Questões sobre psicologia do desenvolvimento


Kohlberg – julgamento moral



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Kohlberg – julgamento moral
Meninos e meninas estão transitando entre duas fases: estágio 2 da fase da moralidade pré-convencional e estágio 3 da fase da moralidade convencional.

Moralidade pré-convencional: por volta dos 10 anos de idade, os atos são moralmente corretos se lhe dão prazer ou se satisfazem uma necessidade sua, ou seja se consegue tirar proveito da situação. Não leva ainda em consideração a necessidade de outras pessoas, a não ser se também for beneficiada. Respostas típicas para o caso Heinz: “Sim, porque se acontecesse de ser apanhado, ele poderia devolver o remédio e não pegaria uma sentença muito grande. Não seria tão ruim passar um tempinho na cadeia, se ele tivesse sua mulher quando saísse de lá”, ou “Não, ele poderia não pegar uma pena muito grande se roubasse o remédio, mas sua mulher provavelmente morreria antes de ele sair da cadeia, portanto não iria adiantar ao marido roubar o remédio. Se a mulher morresse, ele não se deveria culpar; não é culpa dele que ela tenha tido câncer”.

Moralidade convencional: a criança começa a entender que uma ação pode ser julgada pela intenções que a determinaram (e não por suas conseqüências). Sua preocupação nas decisões morais é agir de modo a agradar aos outros e receber aprovação. Considera ser um “bom menino”, manter boas relações, ser aprovado pela família, professores, etc. Respostas para o caso Heinz: “Sim, o marido deveria roubar o remédio. Ninguém iria pensar que ele fosse mau se roubasse o remédio, mas a família o acharia desumano se ele não roubasse. Se ele deixasse sua mulher morrer, ele nunca teria coragem de encarar ninguém”, ou “Não, pois todo mundo pensará que ele é um criminoso, não só o farmacêutico. Depois de roubar, ele se sentirá mal, achando que trouxe desonra para sua família e para ele mesmo, e ele não poderá encarar ninguém”.
Para Piaget, no estágio das operações concretas encontra-se o terceiro estágio dos julgamentos morais. Agora, as crianças dão “peso” a considerações subjetivas, como as intenções de uma pessoa, e já começam a compreender a punição como uma opção humana, não como uma retaliação divina e inevitável (mais ou menos o início do período da moralidade convencional em Kohlberg).




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