RepresentaçÕes sociais acerca do trabalho de parto e parto a partir do teste de associaçÃo livre de palavras



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REPRESENTAÇÕES SOCIAIS ACERCA DO TRABALHO DE PARTO E PARTO A PARTIR DO TESTE DE ASSOCIAÇÃO LIVRE DE PALAVRAS

Francisca Thays dos Santos Alexandre1

Ivana Rios Rodrigues2

Laura Pinto Torres de Melo3

Raissa Emanuelle Medeiros Souto4



Dafne Paiva Rodrigues5

INTRODUÇÃO: A maternidade constitui uma das mais importantes experiências físicas e psicológicas na vida da mulher. O aumento de intervenções no ciclo gravídico-puerperal por meio de tecnologias, muitas vezes desnecessárias, torna a mulher coadjuvante, destacando os profissionais de saúde como protagonistas no cenário de parturição (CORREA et al, 2010). A vivência que a mulher tem da parturição pode ser prazerosa ou traumática, dependendo de sua maturidade e experiências pessoais ou familiares anteriores e da assistência recebida pelos profissionais. Segundo Griboski e Guilhem (2006), cada mulher deve receber um atendimento diferenciado, pois a visão sobre o que é o parto e a maneira como ele é vivenciado é única, portanto, o cuidado e o conforto devem ser proporcionados visando à singularidade de cada parturiente. OBJETIVO: Apreender as representações sociais de puérperas sobre o trabalho de parto e parto. METODOLOGIA: Trata-se do recorte de uma pesquisa intitulada “O cuidado promovido à mulher no trabalho de parto e no parto: representações sociais de puérperas” sendo um estudo descritivo, fundamentado na Teoria das Representações Sociais, com uso de multimétodos. Desenvolveu-se em uma maternidade da SER VI no município de Fortaleza, Ceará. Participaram da pesquisa 119 puérperas que estavam internadas nas unidades de alojamento conjunto que atenderam como critérios de inclusão: ter idade maior ou igual a 14 anos e ter tido filho de parto normal na instituição em estudo. Para esse recorte utilizou-se o Teste de Associação Livre de Palavras como técnica de coleta de dados. A entrada no local da pesquisa foi efetivada após aprovação do projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UECE, com Número do Parecer: 310.298 e CAAE: 12536113.1.0000.5534. RESULTADOS: Nas respostas das participantes pôde-se observar que os sentimentos alegria, emoção e felicidade representam o parto como um momento positivo para a mulher e sua família. Ao utilizar o estímulo trabalho de parto, a dor é expressa de forma mais intensa, permeada de ansiedade e desespero.Diante do termo indutor parto, a dor está vinculada ao alívio da sensação dolorosa, sendo alivio a palavra mais prontamente evocada e relacionada com o término do processo de parturição, ou seja, se livrar das dores intensas das contrações uterinas. A satisfação em relação ao parto está intimamente ligada à superação da dor, que possui como resultado o nascimento de seu filho por isso a palavra dor foi central nas representações sobre parto. CONCLUSÃO: Compreender o momento do trabalho de parto e parto é de fundamental importância para que o enfermeiro ou profissional de saúde planeje e execute uma adequada assistência durante o processo de parturição, reduzindo o impacto das representações negativas em relação a esse processo. REFERÊNCIAS: 1.CORREA, A. C. P.; ARRUDA, T. M.; MANDÚ, E. N. T.; TEIXEIRA, R. C.; ARANTES, R. B. Humanização da assistência à puérpera: concepções de profissionais de enfermagem de um hospital público. Ciência, Cuidado e Saúde, v. 9, n. 4, p. 728-735, 2010. 2. GRIBOSKI, R. A.; GUILHEM, D. Mulheres e profissionais de saúde: o imaginário cultural na humanização ao parto e nascimento. Revista Texto & Contexto Enfermagem, v. 15, n. 1, p. 107-114, 2006. 3. MOSCOVICI, S. O fenômeno das representações sociais. In:______. Representações sociais: investigações em psicologia social. Petrópolis: Vozes, 2003. p. 29-109.


1. Acadêmica de Enfermagem do 6º semestre da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Bolsista de Iniciação Científica PiBIC/CNPq. Membro do Grupo de Pesquisa do CNPq Saúde da Mulher e Enfermagem –UECE (GRUPESME).

4.Enfermeira. Mestranda do Programa de Cuidados Clínicos em Enfermagem e Saúde (PPCCLIS/UECE). Membro do GRUPESME.

3. Enfermeira Especialista em Enfermagem Obstétrica- UECE. Mestre em Cuidados Clínicos em Enfermagem e Saúde- PPCCLIS/UECE. Membro GRUPESME.

4. Acadêmica do 7º Semestre da UECE. Bolsista de Iniciação Científica FUNCAP. Membro do GRUPESME.



5. Professora Adjunto do Curso de Graduação em Enfermagem da UECE e do PPCCLIS. Tutora do PET- Enfermagem/ UECE.Líder do Grupo de Pesquisa do CNPq Saúde da Mulher e Enfermagem – UECE (GRUPESME).




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