Saúde 190 Atuação da PsicoEducar em escolas públicas de São João Del Rei mg



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Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária

Belo Horizonte – 12 a 15 de setembro de 2004


Atuação da PsicoEducar em Escolas Públicas de São João Del Rei, MG
Área Temática de Saúde
Resumo

O projeto de estágio e extensão em Psicologia Educacional/Escolar (PsicoEducar) vem sendo desenvolvido, desde janeiro de 1998, em várias escolas públicas estaduais da Rede de Ensino de São João del Rei (MG.) por uma equipe de professores e alunos de psicologia da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ). No presente texto descreveremos e analisaremos a atuação da equipe e do projeto no atendimento a três escolas de ensino fundamental e médio da cidade. Tal atuação ocorreu dos anos 1998 ao ano de 2002. os trabalhos desenvolvidos têm proporcionado, a uma ampla clientela, a possibilidade de uma melhor qualidade de vida, dentro do âmbito institucional, na medida em que disponibiliza um conjunto de profissionais em aperfeiçoamento preocupados e ocupados em oferecer um serviço de qualidade e de grande eficácia na resolução das demandas identificadas. Os feedbacks da clientela atendida sobre os serviços até o momento oferecidos levam-nos a afirmar que alcançamos muitos de nossos objetivos iniciais: promover a saúde mental da clientela; estabelecer um modelo de atuação em Psicologia Escolar/Educacional, dentre outros.


Autores

Dener Luiz da Silva - Professor de Psicologia Escolar/Educacional

Maria Teresa Antunes Albergaria - Professora de Psicologia Escolar/Educacional

Emanuelly Dias - aluna de Psicologia

Aline Ferreira Lemos - aluna de Psicologia

Andreza de Souza Figueiredo - aluna de Psicologia


Instituição

Universidade Federal de São João Del Rei - UFSJ


Palavras-chave: psicologia escolar/educacional; ensino médio; adolescente
Introdução e objetivo

O projeto de estágio e extensão em Psicologia Educacional/Escolar (PsicoEducar) vem sendo desenvolvido, desde janeiro de 1998, em várias escolas públicas estaduais da Rede de Ensino de São João del Rei (M.G.) por uma equipe de professores e alunos de psicologia da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ). No presente texto descreveremos e analisaremos a atuação da equipe e do projeto no atendimento a três escolas de ensino fundamental e médio da cidade. Tal atuação ocorreu dos anos 1998 ao ano de 2002.

A necessidade em se dar respostas às solicitações constantes por parte de escolas públicas para um atendimento especializado em Psicologia levou os coordenadores do projeto a desenvolver uma metodologia de atuação neste âmbito.

O projeto PsicoEducar tem como público alvo de suas intervenções todos os “atores” do contexto escolar, estejam eles envolvidos direta ou indiretamente com a escola. Nomeadamente, pais, alunos, famílias dos alunos, funcionários, professores, dirigentes, especialistas etc.

A característica diferencial deste projeto é o de levar a Psicologia ao universo escolar, propondo e proporcionando ao cliente (no caso a escola como um todo) verificar e ampliar seus modos de lidar com as demandas (problemas e necessidades) percebidas. Isto se garante através de um projeto de longo prazo (em cada uma das escolas atendidas efetua-se um contrato de, até, dois anos de oferecimento do serviço, após este período, avalia-se os trabalhos e parte-se para uma nova escola) e pela presença constante do professor supervisor nos locais de atendimento, supervisionando e atuando em conjunto com a Equipe de Psicologia. Este último fator – a presença do professor no contexto de ação – tem sido avaliado como positivo na medida que favorece e implica diretamente um maior “respeito” pelo serviço oferecido. Outro fator é o fato de ser o professor supervisor a expressão concreta da identidade da UFSJ, assim, o vínculo se torna palpável e concreto. Não se trata de mera visita ou uso das instalações da escola para o benefício do aluno estagiário, senão um momento de investimento da universidade na organização do cliente.

Os objetivos principais do presente projeto têm sido a) construir uma prática – alicerçada em teorias consistentes – que possibilite promover a saúde no ambiente escolar/educacional. Saúde aqui entendida como sinônimo de uma autopercepção de bem-estar físico, psicológico e afetivo (OMS, 1999); b) aprimorar um “olhar crítico” sobre a realidade institucional e prefigurar uma análise e intervenção na mesma. Como objetivos secundários: propor atividade de Extensão Universitária, fornecendo serviço especializado à população e comunidade externa à Universidade, bem como efetuar trabalho psicológico (diagnóstico, atendimento psicoterápico, Plantão Psicológico, trabalhos individuais/grupais, orientação vocacional, plantão psicológico, psicomotricidade, grupo de pais/mães etc.) no contexto institucional.

O restabelecimento da Saúde no contexto escolar é um dos maiores desafios deste projeto, saúde mental tantas vezes abalada pela situação de crise em que se encontra a Educação Brasileira. Abalada também pelos movimentos e transformações sentidas num contexto mais amplo, o das políticas governamentais e mundiais - veja-se Neoliberalismo e a Globalização por ele imposta (Codo, 1999). Falando-se especificamente de um dos “atores” do contexto educacional - o professor - este encontra-se cada vez mais indeciso e com dificuldades em estabelecer um momento de troca e ou desenvolvimento do conhecimento com seus alunos, uma vez que há atualmente um fácil acesso à informação. O professor sofre de uma “crise de identidade”, manifestada então através de um profundo cansaço, desamparo e stress no ambiente de trabalho (Kupfer, 1998).
Metodologia

Gostaríamos, primeiramente, de caracterizar melhor a clientela por nós atendida no decorrer destes anos de atuação bem como o contexto no qual elas se situam, a cidade de São João del Rei, Minas Gerais. Trata-se de três escolas públicas da rede de ensino estadual. Para preservarmos suas identidades passaremos a descreve-las como escolas A B e C.

A cidade de São João Del Rei, situada a 180 quilômetros ao sul de Belo Horizonte é conhecida por seu vasto patrimônio histórico, com ruas, casas e igrejas remontando aos séculos XVIII, época em que a cidade gozava de importante situação no interior do Império. Atualmente São João Del Rei possui uma população de aproximadamente 80.000 habitantes, sendo que sua atividade econômica gira em torno do comércio local bem como do turismo. Mas a cidade também é pólo de muitas das regionais do poder público o que garante a ela importante papel no cenário político estadual.

A escola A atuava nos períodos matutino e vespertino (5ª a 8ª séries), sendo que durante o período noturno havia classes de supletivo do programa Caminhos da Cidadania., situada na periferia da cidade e que atende a alunos provenientes da zona rural do município. O número de alunos matriculados variava, no decorrer dos anos de atuação, na média de 560 alunos. Os professores, todos moradores da cidade, em número de 20.

A escola B situada em região mais central, sendo anteriormente escola de referência na cidade, atuava nos três períodos atendendo desde o ensino fundamental (5ª a 8ª séries) e ensino médio. Nesta o número de alunos variava de 1300 a 1500 alunos por ano. O número de professores era de 50 mais dois especialistas por turno.

Por fim, a escola C, localizada em área nobre da cidade, atendendo também nos três turnos a alunos do ensino fundamental e médio. O número de alunos variava entre 1100 a 1200 e o número de professores era de 45, também com dois especialistas por turno.

A extensão em Psicologia Educacional/Escolar constitui-se de sete passos distintos sendo que o primeiro deles é de natureza teórica, visando o “domínio” da teoria e que se realiza nas dependências da UFSJ. Os demais passos provêm da consecução do trabalho propriamente dito, ou seja, da estruturação de um serviço de caráter psicológico em uma organização escolar e/ou educacional. A seguir há a denominação pertinente a cada uma destas etapas: 1º Grupo de Estudos/Prática; 2º Observação Sistemática; 3º Diagnóstico (Análise do Cotidiano + Análise Organizacional + Análise Institucional); 4º Produção de Projeto de Intervenção; 5º Execução do Projeto; 6º Avaliação/ reproposta de Projeto de Intervenção; 7º Relatório de Estagio.

O aluno/estagiário participa de um Grupo de Estudos/Práticas sobre Psicologia Educacional/Escolar. No referido Grupo ele tende a elaborar e vivenciar uma série de conceitos, proposições teóricas, dinâmicas e exercícios que possam servir de auxílio à prática no ambiente escolar/educacional. O dispositivo Grupo de Estudo tem continuidade no decorrer do projeto, sendo um importante ponto de encontro entre estagiários-estagiários, supervisor-estagiários e supervisor-estagiários-comunidade, uma vez que o referido espaço é aberto à participação de profissionais da área.

Após a etapa de contrato e de atribuição de tarefas com uma instituição educacional, iniciando-se no trabalho empírico propriamente dito, realiza-se uma Observação Sistemática. O adjetivo “Sistemática” quer ressaltar o fato de ser esta observação planejada, premeditada, um momento onde o profissional procura dar uma conexão aos muitos fatos ocorridos no universo escolar/educacional. O período de Observação Sistemática efetuar-se-á através da intromissão do estagiário no contexto do cliente, participando e vinculando-se a sua realidade. O objetivo principal deste momento é, pois, o recolhimento de material para posterior avaliação e hipótese interpretativa.

Conjuntamente ao período de Observação – que deve continuar até o término do trabalho – o estagiário é conduzido a realizar um Diagnóstico sobre a situação ou o cliente ao qual lhe foi confiado a responsabilidade. No nosso entender, tal Diagnóstico é constituído, basicamente, de três grandes elementos (ou possibilidades diagnosticas): Análise do Cotidiano, que procura dar conta da realidade ao nível micro, das relações interpessoais entre todos os “atores” institucionais, seus valores, preconceitos, hierarquia, momentos de homogeneização etc. (Heller, 1994); Análise Organizacional, que procura dar conta da realidade ao nível meso, dos componentes organizacionais por excelência, das relações de poder e de como se organiza e se estrutura tal organização, suas relações com outras organizações, o papel da burocracia etc. (Novoa, 1995; Fleury e Ficher, 1996); Análise Institucional, que procura dar conta da realidade ao nível macro, das disposições legais, do Sistema Educacional, do instituído e do instituinte, do momento histórico, econômico, social e político que, por ventura, possam influenciar o contexto educativo.

É preciso ter clareza que em nenhum momento deve-se ter a pretensão de esgotar qualquer um destes elementos; não é possível, no nosso entender epistemológico, a apreensão total da realidade. O Diagnóstico está, portanto, sempre em construção, será sempre uma Hipótese Diagnóstica.

Tal diagnóstico deve proporcionar a produção de um plano de trabalho, ou seja, de um conjunto estratificado de ações que possibilitem o alcançar de algumas metas previamente estipuladas (através do prognóstico de possibilidades). Neste ponto, o aluno estagiário está em condições de produzir um Projeto de Intervenção onde sistematiza, acrescido de uma discussão teórica, as características do estágio. Tal Projeto justifica e baliza suas intervenções junto ao cliente, ou seja, sua ação terapêutica e assim ele já se encontra na etapa da Execução do Projeto. Tornar os propósitos e objetivos apontados no projeto em realidade palpável e passível de verificação é o desafio maior desta etapa do trabalho. Aqui exige-se um “olhar” aprimorado sobre a realidade e uma constante postura de negociação e ação conjunta entre a Equipe de Psicologia e toda a comunidade escolar.

Como modo de refletir sobre toda a experiência do estágio propõe-se momentos constantes de Avaliação, que podem ser tanto das atividades específicas quanto do estágio como um todo, incluindo, neste caso, as atividades de supervisão e outras.

Ao final, o aluno deverá produzir um Relatório de estágio/extensão onde expresse todo o seu percurso, pontos positivos, negativos, entraves, dificuldades, sucessos e frustrações. Uma maneira de tornar tal tarefa menos dispendiosa e desgastante é propor o hábito da construção de um Diário de Campo e de relatórios freqüentes. É preciso ressaltar ainda que a construção do relatório de estágio não é atividade menor ou secundária na consecução do estágio. No nosso entender, o relatório de estágio é o ponto culminante da fusão empiria-teoria, onde, mais precisamente, pode-se dar a construção de um fazer profissional devendo, por este motivo, ser realizado com a devida atenção.


Resultados e discussão

A seguir apresentamos uma tabela resumindo os principais resultados que encontramos nas três escolas descritas acima.


Tabela 1: resumo das atividades desenvolvidas nas três escolas de atuação do projeto.

Atividades


Escola A

Escola B

Escola C

Observação sistemática

200 horas

200 horas

200 horas

Orientação vocacional

Não

Grupo de 12 alunos durante 12 sessões de 1:30 horas

não

Grupo terapêutico com professores

Não

Grupo de 7 professores durante 10 sessões de 1:30 horas

não

Plantão psicológico

Atendimento a 20 alunos nos dois turnos

Atendimento a 120 alunos, nos três turnos

Atendimento a 112 alunos nos três turnos

Oficinas diversas

Criatividade, relacionamento, auto-estima, auto-confiança

Criatividade, relacionamento, afetividade, auto-estima, auto-confiança

criatividade

Reunião com os pais

não

sim

sim

Reuniões com os professores

Duas reuniões para apresentar os relatórios parciais e finais

Quatro reuniões para apresentar os relatórios parciais e finais bem como para discutir com eles o andamento dos trabalhos

Seis reuniões para apresentar os relatórios parciais e finais bem como para discutir com eles o andamento dos trabalhos

Na escola A, nosso diagnóstico foi em relação a sua identidade Institucional. Identificamos que a escola queixava-se de que todas as demais instituições educacionais achavam-na inferior, e isso refletia nas ações dos alunos, professores e técnicos. Buscamos, deste modo, contribuir para o resgate da identidade daquela escola, ajudando a manter alguns dos rituais que ela historicamente realizava, como a festa de são João, a gincana com toda a escola etc. Além disso, como estratégia extra para a recuperação da auto-estima institucional, procuramos construir um pequeno jornal de periodicidade semanal que era fixada na sala dos professores. O conteúdo de tal “jornalzinho” visava repensar as práticas educacionais bem como mostrar aos professores que muitas de suas atividades estavam dando certo.

Os resultados de tal atuação não foram quantitativos e, deste modo, não o dispusemos na tabela acima. Qualitativamente, pudemos notar que muitos dos professores estabeleceram um relacionamento de troca entre eles e nossa equipe o que pode ser entendido como um assentimento de que as atividades estavam caminhando no rumo certo.

Já quanto à escola B, o que realizamos nela de qualitativo diz respeito à natureza das atividades realizadas durante o grupo terapêutico com os professores. Após identificarmos uma demanda implícita por repensar e criar um espaço onde os professores pudessem se expressar livremente, fizemos o convite para todos os professores de todos os turnos da escola. A primeira dificuldade ficou por conta de estabelecer um horário comum a todos os professores interessados, que somaram inicialmente 16 inscritos. Quando conseguimos estabelecer um horário comum apenas 9 foram à primeira reunião, onde apresentamos a proposta do grupo, bem como a metodologia que iríamos seguir. No decorrer do processo apenas 6 professores participaram de todas as atividades e todas as sessões (10 sessões). Cada sessão tinha um objetivo explícito diversificado, sendo que o objetivo implícito era garantir um espaço para a livre expressão das subjetividades dos professores e a eles ouvir, tornando-se, no próprio ato do ouvir uma atividade terapêutica. Estávamos preocupados com o fenômeno de BurnOut, identificado por Codo (1999), onde observa-se que profissionais cujo trabalho é definido por cuidar de outras pessoas (dentre muitos o do professor) caracterísa-se por um processo de despersonalização e stress crônico que acaba por adoecer o professor.

Além destes dados gostaríamos de destacar os seguintes resultados: I) cada aluno de Psicologia ficou responsável por produzir um projeto de intervenção – a equipe se subdividiu para estudar e aprofundar em temas específicos para a concretização dos trabalhos propostos para a escola. Estes projetos foram elaborados e discutidos para serem concretizados mas tiveram de ser interrompidos por causa da greve (1999 e 2001). Com a retomada do estágio, foi implementado na escola o Plantão Psicológico, que funcionou até o final do ano letivo. As demais atividades propostas serão realizadas por uma nova equipe de psicologia educacional, devido ao encerramento do estágio; II) Intervenção propriamente dita – Plantão Psicológico para os Alunos e Questionário para os pais.

O Plantão Psicológico foi desenvolvida nos meses de novembro e dezembro, para os três turnos da escola, atendendo a 66 adolescentes entre 12 a 18 anos. O questionário para os pais foi elaborado pela equipe para obtermos mais dados acerca das famílias e suas relações com a escola. Foi aplicado durante o Dia da Família nas Escolas, 13 de novembro, onde 10 pais compareceram aos eventos e se disponibilizaram em responder o instrumento. Os resultados serão publicados num posterior momento; III) Avaliação do projeto e devolutivas para as Escolas. Efetuou-se uma avaliação de todas as atividades desenvolvidas nas escolas em conjunto com os professores, funcionários e dirigentes da mesma. Essa devolutiva foi realizada em todos os turnos separadamente, fazendo-se uma recapitulação das atividades desenvolvidas durante o ano, bem como uma avaliação da atuação da equipe de psicologia educacional.

Manter uma atmosfera de negociação entre as escolas atendidas e a equipe de Psicologia tem sido o maior desafio até o momento. As escolas, em geral, já possuem uma demanda explicitada (seus anseios e necessidades) bem como um modo como consideram que deveriam ser atendidos (modo de agir terapêutico) a tais demandas. É preciso, pois, que se abra uma interlocução com todos os “atores” institucionais para que se repense, problematize, suas necessidades e o modo adequado, portanto, pertinente, com o qual se responda a estas demandas através de técnicas já desenvolvidas e asseguradas pela Psicologia Contemporânea. A escola quer que se resolvam todos os problemas sentidos por ela de uma só vez (ideal de ausência de conflitos). Quer e demanda que um Outro venha atender e resolver seus problemas (ideal do cuidado e do amparo por um Outro). A estes ideais a Psicologia não pode responder. Houve, há e sempre haverá conflitos e problemas nos aglomerados humanos (Osório, 1989). Esta realidade é ainda mais sentida dentro de instituições que expressam o peso da manutenção e propagação dos valores estabelecidos pela sociedade.

Mas o trabalho de Psicologia desenvolvido nas escolas tem ainda se deparado com outro limite, desta vez interno. A Psicologia enquanto ciência contemporânea e enquanto profissão tem muito que aprender e se submeter às especificidades de seu cliente. O cliente escola exige da Psicologia todo um apanhado de técnicas e de disposições e enfrentamentos específicos para este contexto (Patto, 1993). Há um número pequeno de bibliografias e de construções teóricas que sustentem e amparem uma tradição de trabalhos e atendimentos na área (Del Prete, 1999). Assim, a história deste projeto faz-se também ao caminhar do mesmo.

Ocorre, como fruto deste embate, a criação de estratégias de atendimento extremamente inovadoras (como é o caso dos trabalhos de Orientação vocacional em grupo dentro da escola, a proposta do Plantão Psicológico, o atendimento a um grupo de professores através de um grupo terapêutico e outros) e o fortalecimento de uma postura profissional e sua decorrente identidade.
Conclusões

O trabalho em Psicologia Educacional/Escolar é um dos importantes trabalhos a que todas as escolas deveriam ter direito. Porém, seria por demais equivocado acreditar que a Psicologia sozinha possa resolver todos os problemas enfrentados dentro da esfera escolar. Elementos que nos prejudicaram em alcançar a totalidade de nossas metas traçadas inicialmente: I) a greve do funcionalismo federal com pausas e “resfriamentos” nas atividades e demandas trabalhadas (em concordância ao Comando Local de Greve decidiu-se que apenas as atividades de cunho clínico deveriam ser mantidas, algo que mais tarde verificamos como sendo um grave equívoco); II) dificuldades com os próprios clientes na escola que muitas vezes apresentavam empecilhos na consecução dos objetivos do projeto e problemas com a política educacional proposta pelo governo de Minas Gerais.

O Projeto em Psicologia Educacional/escolar em escolas públicas da Rede Estadual tem contribuído enormemente para o aperfeiçoamento técnico e profissional dos estagiários e profissionais envolvidos. As discussões teóricas e as dinâmicas e trabalhos práticos realizados durante o momento de Grupo de Estudo/Prática tem auxiliado aos envolvidos no projeto a repensarem suas práticas e suas posturas teóricas diante da realidade. A clientela apresenta sua aceitação da proposta de trabalho através da resposta a muitas das atividades sugeridas, além do visível movimento de aproximação e vínculo com a equipe.
Referências bibliográficas

CODO, W. (Coord.)


Catálogo: congrext -> Saude -> WORD
WORD -> Saúde 197: Inserção do Psicólogo no Programa Saúde da Família: Vislumbrando um Percurso
WORD -> Trabalho: 86: Avaliação psicológica da criança: triagem, uma articulação assistência e ensino no Ambulatório Bias Fortes do hc/ufmg
WORD -> Trabalho: 48: Cidadania e Reforma Psiquiátrica: a construção política do aluno de Psicologia no Programa de Extensão em Saúde
WORD -> Trabalho: 13: Assistência Fisioterapêutica às Pacientes Pós-Cirurgia do Câncer de Mama
WORD -> Saúde 115 Um exemplo de extensão universitária promovendo a interdisciplinaridade na área da saúde: atuação neuropsicológic
WORD -> Trabalho: 57: Inserindo estudantes em um bairro urbano de Belém, como metodologia de promoção de saúde e de qualidade de vida
WORD -> Saúde 188: Liga da Mama ufg
WORD -> Saúde 189: “era uma vez
WORD -> Rabalho: 44: Grupos Multifamiliares na Co-Construção da Auto-Estima em Situações de Risco

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