Questões sobre psicologia do desenvolvimento



Baixar 386,75 Kb.
Página32/55
Encontro04.03.2018
Tamanho386,75 Kb.
1   ...   28   29   30   31   32   33   34   35   ...   55
Comportamento Emocional
Depois do segundo ano de vida, as crianças passam a ter medo do escuro e de serem deixadas a sós.

Entre 2 e 6 anos aparece grande número de novos medos. As crianças estão sujeitas a ter algumas experiências assustadoras, como ficarem perdidas, serem mordidas ou feridas. Também já ouviram falar de coisas assustadoras que aconteceram aos outros, seja na vida real, em histórias ou na televisão. Nessa idade, elas já sabem que existem muitas coisas a temer. Além disso, a imaginação as leva a se preocuparem com serem atacadas por um leão, com serem abandonadas ou com caírem de lugares altos.

Alguns medos podem ter origem em eventos reais: um menino que foi atropelado por um automóvel passou a ter medo de atravessar a rua e também de ficar só num quarto escuro. Algumas vezes, o comportamento dos adultos é a causa do medo: as crianças tendem a apresentar medo de trovões e relâmpagos, de cães e insetos, quando suas mães também o apresentam. Também tem sido observado que pais superprotetores levam os filhos a pensar que o mundo é um lugar muito perigoso.

O medo pode ser melhor visto pelas meninas do que pelos meninos, como é de se esperar, pois os pais aceitam os temores das meninas e desencorajam os dos meninos. Nesse sentido, a sociedade também impõem certos medos que vão mudando conforme a cultura. Ex: crianças que, antigamente, temiam seres e eventos sobrenaturais (bicho-papão, lobisomem,etc), hoje temem a guerra, a política e o terrorismo.

Mary Cover Jones afirmou que a ridicularização do medo não liberta a criança dele, pelo contrário, intensifica sua reação emocional. Alguns métodos para removê-los seria:


  • Fazer a criança familiarizar-se com o objeto temido, por meio de um constante contato com ele, pode reduzir o medo. Holmes (1936) ajudou crianças que tinham medo do escuro criando repetidamente situações em que elas eram encorajadas a entrar em um quarto escuro para apanhar uma bola. O pesquisador garantia-lhes a segurança do quarto e as seguia. Depois de várias tentativas, treze das catorze crianças entravam sozinhas no quarto.

  • Colocar a criança medrosa entre outras crianças que não apresentam o medo. Esse método é chamado de imitação social.

Á medida que o desenvolvimento infantil vai se processando, pode-se observar uma diminuição da violência no modo de manifestar suas emoções.

Há três causas principais que podem contribuir para a diminuição da violência nas expressões emocionais:


  • Aquisição da linguagem: à medida que a criança aprende a usar a linguagem, ela passa a expressar suas emoções por palavras e não mais por atos. Os gritos e os movimentos violentos vão sendo substituídos pelas palavras, na maioria das vezes.

  • Pressão do meio social: os adultos não devem aprovar o comportamento violento da criança. A criança tem desejo de agradar aos mais velhos, os conselhos, as censurar e o exemplo destes levarão a criança a moderar as expressões de cólera e de alegria, ou mesmo esconder as emoções. Citando Woodworth & Marquis: “Suas lágrimas e expressões de medo são ridicularizadas, suas expressões de raiva ou de orgulho criticadas. A polidez muitas vezes exige que se use de sorrisos quando se desejaria fechar a carranca, ou que se manifeste surpresa ao ouvir alguma coisa trivial e sabida. E assim a pressão social ensina a criança a guardar seus sentimentos para si mesma...”

  • desenvolvimento da inteligência: com o desenvolvimento intelectual é esperado que a criança aprenda a prever as conseqüências das suas reações, e compreender as desvantagens do emprego da violência, a inutilidade de chorar e espernear quando contrariada.




Compartilhe com seus amigos:
1   ...   28   29   30   31   32   33   34   35   ...   55


©psicod.org 2017
enviar mensagem

    Página principal