Reflexões sobre a visão pós-moderna da educaçÃo e os debates de educaçÃo em ciências. Ronaldo Eismann de Castro1, Maria do Rocio Fontoura Teixeira2



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4 CONSIDERAÇÕES FINAIS



Essa extraordinária complexidade que envolve o ato de educar revela uma espécie de permanente equilíbrio instável na atividade dos educadores. Ao trabalhar com uma grande quantidade de alunos, com experiências e níveis de desenvolvimento distintos, com aspirações e vontades diversas, procedentes de níveis sociais igualmente diferentes, o professor vive um permanente dilema em suas opções concretas. Essa instabilidade é própria de atividades complexas como a educação. Ao se buscar respostas fáceis, exagerando em uma determinada direção, acaba-se sempre criando novos problemas ou negligenciando os demais elementos da realidade escolar.

É justamente este relativismo filosófico que torna a concepção pós-moderna um caminho complexo e fantástico que busca, ainda, um equilíbrio para obter resultados melhores. Por essas razões, o conjunto das atividades escolares fica imerso em contradições que não estão ao alcance de soluções somente pedagógicas. Por um lado, só uma pequena minoria consegue evoluir até alcançar os elevados níveis de conhecimento exigidos por algumas universidades e pelos concursos mais disputados. Por outro, existem aqueles estudantes que logo cedo compreendem essa dificuldade e desistem de lutar por algo improvável.

Com tal discrepância de necessidades, as escolas se debatem em uma permanente crise de identidade e buscam um equilíbrio que muitas vezes se revela instável e enganador. As diferentes estratégias culturais dos diversos setores sociais trazem fortes contradições para a educação. Essas acabam se manifestando em frustrações, indisciplina, descontentamentos e questionamentos às orientações didáticas dos professores.

Assim, percebe-se que o debate pós-moderno sobre critérios metodológicos, didáticos e de avaliação são bastante extensos e ambiciosos. Mas, ao abstrair a existência dos colossais mecanismos de seleção social que inevitavelmente influenciam de forma decisiva o cotidiano das escolas, tal debate – apesar de sua diversidade – acaba assumindo um caráter acadêmico e muito distante da realidade dos professores. Mais parece uma produção inesgotável de mitos incapazes de promover mudanças significativas reais.

Dentro dessa ótica, é preciso observar e propor medidas de equilíbrio entre o ensino de ciências e todas as vertentes, relativistas ou não, que nos sãos apresentados cotidianamente.

Essa é a compreensão fundamental que permite que a atividade de educar continue sendo decisiva para a democratização do conhecimento. O ser humano aprende investigando, portanto não podemos separar aprendizagem de investigação. É tarefa do professor, da família, da escola e da sociedade despertar esse interesse pela investigação nos seus alunos. Tal fato deve ocorrer de maneira criativa, equilibrada, buscando o aprimoramento de técnicas e com toda a base fundamental do conhecimento cientifico utilizada de maneira plena.




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