a sua ocorrência, de forma que as intervenções necessárias possam ser realizadas para prevenção de novos casos.
10- Atenção à saúde bucal

A saúde bucal da criança começa com a linha do cuidado da saúde da mulher. Condições favoráveis antes e durante a gravidez e o aleitamento materno promovem a saúde dos dentes, a prevenção de problemas ortodônticos e da fala. Como ponto de partida, deve-se tentar conhecer, através de trabalhos em grupos, consultas, visitas, observação, qual a importância atribuída pela gestante à sua saúde bucal e os hábitos que desenvolve. Este processo de conhecimento entre os profissionais de saúde e a gestante, a puérpera ou uma mãe que busca o serviço com criança de colo, e com as próprias crianças é fundamental para a construção de vínculo e laços de confiança que possibilitem o desenvolvimento de ações cuidadoras e estímulo à autonomia de mães e crianças em relação à saúde bucal. É importante a discussão construtiva sobre as funções e a importância da boca para a saúde das pessoas e nas relações sociais, bem como sobre o desenvolvimento das estruturas bucais durante a gestação e após o nascimento, até completar doze anos de idade.


Na gestação são importantes os cuidados com a alimentação, ingestão de medicamentos, consumo de álcool, fumo e drogas e sua relação com o desenvolvimento dos dentes/boca da criança, inclusive riscos de ingestão excessiva de medicamentos com flúor em locais onde já há o abastecimento com água fluoretada (COPASA BH).

Após o nascimento é necessário destacar aspectos como a importância do aleitamento, dos hábitos alimentares (riscos do alto consumo de açúcar), a transmissibilidade da cárie, as doenças que afetam a boca, medicamentos com manifestação sobre as estruturas dentárias (como p. ex., a tetraciclina), a cronologia da erupção dos dentes e os fenômenos que geralmente os acompanham (incômodos, febre, irritação), o uso excessivo de chupetas. Os cuidados de higiene bucal (uso de panos, gaze, escova e fio dental), o exame da boca (dentes e mucosas) devem ser constantemente estimulados e construídos nas diversas ações das equipes de saúde. Os cuidados a serem tomados durante tratamentos, ações de controle, quando do evento de dor, de alguma emergência (abscessos, fraturas, luxações, avulsões) ou referência e contra-referência junto a outros níveis, devem ser objeto do trabalho cotidiano de se fazer ações de saúde com vistas ao esclarecimento de causas, determinações dos problemas, à assimilação de hábitos positivos, bem como à autonomia das crianças, das mães e das famílias em relação a sua própria saúde.



11- Atenção à saúde mental
Há inúmeros fatores que devem ser considerados quando se fala em saúde mental de crianças. Nesse sentido, deve-se reconhecer que todos os cuidados que se tem com a mulher e mãe, antes mesmo do nascimento do bebê, são importantes também para a saúde mental da futura criança. A forma como se assiste a família, sua relação com o neném, a maneira como essa família se dispõe a cuidar da criança, seu percurso escolar desde os primeiros anos, enfim, como essa criança é recebida e ‘endereçada’ ao mundo, são fatores fundamentais para a saúde mental. Nesse contexto, todos os profissionais que atuam na rede de cuidados que se relacionam com a família, a criança e a escola (desde a educação infantil) têm responsabilidade em zelar também por sua saúde mental. O acompanhamento do crescimento e desenvolvimento se coloca como o eixo privilegiado do cuidado com a criança, possibilitando a identificação de necessidades especiais que merecem abordagem oportuna e deve ser realizado pela equipe de saúde conforme protocolo da SMSA.

As equipes de saúde mental da atenção básica estão habilitadas a intervir nos casos em que se caracteriza a necessidade de uma abordagem mais específica. Compõem uma rede capaz de fazer o acolhimento de bebês para avaliação e tratamentos psicoterapêuticos de crianças e adolescentes. Nos casos em que se verifica a necessidade de intervenção como a existência de sintomas indicativos de autismo, psicose, ou neuroses mais severas, os profissionais devem estar aptos a encaminhar as crianças às Equipes Complementares ou CRIAS (Centro de Referência da Infância e Adolescência), existentes nas regionais. Nos demais casos, é indispensável que os profissionais da saúde mental, em parceria com as ESF possam verificar em que medida os problemas apresentados pela criança podem ser resolvidos com sua inclusão em atividades de socialização, em oficinas culturais e esportivas da própria comunidade. Muitas das demandas atuais à saúde mental decorrem da impossibilidade da cidade oferecer espaços de participação social, de exercício do protagonismo infanto-juvenil, bem como da falta de perspectivas e de oportunidades para a produção dos talentos, aptidões e mesmo do efetivo exercício de cidadania de crianças e jovens. E é por isso que se deve reconhecer a importância e o significado dos Fóruns Regionais de Atenção à Criança e Adolescentes, como espaços de construção coletiva e de efetivo exercício da intersetorialidade, fundamentais na luta para assegurar o lugar da criança no seu território, na comunidade, na cidade.


12- Prevenção de acidentes, maus tratos/ violência, trabalho infantil
Ações de saúde e intersetoriais diferentes das tradicionalmente desenvolvidas são necessárias para abordagem de problemas relevantes em saúde pública na atualidade, como a violência urbana, a violência doméstica, acidentes domésticos e do trânsito, causas importantes de morbidade na infância e primeira causa de mortalidade a partir de 4 anos. A atenção integral à criança vítima de violência e abuso do trabalho infantil deve compor o cardápio de ações da saúde, com a promoção de um crescimento e desenvolvimento saudável e prevenção de agravos, na detecção oportuna dos problemas e abordagem multiprofissional e intersetorial.


13- Atenção à criança portadora de deficiência
Segundo a UNICEF, pelo menos 10% das crianças nascem ou adquirem algum tipo de deficiência – física, mental ou sensoral – com repercussão negativa no desenvolvimento neuropsicomotor. A criança com necessidades especiais merece atenção integral e multiprofissional, possibilitando a detecção dos problemas em tempo oportuno para o desenvolvimento de ações de diagnóstico e intervenção precoce, de habilitação e reabilitação, promoção de saúde e prevenção de impedimento físico, mental ou sensorial e de agravos secundários, minimizando as conseqüências da deficiência. A abordagem da criança deve ter como referencial a promoção da sua inclusão e participação social, para o quê é necessária a atuação integrada da equipe de saúde com a família, a comunidade e os equipamentos sociais disponíveis.

Em toda visita domiciliar ou atendimento da criança a equipe de saúde deve estar atenta à alguns sinais de alerta como atraso nas aquisições neuropsicomotoras, comportamentos estereotipados e repetitivos, apatia frente a estímulos do ambiente, dificuldade em fixar visualmente o rosto da mãe e objetos do ambiente, ausência de resposta aos estímulos sonoros, dentre outros. Na presença de qualquer alteração do desenvolvimento neuropsicomotor e/ou algum dos sinais de alerta, a criança deve ser encaminhada à UBS para avaliação com pediatra e equipes de habilitação e reabilitação, se necessário.

ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E ADOLESCENTE REDUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL

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