Questões sobre psicologia do desenvolvimento


A Relação entre pais e filhos



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7.2 A Relação entre pais e filhos
O modo como os pais tratam os filhos tem efeitos sobre a personalidade destes, sobretudo a superproteção ou a rejeição.

A superproteção é comum nos casos de filho único, único de um sexo, criança com alguma deficiência física, criança muito bem dotada física ou intelectualmente, ou nascida após muitos anos de casamento sem filhos. Se manifesta pela aceitação da criança acompanhada de intensas demonstrações de amor e cuidado exagerado para com ela. Alguns estudiosos distinguem dois tipos de superproteção: a indulgente e a dominante.

A superproteção indulgente seria a aprovação de todos os atos da criança. Tudo que ela faz é desculpado ou admirado pelos pais, que aceitam e acham graça em tudo. Assim, a criança percebe que pode fazer o que quiser. A criança poderá tornar-se teimosa e hostil, mas ao mesmo tempo independente e dotada de muita iniciativa.

A superproteção dominante consiste em dar assistência constante à criança, em todos os seus atos, ajudando-a em tudo, não deixando que faça nada sozinha. Quando cresce, os pais ainda não permitem que a criança tome iniciativas; os pais tomam as decisões pelo filho. Os pais querem que o comportamento de seu filho seja perfeito e, com isso, exercem controle excessivo sobre ele. A criança poderá tornar-se polida, leal, dependente e dócil, porém acanhada e sem iniciativa.

A rejeição da criança pelos pais é comum nos casos de filho ilegítimo, enteado, criança muito feia, criança deficiente mental, adotada, nascida quando o casal já tem prole muito numerosa ou quando o casal é muito pobre. Pode manifestar-se como a falta de atenção, negligência no trato, escorraçamento físico ou moral.

A rejeição pode resultar principalmente em transtornos de conduta (infração às leis, prática de delitos ou crimes) e a superproteção pode encorajar a infantilidade e a imaturidade.

Por outro lado, a punição excessiva quase sempre leva à revolta e possivelmente à transtornos de conduta (o que era antigamente chamado de delinqüência), podendo também conduzir à submissão e ao retraimento acentuado por devaneio e outros meios de fuga. Pode ser, ainda que a submissão seja apenas aparente, ocultando ardente antagonismo interno. Todas essas conseqüências são prejudiciais ao desenvolvimento da personalidade.

Afetividade, apoio e cuidados dos pais são antecedentes decisivos para a maturidade, a independência, a competência, a auto-confiança e a responsabilidade das crianças. No entanto, o amor e o apoio não são suficientes para assegurar o desenvolvimento de tais características. Impõem-se outros requisitos, tais como: comunicação adequada entre pais e filhos; respeito dos pais pela autonomia da criança, estímulo à independência, individualidade e responsabilidade, controle relativamente firme e elevadas exigências para o comportamento maduro.






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