Província da África Austral – Sector de Moçambique


Sonhar significa “abandonar as seguranças e arriscar nossas vidas”. WEB PAGE 21/04/2009



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56. Sonhar significa “abandonar as seguranças e arriscar nossas vidas”.

WEB PAGE 21/04/2009


O famoso poeta oriental, Allama Mohammad Iqbal, sonhou a existência de uma nação própria para os muçulmanos do subcontinente, pois assim eles poderiam ser livres em sua própria terra para praticar sua religião com liberdade.

Nosso grande líder, Mohammad Ali Jinna, sonhou em realizar o sonho de Iqbal, e se esforçou para que houvesse uma nação independente, hoje conhecida como Paquistão.

Martin Luther King sonhou e fez o famoso discurso, “Eu sonhei”. Foi um sonho de justiça, de igualdade e de fraternidade. Alguns puderam ver este sonho como realidade na América.

Nelson Mandela sonhou por maiores direitos e pela vida dos negros africanos na África do Sul.

Marcelino Champagnat sonhou que houvesse professores que pudessem ensinar os jovens, rapazes e moças, e para ajudá-los a conhecer o quanto Jesus Cristo os amava, e a seguir o Cristo, como Maria o fez. Ele sonhou quando disse: “precisamos de irmãos”.

Estes são apenas alguns exemplos de pessoas que sonharam. Muitos de nós temos os nossos próprios sonhos. Empenhamo-nos vivamente por eles, para torná-los realidade.

Em cada uma dessas situações, essas pessoas sonharam, trabalharam por eles e o realizaram. A coisa mais importante é que elas sonharam, tiveram algo em mente para ser realizado. Elas não eram vazias, ao contrário, tiveram um plano para ser executado em suas vidas. Seja para si ou para os outros, qualquer que seja a razão, todos elas tiveram um sonho.

Recentemente, quando Teofilo Minga nos visitou, para nos fazer uma introdução sobre a obra Água da rocha, ele nos informou que o livro não possui uma conclusão. Na realidade, os redatores deixaram de ter imaginação e de sonhar. Maneira excelente para concluir um livro!

Pessoalmente fiquei impressionado com a idéia de não haver uma conclusão. Desde então, eu me convenci do quanto é importante ter sonhos, ter imaginação na vida!

Eu fiz uma revisão de minha vida como irmão marista, sobre a vida marista no Paquistão e na província da Ásia do Sul!

Tive sonhos. Como viver o espírito de Marcelino nas realidades atuais do meu país e com meus irmãos nas comunidades? Como dar um sentido em minha vida como religioso, em meu benefício e em favor dos outros, com quem tenho contato? Como fazer com que o meu espírito muçulmano compreenda os nossos valores de vida, como o celibato e a castidade? Quais são as novas maneiras e os meios que devo empregar para me comunicar com os Montagnes de hoje?

Há alguns dias, enquanto estava lendo o último capítulo, tive a consciência dos esforços e das penas que enfrentei ao longo dos últimos meses. O provincial e seu Conselho decidiram fechar a nossa casa de formação em Faisalabad, no Paquistão. Pediram-me para me transferir para o Sri Lanka, para trabalhar em um postulantado comum. Certamente não tenho problemas para me mudar ao Sri Lanka, no entanto, detesto a idéia e não gosto nem mesmo de pensar em fechar a casa de formação.

Quando estava lendo o artigo 155 de Água da rocha, fiquei impressionado com as seguintes palavras: “...nós levamos prontamente o presente da educação e da presença marista a lugares e situações que podem requerer o abandono das seguranças e até mesmo de arriscar nossas vidas”.

Estava pensando que a nossa presença em Faisalabad era mais importante do que nos mudarmos para qualquer outro apostolado. Senti que talvez seja mais importante arriscar, deixando o lugar. Talvez a nossa presença não seja necessária aqui em Faisalabad e seja mais frutífera em qualquer outro lugar.

Mais adiante, no mesmo artigo, pode-se ler: “...engajamo-nos ativamente na criação de novos caminhos de diálogo intercultural e interreligioso”. Uma vez mais, isto foi um convite para que eu começasse a pensar em minha nova responsabilidade de trabalhar nas estruturas interculturais no Sri Lanka, com meus irmãos locais e indianos, para o desenvolvimento, a harmonia e a fraternidade de nossa província do Sul da Ásia. Estou certo de que a transferência para o postulantado intercultural (Common Postulancy), reunindo os postulantes da Índia, do Paquistão e do Sri Lanka é um passo adiante, na direção de novos projetos e de novos sonhos.

Assim, sinto-me feliz por Água da rocha ter-me inspirado a ver as coisas de uma maneira diferente. Ele me ajudou a aceitar os novos desafios da vida, de nossa vida marista no Paquistão e na província. Era preciso, uma vez mais, que eu tivesse uma nova visão, que tivesse sonhos, para torná-los concretos na realidade de minha vida.

Foi de grande ajuda para eu compreender as transferências de vilarejo em vilarejo sobre as colinas do Pilat. Que eu possa ter a coragem e a imaginação para caminhar nos “Pilat” de minha vida! Que nós, que zelamos pelo carisma de Marcelino Champagnat, possamos estar “humildemente apoiados sobre a rocha do incondicional amor de Deus, par irmos de vilarejo em vilarejo”, tornando Jesus e Maria conhecidos e amados, pela nossa presença e nosso ensino.

Paul S. Bhatti, FMS




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