Rio Grande/RS, Brasil



Baixar 12,8 Kb.
Encontro10.08.2018
Tamanho12,8 Kb.

13ª Mostra da Produção Universitária

.

Rio Grande/RS, Brasil, 14 a 17 de outubro de 2014.


Desenvolvimento e formação do Clown: o papel das atividades teóricas no desempenho prático dos participantes do Programa Recrutas da Alegria

SOUZA, Pamela1 Almeida de; SOUZA, Jean Paulo Veronese de; SANTOS, Ricardo Cunha dos; ANGINONI, Renata.

COSTA , Marilice Magroski Gomes da

¹pamelafurg@gmail.com
Evento: Seminário de Extensão
Área do conhecimento: 40100006
Palavras-chave: Humanização, medicina, extensão.
1 INTRODUÇÃO
Criado em 2010 com o objetivo de permitir maior contato com o paciente, desenvolver a sensibilidade e a percepção do estudante com a realidade do hospital, o Programa Recrutas da Alegria se estrutura em oficinas quinzenais e intervenções semanais no Hospital universitário Miguel Riet Corrêa Jr. O programa conta com a participação de alunos dos cursos de Medicina e Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

As reuniões quinzenais, de fundo teórico, têm o objetivo de desenvolver a técnica do clown, discussão de temas como o luto, a psicologia e o desenvolvimento infantil e a importância da humanização da medicina. Ao longo desses quatro anos de programa, observou-se a necessidade de espaços que permitam o desenvolvimento de uma nova visão de si e do contexto inserido.

Nas intervenções os participantes entram em contato com pacientes em diferentes situações de saúde, sendo esse momento, na maioria das vezes, o primeiro contato dos estudantes com um paciente acamado, o que gera muita insegurança em relação à abordagem a ser tomada, tornando as oficinas teóricas que precedem intervenções importante ferramenta para o programa.

O objetivo desse trabalho é avaliar a importância das atividades teóricas dentro da estrutura do projeto, reflexão fundamental para a organização das futuras atividades do programa.


2 REFERENCIAL TEÓRICO

Segundo OSTETTO & LEITE (2004), construir o aprendizado da capacidade cômica exige da pessoa o rompimento de um conhecimento cristalizado, solidificado na esperteza, inteligência e no sucesso. Quanto ao desenvolvimento da técnica, WUO (2004) diz que acima de tudo o ator deve evitar fazer um papel, mas dar liberdade, da maneira mais psicológica, pois a inocência dele aparece, vinda de dentro dele mesmo. Ambos os autores expressam a dificuldade de encontrar em si o clown e utilizá-lo para se comunicar com o outro.


3 MATERIAIS E MÉTODOS
Para a realização desse trabalho foi analisado o questionário de avaliação do projeto Recrutas da Alegria do primeiro semestre letivo de 2014 submetido aos participantes do programa. A pergunta “Você acha que as oficinas das segundas-feiras colaboram com sua atuação nas intervenções aos sábados? Se sim, de que forma?”, foi inserido no questionário aplicado a esses estudantes, que não foram identificados e suas respostas serão utilizadas para avaliação e planejamento das atividades do segundo semestre letivo de 2014.
4 RESULTADOS e DISCUSSÃO
Após a aplicação do questionário, dezenove respostas foram analisadas e observou-se que as oficinas são fundamentais para o preparo dos estudantes. Um dos relatos refere que as oficinas são de suma importância para o aprimoramento do clown e para podermos lidar com esses desafios que a enfermaria nos impõe, ainda mais que as oficinas proporcionam as trocas de experiências, que são de grande valia para sabermos o que pode nos esperar nas unidades.

Além disso, a integração foi um dos pontos mais citados na avaliação do programa, observado na seguinte fala: “Acho que as oficinas de segunda-feira ajudam a construir uma maior interação com os próprios recrutas. Essa interação gera uma maior união do grupo, o que se reflete nas intervenções, com uma maior sincronia, união”.

Ainda pode-se dizer que a organização desse espaço é observada nesse relato: “Ao que percebi, as oficinas de segunda-feira podem ser divididas em duas abordagens: a instrumentalização para o trabalho, que é a parte teórica sobre as fases da infância, como construir-se palhaço e fazer objetos com balões; e uma segunda abordagem, que é um espaço de amparo e reconhecimento pessoal, no qual incluem as dinâmicas de grupo, jogos e o espaço para relatar os sentimentos emergidos pelo trabalho da semana.”. Por fim, observa-se o potencial de apoio ao sofrimento emocional dos recrutas, uma vez que “elas me deixam mais sensíveis em relação aos sentimentos alheios, além de me darem mais desenvoltura para enfrentar diversas situações e me sair bem delas.”
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Percebe-se que as oficinas teóricas do Recrutas da Alegria são oportunidades de integração, preparo técnico e apoio emocional dos participantes do programa. A abordagem de temas relacionados ao sofrimento humano, desenvolvimento infantil, técnica de clown e humanização é fundamental para o desenvolvimento da identidade dos clowns e, além disso, fator contribuinte para a formação de profissionais da área da saúde capazes de levar não só amparo técnico, mas também emocional ao paciente internado.
REFERÊNCIAS
1. OSTETTO, L.E.; LEITE, M.I. Arte, infância e formação de professores. Campinas: Papirus, 2004. 128p.

2. Wuo AE. A linguagem secreta do clown. Integração [perió-dico na internet]. 2009 [acesso em: 15 dez. 2012] ;15(56):57-62. Disponível em: ftp://ftp.usjt.br/pub/revint/57_56.pdf .






Compartilhe com seus amigos:


©psicod.org 2017
enviar mensagem

    Página principal