Releases sobre saúde nas assessorias de imprensa das administrações



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Figura 1 – Impacto dos releases nas redações.

Fonte: Deloitte Touche Tohmatsu 2012

Tratando-se especificamente da área da Saúde, a troca de informações entre assessoria de imprensa e jornalistas é muito delicada, muitas vezes há um problema de comunicação onde o jornalista nem sempre entende a linguagem técnica utilizada pelos médicos, ou até mesmo não se dispõe de tempo ou espaço suficiente para abordar a matéria na íntegra. Esse problema é abordado por Pessoni (2003, p.1) de forma explicativa.

Muito se questiona sobre a qualidade das informações veiculadas na imprensa sobre os temas Medicina & Saúde. Por se tratar de uma área diretamente ligada à vida e à morte, a divulgação indevida de informações sobre estes assuntos pode causar sérios danos aos leitores. (PESSONI, 2003, p.1)

Esse problema explica a base do relacionamento entre os médicos e a imprensa ser tão complicado. Os jornalistas precisam das informações para pautar da forma mais clara e objetiva possível, já os médicos tem a necessidade de que as informações sejam expostas na íntegra para que não existam falhas de interpretação ou lacunas nos laudos médicos ou nos diagnósticos. Tem o agravante dos médicos terem limite de informações em alguns casos específicos, isso independe deles, mas os jornalistas não têm limites, não aceitam essa condição. Segundo Tabakman (2013, p.76), alguns médicos evitam ao máximo o contato com a imprensa por esses motivos.

Há médicos que preferem não falar com a imprensa. Alguns a evitam para não correr riscos; outros porque julgam que a popularidade os desacredita diante de seus colegas. Há também quem enfrente entraves burocráticos e cultive o silêncio para evitar problemas internos. (TABAKMAN, 2013, p.76).

Em pequenos jornais das cidades do ABC4, onde o importante é vender matéria e pouco se preocupam com a veracidade das informações esse problema é constante, de acordo com Pessoni (2003, p.2):

Em jornais de menor porte, onde o carro-chefe é justamente o departamento comercial e pouco se questiona sobre o conteúdo das informações enviadas, a publicação indevida de assuntos médicos se faz mais presente. Nestes casos, a mera observação que a responsabilidade do material publicado é do autor, não minimiza a obrigação que os meios de comunicação têm em responder pela veiculação de assuntos ligados à saúde. (PESSONI, 2003, p.2)

O problema da má comunicação entre jornalistas e profissionais da área da saúde também é uma questão devidamente citada e explicada por Pessoni (2003, p.2).

Muitas vezes, o jornalista acaba sendo apressado na divulgação de determinada notícia científica e a distorce. Isso ocorre, nem sempre, por más intenções, mas por desconhecimento do assunto, excesso de confiança na fonte ou ânsia de dar a notícia. (PESSONI, 2003, p.2)

Neste sentido, o artigo busca identificar o papel educativo na área de saúde que as informações oriundas das assessorias de imprensa das prefeituras do ABC paulista1, ampliadas e publicizadas junto aos diversos veículos de comunicação que recebem os press-releases por elas produzidos, podem representar à população. A pesquisa objetivou identificar o perfil das informações sobre a temática saúde enviadas pelas assessorias de imprensa das prefeituras das cidades do ABC por meio de press-releases e analisar do ponto de vista comunicacional e educativo a importância dessas informações pelos produtores de conteúdo das assessorias de imprensa.




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