Questões sobre psicologia do desenvolvimento


Condições de privação e condições de reforçamento



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4.1 Condições de privação e condições de reforçamento

Ao tratar da quantidade e variedade da estimulação oferecida pelo ambiente, os psicólogos referem-se a condições de privação e a condições de reforçamento, em relação às condições normais de estimulação.

Muitas crianças recebem o que se pode considerar quantidade normais de estimulação ou oportunidade. Essas crianças crescem em ambientes claros, onde há objetos para ver e manipular, pessoas que falam com elas, que as carregam ao colo e algumas vezes as levam a lugares novos. Elas têm oportunidade de receber estimulação visual, tátil, auditiva e outras, em quantidades normais.

No caso oposto, em que as crianças são criadas em condições de privação, seu ambiente oferece um nível de estimulação ou oportunidade muito reduzido e as conseqüências serão um desenvolvimento e um nível de realização muito abaixo do normal. Assim, crianças criadas em ambientes monótonos, sempre sozinhas em seu berço, na penumbra, como pouca oportunidade de ver e ouvir pessoas falando com elas e levando-as a novos lugares, sem brinquedos para manipular e com outras limitações de estimulação, terão seu desenvolvimento muito prejudicado.

Por razões éticas, em seres humanos não se podem testar experimentalmente os efeitos da privação no desenvolvimento.

Para Mc Vicker Hunt (1961), o “ingrediente básico no desenvolvimento intelectual é a variedade de estímulos”. Uma restrição sensorial muito severa pode retardar mentalmente um bebê.

Jean Piaget afirma que, desde os primeiros dias de vida, é necessário que o bebê receba estimulação visual, auditiva e tátil e que ele tenha uma variedade de objetos para manipular, de possibilidades para se movimentar. Sua atividade intelectual, nos primeiros meses, é sensório-motora, isto é, consiste em perceber o ambiente e agir sobre ele. A interação entre o organismo e o ambiente, desde o início da vida, é necessária para a descoberta de certas relações lógicas entre os objetos e portanto para a compreensão, no futuro, de conceitos matemáticos. É vendo, ouvindo, manipulando objetos, levando-os a boca, que a criança vai lentamente formando suas noções de objeto, espaço, causalidade e tempo.





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