Psicopatologia no cinema



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13ª Mostra da Produção Universitária

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Rio Grande/RS, Brasil, 14 a 17 de outubro de 2014.


PSICOPATOLOGIA NO CINEMA”: COMPREENDENDO O ADOECIMENTO MENTAL ATRAVÉS DE FILMES

PETER, Angélica Gonçalves; SANTOS, Mayara Galvan dos; FRAGA, Alexandra Pedreira; SANTOS, Carolina da Silva; PEREIRA, Andressa Hübner (autores)

ZIMMER, Marilene (orientador)

angelica_peter@hotmail.com
Evento: Seminário de Ensino

Área do conhecimento: Ciências Humanas
Palavras-chave: psicopatologia; cinema; ensino
1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho visa apresentar o projeto de ensino “Psicopatologia no Cinema”, desenvolvido pelo Programa de Educação Tutorial – PET, do curso de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande. Este projeto objetiva oportunizar um espaço para estudo e discussão de transtornos mentais a partir da apresentação de filmes. Apresenta sua relevância ao possibilitar maior aporte de conhecimentos aos acadêmicos, complementando disciplinas ministradas no Curso.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
O cinema é uma forma de arte que apreende o ser humano na medida em que combina a imagem com o movimento, oferecendo um dinamismo único (MAIA et al., 2007). Sua natureza multissensorial o qualifica como uma experiência rica e envolvente, capaz de promover uma ligação eficaz e poderosa sobre aquele que o contempla (MAIA et al., 2005). Os filmes cinematográficos proporcionam aos espectadores boa analogia metafórica (MAIA et al., 2007), constituindo-se como instrumentos com grande potencial didático-pedagógico. No que tange a sua utilização como ferramenta de ensino, verifica-se algumas vantagens em relação à literatura (MAIA et al.,2005; MAIA et al.,2007). O cinema é melhor do que a linguagem verbal ou escrita na transmissão de conteúdos, porque possibilita um acesso mais imediato ao psiquismo do receptor, o qual capta as informações não só pela via intelectual ou cognitiva, mas, de forma integral e plena. As reações emocionais e afetivas geradas a partir da projeção de um filme facilitam o processo de aprendizado e memorização. Outra de suas vantagens exprime-se no fato de ser um recurso de fácil acesso, prático e motivador, capaz de associar lazer ao processo de aprendizagem, e de promover contato e estreitamento social (MAIA et al., 2005).

O cinema aproxima-se da Saúde Mental na medida em que procura compreender a natureza humana e seus fenômenos psíquicos. Nesse sentido, observa-se, grande produção cinematográfica que retrata a vivência de transtornos mentais em seus personagens. A interlocução entre cinema e Saúde Mental, surge com a Cinematerapia e, logo a Psiquiatria passa a utilizar filmes como instrumentos de ensino (OLIVA et al , 2010). Assim, os filmes são considerados importantes recursos didático-pedagógicos, pois por meio de uma linguagem acessível, assumem um papel ilustrativo que possibilita a compreensão de características e manifestações de transtornos mentais retratados nos personagens do cinema.


3 MATERIAIS E MÉTODOS (ou PROCEDIMENTO METODOLÓGICO)
Para o desenvolvimento do projeto a equipe organizadora, composta por bolsistas do PET Psicologia, reúne-se para a discussão prévia de tópicos em Psicopatologia e para seleção do filme a ser apresentado, avaliando o quanto este ilustra os aspectos que se pretende abordar teoricamente. De acordo, com o conteúdo a ser explanado é convidado um profissional para conduzir as discussões realizadas após a projeção do filme.
4 RESULTADOS e DISCUSSÃO
Na primeira edição do projeto, em 2013, exibiu-se quatro filmes, tendo como público-alvo acadêmicos de Psicologia, principalmente, e graduandos de outras áreas do conhecimento que se interessaram pela temática, e como profissionais convidados psicólogos, professores e um representante do CAPS-Conviver de Rio Grande. A segunda edição está prevista para o segundo semestre letivo de 2014.

Devido ao projeto encontrar-se em andamento, os resultados ainda estão em fase de coleta e análise. Contudo, é possível considerar que o uso do cinema como instrumento de ensino tem apresentado uma contribuição significativa para a elucidação das manifestações do adoecimento mental. A partir das discussões promovidas pelos convidados é possível a exemplificação de conceitos trabalhados em aula. Os filmes tem se mostrado úteis na ilustração de características dos transtornos mentais, assim como colaboram para a visualização das implicações da psicopatologia no funcionamento social e ocupacional de um indivíduo. Ademais, o projeto vem se constituindo como um espaço de debate e esclarecimento de dúvidas acerca das práticas em Saúde Mental, oportunizando a integração de conhecimentos entre profissionais e acadêmicos.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O enredo dos filmes assistidos permitiu ao público o acesso a exemplos de transtornos mentais apresentados em contexto da vida cotidiana. A utilização de filmes como instrumento de discussão sobre transtornos mentais, permite não somente maior clareza na visualização de alterações psicopatológicas, como também favorece o entendimento da experiência de sofrimento do indivíduo, possibilitando a compreensão das implicações da psicopatologia nas diferentes esferas de sua vida.
REFERÊNCIAS
MAIA, J. M. C.; CASTILHO, S. M.; MAIA, M. C.; LOTUFO NETO, F. Psicopatologia no cinema brasileiro: um estudo introdutório. Rev. de Psiquiatria Clínica, 32 (6); 319-323, 2005.
MAIA, H. E.; SILVA, L. L. M.; TOSCANI, N. V.; OLIVEIRA, R. G. Cinema e Psiquiatria: filmes para o ensino de Psiquiatria. Rev. Psicopedagogia, 24 (73): 50-55, 2007.
OLIVA, V. H. S; FILHO, D. Z.; LOTUFO NETO, F. O retrato da Psiquiatria pelos cinemas norte-americano e brasileiro. Rev. de Psiquiatria Clínica, 37(2): 89-95, 2010.



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