Revisional de Literatura- ° bim -2018- ano Raiane



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Revisional de Literatura- 4° bim -2018- 2 ano Raiane
1. (Unifesp 2017) Nesta obra, o autor optou por uma situação narrativa que se define pelo movimento de aproximação e distanciamento da substância sensível da realidade retratada, como forma de solidarizar-se com seus personagens e, ao mesmo tempo, sustentar uma posição crítica rigorosa ante a “desgraça irremediável que os açoita”. Relativiza, assim, a onisciência da terceira pessoa e reconstitui, pela via literária, o hiato entre seu saber de intelectual e a indigência dos retirantes – alteridade que buscou compreender pelo exercício artístico da palavra enxuta e medida. Com a cautela de quem não se permite explicitar significados ou avançar conclusões, o narrador condiciona a narração à expectativa dos personagens, através do uso intensivo do discurso indireto livre, que dá forma à sondagem interior pretendida e singulariza os destinos representados.
(Wander Melo Miranda. “Texto introdutório”. In: Silviano Santiago (org). Intérpretes do Brasil, vol. 2, 2000. Adaptado.)

Tal comentário aplica-se à obra

a) Morte e vida severina, de João Cabral de Melo Neto.

b) Os sertões, de Euclides da Cunha.

c) Vidas secas, de Graciliano Ramos.

d) Capitães da Areia, de Jorge Amado.

e) Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa.

2. (Unisc 2016) Relacione os autores listados abaixo com as informações apresentadas a seguir.


1. Oswald de Andrade

2. João Guimarães Rosa

3. Clarice Lispector

4. Graciliano Ramos

5. Jorge Amado
( ) Escreveu o romance Grande sertão: veredas, relevante obra da terceira geração do Modernismo brasileiro.

( ) É de sua autoria o romance Memórias sentimentais de João Miramar.

( ) Vidas Secas é uma de suas obras mais conhecidas.

( ) Escreveu romances importantes da nossa literatura, tais como Capitães de areia e Gabriela cravo e canela.

( ) A paixão segundo GH é um exemplo da sua prosa intimista e psicológica.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

a) 3 – 4 – 2 – 1 – 5.

b) 2 – 1 – 4 – 5 – 3.

c) 5 – 3 – 4 – 1 – 2.

d) 2 – 5 – 1 – 3 – 4.

e) 4 – 3 – 5 – 1 – 2.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

a) 1 – 3 – 4 – 5 – 2.

b) 5 – 3 – 1 – 2 – 4.

c) 5 – 4 – 3 – 2 – 1.

d) 4 – 5 – 3 – 1 – 2.

e) 1 – 4 – 2 – 3 – 5.


3. (Upf 2017) Sobre a chamada Geração de 45, que alguns críticos denominam de pós-modernista, apenas é incorreto afirmar que:

a) Apresenta um primeiro balanço de sua produção por meio da publicação, em 1951, da antologia Panorama da nova poesia brasileira, organizada por Fernando Ferreira de Loanda.

b) Encontra em João Cabral de Melo Neto o seu expoente maior, em que pese o fato de o poeta pernambucano situar-se no grupo mais por circunstância cronológica do que por afinidades programáticas.

c) Regride plenamente a concepções e procedimentos poéticos parnasiano-simbolistas, desconsiderando toda a poesia existencial europeia de entreguerras, de filiação surrealista, que poderia insuflar algum sopro de modernidade à produção do grupo.

d) Reúne, basicamente, poetas amadurecidos durante a II Guerra Mundial, como Hélio Pelegrino, Ledo Ivo, Geir Campos, Fernando Ferreira de Loanda e José Paulo Paes, entre vários outros.

e) Rejeita o verso livre e o coloquialismo dos modernistas de 22, operando um retorno ao verso metrificado e à dicção nobre em seus poemas.

4. (Ufrgs 2016) Leia o trecho do romance Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, abaixo.
Essas coisas todas se passaram tempos depois. Talhei de avanço, em minha história. O senhor tolere minhas más devassas no contar. É ignorância. Eu não converso com ninguém de fora, quase. Não sei contar direito. Aprendi um pouco foi com o compadre meu Quelemém; mas ele quer saber tudo diverso: quer não é o caso inteirado em si, mas a sobre-coisa, a outra-coisa. Agora, neste dia nosso, com o senhor mesmo – me escutando com devoção assim – é que aos poucos vou indo aprendendo a contar corrigido. E para o dito volto. Como eu estava, com o senhor, no meio dos hermógenes.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre o trecho.
( ) Riobaldo, narrador da história, tem consciência de que sua narrativa obedece ao fluxo da memória e não à cronologia dos fatos.

( ) A ignorância de Riobaldo é expressa pelos erros gramaticais e pela inabilidade em contar sua história, que carece de ordenação.

( ) “A sobre-coisa, a outra-coisa”, que o compadre Quelemém quer, é a interpretação da própria vivência e não o simples relato dos acontecimentos.

( ) O ouvinte exerce um papel importante, pois obriga Riobaldo a organizar a narrativa e a dar significado ao narrado.

a) F – V – V – F.

b) V – V – F – V.

c) V – F – V – V.

d) F – F – V – F.

e) F – V – F – V.

5. (Ufu 2016) Com o intuito de compreender as razões do comportamento humano, a narradora do conto “Felicidade clandestina”, de livro homônimo de Clarice Lispector, atém-se a um fato de sua infância, em que uma menina, filha do dono de uma livraria, percebendo o gosto da narradora pelos livros e pela leitura, promete lhe emprestar o livro As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Entretanto, numa atitude de crueldade, sempre adia o empréstimo.


Para a narradora personagem, o comportamento da menina advém

a) da vingança fracassada, que se originou da desagregação familiar da menina e do rompimento com o namorado.

b) da inveja, que a corroía em função da contraposição de sua feiura à beleza das outras meninas.

c) do transtorno de conduta, que depois levou a menina à demonstração de sentimento de remorso.

d) do distúrbio de dupla personalidade, que instaurava na menina a dúvida quanto ao empréstimo do livro.

6. (Espcex (Aman) 2016) Leia os versos a seguir e responda.


“Catar Feijão

Catar feijão se limita com escrever:

joga-se os grãos na água do alguidar

e as palavras na folha de papel;

e depois, joga-se fora o que boiar.

Certo, toda palavra boiará no papel,

água congelada, por chumbo seu verbo:

pois para catar esse feijão, soprar nele,

e jogar fora o leve e o oco, palha eco,”
Alguidar: recipiente de barro, metal ou material plástico, usado para tarefas domésticas

Em Catar feijão, João Cabral de Melo Neto revela

a) o princípio de que a poesia é fruto de inspiração poética, pois resulta de um trabalho emocional.

b) influência do Dadaísmo ao escolher palavras, ao acaso, que nada significam para a construção da poesia.

c) preocupação com a construção de uma poesia racional contrária ao sentimentalismo choroso.

d) valorização do eu lírico, ao extravasar o estado de alma e o sentimento poético.

e) valorização do pormenor mediante jogos de palavras, sobrecarregando a poesia de figura e de linguagem rebuscada.

7. (Espcex (Aman) 2016) Leia o trecho a seguir e responda.


“O senhor tolere, isto é o sertão. Uns querem que não seja: que situado sertão é por os campos-gerais a fora a dentro, eles dizem, fim de rumo, terras altas, demais do Urucúia. Toleima. Para os de Corinto e do Curvelo, então, o aqui não é dito sertão? Ah, que tem maior! Lugar sertão se divulga: é onde os pastos carecem de fechos; onde um pode torar dez, quinze léguas, sem topar com casa de morador; e onde criminoso vive seu cristo-jesus, arredado do arrocho de autoridade. O Urucúia vem dos montões oestes. Mas, hoje, que na beira dele, tudo dá – fazendões de fazendas, almargem de vargens de bom render, as vazantes; culturas que vão de mata em mata, madeiras de grossura, até ainda virgens dessas lá há. Os gerais corre em volta. Esses gerais são sem tamanho. Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniães... O sertão está em toda parte.”

Quanto ao trecho, é correto afirmar que

a) não há ponto de vista do narrador, que apenas relata as impressões alheias.

b) apresenta alguns neologismos, como “toleima”, “almargem”, “opiniães” e “oestes”.

c) não há abordagem universal, a passagem constitui apenas uma descrição do sertão.

d) o trecho transpõe os limites do regional, alcançando a dimensão universal.

e) transparece todo misticismo sertanejo, baseado apenas nos dois extremos: o bem e o mal.

8. (Unicamp 2016) No conto “Amor”, de Clarice Lispector, a percepção da personagem Ana, em relação ao seu mundo, é alterada de forma significativa pelo seguinte acontecimento:

a) os ovos quebrados no embrulho do jornal, que simbolizam a mudança psicológica da protagonista no relato ficcional.

b) o cego parado no ponto do bonde, que modifica a visão da protagonista em relação aos vínculos familiares.

c) o estouro do fogão da cozinha, que significa, no percurso narrativo, a ruptura psíquica da protagonista com a opressão da vida matrimonial.

d) a aparição súbita do gato no Jardim Botânico, que deflagra uma reviravolta afetiva de Ana com o seu amante.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Para responder à(s) questão(ões) a seguir, considere o texto abaixo.


No fim de 1944 estávamos em regime de ditadura no Brasil, como todos sabem. Uma ditadura que já se ia dissolvendo, porque o ditador de então começara a acertar o passo com as chamadas Potências do Eixo; mas quando os Estados Unidos entraram na guerra e pressionaram no mesmo sentido os seus dependentes, ele não só passou para o outro lado, como teve de concordar que o país interviesse efetivamente na luta, como aliás pedia a opinião pública, às vezes em manifestações de massa que foram as primeiras a quebrar a rotina disciplinada de tranquilidade aparente nas grandes cidades.
(CÂNDIDO, Antonio. Teresina etc. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1980, p. 107-108)

9. (Puccamp 2016) No imediato pós-guerra, precisamente no ano de 1945, um grupo de poetas − a chamada geração de 45 – acabou se caracterizando por abraçar

a) uma recomposição de valores estéticos clássicos e tradicionais, em reação a teses centrais do Modernismo de 22.

b) manifestos e programas de tendências várias da vanguarda europeia.

c) uma nova onda nacionalista, da qual emergiriam grupos como o dos poetas concretos e o da poesia Praxis.

d) a missão claramente ideológica de promover a conscientização política das camadas populares.

e) certo proselitismo religioso, recuperando a tradição medieval da poesia mística e dos hinos de fé.

10. (Upf 2014) Só se espiaram realmente quando as malas foram dispostas no trem, depois de trocados os beijos: a cabeça da mãe apareceu na janela.


Catarina viu então que sua mãe estava envelhecida e tinha os olhos brilhantes.
O trem não partia e ambas esperavam sem ter o que dizer. A mãe tirou o espelho da bolsa e examinou-se no seu chapéu novo, comprado no mesmo chapeleiro da filha. Olhava-se compondo um ar excessivamente severo onde não faltava alguma admiração por si mesma. A filha observava divertida. Ninguém mais pode te amar senão eu, pensou a mulher rindo pelos olhos; e o peso da responsabilidade deu-lhe à boca um gosto de sangue. Como se “mãe e filha” fosse vida e repugnância. Não, não se podia dizer que amava sua mãe. Sua mãe lhe doía, era isso. A velha guardara o espelho na bolsa, e fitava-a sorrindo. O rosto usado e ainda bem esperto parecia esforçar-se por dar aos outros alguma impressão da qual o chapéu faria parte. A campainha da Estação tocou de súbito, houve um movimento geral de ansiedade, várias pessoas correram pensando que o trem já partia: mamãe! disse a mulher. Catarina! disse a velha. Ambas se olhavam espantadas, a mala na cabeça de um carregador interrompeu-lhes a visão e um rapaz correndo segurou de passagem o braço de Catarina, deslocando-lhe a gola do vestido. Quando puderam ver-se de novo, Catarina estava sob a iminência de lhe perguntar se não esquecera de nada...
– ...Não esqueci de nada? perguntou a mãe.
LISPECTOR, Clarice. Laços de família.

No texto acima, a autora:

a) emprega palavras comuns, por vezes combinadas de modo inesperado, para desvelar a mentira constituinte de uma relação familiar feita de frases e gestos convencionais.

b) escolhe um vocabulário nobre e raro e uma sintaxe complexa e difícil para desvelar a mentira constituinte de uma relação familiar feita de frases e gestos cerimoniosos.

c) escolhe um vocabulário nobre e raro e uma sintaxe complexa e difícil para ocultar a mentira constituinte de uma relação familiar feita de frases e gestos convencionais.

d) representa a corrente caótica da consciência de uma das personagens, abstendo-se de descrever os comportamentos banais, exteriormente observáveis.

e) representa, de modo cinematográfico, os comportamentos convencionais das personagens, abstendo-se de revelar o mal-estar interior que alguma delas possa viver.

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES:






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