Proposta preliminar de implantaçÃo de política sobre drogas psicoativas na unicamp


Estrutura básica para os seminários sobre substâncias psicoativas (SPAs)



Baixar 59,47 Kb.
Página5/5
Encontro17.10.2018
Tamanho59,47 Kb.
1   2   3   4   5

2 Estrutura básica para os seminários sobre substâncias psicoativas (SPAs)


Modelo 1 (Centro de Controle de Intoxicações -CCI):


Objetivo: instrumentalizar os atendentes do CCI e P.S.) a lidarem com situações clínicas, pertinentes ao uso indevido de SPAs e proporcionarem o devido encaminhamento.


  • Aspectos sócio-históricos, paradigmas e modelo biomédico sobre drogadição; epidemiologia do uso de substâncias psicoativas

  • Classificação das SPAs e suas ações sobre o SNC

  • Apresentação clínica e abordagem na intoxicação e síndrome de abstinência de: álcool, canabidióis, anfetaminas, cocaína, solventes, etc.

Carga horária sugerida: 3-4 horas

Modelo 2 (SAE e profissionais envolvidos em atividades de atendimento direto aos alunos)
Objetivo: Fornecer a esses profissionais subsídios para compreender, acolher e encaminhar alunos com queixas relacionadas ao uso de SPAs.


  • Drogas e sociedade

  • Conceitos básicos em SPAs: o que são e como agem

  • As drogas mais consumidas

  • Quando se torna um problema

  • Possibilidades de tratamento

  • Prevenção na área de drogas

  • Situações práticas/casos clínicos

Carga horária sugerida: 4 a 6 horas


Modelo 3 (SAPPE, Serviço Social, Psicólogos(as) da DGRH, CECOM)
Objetivo: fornecer aos profissionais da área de saúde subsídios para uma reflexão crítica acerca dos possíveis desdobramentos do consumo de substâncias psicoativas na comunidade universitária e proporcionar a esses profissionais mais instrumentos para lidar com a demanda de atendimento.


  • Drogas: aspectos sócio-históricos

  • O que são substâncias psicoativas

  • Aspectos epidemiológicos

  • Classificação das SPAS do ponto de vista da ação sobre o SNC e implicações jurídicas

  • Critérios diagnósticos para abuso e dependência

  • Estruturação da dependência

  • Principais modelos terapêuticos

  • Aspectos preventivos

  • Casos clínicos

Carga horária sugerida: 6 a 8 horas

Modelo 4 (GRAPEME e profissionais da área de saúde mental do CECOM)
Objetivo: proporcionar a estes profissionais meios para uma reflexão crítica acerca da relação entre a clientela atendida e as SPAs; aprofundar seus conhecimentos nos avanços terapêuticos e na compreensão da neuro-psicobiologia da drogadição.


  • Aspectos sócio-históricos, paradigmas e modelo biomédico sobre drogadição; epidemiologia do uso de substâncias psicoativas

  • Novos conhecimentos sobre SPAs e suas ações sobre o SNC

  • Atualização em co-morbidade psiquiátrica

  • Possibilidades terapêuticas:

  • Abordagens psicoterápicas

  • Abordagens cognitivo-comportamentais

  • Alternativas farmacológicas

  • Casos clínicos

Carga horária sugerida: 6 horas

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Devido à implantação recente deste programa, os resultados preliminares mostram tão somente uma excelente aceitação e aderência da clientela proveniente dos diferentes setores e serviços da Universidade já envolvidos. Os resultados em termos de impacto sobre a comunidade universitária, principalmente nos novos alunos ingressantes, serão melhor avaliados a partir da pesquisa.

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ABEAD Proposta para uma política nacional de prevenção do consumo do álcool, tabaco e outras substâncias psicoativas. Brasília, 1990.
ANDRADE, A.G.; BASSIT, A.Z.; KERR-CORRÊA, F. e cols. – Fatores de risco associados ao uso de álcool e drogas na vida, entre estudantes de medicina do Estado de São Paulo. Revista APB-APAL, 17:41-46, 1995.
ANDRADE, A.G.; QUEIRÓZ, S.; VILLABOIM, R.C.M. e cols. – Uso de álcool e drogas entre alunos de graduação da Universidade de São Paulo. Revista ABP-APAL, 19(2): 53-59, 1997.
AZEVEDO, R.C.S. Usuários de cocaína e AIDS: um estudo sobre comportamentos de risco. Tese apresentada ao Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, para obtenção do título de Doutora em Ciências Médicas, área de concentração Saúde Mental. UNICAMP, 2000.
BERGERET, J. & LEBLANC, J.- Toxicomanias. Porto Alegre. Ed. Artes Médicas,1991.
BOSKOVITZ, E.P.; CRUZ, E.T.N.; CHIARAVALLOTI-NETO F. e cols. – Uso de drogas em universitários em São José do Rio Preto. Revista de Psiquiatria Clínica, 22: 87-93, 1995.
BUCHER, R.- Prevenindo contra as drogas e DST/AIDS: populações em situação de risco. Ministério da Saúde, Brasília, 1995.
CALANCA, A.- A toxicomanina entre doença e delinqüência. In: BERGERET, J. & LEBLANC, J. Toxicomania. Porto Alegre, Ed. Artes Médicas, 1991.
CARLINI, E. A.; CARLINI-COTRIM, B. H. R. S. & SILVA FILHO, A. R.- Sugestões para programas de prevenção ao abuso de drogas no Brasil. EMP/CEBRID, São Paulo, 1990.
DSM-IV - Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. Porto Alegre, Ed. Artes Médicas, 1995.
FOCCHI, G. R. A.; GIGANTE, A. D.; LEITE, M. C. & CABRAL, A. C. J.- Abordagem de Pacientes Dependentes de Cocaína. In: LEITE, M. C.; ANDRADE, A. G. et al Cocaína e Crack. Porto Alegre: Artmed, 1999.
GALDURÓZ, J.C.F. ; NOTO A.R.; CARLINI, E.A. – IV Levantamento sobre o Uso de Drogas entre Estudantes de 1º e 2º graus em 10 Capitais Brasileiras -1997. Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID). Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo.1997.
GRECO FILHO, V.- Tóxicos, prevenção-repressão: comentários à lei n° 6368 de 21/10/76. São Paulo: Ed. Saraiva, 1992.
KERR-CORRÊA, F.; ANDRADE, A.G.; BASSIT, A.Z. e cols. – Uso de álcool e drogas por estudantes de medicina da UNESP. Revista Brasileira de Psiquiatria, 21(2): 95-100, 1999.
LARANJEIRA, E. & NICASTRI, S.- Abuso e dependência de álcool e drogas. In: ALMEIDA, DRATCU & LARANJEIRA, E. Manual de Psiquiatria. São Paulo, Ed. Guanabara-Koogan, 1996.
LEITE, M. C.- Abuso e Dependência de Cocaína: Conceitos. . In: LEITE, M. C.; ANDRADE, A. G. et al. Cocaína e Crack. Porto Alegre, Artmed, 1999.
LEITE, M. C. & CABRAL, A. C. J.- Promoção da Abstinência. . In: LEITE, M. C.; ANDRADE, A. G. et al. Cocaína e Crack. Porto Alegre, Artmed, 1999.
LEITE, M. C.- História da Cocaína. In: LEITE, M. C.; ANDRADE, A. G. et al. Cocaína e Crack. Porto Alegre, Artmed, 1999.
LEITE, M. C.; ALI RAMADAN, Z. B. & ALVES T. C. T. F.- Co-morbidade entre Cocaína e outros Transtornos Psiquiátricos. In: LEITE, M. C.; ANDRADE, A. G. et al. Cocaína e Crack. Porto Alegre, Artmed, 1999.
MEYER, R. E.- Psychopatholgy and addictive disorders. The Guilford Press, 1986.
OLIVENSTEIN, C.- La vie du toxicomane. PUF, Paris, 1982.
OLIVENSTEIN, C.- O não dito das emoções. Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 1989.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE- Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10. Porto Alegre, Ed. Artes Médicas, 1993.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE- Reagindo aos problemas das drogas e do álcool na comunidade. Livraria Santos Editora, 1992.
WASHTON, A. M.- Cocaine addiction: treatment, recovery, and relapse prevention. New York: W.W. Norton & Company, 1989.
WOODAK, A.- Redução de danos e programas de troca de seringas. In: BASTOS, F. I. & MESQUITA, F. (orgs.) Troca de seringas: drogas e AIDS. Brasília, Ministério da Saúde, 1998.


Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5


©psicod.org 2017
enviar mensagem

    Página principal