Saúde 189: “era uma vez



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Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária

Belo Horizonte – 12 a 15 de setembro de 2004


Era uma vez... no Hospital
Área de Temática de Saúde
Resumo

O projeto “Era Uma Vez... num Hospital” surge da necessidade de serem desenvolvidos trabalhos integrados com alunos de diversas áreas como, por exemplo, alunos da fisioterapia, psicologia e pedagogia. A intenção é que este projeto possa permitir a todos os envolvidos (alunos/contadores, crianças hospitalizadas, acompanhantes e idealizadoras do projeto) a vivência de experiências integradoras, através da atividade de contar história na ala da pediatria, do hospital Santa Casa de Misericórdia de Poços de Caldas. Os alunos/contadores foram selecionados através de entrevista e de vivências individual e em grupo. Dos seis alunos selecionados, cinco permanecem até hoje. Os contadores, acompanhados de uma das supervisoras vão ao hospital duas vezes na semana (às terças e quartas-feiras) durante uma hora. Além disso, ocorrem encontros semanais para discussão de temas afins e para compartilhar as vivências da semana. Os resultados são registrados de várias maneiras: por questionário, aplicado aos acompanhantes; relato dos contadores e por expressões verbais e não-verbais das crianças durante as histórias. Apesar do pouco tempo de desenvolvimento do projeto, podemos sugerir que contos e histórias fornecem uma importante sustentação cognitiva e afetiva para as experiências infantis. O contar histórias vem sendo usado terapeuticamente, auxiliando no estabelecimento de um sentido de existência.


Autores

Katia Maria Pacheco Saraiva – Mestre, docente


Instituição

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas


Palavras-chave: humanização; crianças; histórias.
Introdução e objetivo

Os grandes avanços científicos e técnicos no campo das ciências experimentais aplicadas à medicina e às ciências da saúde, em geral, vêm trazendo uma série de transformações. O processo de desumanização é uma das conseqüências da separação entre a medicina e as humanidades que ocorreu principalmente a partir dos fins do século XIX. Torna-se necessário recolocar o papel das ciências humanísticas no contexto da formação, sendo, talvez esse o caminho necessário e único para a (re)humanização da medicina. Atualmente, podemos verificar uma mudança, em alguns hospitais sutis, em outros, nem tanto, da dinâmica hospitalar. O antigo modelo de assistência, focado só na tecnologia, não tem sido satisfatório na maioria das instituições de saúde (MASETTI, 1998). Estamos vivendo uma era em que a preocupação é atender a pessoa do doente, e não apenas a doença da pessoa (PERESTRELO, 1989).

Diferentemente do foco tecnológico, onde a expressão de sentimentos de pacientes e profissionais da saúde é inibida, provocando o distanciamento nas relações e dificultando a comunicação, um novo modelo tem sido implementado em instituições preocupadas com a construção de uma assistência não só preocupada com qualidade tecnológica, mas que seja capaz de atender a pessoa em sua totalidade bio-psico-social (ANGERAMI, 1996). Esse novo modelo assistencial de cuidado em saúde tem sido chamado de humanização da assistência hospitalar e foi sistematizado pelo Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar o PNHAH, que tem sido implantado desde 2001 pelo Ministério da Saúde. Esse programa propõe um conjunto de ações integradas que visam mudar substancialmente o padrão de assistência ao usuário nos hospitais públicos do Brasil, melhorando a qualidade e a eficácia dos serviços hoje prestados por estas instituições.  A humanização hospitalar implica em tratamentos individualizados e entende que assistência em saúde envolve atenção e cuidados. Entendendo humanizar como, tornar humano, dar condição humana, humanar. Humanizar não é uma técnica, uma arte ou um artifício, porém um processo vivencial que permeia toda a atividade do local e das pessoas que ali trabalham, dando ao paciente o tratamento merecido como pessoa, nos limites e peculiaridades de cada um, nas circunstâncias próprias de cada internação. Trata-se, neste ponto, não de uma mudança apenas nas instalações físicas; é principalmente uma mudança de comportamento e atitudes frente ao paciente e seus familiares. O trabalho em equipe passa a ser fundamental nesse novo modelo, devendo haver um diálogo entre as diversas modalidades de atenção à saúde, a pessoa passa a ser vista em sua totalidade. (GOUVEIA, 2003).

Neste novo contexto, o profissional da saúde passa a ser valorizado não só por suas competências técnicas mas, principalmente, por sua habilidade no contato humano( MASETI, 1998). Todos os membros da equipe precisam se envolver com o processo de humanização. Não é um caminho solitário. A responsabilidade de todos os envolvidos no cuidar se estende para além das intervenções tecnológicas e farmacológicas focalizadas no paciente. Inclui também a avaliação da necessidade de familiares; grau de satisfação de todos sobre os cuidados realizados e a preservação da integridade do paciente como ser humano. Cada pessoa deve ser assistida considerando sua individualidade, tendo necessidades, valores e crenças únicos. Esse novo modelo assistencial está exigindo uma formação acadêmica que se alinhe com essa nova realidade e com esses valores. Cabe, à universidade estabelecer estratégias diferentes de formação desses novos profissionais como, por exemplo, através de projetos de extensão que oportunizem situações vivenciais onde esses futuros profissionais já estejam compromissados com sua função social.

O projeto de extensão “Era uma vez... no hospital” surge desse compromisso com a formação de pessoas que participem na construção da humanização na assistência hospitalar, e que possam, também, se tornar multiplicadores dessa nova visão de assistência à saúde. O projeto pretende atender a necessidade de se desenvolver trabalhos integrados com alunos de diversas áreas como, por exemplo, alunos da fisioterapia, psicologia e pedagogia. A intenção é que este projeto permita tanto aos nossos alunos, quanto às crianças internadas e ,também, aos acompanhantes destas a vivência de experiências humanizadoras dentro da ala da pediatria, do hospital Santa Casa de Misericórdia de Poços de Caldas. Neste cenário, a criança hospitalizada abre uma brecha no desafio entre a necessidade da construção de uma relação de qualidade com a pessoa hospitalizada e as exigências da rotina organizacional do trabalho no hospital (MASETI, 2001).

Escolhemos o nome “Era uma vez ... no hospital” para este projeto de extensão por dois motivos: o primeiro é que é uma frase que lembra nossa infância, nos lembra o cuidado e a atenção dos pais à beira da cama e o nosso olhar surpreso na expectativa pelo que viria a seguir. O segundo é que sabemos que as crianças gostam de brincar de faz-de-conta e de ouvir contos e histórias.

BETTELHEIM (1980) e BITTENCOURT (1995) destacam o poder do encantamento que o faz-de-conta fornece a criança ao reconciliar realidade e fantasia, através da criação. Graças ao faz-de-conta a criança pode imaginar, imitar, criar ou jogar simbolicamente e, assim pouco a pouco vai construindo em esquemas verbais e simbólicos tudo aquilo que está vivenciando. BITTENCOURT (1995) e PROCHET (2000) realçam outro aspecto, extremamente importante, que é a relação transferencial e, portanto, terapêutica estabelecida entre o ouvinte-narrador.

Para PROCHET (2000), os contos e histórias vêm sendo usados terapeuticamente, auxiliando no estabelecimento de um sentido de existência, pois “os contos e histórias fornecem uma moldura cognitiva e afetiva para que uma experiência sem palavras possa ser nomeada e compartilhada” (p.17). Ainda, segundo a autora: “As histórias permitem, dentro da variabilidade singular do desenvolvimento pessoal, o referencial para inserção do homem como um grupo, sociedade, espécie. Elas fazem uma ponte que liga o indivíduo ao seu dessemelhante (o outro), tornando-o semelhante, permitindo que o conceito de ser humano possa ser generalizado além das fronteiras de um grupo (Prochet, 2000, p.16) (grifo nosso).

Esse trabalho pretende, portanto, através do contar histórias, promover uma melhor qualidade de vida para as pessoas da comunidade, ou seja, pretende ser uma “ponte que ligue o indivíduo ao seu dessemelhante”.

Proporcionar um ambiente mais afetivo para os pacientes internados.

Diminuir o stress da internação e com isso ajudar na recuperação das crianças através de atividades lúdicas, tais como: contar histórias utilizando, por exemplo, fantoches.

Proporcionar uma maior proximidade entre alunos (futuros profissionais) e pacientes ajudando tanto alunos quanto pacientes a lidar com as emoções geradas pelo ambiente hospitalar.

Possibilitar aos alunos a experiência de trabalhos em equipe multiprofissional e deste modo favorecer a troca de experiências.

Estabelecer um vínculo de compromisso com o programa de humanização existente no hospital.


Metodologia

Buscando formar o grupo de contadores de histórias primeiramente, divulgamos o projeto através de cartazes, aos alunos dos cursos de fisioterapia, psicologia e pedagogia. Em um universo de quase 60 alunos inscritos foram selecionados apenas 5 alunos.

Os critérios de seleção foram uma entrevista individual e algumas dinâmicas de grupo. Além de disponibilidade de horário e do desejo de participar do projeto, também, foi observada e avaliada a capacidade de expressão tanto individual quanto em grupo através de dinâmicas. Inicialmente o grupo foi composto por: 1 aluna da pedagogia, 3 alunos da psicologia e 1 aluno da fisioterapia. Porém, um mês após o início a participante da pedagogia desistiu e assim o grupo ficou com quatro participantes que continuam até o momento.

Após o grupo formado demos início ao processo de formação dos contadores, com orientações sobre o ambiente hospitalar e o estar hospitalizado, bem como explanação das medidas de controle de infecção hospitalar. Posteriormente, realizou-se uma vivência da arte de expressão através do contar e criar histórias. Na primeira semana o grupo, juntamente com as idealizadoras do projeto foi o setor de pediatria para o reconhecimento do espaço físico e observação. Ao longo de todo o projeto fizemos campanha para doação de livros e fantoches. Todo o material foi obtido através de doações, critério adotado por considerarmos que a solidariedade é uma forma de expressão da humanização. Contamos com a colaboração e apoio de outros alunos e colegas de trabalho, os quais doaram livros e fantoches, realizaram uma oficina com vivências, etc.

O grupo tem ido ao hospital para contar histórias duas vezes por semana, acompanhado sempre por uma das idealizadoras, do “Era uma vez...”.Os dias escolhidos foram terças e quartas-feiras, no final da tarde, durante uma hora, em média. Além disso, ocorrem encontros semanais do grupo para discussão de textos ou temas pertinentes ao projeto, tais como: a criança hospitalizada; a função terapêutica das histórias; outros projetos de humanização hospitalar que estão sendo realizados, bem como expor suas impressões e suas experiências da semana. Nesses encontros semanais também são escolhidas três histórias para serem elaboradas criativamente pelos alunos e recontadas às crianças.

No hospital temos o seguinte procedimento: em primeiro lugar nos dirigimos ao posto de enfermagem para saber quantas crianças estão internadas. Em seguida, o grupo se organiza em uma sala localizada no final do corredor da ala da pediatria, que serve como refeitório e sala de televisão. Fazem parte dessa sala basicamente: algumas cadeiras de plástico tanto para adultos quanto para crianças; algumas mesas; uma estante e uma televisão. Depois de organizar o espaço para recepcionar as crianças nos dirigimos aos quartos e enfermarias convocando tanto os pais quanto as crianças para ouvirem as histórias. Para as crianças impossibilitadas de saírem do leito, em algumas ocasiões, as histórias são contadas junto ao leito destas.


Resultados e discussão

Iniciamos o projeto a quase dois meses e já podemos perceber através de relatos, que apesar do trabalho ser dirigido à criança, tem efeitos extensivos aos pais e aos contadores como podemos perceber a partir das seguintes falas:

“Para mim, algo muito marcante foi ver as mães entrarem dentro do mundo dos contos e conseguir sair um pouquinho da realidade do hospital” Nayara, contadora.

“Minha filha estava chorando e agora está até sorrindo” Mãe de uma criança de 10 anos.

“Minha filha gostou tanto que pediu para o pai comprar cds e livros de historinhas”. Mãe de uma criança de 5 anos.

Avaliamos a repercussão desta intervenção lúdico-terapêutica com as crianças, com as acompanhantes das mesmas e com os alunos envolvidos. A avaliação das crianças foi possível ser apreendida através de relatos espontâneos das próprias crianças e, também, pela participação das mesmas durante e após cada sessão de histórias. Percebemos sua interação por meio de sorrisos, escolhas de personagens, pedido de repetição de histórias, exploração do material levado pelo grupo, entre outros.

Em relação aos pais (acompanhantes) aplicamos, ao final de cada sessão, um pequeno questionário contendo três perguntas:

O que você achou da idéia de contar histórias para as crianças no hospital?

( ) EXCELENTE ( ) BOA ( ) TANTO FAZ ( )RUIM

Você traria seu filho novamente?

( ) SIM ( ) NÃO

Qual importância de contar histórias no hospital?

( ) EDUCATIVA ( ) ALTERA A ROTINA HOSPITALAR

( ) DIMINUI O STRESS (ANGÚSTIA) DA INTERNAÇÃO

( ) NÃO TEM IMPORTÃNCIA

Até o presente momento obtivemos os seguintes resultados:

Dos 23 acompanhantes das crianças e que responderam ao questionário, 18 acham a idéia de contar histórias no hospital EXCELENTE e 5 a consideram BOA. Para a segunda questão, todas as respostas foram afirmativas. Percebemos nessa unanimidade de respostas a aprovação desse trabalho.

Em relação à importância do projeto, temos os seguintes resultados: 18 respostas considerando que o ato de contar histórias no hospital diminui a angústia da internação e ainda altera a rotina hospitalar. Tivemos 11 respostas afirmando que as histórias servem, também, para educar.

Segundo ESTÉS (2002) as histórias têm uma finalidade terapêutica “uma história cujo propósito é curar sobe pelas veias do próprio contador como um remédio” (p.87). Verificamos essa finalidade quando analisamos as respostas dos acompanhantes e confirmamos, através da fala deles, que o ato de contar histórias no hospital funciona como “remédio”, pois diminui a angústia da internação e promove um ambiente mais afetivo, portanto, terapêutico. O brincar de faz-de-conta é uma forma de autoterapia da criança e esta atividade pode se transformar em um bom instrumento preventivo e terapêutico, pois através do mundo de fantasia a criança pode assimilar o que experiência, facilitando o seu próprio desenvolvimento psicológico (ANGERAMI, 1998).

Para analisarmos a repercussão do trabalho para os contadores utilizamos um caderno para que os mesmos pudessem relatar suas impressões logo após cada sessão de histórias. A partir dos depoimentos percebemos que o contar histórias desperta sentimentos nos contadores, ocorre uma relação transferencial entre contadores e ouvintes-crianças/pais, como afirmam PROCHET (2000) e BITTENCOURT (1995). Para ilustrar reproduzimos a fala de uma das contadoras:

“Hoje, algo muito gratificante foi ver a menininha que não pode respirar ir ouvir nossas historinhas. No início ela parecia muito triste, mas no final ela estava mandando até beijinhos!” Nayara, contadora.

A preparação das histórias favoreceu, também, a proximidade entre os contadores, a integração dos mesmos, tanto que em um dos encontros o próprio grupo sentiu a necessidade de algo que os identificasse, daí surgiu a camiseta do “Era uma vez...” GOUVEIA (2003), afirma a importância da preparação das histórias e reforça dizendo que esses momentos servem para o aprendizado de novas técnicas e socialização do conhecimento e do grupo. Essa interação pode ser constatada a partir da seguinte impressão:

“Contamos as histórias da Alice no país da maravilha e o Girassol Solitário. Ilustramos a primeira história com bonecos e outros objetos. As crianças gostaram. Eu e a Nayara pintamos o rosto de gatinho e coelhinho. Gostei!” Fernanda, contadora.
Conclusões

A humanização do atendimento envolve a observação de todos os aspectos ligados ao adoecer, o respeito às angústias, crenças e fragilidades das crianças e de seus familiares, além da ética na adoção das atividades técnico-científicas. Promove uma diminuição da angústia e da tensão sendo, uma das chaves mestras, para se mudar a impressão predominante da população sobre os hospitais vistos como lugares onde a pessoa não é tratada em sua totalidade bio-psico-social. A implantação de programas de humanização como este se torna necessária, pois significa a construção de um novo paradigma nos hospitais.

Apesar do pouco tempo em que estamos no hospital com este projeto podemos inferir que alguns dos objetivos já estão sendo alcançados. Isso é notado quando analisamos os resultados tanto em termos quantitativos, quanto qualitativos. Quantitativamente, tivemos a unanimidade dos acompanhantes (pais) que responderam, que trariam seus filhos outra vez para ouvir histórias. Em termos qualitativos podemos perceber pela análise das falas de todos os envolvidos, como o trabalho refletiu em cada um.

O envolvimento com o projeto se traduziu de muitas formas: encontros entre os contadores além dos horários estabelecidos; a preocupação em ter algo, como uma camiseta, que identificasse o grupo, bem como em falas, como essas:

“Para mim foi gratificante e estamos aprendendo com as reações das crianças que nos passam, às vezes, reações tristes, alegres e espontâneas. Como foi o caso da garotinha que só falava da bruxa”. Valério, contador.

“Foi bastante marcante hoje, o fato de duas das crianças que estavam no hospital só de passagem, pedirem para a mãe levá-las ao hospital no dia seguinte para escutarem mais histórias”. Alexandra, contadora.

Acreditamos que o contar histórias cria uma espécie de comunhão entre as crianças e o lado infantil de cada um e funciona como agente facilitador da comunicação entre crianças e adultos. Sabemos, também, que as crianças evoluem por intermédio de suas próprias brincadeiras e, que através da brincadeira de faz-de-conta as crianças não só se desenvolvem, mas dominam suas angústias, controlam idéias ou impulsos. (WINNICOTT, 1975).

O contar histórias resgata a possibilidade de novos personagens para um conto, que se torna cada vez mais rico e vivo se pudermos nele atualizar gestos e situações. Uma história será significativa para uma criança, quando permite a construção de uma outra, mais elaborada e que, de uma certa forma, ultrapasse aquela que a originou. Deste modo, o contar histórias faz sentido, pois passa ser um ato que ao mesmo tempo supera e acolhe toda a intensidade de sentimentos presentes quando construímos nossa história pessoal.

O projeto proporcionou um espaço de resgate dessa sensação de acolhimento e cuidado, muitas vezes difíceis de se estabelecer num hospital. Percebemos que essa vivência se coloca acima dos problemas pessoais e institucionais, diminuindo a ansiedade e melhorando a comunicação. A validade e a importância do projeto está presente na fala de uma das crianças, que conseguiu sintetizar tudo que representa o “Era uma vez... no hospital”: “Porque deixa a gente mais feliz!”.
Referências bibliográficas

ANGERAMI, V. A. (org). E a psicologia entrou no hospital. São Paulo: Pioneira, 1996.

BETTELHEIM, B. Psicanálise dos Contos de Fadas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980.

BITTENCOURT, A. M. Encantos e Desencantos dos Contos de Fadas. Cader. Bras. de Psicanálise, v.24, nº 2, 1990.

ESTÉS, C. P. A história como fonte terapêutica. In: SIMPKINSON, C & SIMPKINSON, A (org) Histórias Sagradas: uma exaltação do poder de cura e transformação. Rio de Janeiro: Rocco, 2002.

GOUVEIA, M. H. Viva e deixe viver: histórias de quem conta histórias. São Paulo: Globo, 2003.

http: // www.humaniza.org.br

MASETTI, M. Soluções de Palhaços – Transformações na realidade hospitalar. São Paulo: Palas Athena,1998.

PERESTRELO, D. A medicina da pessoa. Rio de Janeiro: Atheneu, 1989.

PROCHET, N. Tempo de Criação: Perspectivas Temporais na


Clínica Winnicottiana. Tese de doutorado, São Paulo: USP, 2000.

WINNICOTT, D.W., O Brincar e a Realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975.
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