Releases sobre saúde nas assessorias de imprensa das administrações



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Palavras-chave

Comunicação e saúde; Assessoria de imprensa; Comunicação pública; press-release; ABC



Introdução
As atividades prestadas por profissionais de comunicação junto às empresas privadas, públicas, ONGs, sindicatos, entre outros diferentes públicos, têm aumentado e se diversificado gradativamente desde a instituição desse perfil de serviço pelo americano Ivy Lee, no início do século XX. Como lembra Chaparro (in DUARTE, 2002, p.33),

Em 1906, ele [IvyLee] inventou a atividade especializada que hoje chamamos de assessoria de imprensa ou assessoria de comunicação. Com um bem-sucedido projeto profissional de relações com a imprensa, a serviço de um cliente poderoso, Ivy Lee conquistou, por direito e mérito, na história moderna da comunicação social, o título de fundador das relações públicas, berço da assessoria de imprensa. Ou vice-versa.

No segmento público, além de uma forma de fixar uma imagem positiva por meio da mídia espontânea, as informações oriundas das assessorias de imprensa são uma obrigação do ente público, uma vez que a população precisa saber o que está sendo feito com o dinheiro arrecadado pelos impostos. Amoris (2012, p.34) ressalta o papel de prestação de informação que as assessorias de imprensa abarcam no setor público:

Essa atividade, da assessoria de comunicação, no nosso caso municipal, com foco no interesse público, na formação de uma sociedade cidadã e democrática, diminuindo distâncias sociais, reduzindo as diferenças e ampliando a capacidade analítica individual em prol do coletivo não é favor algum aos munícipes. O trabalho de difundir informação a mídia para que chegue a população é uma obrigação das assessorias de imprensa, em questão e, essa obrigação está prevista na Constituição Federal promulgada em outubro de 1988 instaurou um dos fundamentos democráticos do Estado brasileiro o direito à informação na defesa do interesse público. Esse modelo derruba fronteiras entre o público e o privado, abrindo espaço para a atuação do cidadão exigindo dos governantes e órgãos públicos informações em áreas tidas até então como exclusivas do Estado.

Quando o ente público trata da temática da comunicação para a saúde, a tarefa da comunicação – nesta pesquisa simbolizada pelas ações das assessorias de imprensa – não tem apenas a tarefas de publicizar as ações das prefeituras junto à população, mas por meio delas, que atingem mídia espontânea nos diversos veículos de comunicação da região, educar a população para que, munidas de informação de qualidade, possam se prevenir contra comportamentos de risco à sua saúde. Bertol (2012) salienta que a intervenção e a comunicação em saúde surgem não só como uma estratégia para prover indivíduos e coletividade de informação, pois se reconhece que a informação não é o suficiente para favorecer mudanças, mas é uma chave, dentro do processo educativo, para compartilhar conhecimentos e práticas que podem contribuir para a conquista de melhores condições de vida.

Reconhece-se que a informação de qualidade, difundida no momento oportuno, com a utilização de uma linguagem clara e objetiva, é um poderoso instrumento de promoção da saúde. O processo de comunicação deve ser ético, transparente, atento a valores, opiniões, tradições, culturas e crenças da comunidade, respeitando, considerando e reconhecendo as diferenças. Deve ainda apresentar informações educativas, interessantes, atrativas e compreensíveis, para assim alcançar os objetivos almejados. (BERTOL, 2012, p.229)

O papel da assessoria de imprensa é de extrema importância na produção de notícias e na veracidade de suas informações, pois se trata do elo entre a coleta dos fatos e a tradução por meio de impressões do texto jornalístico, algo que demanda uma grande sensibilidade para que as informações não se percam durante o processo até a matéria veiculada nos meios de comunicação. De acordo com MAGALHÃES (2012, p.20):

Antes de iniciar um texto, o jornalista precisa selecionar as informações recebidas por e-mail pelos assessores de imprensa ou obtidas por meio de pesquisas. Mas como um acontecimento ganha status e passa a ser assunto nos veículos de comunicação? Ao redigir seus textos, os jornalistas usam uma série de regras de linguagens com o objetivo de tornar as notícias mais atrativas (MUNIZ, 2009). Além disso, a imprevisibilidade dos acontecimentos faz com que as empresas jornalísticas adotem práticas unificadas para ganhar tempo na produção de notícias, prática que pode ser analisadas sob a ótica do newsmaking.

A função do assessor de imprensa nada mais é do que o intermédio das informações e a qualificação de fontes. O mesmo define as pautas, as classifica em grau de relevância, confere as informações fornecidas com ética, profissionalismo e técnicas de assessoria de imprensa transferindo-as para o jornal responsável. Segundo Duarte (2006,p.89),

Os assessores tornaram-se efetivo ponto de apoio de repórteres e editores (como um tipo de extensão das redações) ao agirem como intermediários qualificados, estabelecendo aproximação eficiente entre fontes de informação e imprensa. De um lado, auxiliaram os jornalistas, ao fornecer informações confiáveis e facilitar o acesso. De outro, orientaram fontes na compreensão sobre as características de imprensa, a necessidade e as vantagens de um relacionamento transparente.

Desta forma, o jornalismo - de uma maneira geral - trabalha muito melhor em nível de fonte e de facilidades operacionais devido às informações oriundas de assessorias de imprensa. Duarte (2006, p.91) reafirma essa informação quando ressalta:

Com o grande número de assessorias de imprensa aumenta a oferta de informação para os jornalistas. Lima (1985, p. 111) afirma que “muitos jornais encontrariam dificuldades para manter suas portas abertas se não pudessem contar com o material distribuído pelas assessorias de imprensa”.

Mediante essas informações, é possível visualizar que o trabalho do assessor de imprensa, além de útil, vem crescendo gradativamente com o passar dos anos. Pesquisa realizada com 300 jornalistas pela PR Newswire em 2013 mostrou que as assessorias e os envios em massa de press-releases ganharam destaque entre os profissionais de imprensa. O press-release tornou-se uma ferramenta básica para confecção de reportagens e notas e, como uma fonte oficial, é usado sem grandes restrições.

Com a popularização das assessorias de imprensa e a criação do press release, o trabalho do jornalista ficou mais ágil e fácil de ser desenvolvido ou averiguado. O press- release é uma sugestão de pauta feita por uma empresa ou pessoa física, para que sejam divulgadas informações já preparadas pela assessoria de imprensa. É possível afirmar que atualmente o press-release é uma ferramenta indispensável para os jornais, uma vez que, o mesmo tem a função de fonte. Sua maior importância é no processo de averiguação dos fatos, algo que encurta o trabalho dos jornalistas.

O enxugamento das redações e o boom das assessorias de imprensa impactaram diretamente na quantidade de horas que um jornalista tem disponível para apuração/levantamento de pautas. Quando questionados sobre quantas horas costumam passar fora da redação por semana apurando pautas, 63% responderam de 0 a 4 horas. A opção “mais de 10 horas”, que corresponderia a um dia de trabalho inteiro na rua, foi escolhida somente por 7.49% dos respondentes, ficando em último lugar. (PR NEWSWIRE, 2013, p.3)

E com as inovações tecnológicas e a chegada de inúmeras redes sociais e meios de comunicação cada vez mais ágeis, ainda assim, poucos jornalistas utilizam essas ferramentas para a comunicação com as assessorias de imprensa e recebimento de releases. Embora grande parte dos profissionais conheçam uma ou outra dessas ferramentas, é difícil utilizarem por acreditar ser desorganizado. O meio digital mais usado é o e-mail.

Apesar de não terem se mostrado adeptos a eventos virtuais, os jornalistas brasileiros estão abertos a press-releases mais encorpados, com conteúdo multimídia, incluindo fotos e vídeos. 61.40% dos respondentes consideram este tipo de recurso útil para ilustrar matérias e notas e 26% preferem que o conteúdo apareça como link, para não sobrecarregar seus e-mails. (PR NEWSWIRE, 2013, p.6)

Em outra pesquisa, realizada também em 2013 pela ABERJE (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), intitulada "Perfil do Profissional de Comunicação Corporativa no Brasil" e envolvendo a participação de 1085 profissionais, provenientes de diversos segmentos e setores da economia, mostrou que 76% dos participantes trabalhavam no setor de serviços, sendo que 48% atuavam especificamente em agências de comunicação. Pesquisa realizada com 711 profissionais de imprensa um ano antes (2012) pelo portal Comunique-se e a Deloitte com objetivo de descobrir a visão dos jornalistas sobre diversos temas, que envolviam o seu dia a dia, o seu mercado de trabalho e a sociedade em geral mostrava a força do trabalho de assessoria de imprensa – por meio do press release na redação, conforme aponta a Figura 1.






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