Revisão para avaliaçÃo discursiva



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REVISÃO PARA AVALIAÇÃO DISCURSIVA

1. As duas frases a seguir foram extraídas de blogs, os chamados diários virtuais da internet.

Texto 1

Você sabe que é brasiliense quando: […] Você classifica “montanha” como substantivo abstrato.”



Disponível em: . Acesso em: 2 jun. 2004. (Fragmento).

Texto 2


Vida — substantivo abstrato que é construído na maior parte aos finais de semana.”

Disponível em: . Acesso em: 2 jun. 2004.

a)Em ambas as frases, há um substantivo sendo classificado como abstrato. Julgue a propriedade de tal classificação com base no que você estudou sobre substantivo.

b)O que teria motivado o “equívoco” de classificação no texto 1?

O texto a seguir deve ser usado como base para as questões de 2 e 3.

O diminutivo



O diminutivo é uma maneira ao mesmo tempo afetuosa e precavida de usar a linguagem. Afetuosa porque geralmente o usamos para designar o que é agradável, aquelas coisas tão afáveis que se deixam diminuir sem perder o sentido. E precavida porque também o usamos para desarmar certas palavras que, na sua forma original, são ameaçadoras demais.
Operação, por exemplo. É uma palavra assustadora. Pior do que intervenção cirúrgica, porque promete uma intromissão muito mais radical nos intestinos. Uma operação certamente durará horas e os resultados são incertos. Suas chances de sobreviver a uma operação… sei não. Melhor se preparar para o pior.
Já uma operaçãozinha é uma mera formalidade. Anestesia local e duas aspirinas depois. Uma coisa tão banal que quase dispensa a presença do paciente.
No Brasil, usa-se o diminutivo principalmente com relação à comida. Nada nos desperta sentimentos tão carinhosos quanto uma boa comidinha.
— Mais um feijãozinho?
O feijãozinho passou dois dias borbulhando num daqueles caldeirões de antropófagos com capacidade para três missionários. Mas a dona da casa o trata como um mingau de todos os dias.
O diminutivo é também uma forma de disfarçar o nosso entusiasmo pelas grandes porções. E tem um efeito psicológico inegável. Você pode passar duas horas tomando cer-vejinha sem nenhum dos efeitos que sofreria depois de duas cervejas.
E agora, um docinho.
E surge um tacho de ambrosia que é um porta-aviões.

VERISSIMO, Luis Fernando. O diminutivo. (Fragmento).

2. O autor atribui ao diminutivo a capacidade de conferir à linguagem diferentes conotações. a)Quais são elas?

b) Como o autor comprova essas diferentes conotações do uso do diminutivo?



3. No final do texto, o humorista ainda identifica outra possibilidade de uso conotativo do diminutivo.
  Qual é ela? Como o autor exemplifica esse uso? Justifique sua resposta.

4. Analise, do ponto de vista do sentido e da relação forma X função, o texto que qualifica o título da revista a seguir.


“O PRAZER DA POLÍTICA E A POLÍTICA DOS PRAZERES”


Texto para a questão 5.

O parágrafo reproduzido abaixo introduz a crônica intitulada Tragédia concretista, de Luís Martins.

O poeta concretista acordou inspirado. Sonhara a noite toda com a namorada. E pensou: lábio, lábia. O lábio em que pensou era o da namorada, a lábia era a própria. Em todo o caso, na pior das hipóteses, já tinha um bom começo de poema. Todavia, cada vez mais obcecado pela lembrança daqueles lábios, achou que podia aproveitar a sua lábia e, provisoriamente desinteressado da poesia pura, resolveu telefonar à criatura amada, na esperança de maiores intimidades e vantagens. Até os poetas concretistas podem ser homens práticos.

(Luís Martins, Tragédia concretista, em As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, p. 132.)

5.Compare lábio e lábia quanto à forma e ao significado. Considerando a especificidade do poeta, justifique a ocorrência dessas duas palavras dentro da crônica.

6.Analise atenciosamente o poema em questão e em seguida procure responder às questões referentes ao mesmo:



Cidadezinha cheia de graça...
Tão pequena que até causa dó!
Com seus burricos a pastar na praça...
Sua igrejinha de uma torre só...

Mário Quintana. A Rua dos Cataventos. Porto Alegre, UFRG, 1992.

Sabemos que na linguagem literária, os recursos linguísticos empregados pelo emissor não são feitos de maneira aleatória. Dessa forma, registre suas impressões quanto ao grau desses substantivos.

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