Província da África Austral – Sector de Moçambique


Como viver a espiritualidade marista -



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26.Como viver a espiritualidade marista - Água da rocha
web page 13/08/2008
A espiritualidade Marista teve a sua origem em Champagnat e nos primeiros irmãos que pensavam difundir a vida de Cristo no mundo. Formavam um pequeno grupo que vivia de um modo humilde e simples (Cfr. 33). A sua missão era dar a conhecer e a amar a Jesus Cristo tomando Maria como modelo e caminho para chegar a Jesus. O sentimento fundamental desta comunidade pode ser apresentado como um sentimento de “paixão por Deus e compaixão pelas pessoas” (nº 1). Este modo de viver o evangelho foi-se propagando como um fogo inextinguível até aos nossos dias, enriquecendo assim a nossa Espiritualidade Marista.

Dentro desta espiritualidade, os nossos antepassados legaram-nos vários aspectos fundamentais, intimamente relacionados com o apostolado. Por isso eles nos ajudam a dar a Boa Notícia do Reino a todos os homens de hoje. O Irmão Teófilo no pequeno curso que nos deu, na sua passagem pela Colômbia nos dias 21, 22 e 23 de Abril sublinhou dois com uma força especial. Esses dois aspectos são:

1. A oração como meio para receber a força do Espírito Santo para realizar a nossa missão. No fundo encontramos aqui a relação importante entre oração e missão ou, como também se costuma dizer, entre contemplação e acção. Esses dois aspectos não são a mesma coisa, não se podem confundir, mas estão intimamente relacionados no que o Irmão Teófilo apresenta como uma “relação de equilíbrio”. Como exemplo refere o nº 131 de Água da Rocha que apresenta Maria como a mulher que realizou de um modo perfeito esse equilíbrio, ao considerar como um todo as narrativas e as realidades que elas representam da Anunciação (contemplação) e da Visitação (acção).

2. A Eucaristia como lugar privilegiado de comunhão com Cristo e com o seu Corpo que é a Igreja. Assim, não e de admirar que o nº 23 de Água da Rocha nos apresente a vivência da Eucaristia “fonte e ponto mais alto da vida cristã” como o sacramento por excelência que “nos conduz ao coração da espiritualidade marista”. O nº 104 repete a mesma ideia sublinhando, talvez com mais força, a dimensão comunitária da nossa vida, fruto também da vivência da Eucaristia. Assim, também não é de admirar que este número aplique à pessoa humana quatro adjectivos que pertencem totalmente ao mundo eucarístico: “sentimo-nos, ao longo dos dias, reunidos, abençoados, disponíveis (partidos) e oferecidos” (cfr. também 86). E, sem dificuldade, vemos também aqui a Eucaristia como força e sustento para a nossa entrega aos outros, seguindo o exemplo de Cristo.

Maria nos mostra o bom caminho, tal como o fez para a comunidade fundacional. Tal como ela, nós, os maristas de hoje, devemos estar dispostos a anunciar com alegria a Boa Notícia de Deus. Por isso, seguindo o exemplo de Maria, devemos nós mesmos, em primeiro lugar, dispor o nosso coração a escutar essa Boa Noticia e a interiorizá-la em nossas vidas para que em seguida possamos produzir frutos em abundância na nossa vida apostólica. De facto, Maria está presente nas nossas vidas e continuamente nos convida a seguir Jesus (Cfr. 131-134)

A comunidade Marista, formada por Irmãos e Leigos recebeu uma espiritualidade, que se manifesta de muitas formas. Em todo o caso deve ser sempre Valente e entusiasta para a partilhar com o mundo de hoje, proclamando-a mediante o seu testemunho e as suas palavras. Deste modo se converterá em um grande rio de água viva que contém em si a força do Espírito Santo (Cfr. 43). E o nº 97 completa dizendo que “é uma espiritualidade que celebra o mistério da Santíssima Trindade… e permite-nos “sentir com” os nossos irmãos e as nossas irmãs, levando-nos a partilhar as suas vidas e a criar vínculos de amizade”. De facto, estamos em presença de uma espiritualidade comunitária (cfr. 105, 140) onde, diz ainda o nº 97, “um grupo de pessoas vai progressivamente crescendo em comunidade com um só coração e um só espírito”.

De todo o coração agradecemos ao Irmão Teófilo o facto de nos recordar e de nos fazer apreciar esta riqueza insuspeitável que temos no livro Água da Rocha.

Os postulantes:


Edgar Leonardo Chicunque Jamioy
Juan Pablo Caicedo Ceballos
Jhon Fredy Urbano Bolaños
Andrés Felipe Bedoya Sánchez




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