Publicidade e produçÃo de subjetividades



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ROTEIRO – AULA 71

PUBLICIDADE E PRODUÇÃO DE SUBJETIVIDADES”


Publicidade e Subjetividade
- A partir do momento em que já constatamos a influência da publicidade na nossa constituição individual e societária, cabe a nós, enquanto psicólogos, nos perguntarmos, então: Qual é a importância da publicidade para a nossa subjetividade? Ou seja, o quanto de nós é consequência, dentre outros fatores, do que vemos nos anúncio na televisão, internet, jornais, rádios, outdoors etc.?

- Partindo do pressuposto de que a nossa apreensão da realidade, ou seja, aquilo que conseguimos captar, internalizar e, consequentemente, molda nossa visão e comportamento frente as coisas, é necessariamente uma reconstrução subjetiva do real, cabe a nós perguntarmos: O que é o real? Ou o correto seria nos perguntarmos que “reais” são estes? Ou, por outro lado, a questão não seria a(s) nossa(s) capacidade(s) de aproximação e abordagens a esse real?



- Trazendo o questionamento para o tópico da aula: Que real (ou reais) é esse que nos é apresentados cotidianamente? Ou como a publicidade manipula esse real? Ou, ainda, como vemos esse real a partir da publicidade?

- Partindo de leituras críticas da sociedade, em grande parte embasadas em fundamentações marxistas, temos que a ordem institucional, isto é, o instituído, se mantém de duas grandes formas: pela força e pela ideologia. E a publicidade aparece, justamente, como uma sutil (as vezes nem tanto) de disseminação de ideologias, a partir da atuação conjunta com a propaganda.

- Afinal, com que frequência vemos perspectivas que fogem dos padrões dominantes na publicidade? E se aparecem qual o intuito disso? Seria, de fato, uma maior preocupação social, ou um intuito de expansão do produto, das ideias, de modo a incorpora um maior número de pessoas e/ou grupos, fornecendo-lhes um sentimento de pertencimento e representatividade?

- Dessa forma, o processo publicitário mostra-se dinâmico, estando sempre atento às tessituras e movimentações sociais. De início, está a própria captura dos novos fluxos da sociedade, tendências e sua decodificação, fazendo com que sejam entendidos seus aspectos nucleares. Somente aí que inicia-se o processo de criação e manufatura destas questões, de modo a influenciar em nossa subjetividade. Entretanto, antes mesmo de “colocar o bloco na rua”, ainda existem as fases de pré-teste para ver se o material é capaz de sensibilizar, tocar as pessoas, em suma, alcançar seu objetivo. Por fim, ainda resta uma avaliação contínua sobre os efeitos da publicidade.

- Um dos mecanismos muito comuns na publicidade no seu intuito de produção de subjetividades é o que alguns autores chama de “desobjetivação”, que seria a tentativa de descolar-se do produto indo numa direção muito mais ampla e significativa para a vida das pessoas. Afinal, queremos somente um carro ou um carro que nos traga felicidades e momentos inesquecíveis em nossa vida? Ou seja, utilizando-se de propaganda vende-se é a felicidade e não, necessariamente o carro.

- Acoplado a isso está o perfeccionismo explicitado na publicidade, bem como sua demonstração de realidade estática. E por que isso nos afeta tanto? Porque um mundo totalmente previsível nos é cômodo. E a partir do momento em que essa perfeição e estabilidade são viáveis (seja ela a um clique, um telefone, uma passada de cartão), não estaríamos dispostos a fazer o que fosse possível para chegar nelas. Contudo, temos um problema calcado numa distopia e descolamento da realidade, pois que vida real é estável?

- E qual o feito disso tudo no que se refere àquelas pessoas mais vulneráveis aos efeitos da publicidade, seja por questões individuais, como maturação cerebral e desenvolvimento cognitivo, ou por aspectos sociais, como falta de informação, de acesso à educação formal etc.? Ou seja, qual o impacto disso numa criança que ainda não possui capacidade de discernimento e é bombardeada por mensagens, imagens, falas altamente atrativas? E para aquela pessoa de condição socioeconômica baixa, que passa por uma série de privações e dificuldades no cotidiano de vida, mas que vê o sonho de uma vida melhor sendo vendido em sua televisão e, tecnicamente, ao seu alcance a partir.


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