Remar contra a maré: a construção do conhecimento e da identidade profissional na formação inicial



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Remar contra a maré: A construção do conhecimento e da identidade profissional na formação inicial

João Pedro da Ponte

Hélia Oliveira

Departamento de Educação e Centro de Investigação em Educação

Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Portugal


Introdução

Em diversos países, a formação inicial de professores tem-se deslocado cada vez mais para as escolas, enquanto que noutros se verifica um movimento no sentido oposto (Calderhead & Shorrock, 1997). No nosso país, os programas de formação inicial de professores para os ensinos básico (2º e 3º ciclos) e secundário existentes na universidade incluem um estágio com a duração de um ano, que constitui uma experiência de prática profissional numa situação real de ensino. Estes programas representam, portanto, uma situação intermédia relativamente às tendências internacionais – no 4º ano, o centro de gravidade da formação está na instituição de ensino superior e, no 5º ano, está na escola.

Este estágio, herdeiro do antigo “estágio clássico” da responsabilidade directa do Ministério da Educação, tem sido objecto de numerosas polémicas, divergindo as opiniões quanto ao seu valor enquanto momento de formação. Por exemplo, ainda recentemente a Universidade de Lisboa produziu um documento onde se reafirma a importância do estágio como componente da formação inicial (Ponte et al., 2000). Por outro lado, invocando questões de ordem logística, prática e económica, diversas instâncias universitárias e da administração educativa têm sugerido a possibilidade da transformação do estágio noutra actividade, de menor duração e envolvendo menos responsabilidade para o formando. Deste modo, é importante compreender o que está a acontecer no estágio, identificando os factores que consubstanciam o seu valor formativo ou que, pelo contrário, indiciam o seu esgotamento como dispositivo de formação.

Propomo-nos fazer esta discussão à luz das experiências vividas por uma jovem professora estagiária de Matemática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Assim, o objectivo deste artigo é analisar o desenvolvimento do conhecimento e da identidade profissional de uma professora durante o seu ano de estágio e a sua relação com as oportunidades criadas pelo programa de formação em que este estágio se insere.




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