Psicologia da saúde (hospitalar)



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Encontro12.03.2018
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PSICOLOGIA DA SAÚDE (HOSPITALAR)

Nosso trabalho visa esclarecer o que é a psicologia da saúde, o por que se chama hospitalar, sua trajetória aqui no Brasil, suas dificuldades e como ela é importante em um País como o nosso que é o Brasil.

De acordo com a definição que rege o exercício profissional do psicólogo no Brasil, o CFP (2003a), o psicólogo especialista em psicologia Hospitalar (saúde), tem sua função centrada nos âmbitos secundário e terciário de atenção à saúde, atuando em instituições de saúde e realizando atividades como:

- Atendimento psicoterapêutico (individual e ou em grupos);

- Grupos de psicoprofilaxia;

- Avaliação Diagnóstica;

- Psicodiagnóstico;

- Psicomotricidade no contexto hospitalar;

- Atendimentos em ambulatórios e em centros e unidades de terapias intensivas (UTI, CTI);

- Pronto atendimento (PA), enfermagens;

- atua em instituições de saúde nos níveis secundário e terciário;

- atende a pacientes e familiares, membros de equipe multidisciplinar, alunos e pesquisadores quando estes estão em pesquisa de campo;

- avalia e acompanha intercorrências psíquicas quando o paciente está em tratamento;

- favorece a promoção e recuperação da saúde física e mental; promove intervenção para melhorar a relação médico/paciente/família;

- atende pacientes clínicos/cirúrgicos em diferentes especialidades;

A Psicologia Hospitalar no Brasil começa a ser inserida nos meados de 1980 e pensando sempre no bem estar dos pacientes, familiares, médicos e enfermeiros do âmbito hospitalar.

Segundo a visão de Simonette (2004, p. 29) “a psicologia hospitalar é o campo de entendimento e tratamento dos aspectos psicológicos em torno do adoecimento” e escreve que “o objetivo da psicologia hospitalar é a subjetividade, é ajudar o paciente a fazer a travessia da experiência do adoecimento.” Para ele na psicologia hospitalar o diagnóstico seria o conhecimento da situação existencial e subjetiva da pessoa adoentada em sua relação com a doença, diferentemente o da visão da medicina para diagnóstico, que; para os médicos o diagnóstico é o conhecimento da doença por meio de seus sintomas.

Desta maneira entende-se que a psicologia hospitalar, surge para escutar a pessoa que está inserida no meio da doença, escutar a sua subjetividade porque no fim das contas a cura em si não elimina a subjetividade do sujeito; pois a tal subjetividade não tem cura. Contudo tratar a pessoa, e não a doença foi um dos objetivos mais valiosos da psicologia hospitalar. Conhecer profundamente paciente, sua história, seus interesses, trabalho, condição de vida com atenção e carinho pode-se fazer um caminho para a cura da subjetividade de cada paciente. Também há a importância do trabalho em grupo para melhorar as relações interpessoais entre pacientes/familiares, pacientes/médicos, pacientes/enfermeiros para um melhor entendimento, acolhimento e tratamento para os pacientes em relação a sua estadia nos âmbitos hospitalares e uma possível cura de seus sintomas e subjetividade. São os pacientes os facilitadores desses encontros de singularidades e também o avalista da humanidade de cada um.



Assim sendo, a psicologia hospitalar é de suma importância para a construção de um ambiente hospitalar acolhedor, pois é nos ambientes hospitalares que as pessoas estão em busca do cuidado, estão angustiadas, temerosas frente a ameaça da doença, da morte e sejam eles pacientes, familiares e não podemos deixar de fora os profissionais da saúde tão envolvidos em fazer o melhor, pois é difícil não se envolver com o sofrimento de terceiros e não sofrer tanto consciente quanto inconscientemente. Os psicólogos hospitalares com seu empenho e trabalhos em grupos promovem um valioso exercício de trocas interpessoais, o compartilhamento das diferenças, das sensações de medo, angústia, alegrias e assim fazendo com que o meio hospitalar seja mais leve como um abraço acolhedor que nos protege e nos consola.


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