Proposta preliminar de implantaçÃo de política sobre drogas psicoativas na unicamp



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PROGRAMA DE PREVENÇÃO AO USO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS LÍCITAS E ILÍCITAS NA UNICAMP

Pró-Reitoria de Desenvolvimento Universitário

Coordenadores: Dr. ELSON S LIMA,

Drª RENATA CRUZ S. AZEVEDO


1. INTRODUÇÃO
Historicamente, a maioria dos grupos sociais tem convivido com diversas substâncias psicoativas. Estas vão desde produtos de origem natural até aqueles produzidos em laboratório, que proporcionam efeitos percebidos ou não como agradáveis, pelo SNC. Tais efeitos resultam em alterações na mente, no corpo e na conduta. Na verdade, os homens sempre tentaram modificar o humor, as percepções e sensações por meio de SPAs, com finalidades religiosas ou culturais, curativas, relaxantes ou simplesmente recreacionais (BUCHER, 1995).

À semelhança de certos animais, usuários intermitentes de drogas, o homem primitivo aparentemente mostrou-se portador de uma certa sabedoria, como se uma fronteira separasse o possível do perigoso (CALANCA, 1991). Com o passar dos séculos esse tipo de auto-regulação, esse senso inato de limites desapareceu.

O recurso às drogas, inicialmente de cunho religioso ou médico, disseminou-se com o homem nas suas migrações, marginalizando-se ou tornando-se culturalmente aceitável ou até mesmo banal. Numa perspectiva histórica podemos dizer que a droga tornou-se um problema de saúde pública a partir da metade do século XIX (BERGERET, 1991).

Na atualidade, convivemos com um crescimento significativo no consumo de substâncias psicoativas, que vem acompanhado do uso em idades cada vez mais precoces e do desenvolvimento de substâncias novas e vias de administração alternativas de produtos já conhecidos com incremento nos efeitos e aumento no potencial de desenvolvimento de dependência.

A sociedade como um todo tem se questionado sobre as motivações deste aumento no uso de SPAs. Parte das justificativas apoiam-se no contexto sócio-político que reforça os valores baseados no consumismo e prazer imediatista, associado à pauperização de importante parcela da população em todo o mundo.

Segundo a OMS (1974) os principais motivos para experimentação de SPAs são:

a- satisfação de curiosidade a respeito dos efeitos das drogas ;

b- necessidade de participação em um grupo social ;

c- expressão de independência ;

d- ter experiências agradáveis, novas e emocionantes ;

e- melhora da “criatividade”;

f- favorecer uma sensação de relaxamento ;

g- fugir de sensações / vivências desagradáveis .

Ainda segundo a Organização Mundial da Saúde (1981), os principais fatores de risco para o consumo são:

a- indivíduos sem adequadas informações sobre os efeitos das drogas;

b- saúde deficiente;

c- insatisfação com sua qualidade de vida;

d- personalidade deficientemente integrada;

e- com facilidade de acesso às drogas .

2. JUSTIFICATIVA


O uso de substâncias psicoativas lícitas e ilícitas tem sido avaliado entre estudantes que freqüentam universidades estaduais paulistas (ANDRADE, 1995, 1997; KERR-CORRÊA, 1999). Pesquisas realizadas entre estudantes de medicina da USP e de mais oito escolas médicas, e alunos de graduação de outros cursos desta mesma universidade apresentaram os seguintes resultados: prevalência de 38,1% de uso na vida, 26,3% nos últimos 12 meses e 18,9% nos últimos 30 dias, para qualquer substância ilícita. Estes resultados mostram freqüências de consumo superiores aos encontrados em outros estudos com estudantes de 1º e 2º graus (GALDURÓZ , 1997) e outros estudantes universitários da cidade de São Paulo, (BOSKOVITZ, 1995). Outro dado relevante, é que os diversos subgrupos em que a amostra foi dividida (áreas de estudo, sexo, situação de moradia, período de curso e ano de ingresso) apresentavam padrões diferentes de consumo de drogas. Identificou-se que as drogas lícitas – álcool e tabaco – são as mais consumidas, enquanto que o uso de drogas ilícitas é maior entre os alunos das áreas de humanas e maior ainda entre os que não residem com família.

Prevenção


Historicamente, métodos mágicos e empíricos foram usados em várias sociedades como ações preventivas não apenas pela população de forma espontânea, mas também com a recomendação dos responsáveis pela saúde na comunidade local. Entretanto, o conceito científico de uma intervenção preventiva foi desenvolvido como resultado de avanços no conhecimento médico tendo-se por base a descoberta de agentes etiológicos específicos e de imunizadores

(BUCHER, 1995).

A prevenção na área de drogas visa a adoção de uma atitude responsável com relação aos psicotrópicos. O objetivo último da prevenção, no campo dos problemas relacionados ao consumo de drogas psicotrópicas, é procurar que os membros de uma dada população não abusem de drogas e, conseqüentemente, não causem danos pessoais e sociais relacionados a este abuso, nem prejuízos que daí possam decorrer

(CARLINI et al., 1990).

Partindo do modelo médico original e tradicional, a noção de prevenção evoluiu para um modelo pedagógico que privilegia a multicausalidade das doenças, levando em conta a interação do sujeito com seu meio.

Dentro desta perspectiva podemos dividir as ações preventivas em três níveis :





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