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CASA GERAL - Segunda Sessão sobre a espiritualidade marista



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59. CASA GERAL - Segunda Sessão sobre a espiritualidade marista
WEB PAGE 08/06/2009

No dia 29 de maio, teve lugar uma segunda reunião sobre a Espiritualidade marista para os leigos que trabalham na Casa Geral de Roma. O objetivo era o de conhecer mais profundamente a espiritualidade marista, tal como é apresentada no documento “Água da Rocha”, autêntico guia para o ano de espiritualidade, nas comunidades maristas de todo o mundo.


A reunião foi ambientada com algumas imagens do Curso de Espiritualidade marista para os leigos de língua inglesa e francesa, realizado semanas atrás, em Saint Paul-Trois-Châteaux, França. Sublinhava a importância dos leigos para a vida da comunidade marista, como elementos de um mesmo corpo. Em seguida continuamos o estudo do documento, mediante explicações do Ir. Teófilo sobre os 4 capítulos. Algumas perguntas fundamentais introduziam cada um dos capítulos. Primeiro: O que é a espiritualidade marista? Segundo: Como vivo eu a espiritualidade marista? Terceiro: Como vivemos nós a espiritualidade marista? Quarto: Onde eu ou nós vivemos a espiritualidade marista?


No primeiro capítulo vimos como a Espiritualidade marista está estreitamente unida à experiência quotidiana de cada um. Trata-se de uma espiritualidade apostólica e marial, de compaixão para com as pessoas, de paixão por Deus. As características da espiritualidade marista encontram-se nos números 16-41: A presença e o amor de Deus; a confiança em Deus; o amor a Jesus e a seu Evangelho; a simplicidade, o espírito de família vivido de um modo mariano. Este primeiro capítulo ensina que os Maristas, consagrados e leigos, “devem ser os primeiros” junto ao altar: onde celebramos a Eucaristia, a presença de Deus e de seu amor; junto à cruz: o que significa estar perto do sofrimento de nossos irmãos e irmãs; junto ao presépio: ou seja, perto do Menino Deus, perto da juventude e das crianças de qualquer latitude e condição.


No segundo capítulo descobrimos as práticas que nos ajudam a viver essa Espiritualidade, na vida concreta. Encontram-se nos números 80-87.


Depois dessa explicação fizemos um trabalho em grupos. Fizemos uma leitura temática, buscando os temas especiais que encontramos repetidamente em todo o documento e que nos orientam para um estilo de vida e uma missão. Alguns temas retornam mais frequentemente: espiritualidade como caminho, compaixão, ternura, bondade, acolhida, esperança, Eucaristia, equilíbrio entre ação/contemplação. Detivemo-nos especialmente sobre esse último tema, o do equilíbrio, buscando o número 131, onde Maria é apresentada como exemplo de perfeito equilíbrio entre a ação e a contemplação: Ela escuta a Palavra e se põe a serviço da Isabel. Anunciação e Visitação constituem um todo.


Depois passamos a examinar o terceiro capítulo, voltado para a relação com os demais. Vimos os seis “pilares” para caminhar como irmãos e irmãs, na fé: 1. A importância de construir a comunidade; 2. A prática das “pequenas virtudes” ; 3. A Eucaristia, isto é, ser pão para os demais; 4. Construir Igreja marial, caracterizada pelo acolhimento, pela aceitação, ternura e missão; que tenha o rosto de Maria; 5. Ser irmãos e irmãs partilhando vida e missão; 6. A Trindade como exemplo de relação de amor, de unidade e de comunhão.


Por fim, passamos ao Capítulo 4º com a pergunta: Onde podemos tornar prática a espiritualidade marista? Novamente, uma lista de seis instrumentos serviu para orientar nossa ação: 1. Abertura aos chamados do Espírito: a missão ad Gentes e a maior participação dos leigos em geral e das mulheres em particular, como alguns desses chamados; 2. A escuta dos gritos do mundo: O que ouvimos? Onde estão as realidades em que somos chamados a trabalhar? 3. Nosso apostolado como parte do projeto de Deus; 4. Um apostolado feito do jeito de Maria; 5. Nossa missão é teologal, somos chamados a ser semeadores de esperança; 6. A missão ad Gentes: aceitar a mudança de destino e partir para onde precisam mais de nós, em novos contextos.

Vimos que o apostolado pode desenvolver-se em vários níveis, segundo o texto de Is 61,1 e Lc 4,18:

1) Evangelizar os pobres: estar com eles e combater as estruturas que geram injustiça social (nível social);


2) Libertar os escravos: trabalhar para que todo homem/mulher tenha seus direitos reconhecidos (nível político);


3) Devolver a vista aos cegos: entender isso como convite a melhorar as condições de vida (saúde, alimentação…) das pessoas (nível físico);


4) Consolar aqueles que têm o coração partido: partilhar, consolar, carregar o sofrimento dos irmãos (nível psicológico);


5) Proclamar a Palavra de Deus: anunciar um Deus próximo e que nos ama, que se entregou por nós (nível religioso).


Esta sessão, como a anterior, despertou muito interesse e contou com boa participação. Como leigos da Casa generalícia queremos partilhar e compreender melhor a espiritualidade marista, de modo que nos sintamos parte integrante da missão. É também um modo de nos sentirmos maristas e expressar-nos como tais, no trabalho que realizamos a serviço da Congregação.


Desejamos que haja outros encontros de formação sobre a tradição espiritual marista e sobre a missão. Esses encontros ajudam, hoje e no futuro, a usufruir de mais água viva do manancial da tradição de Marcelino Champagnat. Vale a pena continuar a beber “Água da Rocha”.

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Angela, Dorotea e Emanuela

Roma, 4 de junho de 2009






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